História Bloodborn - God's War - Capítulo 26


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bloodborn, Bloodborn Gw
Exibições 7
Palavras 3.548
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Violência
Avisos: Canibalismo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Finalmente eu tive um tempo pra postar apreciem o cap!

Capítulo 26 - Sinal Profético


Fanfic / Fanfiction Bloodborn - God's War - Capítulo 26 - Sinal Profético

[Curiosidade: Na língua Mértica ancestral, Hain e Hein possuem o mesmo significado, Reino ou Dimesão. - Manual da Primeira Era]

[Átrio Verde/Cidadela Esquecida]

- Preciso fugir... Preciso sair daqui! - com esforço falava Myr, rastejando pelo chão, estava toda cortada e suja, fedia à todo os tipos de impurezas do lugar, tanto aos dejetos dos caçadores Yaloz que vez ou outra apareciam pela cidadela, quanto ao enxofre do lugar, parecia desesperada, não conseguia se levantar, se puxava pela escadaria da torre, tentando chegar no local mais alto possível, Ursine a procurava certamente, e com grande esboço ela chega ao topo da torre, onde havia sangue e um altar quebrado, e de lá em seus pensamentos, ela envia um pulso presencial, porém havia sido muito fraco e talvez não fosse capaz de ser sentido.

- Achei você!

[Trundar/Prisão Astral/Tehenla]

Mirla puxava Léon pelos corredores da prisão, e lembrara agora mesmo do que Alinna havia dito sobre ser discreta; o guiava pelos lugares mais seguros para que não se encontrassem com sentinelas, o mesmo ainda estava confuso, não estava entendendo nada, mas sem hesitação acompanhava aquela forma espectral tão bela, desconhecida até então.

-*Não fale nada, Léon, essa é Mirla...! É um dos lados da espada Milacro! Acho que ela tenha vindo nos ajudar!*

-*Eu não ia mas...!*

- Deixe as perguntas para depois bloodborn, existem inimigos de poder inimaginável aqui! - Alerta Mirla, olhando ao redor, em um grande salão, vendo a porta de saída da Tehenla.

[Bastilha Sacro Valahânica/Gehenna]

As grandes ondas de sangue que já tocavam o teto da dimensão de Gehenna cobriam toda a bastilha, os orcs negros não cessavam de forma alguma os ritos, falando na língua demoníaca as palavras para abrir por completo os portões para que as hordas pudessem sair, assim como a carta que tinham na manga, Lúcifer observava tudo, em um trono de pedra, onde imponente acompanhava o ritual.

- meu rei, trago notícias do plano mortal...! - Synner se achega até o trono de pedra, fazendo uma breve reverência, vendo o silêncio de Lúcifer ele prossegue. - Estão lutando entre si... Não acha que essa é a melhor hora para mandarmos o primeiro sinal?

- Acha que teremos êxito? - questiona Lúcifer, olhando fixamente para Synner.

- Posso lhe garantir uma coisa, muitos morrerão! E também tenho uma surpresinha para aquele nórdico intrometido, sei que ele vai gostar! - completa Synner, soltando uma risada maliciosa.

- À vontade, faça como bem entender! Apenas se certifique de que a destruição seja em massa, não deixe nossos cavaleiros morrerem em vão...! Este será o primeiro sinal profético do fim dos tempos!

[Gehenna/Santuário de Synner]

- Toque o sino... Abra os portões; Corrompa os céus, e envie destruição, o sol se torna trevas, e as trevas loucura, cause o desespero, inspire medo, desça dos céus luz corrompida! Acerto Solar! - Synner calmamente profere tais palavras, próximo à um altar de pedra, solta uma rápida risada, e volta na direção da bastilha.

[Inrirm/País Cristão]

- Então dos céus todos veem uma grande luz descendo, com extrema velocidade, seria um anjo de Deus? Não, é a destruição, as nações profanas sofrerão com o epílogo do fim do mundo, onde as luzes irão lhes tocar e destruir, onde seus falsos deuses não poderão os ajudar, sangue de inocentes correrá por todo o globo, inundando o mundo com o vermelho do pecado; E será assim até o fim dos dias...! - falava o profeta de grandes cabelos brancos e liso, com sua barba mal feita. - Quando o cego enxergar tal luz, será o sinal de que este é o início do fim! - os olhos do profeta esclarecem, e sua visão, perdida tempos atrás.

E atraindo a atenção de todos, uma gigantesca luz em forma de lança desce dos céus, na direção de Nortrend, assustados os cristãos se benzem, temendo pelo o que iria acontecer. Então a luz toca no solo, e uma gigantesca onda brilhosa se espalha, arrancando árvores, causando reboliço nos mares e destruindo tudo no caminho.

[Parvariah/Palácio Real]

Alinna estava de pé, assustada com a grande explosão que havia atingido o país de Ymarvir, Crona estava ao seu lado, não demonstrara quaisquer sentimentos, possívelmente já sabia o que tinha acontecido.

- Crona! O que houve!? - questiona Alinna, com o antebraço à frente do rosto, protegendo seus olhos da ventania e da poeira que ainda eram fortes após a explosão.

- Chegaram...! - Fala Crona, colocando sua mão sob seu peitoral.

- Quem?

- Os anjos da morte...! A grande luz... Destruirá país por país, e após cada explosão, um gigante se erguerá, e esse gigante vindo das profundezas de Inferi tem um único objetivo... Destruir! - completa Crona, olhando fixamente para o local da explosão no horizonte. - Veja!

Alinna olha assustada na direção de Ymarvir, e vê a fumaça se dissipando, e parecia não acreditar no que estava vendo, um gigantesco cavaleiro, ajoelhado com a cabeça baixa, era como se ainda estivesse inerte, sua armadura reluzia de onde estava, com detalhes e runas do Deus caído, Hargrumon, estava de joelhos, e sua mão direita, apoiada no cabo de sua gigantesca espada, o elmo chifrado e vedado ocultava sua face, uma capa vermelha em suas costas era notável, com o símbolo da ordem de Hargrumon a espada invertida ou em outras palavras uma cruz invertida.

- Que tipo de criatura é essa! - exclama Alinna assustada, vendo a abissal criatura, que parecia enorme já que era vista desde Parvariah, sua silhueta rasgava o horizonte, e a parte inferior do cabo de sua espada ainda estava ocultada entre as nuvens.

- Hoje um país deixou de existir, para ser mais precisa! - fala Crona, com um olhar de perda, vendo os milhares de escombros do antigo país de Ymarvir.

- O que será que ele vai fazer?! - questiona Alinna, olhando sem piscar para o gigantesco anjo caído, o mesmo não tinha asas, mas se vinha de Inferi, certamente era um anjo da morte.

- Está inerte... Fique aqui! - exclama Crona, partindo até o local onde estava o gigante, em uma velocidade extrema, deixando apenas fumaça para trás.

E chegando no local ela se surpreende, fica abismada com o tamanho da criatura, de perto parecia ainda maior, temia pelo estrago que aquela espada iria fazer ao rasgar um país ou cidade, ela contorna a criatura que parecia adormecida, e não vê nada de errado, sob até a altura das nuvens e checa o fim de sua espada, parecia tudo normal, então sente uma forte pontada na cabeça e olha na direção do cavaleiro; Chegando próximo ao seu rosto, ouve sua forte respiração abafada dentro do elmo, ela se aproxima ainda mais, tentando ver seu rosto pela cavidade do elmo que era usada para respirar, mas se assusta quando dois clarões vermelhos se acendem.

- Acordou! - ela grita, tomando distância, e observando o ser abissal que aos poucos se erguia, destruindo a vegeteção e o resto dos escombros de Ymarvir.

[Trundar/Prisão Astral Tehenla]

Léon estava prestes a fugir da prisão mistíca, quando sente os alicerces da mesma tremer, com a grande explosão de Ymarvir que até então era desconhecida à todos. Mirla sabe o que é, e apreensiva, apressa a velocidade, para voltar logo para Parvariah.

- Devo lhe escoltar até a saída mais próxima bloodborn...! Devo partir imediatamente para ajudar minha mestre!

- Não vejo problemas mas, minha espada, Revern, como pego e onde pego? - questiona Léon, lembrando que sua espada lhe fora tomada.

- Próxima aos portões de saída de Tehenla, há uma sala virando um corredor à direita, você pode encontrar suas coisas lá talvez! Devo partir bloodborn, está entregue, esse é o portão de saída, tenha cuidado pois a magia negra deste lugar ainda é vivída e intensa! - adverte Mirla, evaporando no ar como fumaça.

- magia negra? Elfos ainda usam? - indaga Léon à Amay, que até então estava em silêncio.

- Aboliram tais práticas há muito tempo, mas não duvido que haja algum herege por aqui, fazendo isso...!

Durante a primeira guerra profética, o rei Denortus II fez um pacto sombrio com os deuses mortos de outro plano para que ajudassem na defesa da muralha Umramaji, entretanto em troca ele deveria dar algo de equivalente valor aos deuses, sua filha, irmã de Denortus Granmil o atual rei de Trundar, foi o preço, por sete dias as hordas demoníacas persistiram nos ataques contra Trundar, porém falharam miseravelmente, foram erradicados por completo e nem sequer chegaram à entrar na cidade. Magia negra é conhecida por ser um meio de poder que é necessário dar algo de equivalente valor aquilo que pede ou deseja, se desejas ser rei deve então matar o rei de seu atual governo, de certa forma, é vantajoso para os deuses caídos, já que de alguma forma o indivíduo precisará sujar as mãos ou fazer algo do tipo para obter o que quer.

- Léon, alguma coisa chegou em Nortrend... Posso sentir isso! - fala Amay, sentindo a sufocante presença do anjo caído que caiu em cima de Ymavir.

- O que seria?

- Não sei ao certo, como sou uma deusa que interage diretamente com o mundo mortal, alguns poderes meus foram restringidos, mas posso lhe confirmar, algo tenebroso chegou!

- Devemos fugir antes? Não? Mas preciso pegar Revern antes, espero que Jaina esteja bem, e que Myr ainda esteja viva, precisamos resgatá-la!

- Sim...! - Amay, não sente a presença de Jaina, mas prefere não falar nada, entretanto sente Myr, e descobre sua localização, passando a ter visão verdadeira do lugar, Amay vê Myr sendo levada por Ursine, ela estava desmaiada e sangrando. - Léon acabei de ver Lechestein!

- Como assim? Ela está bem?! - questiona Léon preocupado.

- Sim talvez, estava suja e sangrando, o mesmo cavaleiro que matou o sênior Haunz a está guardando. Não sei o que Gehenna pretende com isso, fazê-la de refém... Não entendo mesmo!

- Vamos em frente deusa, estamos quase chegando na sala onde está Revern.

Eles correm por alguns breves minutos, passando por salas vazias e outras com sentinelas em combate contra alguns prisioneiros, Léon se impressiona com as artes élficas, com a beleza em cada canto, das estruturas, mesmo sendo uma prisão era muito bonita para ele; Chegam na sala que Mirla havia dito, se esgueirando pelas sombras para não atrair a atenção dos sentinelas que se reagrupavam ali para impedir que os prisioneiros saíssem, bem devagar Léon abre a porta da sala, e de primeira vê sua imensa espada negra, vai ao seu encontro e ao tocá-la sente como se tivessem se passado anos longe da mesma.

- Quanta i-n-t-i-m-i-d-a-d-e! - retruca Amay chateada.

Léon coloca Revern no apoio das costas, e furtivamente segue pelo mesmo caminho, ele consegue passar pelos sentinelas que estavam reunidos frente ao portão principal, mesmo com o grande peso de sua armadura, Amay caminhava ao seu lado, em outras palavras fazia juz ao ditado lúdico, tenha fé e teu Deus andará ao teu lado mesmo nos momentos de dificuldade. Entretanto...

- Nórdico! Não se atreva!

- Essa voz...! - Fala Léon, temendo por quem seja, rapidamente ele olha para trás e vê a comandante Eramina com sua alabarda cinzelada em mãos e todos os sentinelas em posição de combate.

-*o que aconteceu com o ditado do povão?* - questiona Léon revoltado.

-*É do povo... Com história de pescador!* - Sem jeito fala Amay.

- Acha que pode entrar e sair de Trundar sem mais e nem menos, causar reboliço e depois fugir como se nada tivesse acontecido? - grita Eramina, sua voz estava abafada devido o elmo fechado.

- Não entendi... Repita... ou tire o elmo...! - com sarcasmo fala Léon.

- Nórdico bastardo, como ousa falar comigo assim! - Irritada grita Eramina, avançando contra Léon para a surpresa de Léon e dos sentinelas. Com a alabarda à frente no intuito de desferir um golpe fatal no rosto de Léon, o mesmo estava sem seu elmo então não tinha proteção total. Ele apenas pula para trás com um giro no ar, aumentando a distância entre ambos.

- Não me obrige a bater em uma mulher! - ainda em tom sarcástico exclama Léon, com um sorriso no rosto.

- Mahho Erok, torc furj mare owlicce hendos! (Saiam daqui, quero matá-lo com minhas próprias mãos!) - Ela grita para os sentinelas que obedecem imediatamente, sabendo que agora iria ficar sério, sobem as escadas e ficam de guarda para que nenhum prisioneiro pudesse fugir ou tentar interferir.

-* E agora? Tenho que lutar contra ela!?* - questiona Léon, à Amay. Entretanto sem resposta, ele chama Amay duas vezes até que ela ouça...!

-*O quê? Desculpe, estava tentando identificar essa presença maligna...!*

-*A que a senhora disse?!*

-*Não uma aqui em Trundar, está chegando depressa...!*

- Preste atenção! - Grita Eramina com um salto no ar, golpeando o peitoral da armadura de Léon o arremessando na direção de outros sentinelas que o aparam no ar e o empurram para sua comandante.

- Calma...! Se quer realmente lutar, deixe-me lhe dizer uma coisa... Não é nada contra você, mas vem vindo algo maligno na nossa direção, então se quer mesmo lutar, se deseja mesmo isso, aceite as consequências, pois não serei misericordioso! - exclama Léon, mais preocupado com o que estava por vir.

Os sentinelas faziam silêncio e observavam atentamente o combate, tanto que nem percebiam alguns prisioneiros passando por eles. Léon desviava dos golpes, e assim como Amay também começara a sentir a presença maligna que se aproximava de Tehenla, chega de brincadeiras agora ele decidira lutar, e não iria perder tempo com os elfos, sendo que um grande inimigo se aproximava. Léon Desembainha a abissal Revern, a levanta no ar e rapidamente solta no chão, causando grande impacto e deixando a marca de seu fio, os sentinelas logo riem de tal ato, julgando que ele não conseguia brandir a espada de tão pesada.

- Ahren? tyhro elero? (Como? Muito Pesada?) - com sarcamo grita um dos sentinelas para Léon.

- Nem mesmo consegue segurar sua espada, que seja, lhe darei uma morte rápida.

Eramina roda sua alabarda e salta no ar no um movimento de cima para baixo que de certeza iria partir a cabeça de Léon, entretanto em uma piscadela, ele desfere um forte golpe usando apenas o braço direito, a tempo ela coloca a alabarda na frente bloqueando o ataque, mas meia dúzia de sentinelas não tiveram a mesma sorte, eles tem sua cabeça decapitada ou são partidos ao meio com o golpe que Léon fez que girava todo o corpo para atingir tudo em volta. A elfa recua, e assustada olha para seus subordinados desmembrados e dolorosamente mortos, com ódio avança contra Léon, deslizando por debaixo de suas pernas atacando suas costas com o fio do alabarda, porém quando ela desfere tal golpe, a ponta quebra, e assustada e sem reação ela vê Léon fazendo o mesmo movimento que matou seus soldados, sem escolhas ela grita:

- Islenux! - Desacelerando o tempo, e fazendo voltar alguns segundos.

Eramina desfere o golpe nas costas de Léon, entretanto sua alabarda quebra, e vendo que Léon iria fazer o mesmo movimento ela lembra que havia usado o feitiço de retroceder o tempo, e logo puxa sua espada bloqueando o avassalador golpe giratório de Léon que a empurra para contra os portões se chocando nas fechaduras do mesmo, e se erguendo, com fúria, ela olha ao redor e vê mais sentinelas dilacerados no chão, e alguns poucos ainda vivos, mas bem retrocessos com medo dos golpes de Léon, ela se concetra e diz:

- Elude et Insiris...

-*Aí vem Léon!* - exclama Amay.

- Alksot! - A lâmina élfica de Eramina perde a forma, tornando-se um tênue brilho de luz e assumindo uma forma diferente impressionando Léon, punhos de combate, com amoladas lâminas no batente, agora com um ar vitorioso ela assume uma postura mais ofensiva, com seu punho esquerdo mais atrás e o direito à frente, poucos segundos se passam e ela avança em velocidade absurda, desferindo consecutivos golpes em Léon, ele não tinha como bloquear, além de estar guardando energias para a coisa que estava por vir, sentia a potência dos golpes de Eramina, então decide improvisar, gira seu corpo com Revern, ela desvia pulando para trás e mais uma vez e sabia que Léon iria baixar a guarda após aquele golpe.

- Agora! - Léon grita. Após fazer o giro completo com Revern em volta de si, ele avista Eramina com a guarda baixa, esperando que ele baixasse sua guarda também, mas nessa hora ele salta no ar e desce com Revern para partir Eramina no meio com extrema violência.

- que os deuses me perdoem...! - as últimas palavras dela, antes de...!

- Léon! - Aquela voz chega aos ouvidos de Léon, e também o estrondo de várias paredes sendo derrubadas, a grande força maligna estava se aproximando e de relance tudo o que Léon vê é um punho feminino revestido com uma manopla em tom lilás, acertando seu rosto o arremessando contra os portões de Tehenla, destruindo a entrada, ele sai rolando ainda desnorteado com o que estava acontecendo. Em meio a areia, ele se ergue e para sua surpresa e espanto.

-* Pelos cosmos! * - exclama Amay boquiaberta.

- Lina! - grita Léon apavorado, era uma mistura de sentimentos bons e ruins, não estava feliz, mas também não estava triste, pois agora sabia que lina estava viva, ou...

- Valahasto! - grita Eramina apontando para Lina, a jovem ruiva de olhos âmbar, pele pálida e fria, trajando uma armadura lilás com espinhos nas ombreiras e lâminas na região do cotovelo, sua manopla tinha detalhes e lâminas pontiagudas, empunhava uma espada vermelha com runas de Pyrelanc no seu fio, que diziam:

- Vingaça e Justiça!? - Lê as runas Amay.

- Não era o que estava escrito antes, essas runas estão erradas! - exclama Léon confuso, vendo sua amiga de infância, trazia nostalgia e o despertar de um sentimento que não pôde ser cultivado naquela época de intrigas e desafetos, mas não sabia se realmente era Lina. - Lina é você?

- Como não seria? - ela fala seca, sua voz parecia diferente, era sua, mas parecia triplicada, como se fosse três dela falando em sonido.

- O que aconteceu com você! - exclama Léon, abismado vendo a aparência de sua amiga.

- Estou feia?! - ela fala fazendo bico e com deboche.

- Não falo disso, o que houve? Que armadura é essa e por que as runas em sua espada mudaram!?

- Muita coisa aconteceu! - fala Lina, parecia triste, mas logo volta ao normal, levanta a cabeça e segura sua espada firmemente!

- Você... Morreu?! - com pesar fala Léon, sentindo a presença de Valahain nela.

- Morri?

- Mas por quê? Por quê foi para Gehenna? Você sempre foi tão boa?

- os deuses me traíram! Naquela noite, os cavaleiros de Icewrethis me pegaram...! - O seu tom de voz muda, parecia demonstrar ódio e revolta. - Me levaram com eles...! E... E fizeram coisas horríveis! Imagine que eu era uma garota inocente que mantinha um amor irracional por outra maldita criança covarde que nem sequer me notava! - Revoltada fala Lina, olhando friamente para Léon, com lágrimas no rosto! - Não Léon, meu amor, não morri, apenas esperei que voltasse para me resgatar, esperei tanto, esperei por longos cincos anos, mas você não apareceu, não esperei só por você, esperei pelos deuses, mas nenhum deles me ajudou, então, desesperada chamei o Deus caído...

- *Hargrumon!* - Exclama Amay revoltada com tal confissão.

- Ele me ouviu... E me socorreu... Me deu uma nova vida...!

-*Imagino!* - comenta Amay com desprezo.

- Vendeu sua alma?! - chocado indaga Léon.

- Não, sem essa, não venderia minha alma... Apenas fiz um trato, pedi poder para me vingar daqueles que me traíram... E os matar...!

- Entendo...! - Fala Léon, colocando Revern na frente e com um sorriso forçado, se prepara para lutar contra a mulher que salvou sua vida no passado.

- Os Deuses de Pyrelanc! - Exclama Lina, fechando a viseira de seu elmo e erguendo sua lâmina Lina fala: Sem Deuses, sem vínculos, apenas para saciar o desejo de vingança eu te empunho, alma vingadora e esquecida, Dying Slayer*! (Assassina Moribunda!) - A Lâmina vermelha solta um forte brilho vermelho e as runas entalhadas em seu fio pareciam ferver assim como o ódio de Lina que queimava em seu coração, era uma lâmina reta, curvada para trás na ponta, seu cabo era cinza, envolto por fios de ébano.

- Está disposta à matar deuses para saciar seu desejo de vingança?! - exclama Léon.

- Estou disposta à matar você também...! Essa lâmina foi feita para perfurar não só a carne pecadora mas o espirito puro! Então prepare-se para morrer duas vezes meu amado!

- Não faça isso! - Grita Léon, temendo o pior, pois com certeza aqueles golpes iriam atingir sua carne e seu espirito, mas também iria atingir Amay. Já que ele é seu receptáculo.

- Acredite querido, isso vai doer mais em mim do que em você! - Completa Lina, rasgando o vento com uma invertida imparável na direção de Léon. - Não morra... Tão rápido!


Notas Finais


S2 até depois feras!


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