História BLUE - Troye Sivan - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Troye Sivan
Personagens Personagens Originais, Troye Sivan
Tags Amor, Connor Franta, Gay, Romance, Troye Siva
Exibições 140
Palavras 4.184
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Tiros

Capítulo 12 - Capítulo Dez - M O R T O?



Hoje, ao deixar Leslie em casa e fazer o meu caminho de volta para a 13 andando vagarosamente, aproveitei a sombria escuridão da noite para entrar em contato com os meus pensamentos mais pesados, aqueles que costumo deixar trancados em uma gaiola imaginária. Eram tantas coisas para uma cabeça só, e todas elas pareciam gritar dentro do meu subconsciente, de forma que eu mal podia acompanhar o mundo ao meu redor. Só posso estar ficando maluco, não existe outra explicação, ter roubado isso foi um erro, ou talvez eu só esteja fazendo tempestade em copo d'água imaginado algo além da realidade, mas algo em mim diz que não... e eu costumo confiar na minha intuição mais do que tudo, ela nunca falha, embora que as vezes pareça maluquinha e sem sentido algum.

Leslie não tinha noção do que estávamos nos metendo, aquilo era algo grande, além do que podemos imaginar, eu podia ter certeza disso, ainda mais agora que as coisas começaram a ficar estranhas. Nós somos loucos! Agora sinto que não posso confiar nem na minha própria sombra, não tem como não ser paranóico com essa história toda, até por que... eu sou o Troye Sivan, mais conhecido pelo Connor como "Drama Queen".

Eu preciso devolver aquilo... caso o contrário vou ter que aprender a técnica de dormir com os olhos abertos. Vai que essa coisa tenha um localizador?! Será que tem?! Meu coração sai do lugar só de pensar nisso. A 13 já estava a poucos passos, não tinha nenhum movimento por ali, eu até diria que o lugar estaria deserto se não tivesse um carro desconhecido parado quase em frente a minha fraternidade com os faróis acesos. Meu plano era basicamente passar e nem olhar pro lado, mas isso mudou quando antes de passar por ele o vidro da janela desceu e logo sua voz arrastada ecoou:

- Hey, Sivan... é perigoso um menino indefeso como você andar sozinho por aí a noite, não acha? Nunca se sabe quando alguém pode vir buscar algo que está com você, mas não te pertence - os faróis do carro se apagaram e ele tirou o cinto para sair do carro.

- O que você quer, Connor? - não parei de andar para responde-lo.

- Hey, eu vim falar com você - o garoto andou mais rápido do que eu e entrou na minha frente - Sobre nós.

- Você está bêbado! - fiz uma careta ao sentir o cheiro de álcool no seu hálito - Além do que, não existe "nós", agora da licenças que aqui fora está frio, e também quero dormir, hoje o dia foi cansativo, não tenho mais tempo para certas futilidades.

- Eu te conheço há anos, sei que não consegue dormir cedo, mesmo que esse fosse o seu maior desejo - quem diria que Connor Franta ainda lembrava dos meus costumes.

- Talvez tenhamos uma falsa sensação de conhecimento entre nós - Connor franziu as sobrancelhas como sempre fazia quando não conseguia assimilar algo de cara.

Eu ainda tinha aquela sensação de sentimento mal resolvido, e olhar para ele ali na minha frente me fazia lembrar de tantas coisas, e apenas coisas boas, eu ainda via o Connor de alguns anos atrás, agora ele estava corrompido, não pelo tempo, mas pelas pessoas, pelas circunstâncias, pelo seu status. Não conseguia lembrar das coisas ruins, era a mesma coisa que eu sentia quando estava perto do James, só que agora em um grau menor. Eu sei que se procurar direitinho ainda vou achar o verdadeiro Connor nesta carcaça. O garoto agora tinha uma expressão diferente, uma expressão de apreciação, Connor observava todos os meus detalhes, e não lhe intimidava o fato de saber que aquilo me era percetível.

Não demorou muito para que ele chegasse mais perto, cerca de um metro de mim.

- Você sabe né? Sabe que amar é uma coisa difícil, e que o amor não é algo que sai fácil... eu nunca te esqueci Troye, ao contrário do que você pensa. Eu sempre te amei, amei intensamente desde que te vi a primeira vez naquele restaurante, apenas não sabia disso, naquela idade não tinha como perceber as coisas, mas agora eu sei que sempre fui e ainda sou apaixonado por você, tão apaixonado que estaria disposto a derrubar um time inteiro só para ver o seu sorriso, mesmo que eu não possa te ter, mesmo que agora eu tenha uma namorada de faixada, eu ainda te amo, tanto que chega a doer, minha vida não fez sentido algum sem você do meu lado durante esse tempo todo - antes que eu pudesse impedir, o garoto me abraçou forte me fazendo inalar o cheiro de álcool.

Eu poderia fazê-lo parar, mas naquele momento corresponder ao abraço parecia ser tão certo, tão puro que eu não me permiti falar quaisquer coisa, até por que meu coração começou a bater muito rápido, o que me fez ficar nervoso. Eu já nem lembrava mais como é estar nesse abraço, mas agora eu tenho outro alguém.

- Connor... você está bêbado, vai pra sua casa dormir, vai ser a melhor coisa a se fazer no momento, você não tem nem noção do que está fazendo, além do quê, agora eu tenho o James e estou tão feliz ao lado dele, mesmo que ainda não sejamos nada sério. Eu te esperei por tempo demais, e quando finalmente te encontrei você não tinha me esperado, agora já é tarde demais - sem dar muita bola aos meus instintos, eu beijei sua testa.

- Nunca é tarde para o amor - ele disse e eu ri.

- Não tinha algo mais clichê para falar? - ele também acabou rindo. - Connor, você precisa ir.

- Antes... eu só preciso saber de uma coisa... você não me ama mais?

Eu tentei, com todas as minhas forças responder aquilo, mas o meu coração quase paralisou quando percebi que nem eu sabia formular uma resposta para aquela pergunta. Tudo se tornava mais complicado ao olhar naqueles olhos azuis, marejados e sombrios por causa da pouca luz, olhos em que encontrei a minha paz por muito tempo, e agora simplesmente é difícil responder a essa pergunta por que você não faz a mínima ideia se naqueles olhos ainda se encontra o seu lugar.

- Responde, Troye, você ainda o ama? - meu coração, antes acelerado, pareceu parar.

Achava que aquilo não tinha como ficar pior, até agora.

- James? - perguntei andando em sua direção, mas rapidamente o garoto deu alguns passos pra trás, deixando claro que não queria nenhum tipo de aproximação minha.

- Você o ama, Troye? - os olhos de James estavam marejados e sua voz tão furiosa, de um modo que eu nunca vi antes.

- O que você está fazendo aqui? - Connor perguntou com agressividade.

- Cala a sua boca! - ele disse apontando para o Connor e logo em seguida voltando seu olhar pra mim - Você não vai responder?!

Naquela altura do campeonato eu não sabia mais nem o que fazer, então só agachei e me pus a chorar baixinho. Ao perceber o meu movimento os dois calaram a boca, só podia-se ouvir o som das nossas respirações em ritmos completamente diferentes. Talvez vir para a faculdade foi a pior coisa que eu já fiz na vida. Pouco tempo atrás, quando saí da minha casa feliz da vida com o meu Audi, não tinha a menor noção que Manhattan me traria fantasmas do passado, sendo que alguns nem ao menos, de fato, me pertenciam. Mas também trouxe coisas boas, como a Leslie e o James, mas se for comparar entre o bom e o ruim, já estaria indo embora desapontado por a vida não ser como imaginei. São nesses momentos que eu me pergunto se sair da casa dos meus pais foi a melhor coisa a se fazer, por que as consequências estão sendo maiores do que as vantagens, isso é tão contrário ao meu plano de vida, o pior é que eu não tenho um plano B, muito menos uma saída de emergência.

- Não está claro pra você?! - Connor perguntou ao James, e tudo o que eu queria era dar um soco naquela fuça que ele chama de rosto - Troye me ama desde que éramos pequenos, um casinho de faculdade não vai acabar com isso, muito menos se ele for com alguém como você, James.

- Troye, fala, eu quero ouvir isso de você. Tudo até aqui foi uma mentira? - sua voz não tinha a mesma firmeza de segundos atrás.

Tudo isso é minha culpa.

- Não acha que já tem sua resposta, James Young? - Connor ergueu a sobrancelha, rindo sarcástico.

- Parece que você tem razão... - James falou antes de correr.

Parecia que eu não conseguia controlar o meu corpo, mas mesmo assim eu percebi que tinha levantado e começado a correr atrás do James, que corria bem mais rápido do que eu. Era uma sensação tão ruim, como se eu fosse o personagem de um jogo, sendo controlado por alguém. Eu queria gritar para que ele parrasse, que tudo o que ele achava era errado, que eu nunca o enganaria, mas eu não conseguia nada, estava completamente travado, me gritando mentalmente por ser um ser que só faz escolhas erradas na vida e depois reclama de tudo, achando que tem toda a razão. Desisti de correr atrás do James alguns metros a frente, também não iria resolver muita coisa caso eu conseguisse alcançar ele, a vida me ensinou que não se resolve nada de cabeça quente, pois se a coisa está ruim, a tendência é piorar, caso você insista. Mas nesse caso eu não sei se uma hora iria voltar a melhorar, a ser o que era até algumas horas atrás. É contraditório como o meu passado está interferindo no meu presente, tornando o futuro mais incerto do que costuma ser. Porra!

Agachei ali mesmo onde parei, eu não ia aguentar estar nesse lugar por muito tempo, algo sempre estava dando errado. Parado ali eu chorei, chorei por não poder voltar a ser a criança de 10 anos que não tem preocupação alguma, por ver a pessoa que eu estava começando a sentir algo mais forte do que um simples gostar correndo para ficar longe de mim, por que o Connor tinha que frustrar a minha vida mais uma vez?

- Senhor? - suspendi a cabeça ao ouvir a voz grave e desconhecida. - Está tudo bem com você?

Era apenas um dos seguranças do campus.

- É... sim? - ele me olhou estranho - Olha, é algo pessoal, não precisa se preocupar, estou voltando para a fraternidade agora mesmo.

- Acho bom - o homem falou convencido.

Babaca! A Leslie teria te chutado. Por que o mundo está cheio de pessoas ignorantes? As vezes eu acho que o combustível do universo é a ignorância. As pessoas estão tão preocupadas em ter o melhor para si mesmos que não se lembram que existem outras pessoas que necessitam e merecem mais do que elas. Enxuguei o meu rosto com a barra da minha camisa e respirei fundo, eu preciso falar com o James.

Levantei-me ainda chorando, não era como se aquilo fosse o fim, eu tinha certeza de que não era, James não era um cara idiota para deixar se levar por uma conversa mal contada, embora que o meu silêncio tenha deixado ele muito confuso, e isso vai me render tantos questionamentos que eu tenho que estar preparado para responder, mesmo que o meu coração não esteja, não posso ignorar os sentimentos por nenhuma das partes, mas é preciso abrir mão de um dos lados, e eu não tenho tanta certeza de qual vai ser, pois, independente de quem for, alguém vai sair muito machucado desse meio, eu não quero que isso aconteça, mas é preciso, não é sempre que temos tudo o que queremos.

- Não acredito - falei para mim mesmo ao ver que o Connor ainda me esperava, escorado ao seu carro.

A medida que eu me aproximava mais, podia ver o seu sorriso de quem tinha achado que ganhou a batalha, e isso me fazia querer travar uma batalha do meu punho e a boca dele, mas isso não é válido quando ele é bem mais forte do que eu. Procurei não olhar para ele, fingir que não se encontrava ninguém ali além de mim, mas ele era o Connor, não ia sair sem ser despercebido.

- Você não vai mesmo assumir que ainda me ama, não é? - ele riu convencido - Posso te dar mais um tempo, só não demora demais.

- Demorar demais? - me virei irritado - Mas você só pode estar brincando com a minha pessoa, você não deve nem saber ao certo qual é o significado de esperar, não venha falar sobre isso ou me pedir algum tipo de exigência quando eu passei anos sem ao menos ganhar um torpedo dizendo que você estava bem. Quer saber, vai se fuder, e não, talvez eu não sinta nada por você, além de desprezo.

- Você só está confuso - ele riu debochado.

- Se é isso que você acha... fique aqui sozinho com a minha confusão - levantei o dedo do meio e saí bufando.

- Troye - ele me chamou de um modo tão sério que eu me obriguei a olhar pra trás - Eu vim aqui só para ter certeza se você sentia ou não algo por mim, mas já que você insiste em dizer que não... quem sou eu pra discordar não é mesmo? - Connor deu as costas pra mim e foi em direção ao seu carro, entrando no mesmo logo em seguida.

Fiquei confuso ao ouvir aquilo, pois, que sentido isso fazia? Não vou deixar que mais uma pergunta sem resposta entre na minha vida, já estou farto de todas elas, e eu não sou feito de ferro. Caminhei rapidamente até a janela do carro e dei algumas batidinhas na porta, mas ele não abaixou o vidro, apenas ficou me encarando, esperando que eu falasse, só que ele quem tinha que me falar alguma coisa.

- O que você está querendo dizer com isso? - perguntei o mais alto que pude.

Revirando os olhos, Connor baixou o vidro.

- Eu tentei te livrar, mas é impossível já que você não sente nada por mim - ele riu - Talvez não devesse pegar coisas que não lhe pertencem, sua vida seria mais fácil, a minha também, e você não sabe o quanto.

Senti um arrepio percorrer por todo o meu corpo, a única reação que eu tive foi me afastar do carro ao ouvir o barulho da ignição, e fiquei ali, parado, vendo o carro do Connor ir desaparecendo aos poucos pelas ruas desertas daquela parte do campus. As pessoas deveriam tomar mais cuidado com o que falam, eu não tenho a mínima ideia do que ele quis dizer com suas palavras, elas podem ter muitos sentidos, mas agora nada faz sentido algum. Eu realmente estou começando a considerar a ideia de que devo desistir da faculdade, ou tentar me transferir para outra, pois a cada dia que passo nesse lugar sinto mais um pouco da má vibração que corre em todo o ambiente, era como se cada pedacinho dali escondesse um segredo e todos eles se intercalassem em um só, mas o maior deles eu tenho em mãos, e estar com ele é quase a mesma coisa de cometer um crime hediondo, não para a polícia, e sim para as pessoas quem vem guardando segredos avassaladores por todos esses anos, eles sim são os que devem ser temidos.

Balancei a cabeça para tentar parar de pensar sobre aquelas coisas. A minha mente precisava de descanso, e ela não está tendo isso ultimamente, corri de volta pra casa e entrei. Posso ter certeza de que a qualquer momento aquela porta pode cair, deve ser mais velha do que o meu bisavô. Não tinha nenhum esquisitão por ali, também não se ouviam gemidos, na verdade eles não eram mais tão constantes, devo admitir que me tocar disso foi um dos maiores alivios da minha vida. As pessoas tinham medo de falar comigo, como se eu fosse um ícone, um Deus digno de adoração, pareciam ficar nervosos com a minha presença, por isso eu não falava com ninguém, seria capaz de ser obrigado a chamar uma ambulância logo após. Mas aqui dentro eu não me importava em não falar com ninguém, eram mais vantagens do que desvantagens, eles não precisavam morrer do coração e eu não precisava perder tempo pensando em como ter uma conversa descente com alguém que não consegue nem olhar na minha direção enquanto eu falo, não tem dificuldades assim.

Fechei a porta com cuidado e fui até a cozinha em busca de algo descente para comer, essa é a primeira vez que eu venho aqui com o intuito de comer, fazia todas as minhas refeições fora, não só por ter preguiça de fazer minha própria comida ou ter que comer a comida fedida que alguns deles faziam todos os dias, e sim por fazer de tudo para sair daquela casa sem ter que inventar desculpas esfarrapadas, mas na verdade nenhum deles iria perguntar por que eu nunca como aqui. A cozinha era nojenta, muitos pratos sujos na pia, que era bem gordurosa, o fogão tinha vestígios de ferrugem, talvez não demore muito para ser traído por um vazamento de gás, espero que eu não esteja dentro da 13 quando isso aconteça. A única coisa que aparentemente era comestível por ali eram algumas maçãs, então não perdi mais tempo tentando procurar algo melhor, talvez aqui seja o "algo melhor".

Precisava ler mais do diário, preciso terminar a leitura, desvendar tudo o que diz nele, saber se realmente tem alguma ligação com as mazelas do passado desse lugar, aquilo não parava de corromper meus pensamentos, não importava o quão concentrado em algo eu estivesse, eles sempre iriam se desviar para o diário, saber sobre ele é uma necessidade, algo inexplicável, além da curiosidade. Corri para o meu quarto e, logo do começo do corredor do andar de cima percebi algo estranho.

A PORTA DO MEU QUARTO ESTÁ ABERTA, SENDO QUE ELA SEMPRE FICA TRANCADA.

Corri até ali o mais rápido que pude, ninguém poderia entrar ali, não sem a minha permissão. Coisas importantes estão no meu quarto, o diário está no meu quarto, eu realmente não sei se existe alguma maneira de manter a calma nesse momento, mesmo se tiver, tenho plena certeza de que ela não me é válida, estou a beira de um ataque,

- O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO NO MEU QUARTO, TYLER? - perguntei raivoso ao ver o garoto de costas para mim.

- Você não achava que ia muito longe com isso, não é mesmo? - meu coração não saiu pela boca, mas chegou perto.

Ao se virar, vi exatamente a cena que já esperava. Um Tyler com um sorriso maldoso, se dando por vencido enquanto folheava rapidamente algumas folhas do diário. Eu sabia que deveria me importar com isso, que deveria proteger aquele que não era apenas um caderno qualquer.

- Me devolve isso - fui em sua direção, mas o garoto foi mais rápido em desviar - Garoto, não brinca comigo.

Ele apenas riu da maneira mais debochada que eu já vi na minha vida, o que desencadeou em mim uma raiva jamais sentida.

- Troye, Troye, tão coitadinho, tão ingênuo. Eu sei por que você escolheu vir para esse campus, tantos outros melhores, um aluno como você, com um excelente histórico escolar poderia ingressar em qualquer outra faculdade. Faz muito tempo que não temos um Sivan por aqui... família de ingênuos - fechei o punho sentindo a mimha respiração começar a ficar descontrolada, eu com certeza não iria me importar com os meus atos futuros.

- O que você está querendo dizer com isso? Você não sabe de nada sobre mim ou sobre a minha família, vadia - cuspi as palavras, mas ele se mantinha impassível, com as expressões mais rígidas do que as de uma estátua.

- Você deveria saber que desenterrar um segredo pode custar a vida de muitas pessoas, principalmente a sua - perdi a cabeça e a cabei avançando em cima dele, que conseguiu segurar meu punho antes que eu o acertasse - Você tem uma semana para abandonar o campus e essa cidade, caso queira preservar sua vida... caso o contrário, a nova geração não vai falhar.

- Olha aqui, nova geração é o caralho, eu não sei nem ao menos sobre o que você está falando - me exaltei.

- NÃO SEJA BOBINHO, SIVAN, SE EU FOSSE VOCÊ NÃO ME DEIXARIA IRRITADO - ele apontou o dedo para mim, e aquilo foi o estopim.

- NÃO ME GRITA NÃO - empurrei ele e rapidamente puxei o diário de suas mãos.

Antes mesmo que ele pudesse se levantar eu saí correndo com o diário na mão, seja o que for, já entendi que não é seguro estar dentro dessa casa. Ao olhar pra trás, vi que Tyler já saia do quarto e logo me alcançou.

- Não pense que vai fugir com isso - ele disse.

Antes que eu pudesse por minhas mãos a frente do meu corpo, me vi de encontro ao chão, soltando o diário que foi parar um pouco longe. Tyler me olhava como um psicopata, mas foda-se, não vai ser ele a pessoa a romper com a minha integridade.

- Minha mãe me deu educação, garoto, mas eu juro que olhando agora nos seus olhos, eu não teria a menor pena de tirar sua vida - falei furioso, no fundo eu nem conseguia acreditar que aquelas palavras estavam saindo da minha boca.

- Então me diz, como pretende tirar minha vida? Com seus braços magros? Oh, Sivan, você é uma vadia metida, mas não teria tanto sangue frio.

Antes que eu pensasse no que fazer, meu punho acertou em cheio o seu nariz, não demorou nenhum segundo para que saísse sangue pelo local. Tyler pareceu se transformar e logo veio me atacar, mas consegui desviar, batendo o cotovelo contra a parede, tendo uma sensação de choque que fez com que as minhas pernas cedessem, dando uma vantagem absurda ao garoto, que conseguiu bater no meu rosto com toda a sua força, mas a adrenalina do momento não fez com que eu sentisse dor.

Era raiva, muita raiva, ódio, tudo o que eu sentia naquele momento. Era como se meus olhos estivessem embasados e meus braços tivessem ganhado uma força absurda na qual eu nunca teve. Eu só queria bater nele até sentir sua própria dor, então eu o fiz. Tyler até tentava se desviar dos meus golpes, mas é impossível reagir quando seu adversário está um passo a frente.

- Eu vou descobrir sobre tudo isso - falei entre golpes - E seja o que for que tenha nesse diário, eu vou fazer de tudo para nunca mais te ver na minha vida, isso é uma promessa, Tyler.

- É o que veremos - de forma surpreendente, Tyler conseguiu segurar meus braços e me empurrar.

Ele correu até o diário e o pegou, indo para a escada em seguida. Eu não tive outra opção a não ser chuta-lo nas costas, fazendo o garoto bolar pela escada e parar desacordado no chão do térreo com um corte na cabeça.

- Tyler? - gritei descendo as escadas - Meu Deus, o que eu fiz?

Abaixei-me de encontro ao garoto e vi que ele ainda respirava, embora pesadamente, mas respirava. Olhei em volta e vi o diário perto do sofá, não pensei duas vezes antes de ir até lá e pega-lo. Olhei uma última vez para Tyler e saquei o celular do bolso indo em direção a porta, precisava sair daquele lugar.

- Estou indo para a sua casa - falei assim que Leslie atendeu a ligação, não dei chance de resposta, apenas desliguei o celular e corri

...

- O que aconteceu? - ela perguntou ao me ver suado e ofegante.

- Eu acho que devemos esconder esse diário - falei tentando controlar a minha respiração.

Sem entender muito, Leslie me deu passagem e fomos para o seu quarto, elam e deixou quieto por alguns minutos para que a minha respiração voltasse ao normal, e assim que eu estava bem expliquei a ela toda a situação, ela ficou mais perplexa e assustada do que eu esperava. Logo após ela digerir todas as informações o seu celular tocou, o que nos tirou daquele transe por alguns segundos.

- Troye - Leslie sussurrou assustada, o que também me assustou, pois não haviam motivos aparentes para sussurrar.

- Leslie, o que foi dessa vez? - sentei-me ao seu lado na cama e, tremendo, a garota me mostrou a mensagem em seu celular de um número privado.

"Os sivan nunca estão satisfeitos, não é mesmo? Parabéns pela sua jogada, Tyler Campbell está morto, agora é nossa vez. Bem-vindo ao jogo"

- Tyler está morto - Leslie disse.


Notas Finais


NOTAS

DEMOREI, MAS CHEGUEI.

Gente do meu coração, me desculpa, sério, estamos a algumas semanas do enem e a minha cabeça está pirando, desculpa mesmo. Mas e aí... quem esperava por essa? Será que foi mesmo o Troye que matou o Tyler?


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