História Blood, Sweat and Tears. - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Suga, V
Exibições 58
Palavras 1.799
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fantasia, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá gente, os capítulos acompanham o crescimento do Yoongi e algumas descobertas, então será normal esses caps no início, mostrando a infância, adolescência e etc.
Obrigada pelos favoritos iniciais. ♥

Capítulo 2 - O primeiro dia.


Fanfic / Fanfiction Blood, Sweat and Tears. - Capítulo 2 - O primeiro dia.

— Não me pega! — O pequeno Yoongi corria a volta da sala, freneticamente. — O papai não me pega!

Afinal, cinco anos se passou desde que Yoko morrera no parto de Yoongi. Yuzo o protegera com todo zelo, enquanto tentava acostumá-lo ao mundo humano, já que ambos suas origens não o aceitavam.

— Yoongi! — Yuzo exclamou, e num único movimento veloz, suas asas negras abriram-se, e movendo-se a sala a frente, o barrou. — Peguei!

— Não!

— Hã?

Quando vira, Yoongi engatinhava rapidamente entre suas pernas.

— Eu tinha esquecido desse truque. — Yuzo coçou a nuca. — Eu devo estar ficando velho mesmo.

— Eu posso voar. — Quando foi ver, Yoongi estava de pé no braço do sofá. — Como o papai! — Ele abriu os braços.

— Yoongi, você não tem asas ain...

Tarde demais, Yoongi dera de cara com o chão.

— Argh.. — Ele resmungou com os olhos lacrimejando.

Yuzo rapidamente correu, levantando-o nos braços.

— O que você é? Um passarinho?

— Por que eu não posso voar? — As pequenas mãos de Yoongi tocaram as extensas asas de Yuzo, enquanto seus olhos ainda estavam marejados.

Yuzo suspirou; certamente ele ainda teria asas, mesmo que ele não soubesse como estas poderiam vir com o DNA do filho.

— Para tudo temos etapas, um dia você terá suas próprias asas.

— E você pode me levar para a escolinha enquanto brinco nelas?!

— Filho...tenho mais uma missão para você.

— Missão? — O mesmo enxugou as lágrimas.

— Na presença dos humanos, jamais aparecemos como realmente somos, ou falamos quem somos...você tem agir como um humano perto de outros humanos.

Yoongi piscou os olhos devagar, fitando o rosto do pai.

— Mas e depois...quando eu não estiver com humanos...nós podemos brincar?

Yuzo sorriu.

— É claro.

Se viver parte de sua vida como humano também era necessário para criar Yoongi, Yuzo não se importava; cada ato; sorriso; tudo lembrava Yoko, aquilo era o bastante para ele.

Era o primeiro dia que ele deixaria o filho em uma escolinha de humanos; apesar de estar preocupado, pensava que talvez se ele conseguisse se entrosar com outras crianças, seu crescimento seria mais agradável. E enquanto isso, Yuzo era solicitado por seus senhores no submundo.

 

Escolinha.

 

— Ele não é muito fofo? — A primeira menininha comentou.

— Ele é tão bonito! Você acha que ele é filho de alguém famoso?

Yoongi encarou-as de longe e elas rapidamente correram.

Era um lugar confuso para ele; igualmente barulhento com várias outras crianças.

— Oi! — Um garotinho aproximou-se. — Você é novo aqui, não é?  — Ele também sorria.

— Hm. — Yoongi timidamente assentiu.

— Você parece estar tímido, então irei me apresentar. — O pequeno garoto segurou na mão dele, sacudindo-a. — Eu sou o Jungkook, tenho certeza que seremos amiguinhos!

— Eu sou..hm..Yoongi!

— Legal! — O pequeno Jungkook sorriu. — Vamos brincar?!

Yoongi novamente assentiu com a cabeça; foi quando algo janela a fora chamou sua atenção; especificamente, pode ver um outro garoto. Mas por que ele estava lá fora sozinho?

Com suas pernas curtas, correu o mais rápido que pode.

— Olá! — Yoongi diz ao abrir a janela e o rapazinho deu um passo para atrás; era pálido e seu olhar um tanto pesado.

— Yoongi, por que você correu? — Jungkook chegou logo em seguida.

— Por que ele está sozinho aqui fora? — Yoongi indagou.

— Uh? De quem está falando?

— De...le. — Quando virou-se, o outro garoto havia sumido;Sua voz soou baixa e confusa.

— Muito bem crianças, vamos lá pra fora! Hoje vamos ver alguns animais que temos no jardim da nossa escolinha. — A professora dita.

As crianças automaticamente gritaram animadas, apesar de Yoongi não entender o porquê.

 

. . .

 

— Olhem só, o coelhinho parece estar procurando comida para sua família!

Havia muitas crianças a volta, menos Yoongi que logo atrás estava, próximo a uma arvore, cutucando uma poça de lama com alguns gravetos.

— Eu não estou me divertindo..eu quero o papai... — Ele resmungou.

Você pode brincar comigo então.

Era aquele garoto de mais cedo; ao lado dele ditou.

— Como você...hm...por quê você sumiu naquela hora?

Eu não gosto deles.

Referiu-se as outras crianças, acompanhadas da professora não muito distante dali.

— Qual o seu nome? Nós podemos ser amigos então.

Taehyung...Kim Taehyung...e sim, podemos ser amigos.

Ele com certeza era mais alto e mais velho, nada que pudesse ser tão diferenciado; seu cabelo era castanho e meio encaracolado.

— Yoongi, por que está sozinho? — A professora se aproximava.

— Eu estou com o Tae... — Taehyung novamente havia sumido assim que ele olhou para o lado. — Hyung...

— Não tem ninguém aqui, querido. Não fique sozinho, certo?

Ela estendeu a mão, e Yoongi a segurou; vez ou outra olhando para trás.

— Crianças, sejam legais com o novo amigo de vocês, ele é tímido, então não o deixem sozinho.

— Ne! — Assentiram em coro.

— Ei, por quê você é tão baixo? — Um garotinho o cutucou.

— Eu.. — Yoongi deu alguns passos para trás.

— O seu cabelo é loiro de verdade?

— Ele é tão estranho, por quê temos que ser amigos dele?

As crianças também tinham personalidades difíceis afinal;

— Ei! — Dessa vez uma menina aproximou-se. — Não mexam com ele! Até parece que nunca tiveram o primeiro dia na creche.

A pequena Sojung; de seis anos; era corajosa e agitada; com cabelos cumpridos e olhos brilhantes, apesar de mesmo na pouca idade não ser tão feminina.

O grupo de garotos apenas deram a língua para ela e então se afastaram.

— Não ligue pra eles...são uns bobocas! Implicam com todo mundo! M-Mas eu posso te defender.. — Ela estava meio corada. — Intimide eles também.

— O que é...intimidar? — Yoongi a fitou.

— Minha mãe contou que é uma coisa ruim...mas se os outros fazem com você, tudo bem fazer com eles também.

— Mesmo? Acho que faz sentido... — Ele suspirou.

Yoongi novamente a encarou; os olhos dela estava fixados em seu pequeno rosto e suas bochechas realmente vermelhas.

— E-Eu irei ao banheiro! — Sojung correu.

Antes que ele pudesse pensar em qualquer coisa, algo o chamou atenção.

Infelizmente esse passarinho caiu da arvore e quebrou a asinha, crianças...nós pensamos em por ele de volta, mas quando um pássaro quebra a asa, ele não tem muitas chances de viver.

Ahhhhhh. — As crianças resmungaram tristes.

— A natureza pode ser difícil para os bichinhos também.

Yoongi os observou seguir caminho, e próximo daquela arvore, um passarinho enfermo. Ele caminhou devagar.

Mesmo que não soubesse, algumas crianças estavam observando ele; Yoongi agachou-se perto do passarinho. Esticou os bracinhos devagar e então com cuidado, levou o bichinho entre suas pequenas mãos.

— Garoto novo! O que está fazendo com o passarinho?

— Vamos contar pra professora!

Eu o liberto da dor... — Yoongi ditou devagar e bem baixo.

— Ei, por que você não respon...

Mas diante dos olhos deles; o passarinho voara das mãos de Yoongi, que o fitou indo para o céu, calmamente.

— O-Oque você fez?! — Um garoto indagou, arregalando os olhos.

— Eu sabia que havia algo errado com ele!

— Você é uma aberração!

Yoongi os fitou, e os mesmos correram assustados para a professora.

— Aberração? — Yoongi repetiu.

E distante dali; sobre o telhado da escola...presenças celestiais, observando-o de longe.

— Os poderes dele só irão aumentar, anjo Gabriel, não é um problema deixá-lo crescer?

— Vamos ver do que o filho da Yoko é capaz...afinal, ele também tem sangue de demônio e não poderá viver entre humanos por muito tempo sem acabar deixando seus poderes visíveis.

— Olhe aquilo, Gabriel!

 

Gabriel voltou a prestar atenção aos acontecimentos abaixo.

 

 

O que você fez? Um garoto vai ver, dois anos mais velho segurou Yoongi pelas golas da camiseta. Meu irmãozinho disse que você o assustou.

— Eu..não fiz nada. — Yoongi responde, sentindo apenas as pontas dos seus pés tocarem no chão.

— Hyung, ele é um monstro!

— Não se meta com a gente! — Em um único e violento ato, o mais velho o acertou com o punho no nariz de Yoongi, que caiu sentado no chão.

Foi quanto ele percebeu aquelas gotas densas caindo por sua camiseta.

Ele estava sangrando.

— Bem feito! — O menor deu a língua e ambos se afastaram.

Yoongi tocou o próprio nariz dolorido e seus dedos logo encontraram-se sujos.

Com um pouco de dificuldade, se levantou. Algumas meninas gritaram ao notarem ele machucado.

Que problema, não é? — Atrás de arvore, estava Taehyung.

— Taehyung?

As crianças também são tão ruins quantos os adultos...você está horrível.

— Eu não sei o que eu fiz para eles.

Não sente vontade de se vingar?

— Vingança?

— Você é engraçado... — Taehyung sorriu de leve. — Me segue!

— Mas e se...

— A professora foi buscar desenhos para colorir, ele nem vai te ver.

Yoongi olhou em volta, e sem pensar duas vezes, o seguiu.

 

. . .

 

Yuzo voltara ao mundo humano algumas horas depois, podendo até mesmo buscar seu filho mais cedo.

Mas chegando a escolinha, o maior problema foi aquele;

— Como assim ele sumiu?!

— Senhor..eu dei as costas por um minuto e...

Ele olhou em volta rapidamente; aquele sangue...

— Você viu aquilo?! — Ele apontou. — Ele se machucou?!

Ela tentava pedir perdão, mas Yuzo não perdeu tempo em dar as costas.

O que eu fiz? Foi ridículo...ele não pode se comparar a uma criança humana e nem mesmo ser cuidado por uma; Ele corria o mais rápido que pode, mas no primeiro playground que parou; lá estava ele.

— Yoongi! — Ele exclamou, indo em direção do mesmo, que se balançava no balanço.

— Ah, aquele é o meu pai. — Ele apontou.

Yuzo levantou as sobrancelhas, ao lado dele, no outro balanço; um espírito?

— Yoongi! Você me deu um susto! — Ele agachou-se, segurando-o nos pequenos braços dele.

— Desculpe papai, eu estava com o Taehyung.

— Um...anjo caído? — Taehyung indagou.

Yuzo pegou Yoongi no colo.

— Filho, esse menino não é humano...ele na verdade já está morto, você percebeu isso, não é?

E pensar que ele havia acabado por socializar com o espírito de uma criança morta.

— Acho que faz sentido...mas...ele é meu amigo!

Yuzo o fitou, suspirando.

Aquelas marcas de sangue fizeram os lábios de Yuzo tremerem em raiva.

E naquele momento...ele finalmente sentiu aquela presença familiar.

Gabriel; pensou naquele exato momento.

Yuzo virou-se, semicerrando os olhos.

— Vamos embora.

— Taehyung, nós nos vemos amanhã?

— É claro! — Ele acenou com um breve sorriso.

Yoongi acenou também, e então apoiou a cabeça no ombro de Yuzo.

— Acho que os outros garotos me acham estranho. — Ele diz baixo.

— Foi apenas seu primeiro dia e isso aconteceu...sinto muito, Yoongi! Não precisará mais ir para escola.

— Eu conheci humanos legais também...o nome dele é Jungkook, mas ele foi embora mais cedo e uma noona...ela me disse que eu deveria intimidar os outros também.

— E por que fizeram isso com você?

— Um passarinho estava machucado, então eu o curei.

Yuzo parou de andar.

Ele está começando a despertar os poderes deles aos poucos; pensou Yuzo.

— Yoongi, nunca mais faça nada assim, os humanos irão ficar assustados.

— Desculpe...eu apenas fiz sem pensar, papai.

Yuzo respirou fundo, e continuou caminho em frente.

Yoko, você está vendo? Ele está herdando poderes seus...me pergunto o quanto ele herdou de mim também; Yuzo perguntou a si mesmo.



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