História GRLPWR - Interativa - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~peachnyoung

Visualizações 370
Palavras 3.358
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ecchi, Escolar, Famí­lia, Fluffy, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Banner e cap betado: @Malis

Aceitaremos fichas até 31/10

Capítulo 1 - 01. In Front of the Mirror


Fanfic / Fanfiction GRLPWR - Interativa - Capítulo 1 - 01. In Front of the Mirror

"Estou caindo
As lágrimas continuam caindo
A verdade dolorosa que me fere.
Eu não sou bonita"

In Front of the Mirror - GLAM



[ 980 / - 103] Me pergunto como Jung Gwendolyn conseguiu chegar até a final. O rosto dela é bonito, mas ela é tão gorda. Parece uma baleia kekekeke

[ 415 / - 80]  Woah! Gwendolyn só conseguiu uma boa posição por causa de Girls On Top. Ela teve a sorte grande. Caso o contrário ela teria sido eliminada. Ela roubou o lugar de Kim Dani.

[ 204 / - 53] Além de estrangeira, ainda é gorda. 

[ 32 / - 15] Porca Gwendolyn kekekeke. Ela está tão gorda que não consegue nem dançar.


As palavras rudes e grosseiras dos netizens podem ser mais fatais do que um tiro de uma arma de fogo. Sem qualquer tipo de filtro, suas opiniões são jogadas dentre milhares de postagens nos sites coreanos. Opiniões onde noventa por cento das vezes acabam sendo insultos e pré julgamentos sobre quem eles conhecem apenas pela mídia; palavras que ferem tanto ao ponto de mudar o comportamento de uma pessoa, e Gwendolyn Jung sabia muito bem o resultado dos comentários dos tais ceifadores. De frente ao espelho, encarava seu reflexo, captando cada mínimo detalhe. Ergueu a camiseta larga, observando sua barriga esculpida pelos dois anos de muito trabalho duro; aos seus olhos, havia uma garota cheia de pelancas e gorduras pendendo de seu corpo. Pra ela aquilo era uma monstruosidade, sua mente e seus olhos a enganavam, mostrando uma imagem totalmente deformada de uma menina com um corpo invejável.


Lembrava-se dos comentários que havia recebido durante os episódios semanais de Produce 101. O foco era sempre seu visual, onde seu corpo mais curvilíneo fugia dos padrões esqueléticos que a sociedade coreana impuseram como “normal” para as mulheres; e como Gwendolyn sofreu com aquilo! Parecia que sua aparência valia mais que seu talento e todo seu esforço. Era mais do que triste, beirava a crueldade.


Depois que saiu do programa, começou uma dieta rigorosa e muito trabalho físico, queria provar a todos que riram de sua aparência que ela poderia sim conquistar um corpo saudável com seu extremo trabalho duro. Foram dias de muita luta para a garota, que pensava constantemente em desistir. Demorou, porém, finalmente conseguira: logo, sua natureza encorpada deu espaço para uma versão mais magra de si; porém, as consequências de tal esforço foram além de somente benefícios, Gwen tornou-se tão autocrítica, tão obsessiva com a magreza que sua mente acabou traindo-a da pior maneira possível.


Abaixou a camiseta, soltando um suspiro longo. Não conseguia mais se ver no espelho, era doloroso demais. Sua autoestima estava mais profunda que as fossas das Marianas no oceano. Na verdade, nunca foi muito confiante, apenas fingia ser para conquistar alguns amigos; infelizmente, era do tipo que fazia de tudo para agradar os outros e receber aceitação, mudava até mesmo sua personalidade para fazer alguém feliz, e quando não agradava, sentia-se como um grande balde de lixo.


Entrou na cozinha do dormitório das trainees da Starship - dividia o apartamento minúsculo com algumas colegas de empresa - e estava pronta para pegar algo saudável para comer. Queria manter sua dieta rigorosa e não vacilar, pelo menos por um período de tempo maior que o da última vez. Abriu a geladeira e teve que respirar fundo para não jogar tudo para cima e sair atacando cada guloseima que havia ali. Com as mãos trêmulas e os olhos semicerrados, tirou sua bandeja de salada de fruta e um iogurte desnatado, rapidamente fechou o eletrodoméstico, podendo respirar novamente; sorriu vitoriosa, orgulhosa de si mesma por não cair em tentação. Com calma derramou o iogurte em cima das frutas e misturou com uma colher média, deixando pelo menos a aparência boa e aparentemente comível.


Com seu “jantar” em mãos, Gwen seguiu para a sala, sentando-se no único sofá de três lugares. Ligou a pequena e antiga televisão, colocando em um canal qualquer. A decoração aquele apartamento era mais pobre que as próprias trainees que residiam naquele lugar, dando de ombros, começou a prestar atenção no que passava no televisor. Um dorama que nunca havia visto; era óbvio que nunca tinha assistido, naquele horário estava treinando como um camelo na empresa. Por um milagre divino, havia recebido uma folga naquele dia, apesar de ter uma ideia do motivo pelo qual fora permitida um descanso breve.


No dia anterior, havia sido convocada pelo CEO: ficou até com medo de levar um pé na bunda quando um dos staffs a chamou durante a aula de canto. Os trainees já começavam um burburinho, cogitando hipóteses sobre o motivo de Gwendolyn ter sido chamada. Com o ânus na mão, a Jung entrou na sala do chefe e sentou na cadeira a frente da mesa grandiosa.De modo direto, ele explicou sobre a proposta de debutar num grupo temporário pela CJ, obviamente pegando a garota desprevinida.


Já fazia mais de um ano que as onze trainees populares de Produce 101 haviam sido escolhidas. IOI colheu muitos bons frutos, mas, infelizmente, tiveram que disbandar depois dos oito meses de promoções. Gwendolyn lembrava-se bem a posição que conquistou na final: 22o, distante da lineup oficial. Também lembrava do deboche das trainees quando ela retornou para a empresa. Havia feito seu melhor, mas quem foi aplaudida no final fora ninguém menos que Yeonjung, que conquistou até mesmo um lugar no girlgroup novato da empresa, WJSN. Poderia ter sido Gwen em seu lugar? Talvez, mas aquilo era o tipo de coisa que já a atormentava diariamente, ainda mais quando tinha o desprazer de encontrar a vocalista principal e 11o no programa survival. Não a odiava, mas também não a amava.


O CEO da Starship acalmou a nervosa Gwendolyn que ficara estática com a notícia, pedindo para que ela pensasse calmamente sobre a proposta para que depois pudesse dar uma resposta, e era por isso que estava tão de “vargas” naquele dia; deveria estar refletindo sobre a proposta, mas estava comendo sua salada de fruta com iogurte, enquanto assistia um dorama desconhecido.


Na verdade, passou o dia usando o “tico e teco” para pensar sobre aquela ideia de debutar por um ano, junto com trainees que haviam experimentado o mesmo sabor do fracasso. Mas nem todas! Algumas tiveram a oportunidade de brilhar em seus próprios grupos, mesmo em carreiras solos. Mas a questão era que elas também haviam perdido. E mesmo que a proposta fosse aparentemente irrecusável, Gwen sentia-se temerosa. Muitas perguntas passavam por sua mente. Principalmente, se estava pronta para encarar os netizens novamente. Nem ela sabia responder aquela questão. Suplicava-se tanto com comentários de dois anos atrás que tinha medo de como seriam os atuais, não era uma pessoa que lidava bem com a negatividade, tampouco sabia ignorá-la.


Com um biquinho nos lábios, Gwen sentiu seus olhos marejaram. Não queria sentir-se tão fraca e patética, pois aquilo acabaria por machucá-la. Tinha seus vinte e três anos, mas sentia-se com seus treze anos de volta, tão frágil quanto uma criança! E sabia exatamente de quem precisava naquele momento.

Levantou-se do sofá, deixando a tigela vazia na pia da cozinha e caminhou até o quarto onde dividia com mais duas garotas e seguiu direto para sua cama, procurando seu celular. Digitou uma mensagem rápida e enviou para irmã mais velha de consideração através do aplicativo Kakao Talk.


[Gwennie ♡ ~] Unnie… Você está ocupada?

[Choisky ☆ ~] Hoje? Os treinamentos já acabaram. Wae?

[Gwennie ♡ ~] Podemos nos encontrar? ㅠㅠ

[Choisky ☆ ~] Claro! Aconteceu alguma coisa, Gwennie?

[Gwennie ♡ ~] Aconteceu… Mas vamos conversar sobre isso pessoalmente.

[Choisky ☆ ~] Okay! No lugar de sempre?

[Gwennie ♡ ~] Yeps! Te encontro lá daqui meia hora

[Choisky ☆ ~] Tudo bem, mas não faça nada de imprudente, Gwendolyn Jung.


Riu sem propagar nenhum humor.

O que Hana queria dizer com aquilo? Que Gwendolyn poderia ter um ataque e acabar se jogando na frente do primeiro carro em movimento que visse pela frente? Balançou a cabeça em negativa, se achava muito inútil pra acabar tirando sua própria vida; era covarde demais pra tal ato. Com um suspiro profundo, Gwen retirou calmamente suas roupas, evitando olhar no espelho que havia ali, ligou o chuveiro na potência média e entrou no pequeno compartimento. Enquanto a água morna tocava com gentileza sua pele alva, seu olhar se fixou na parede, presa em um ponto imaginário, entrando em mais devaneios e lembrando das palavras rudes dos netizens. Como queria que tudo aquilo acabasse, que algo dentro de si despertasse e desse um basta, talvez ela poderia voltar a ser a menina alegre e sorridente de antes, alguém que não se importava com negatividade, pois tudo em si era positivo ao extremo. Havia sido destruída por pessoas que nem a conheciam.


Terminou seu banho sem muita demora e enrolada na toalha seguiu para o quarto, procurando uma roupa básica e que não chamasse atenção. Optou por uma calça jeans, uma camiseta preta com estampa do Bart Simpson e uma blusa de moletom da mesma cor, também acabou tirando seu velho boné e máscara do armário para usar e não ser reconhecida na rua. Arrumou-se rapidamente e rumou apartamento a fora; como cada uma das meninas tinha sua própria chave, não havia necessidade de passar no prédio da Starship para entregar as chaves para uma delas. Agradecia aos céus por isso, pois iria lhe poupar de dar satisfações aos professores.


O caminho até o lugar em que as duas amigas sempre se encontravam não era tão distante de seu dormitório, talvez dez à quinze minutos de caminhada. Era um pouco afastado da movimentação do centro de Seoul, perfeito para idols que tinham a intenção de ter um tempo livre e sem infortúnios. Gwen caminhava a passos rápidos, queria encontrar logo sua amiga. Precisava do abraço quentinho dela e suas palavras de consolo; e não demorou muito para chegar até o local: um karaokê vinte e quatro horas. O estabelecimento era de uma amiga de sua mãe e acabaram optando por esse lugar já que, infelizmente, a maioria das vezes estava vazio ou com velhos recordando músicas de seus tempos juvenis. Estava tudo quieto - como o usual- estando presente somente a recepcionista de meia idade folheando uma revista antiga; a cara de tédio daquela mulher lhe era familiar até demais. Aproximou-se do balcão, abaixando a máscara e esboçando seu sorriso mais convidativo, estava na hora da encenação.


— Soonkyu-ahjumma! — a garota sorridente chamou a mais velha, fazendo com que a mesma parasse o que fazia e encarasse a Jung, abrindo um sorriso largo.


— Dahee ~ Há quanto tempo…você sumiu! — a mulher fez um beicinho, decepcionada pelo sumiço de uma de suas clientes mais assíduas.


— O treino está bem puxado ultimamente, ahjumma, mal consigo respirar. — brincou a Jung, soltando um riso baixo. — Não posso prometer, mas tentarei sempre vir visitar a senhora.



— Yah! Quantas vezes eu já lhe disse para não me chamar de senhora, eu sou apenas alguns anos mais velha que você. — Soonkyu esbravejou, sentindo-se ofendida com os termos que Gwen a chamava. Não sentia-se como uma senhora, tampouco velha. Sempre dizia para si que era uma mulher bem vívida e sucedida.


Miane! — Gwen pediu, segurando seu riso. — Soonkyu, aquele lugar de sempre está vago?



— Está sim, aliás, sua amiga já está lá dentro tem uns cinco minutos.


— Oh ~ muito obrigada, Soonie! Você é a melhor. — Despediu-se da mulher com um beijo em suas bochechas rosadas - quase vermelhas - de blush. Ainda deu tempo de escutar um “garota apressada” vindo da mulher antes de adentrar mais profundamente o local.


Caminhou pelo corredor estreito e velho cujas paredes não viam tintura nova desde a inauguração, assim como o chão com azulejos lascados; já as portas eram um pouco mais novas, destoando das demais coisas. Ignorando aqueles detalhes, na qual já era mais do que acostumada, seguiu diretamente até a última porta à direita. Entrou na sala minúscula e encontrou a amiga sentada no pequeno sofá, mexendo no celular para passar o tempo. Seus olhos marejaram de imediato e Gwendolyn correu para o colo da garota, chorando feito um bebê e sendo incapaz de controlar suas lágrimas, deixando sua alma ser lavada. Estava com alguém de confiança, logo não se importava de portar-se de tal maneira mesmo que em seus vinte anos. Em contrapartida, Hana aninhou a mais nova em seu colo, afagando seus cabelos e sussurrando palavras de conforto; estava mais do que acostumada com os desabafos da amiga. Infelizmente, Gwen tinha o péssimo hábito de guardar tudo para si e depois de um tempo acaba explodindo.


Para a maknae dos Jung, o colo de sua amiga era como um abrigo, uma cabana, talvez até um esconderijo. Ela sentia-se segura e acolhida, como se mais nada no mundo pudesse lhe atingir. Não havia mágoa, nem insegurança. Estava em seu porto seguro e nada mais importava.


— Está melhor? — Hana perguntou cuidadosa, afagando o rosto da mais nova. Já fazia alguns minutos que Gwen havia cessado o choro e apenas soluçava.


— Ne ~ Obrigado unnie! — Gwen respondeu fungando. Seu rosto estava inchado e os olhos avermelhados; olhou para a blusa da amiga e a viu molhada de suas lágrimas, rindo baixo em seguida. — Da próxima vez venha com uma capa de chuva.


— Pabo! — Hana também acabou rindo da piada da mais nova, mas não se importava com a blusa úmida, ela iria secar alguma hora. O importante era a sua irmã de consideração se sentir bem, até mesmo arriscando piadas bobas. — Quer me contar agora o motivo da senhorita estar abalada dessa maneira?


Com um suspiro pesado e um biquinho nos lábios, Gwen encostou sua cabeça no ombro da mais velha, teria que contar de toda maneira.


— A CJS contatou a Starship e querem que eu participe de um projeto para debutar num grupo temporário. — contou com a voz baixa, sem demonstrar nenhum pingo de euforia; oras, era o seu sonho ser uma cantora famosa e agora a oportunidade estava em suas mãos e não sentia-se animada.


— Jinjja? Omona! Parabéns, dongsaeng! — Hana felicitou-a com um abraço apertado e um enorme sorriso no rosto. Finalmente sua amiga teria seu talento reconhecido. Entretanto, o rosto choroso da mais nova não parecia de alguém que estava animado para o debut. — O que foi, Gwen? Não está feliz? Tem alguma cláusula no contrato que a fez ficar desconfortável?



— Não sei se estou confiante para enfrentar os netizens… — Gwen confessou, já sentindo os olhos marejarem novamente; queria ser uma pessoa confiante assim como sua unnie.



— Gwennie, você precisa superar isso! Já faz tanto tempo… não se agarre nesses comentários ruins, pois você tinha uma grande torcida que te apoiava e escreviam coisas boas sobre você. — Mesmo cansada de sempre dizer as mesmas palavras para a dongsaeng, Hana tentou aconselhá-la novamente; ficava tão triste quando sua amiga remoia essa meia dúzia de comentários de pessoas frustradas e infelizes com a própria vida. Gwen vivia tanto o passado que acabava esquecendo-se de viver o presente e planejar um futuro.


— Eu sei… — um longo suspiro escapou dos lábios rosados da Jung mais nova. — Mas você sabe como eu sou, não consigo viver em paz sabendo que não agrado algumas pessoas.


— Gwendolyn, o que são meia dúzia de pessoas que não gostam de você sendo que uma multidão te ama e te aplaude? — a trainee da LOEN indagou, esperando que a amiga entendesse, nem que fosse só um pouco.


Um silêncio brotou entre as duas. Hana sabia que quando Gwen ficava silenciosa ela era porque estava pensando sobre, e ficava feliz que a irmã havia aberto a mente para, pelo menos, pensar no que ela tinha dito.


— Eu quase provoquei o vômito hoje… — uma Gwen chorosa confidenciou para a Choi a segunda parte de seu desespero, e pelo olhar da mais velha sabia que estava decepcionada. Não a julgava, pois também estava decepcionada consigo.


— Eu queria saber o motivo de você se auto destruir tanto, Gwen. Tantas pessoas te amam, tantas querem o seu bem, mas você se destrói a cada dia. Acha que te ver assim não machuca quem te ama? — Hana sentia as lágrimas quentes rolando por seu rosto; sentia-se inútil como unnie quando via que sua dongsaeng não apresentava quase nenhum progresso. Gwen continuava tentando destruir-se e parecia que nada que ela fizesse dava algum resultado. Era de fato frustrante e desesperador.


As palavras da amiga foram como um tapa dolorido em seu rosto. Era tão egoísta pensar que apenas ela sofria com tudo isso, ver as lágrimas da mais velha mostrava que quando cometia algo contra si, consequentemente também estava atacando pessoas que a valorizam. Como queria que seu pensamento de mudança fosse duradouro, mas sabia que não iria demorar para que aquele círculo vicioso voltasse a acontecer. Frustraria-se, machucaria-se e procuraria novamente por ajuda para acabar por magoar a pessoa com seu desabafo; um verdadeiro inferno.


— Unnie, me perdoe! Eu só queria ser… bonita. — Gwen tentava dizer entre os soluços. Havia voltado a chorar como uma criança, e apesar dos vinte e dois anos, diante da amiga, naquela situação, realmente sentia-se como uma garotinha.


— Dahee, você é linda, maravilhosa, perfeita… olhe-se mais no espelho, não sei que imperfeições você encontra. Aos meus olhos, só vejo uma garota linda, mas que permite opiniões descartáveis acabarem com sua estima. — O dedo polegar da morena limpava as lágrimas teimosas que caiam dos olhos da mais nova, odiava vê-la tão frágil daquele jeito. — Pare de acreditar numa mentira, Dahee, você é bonita, talentosa, carismática, engraçada… tantas qualidades que poderia ficar até o fim da minha vida só para ditar metade delas.


Ainda aos fungados e soluços, Gwendolyn abraçou forte a Choi. O choro havia cessado com as palavras acalentadoras da mais velha, seu coração parecia cheio de esperança. Por esse motivo gostava de desabafar com a amiga e ex-colega do Produce 101, seu vazio era momentaneamente preenchido com amor e carinho.


— Então, eu devo aceitar a proposta? — com a voz abafada, Gwen perguntou, tentando mudar de assunto. Não queria mais aquele clima triste.


— Com toda certeza! Você seria a rainha das tolas se não aceitasse.


— Oh ~ passaria o seu reinado para mim? Quanta honra. — Gwen brincou, deixando que uma risada fresca mudasse o ambiente.


— Yah! Respeite sua unnie, sua fedelha. — Hana deu um tapa leve no traseiro da mais nova, fingindo uma expressão de repreensão, mas em seguida um sorriso preencheu suas feições. — Gosto de te ver assim, Gwennie. Pense que se você aceitar essa proposta pode ser o início de uma mudança.


Um suspiro longo e cheio de incertezas.


— Você pode ter razão! — e novamente o biquinho infantil da menor se fez presente em seus lábios. — Eu tenho até amanhã para dar a resposta para o CEO…


— Quero ter a honra de dizer: ah sim, sou amiga da Gwendolyn, a vocal principal do grupo tal…


Ambas riram do pensamento de Hana.


— Vocal principal? No máximo serei a vocal guide.


— E mesmo que seja, tenho certeza que vai ser a melhor vocal guide. — Haneul disse com orgulho, colocando a mais nova sentada ao seu lado e levantando-se para pegar os dois microfones sob a mesinha velha. — Vamos treinar esse vocal, mocinha! — entregou um dos microfones para a dongsaeng e começou a procurar uma música para as duas se divertirem naquela madrugada.


Gwen sorriu. Mas não era um sorriso forçado ou encenado, era um legítimo e puro sorriso. Enquanto estava com Haneul ela não precisava encenar ou vestir uma máscara, podia ser equivalente a si mesma: uma garota com muitos problemas, mas que possuía um grande sonho. Dizia que ali eram mais do que irmãs de consideração, a amizade que elas construíram era muito mais importante e saudável; talvez tivesse um vínculo parecido com seu melhor amigo Mark, mas seus laços com Hana eram muito mais forte.


Sabia que precisava mudar. Não só por ela, mas pelas pessoas que a amavam. Imaginava que o caminho que iria trilhar era difícil e cheio de obstáculos, mas faria seu melhor para que - aos poucos - sua rotina fosse outra, longe choro e dietas malucas.


Notas Finais


Substituindo a finada BLOOM, resolvi tirar esse plot do armário e colocar pra funcionar. Espero que gostem!

Menu: https://docs.google.com/document/d/1Qjpc7vMUtO_2DyD2p-LJDdEEi8ALpCez0-oEWd8KZi0/edit?usp=drivesdk

Jornal: https://spiritfanfics.com/jornais/-grlpwr-10579928


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