História Blue - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Chloe Grace Moretz, Dave Franco, Drama, Holland Roden, Lolicon, Matthew Daddario, Moretz, Negação, Romance, Tyler Hoechlin, Vidas
Exibições 52
Palavras 2.888
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - O Clube Renovación


Fanfic / Fanfiction Blue - Capítulo 5 - O Clube Renovación

 

Blue

Quando minha mãe chegou tarde da noite, ficou feliz com a presença de Noah. Não notou a minha expressão triste e muito menos perguntou o motivo do garoto estar ali, mas eu já estava acostumada com a desatenção da minha mãe e não me importava com isso. Até preferia que fosse assim, eu desabafar com meus amigos do que com a minha própria mãe. Mais cedo ou mais tarde ela notaria a ausência de Zack e saberia qual fora a minha decisão.

Pedimos uma pizza – depois de muita insistência, pois a senhora Blanchett se recusava a ingerir carboidratos – e fomos pra cama. Minha mãe nunca se opusera de garotos entrarem no meu quarto. Não que eu os trouxesse com frequência, afinal me lembrava apenas de Zack e Noah. Eu gostava de dormir na companhia de alguém e não gostava que a pessoa dormisse na sala de estar e se o fizesse, então eu iria atrás. No fim das contas, ninguém se opunha a dormir na cama comigo.

Não demoramos a pegar no sono, Noah nunca deixando que eu dormisse depois. Nunca entendi essa obsessão dele de dormir depois de mim. Talvez ele só quisesse cuidar de mim, como naquele momento eu precisava ser cuidada por ele. Dormimos com as mãos entrelaçadas, mas acordamos um virado para o outro, os rostos próximos. Eu sabia que me mexia muito a noite, mas não tinha certeza sobre Noah. Mas com certeza chegamos naquela posição inconscientemente, levados pelo aroma um do outro.

Fui até o banheiro fazer a minha higiene matinal e tomar um belo banho. Peguei minhas roupas para não ter que andar nua e correr o perigo do meu amigo acordar com a cena desastrosa que era eu colocando a lingerie. Já devidamente tomada banho e com roupas para que pudesse dar uma volta com Noah mais tarde, saí do banheiro.

O corpo de meu amigo jazia em cima da cama ainda desacordado. O abdômen definido descoberto mostrava o início de uma calça de moletom na cor preta. Ele parecia dormir tranquilo, um sono sem sonhos e eu decidi que não o acordaria. Saí do quarto na ponta dos pés e fui até a mesa do café da manhã, mas não encontrei minha mãe ali.

- Bom dia, Marceline. – Dei um meio sorriso para a mulher que me servia de um pouco de suco de laranja e panquecas. – Onde está minha mãe?

- Sua mãe foi ao Clube para a aula de pilates. – Marceline me informou. – Saiu cedo.

- Mas as aulas não são às sextas a noite? – Franzi o cenho, tentando me recordar.

- Sim, mas as reposições são aos domingos. Diz ela que perdeu uma aula por conta do trabalho extra e então ela foi à essa reposição. – Marceline me sorria, afagando os cabelos. – Não se preocupe, logo ela está de volta.

- Não te parece estranha estas saídas de minha mãe? Ela anda ausente. – Fiz uma careta.

Marceline riu, balançando a cabeça negativamente e beijando meus cabelos.

- Não se preocupe, menina. Tenho certeza que sua mãe só quer bem estar. – Piscou na minha direção e saiu para a cozinha, indo preparar o almoço.

Continuei a comer sozinha até ver a figura de Noah se aproximar. Tinha o peito agora coberto por uma camisa branca lisa, mas os cabelos continuavam bagunçados. Os lábios vermelhos vinham como uma prova de sua higiene matinal e o sorriso branco não me deixava desgrudar os olhos. A expressão de quem havia dormido demais, os olhos semi-abertos o deixavam com um ar... Sensual.

Engoli em seco quando percebi que estava sendo invasiva e desviei o olhar depressa para as minhas panquecas.

- Bom dia, loira. – Ele me cumprimentou com um beijo no rosto, o hálito de pasta de dente se espalhando ali.

- Bom dia, feio. – Respondi com uma careta e tomei um gole de suco, vendo Marceline trazendo as panquecas de Noah com o mesmo copo de suco de laranja.

- Oh Marceline... – Ele deu um sorriso tímido para ela. – Muito obrigado.

Sem demora ela foi para a cozinha, deixando-nos a sós.

- E sua mãe? – Noah quebrou o silêncio depois de alguns minutos.

Me recostei na cadeira, terminando a refeição e cruzando os braços enquanto voltava o meu olhar para o meu amigo.

- Foi à aula de pilates.

Ele murmurou um "hm" e voltou a comer enquanto me deixava analisá-lo.

Eu nunca tive a chance se reparar muto bem nele, sempre tive olhos somente para Zack. Noah era meu amigo, mas eu não poderia ignorar o que estava bem à minha frente. Ele era um garoto muito bonito, encorpado e encantador. Era raro um garoto como ele com o caráter que tem.

Mas eu sabia que parte dos meus pensamentos libidinosos eram pela carência de Zack. Eu terminara com ele a pouco, não poderia simplesmente me ver com outra pessoa no segunda seguinte. Noah não era a minha válvula de escape para fim de relacionamento, ele era o meu melhor amigo. Sabia o quanto ele podia se apaixonar facilmente e de jeito nenhum ele ficaria sabendo os tipos de pensamentos que rondavam a minha cabeça carente naquele momento.

- Blue? – Ele chamou e eu saí dos meus devaneios, logo sentindo minhas bochechas corarem. – Está tudo bem? – O sorriso convencido dele me fazia crer que eu estava ali contemplando sua beleza a tempo demais para ele perceber.

Assenti freneticamente, tratando de perguntar:

- Vamos caminhar um pouco lá fora?

Avisamos Marceline que pediu que voltássemos para o almoço. Voltaríamos sem dúvida, visto que Noah era o fã número um da comida de Marceline – talvez por consumir sua própria comida ou por comer muito delivery. Nada como uma comida feita com carinho por mãos habilidosas.

Nos embrenhamos por meio de uma trilha enquanto Noah resmungava sobre ter colocado uma roupa desconfortável para fazer trilha.

- Eu disse que você não precisava se trocar, você não me ouve nunca. – Falei, pulando um galho grande.

- Desculpe, senhora sabe tudo sobre programas inusitados. – Murmurou como um velho. – Não sabia que não deveria colocar calça jeans.

- Você é muito chato. Por que sou sua amiga? – Foi a minha vez de reclamar enquanto sentia sua risada bem próxima da minha nuca.

- Porque eu sou um cara especial e você não resiste à mim. – Respondeu e eu parei de repente, me virando pra ele medindo-o dos pés à cabeça. Alguém conseguiria resistir? Ele se dava por satisfeito que eu era forte o bastante para fazê-lo.

- Chato e convencido. – Levantei dois dedos no enquanto enumerava suas "qualidades".

Mais um pouco e encontramos um clareira. Era um grande espaço repleto de flores pequeninas e azuis. Mais a frente havia uma grande pedra e abaixo dela um abismo e a cidade lá embaixo.

- Esse lugar é incrível! – Exclamei, correndo até a pedra e me sentando nela. – Dá pra acreditar nisso? – Abri os lábios em um grande "O".

- Como nunca achamos isso aqui antes? – Perguntou indo ao meu encontro e sentando ao meu lado.

- Já imaginou isso aqui a noite como deve ser lindo?

Fiquei imaginando, olhando o céu azul sem nuvens com um sorriso imenso no rosto. Fechei os olhos apenas para sentir o sol penetrando na minha pele, me esquentando e fazendo minha retina sensível parar de arder. Com um suspiro longo virei o rosto na direção do meu amigo e cobri os olhos da claridade para que pudesse enxergar melhor o seu rosto.

- Esse vai ser o nosso lugar especial. – Procurei sua mão e entrelacei nossos dedos. – Vai ser o nosso segredo. – Pisquei para ele que sorria abertamente, assentindo.

Mais uma vez fechei os olhos e virei a cabeça em direção ao sol, mas sem desvencilhar nossas mãos. Passei a perceber o quão acertada foi a minha decisão de ter Noah perto de mim depois do término com Zack. Ele me fazia bem e me distraíra de uma dor que nenhum outro saberia fazer. Era bom poder estar perto dele e eu temia pela hora que teria que deixá-lo ir. Apertei mais os seus dedos contra os meus e recebi o mesmo aperto de volta, seu polegar acariciando o meu no mesmo instante como se soubesse que precisava me acalmar, acalmar meus demônios, meus pensamentos que iam de pecaminosos à dolorosos em um segundo.

Me sentei rapidamente olhando para o meu amigo que continuava deitado, mas agora tapava os olhos para se proteger do sol olhando na minha direção. Com um sorriso ladino pintando meus lábios, saí de cima da pedra e fui me afastando ainda com os olhos presos no seu enquanto ele se sentava na pedra.

- Eu duvido você me pegar. – Falei, mesmo ao longe sabia que ele havia me escutado.

Proferida as palavras, ele saiu da pedra num pulo e correu na minha direção. Sem pensar duas vezes apressei o passo, sabia, que seria inútil fugir dele naquela campina. Sem demora estávamos como duas crianças brincando por ali, como se já não houvessem problemas, como se a vida fosse uma eterna brincadeira.

E essa era a graça de ter um amigo como Noah, entrar um um universo paralelo que nem eu sabia que poderia existir.

A semana passou arrastada e com inevitáveis e incontáveis lágrimas ao cair da noite. Era fato que eu me achava burra por sofrer tanto por alguém como Zack que havia me traído, mas precisava entender que estava pensando nas coisas boas e deixando as ruins passarem batido. Por isso passei a fazer um esforço para me lembrar do quanto Zack era nocivo para mim e isso diminui gradativamente os meus soluços.

Na sexta feira resolvi que iria ao Clube Renovación para me refrescar na piscina e jogar uma partida de tênis com meus amigos. Mesmo com muito trabalho acumulado, eu resolvi que aquele era o meu dia de descansar e sem pestanejar pulei no banco do passageiro do carro de Noah naquela sexta a tarde e rumei para a Clube. Depois de buscarmos Bianca, que vinha muito bem arrumada para uma tarde com os amigos, nos encontramos estacionados e rumando para a maravilhosa piscina do Renovación.

A piscina maior tinha aproximadamente vinte metros de comprimento e oito de largura, ocupando boa parte do espaço e deixando um espaço para a piscina menor para as crianças. As cadeiras, espreguiçadeiras e guarda sóis ficavam dispostos em volta das piscina, podendo aconchegar devidamente cada sócio ali.

Me deitei na primeira espreguiçadeira e deixei a bolsa de lado, tirando o short e a camiseta. Senti olhos invasivos no meu corpo e imediatamente encontrei os curiosos de meu amigo. Através dos óculos pude observá-lo também apenas com o short e sem a camiseta. Mordi o lábio inferior e me sentei de frente pra ele.

- Precisa tomar um sol. – Provoquei.

- Tá me chamando de branquelo azedo? – Questionou com um sorriso de lado enquanto colocava os óculos no rosto.

Dei de ombros.

- Talvez. – Fingi uma tosse e soltei: - Branquelo azedo.

- Comece a rezar, Blanchett.

Ele se aproximou depressa e eu só percebi o perigo que corria quando ele já tinha me pego no colo e pulava em seguida na água comigo. Eu dava tapas nele, em seguida tirando o óculos e vendo o estrago que ele havia feito.

- Meu óculos, meu cabelo... Noah Hayes! – Gritei, continuando a dar tapas no peito dele enquanto suas mãos envolviam a minha cintura. – Eu te mato da próxima.

- Como se você tivesse alguma chance contra mim, loirinha. – Com um beijo na bochecha ele se afastou, nadando para longe de mim.

Não tive tempo de me perder em pensamentos, Bianca já estava perto de mim e me fuzilava com o olhar. Franzi o cenho para a minha amiga sem entender o porquê daquela atitude.

- Está tudo bem, Bia?

Ela colocou os óculos e sorriu.

- Tudo ótimo, amiga. – Se sentou na borda da piscina e sabia que me olhava através dos óculos. – Sabe aquele gatinho do primeiro ano? Eu saí com ele n...

E mais uma vez ela voltou a ser a boa e velha Bianca. Nunca aberta a falar sobre seus sentimentos, apenas colocando uma máscara em sua face, tentando se mostrar forte quando eu sabia que minha amiga poderia estar se quebrando por dentro. Mordi o lábio inferior, pensando no que poderia fazer para que ela se abrisse comigo, mas decidi que não iria me preocupar. Se ela quisesse falar, ela falaria. Certo? Mas quanto tempo mais ela guardaria para si algo que eu sabia que era ruim para ela? Quanto tempo mais até tudo aquilo explodir?

Prestei a atenção na sua história, murmurando "hm" e "uhum" vez ou outra. Caminhamos até as espreguiçadeiras e nos deitamos enquanto sentia o sol queimar a minha pele. Quando ela terminou seu falatório e se afastou para pegar sucos para nós, eu me vi sozinha. Com os óculos no rosto e o rosto procurando por algo que eu nem entendia, eu me vi fixa em um ponto. Não só um ponto, mas um homem.

Ele não usava trajes de banho, estava com as mangas da camisa social arregaçadas até os cotovelos e os primeiros botões abertos, a calça social parecia lhe dar calor e os sapatos sociais completavam o pacote, mas o copo contendo um líquido de cor verde parecia refrescá-lo. Ele conversava com Noah e eu me vi mais curiosa, me sentando na espreguiçadeira repentinamente.

Aquele homem era igual ao meu amigo, apenas uns anos mais velho. Parecia ser seu irmão, mas Noah nunca me falou sobre um irmão mais velho e eu não acreditava que fosse. Talvez fosse seu pai. A informação me pegou de surpresa. Eu nunca vira seu pai por conta de desencontros e por ele trabalhar muito, não tinha curiosidade de procurar por fotos ou coisas do tipo. Por que o faria? Não me interessava. Mas agora eu estava, sim, interessadíssima em saber quem era o homem que parecia dar uma bronca no meu amigo.

Sem pensar nos meus atos, vi meus pés caminhando em direção aos homens postados do outro lado da piscina. Parei atrás de Noah, fixando no homem mais velho com a barba por fazer, a expressão séria, quase raivosa. Engoli em seco e senti meus pelos se arrepiarem. Meu amigo tentava se explicar por alguma atitude errônea que tomou enquanto o homem me fitava com extremo interesse. As sobrancelhas unidas como se me analisasse, como se me conhecesse. Não aguentava mais aquilo, precisava intervir antes que saísse correndo dali.

- Noah. – Toquei o ombro do meu amigo que se virou de imediato.

- Oh, Blue! – Sorriu abertamente e me abraçou pela cintura, me incluindo na conversa. – Pai essa aqui é a Blue, minha melhor amiga. Blue esse é o meu Pai, Nicholas Hayes.

O pai de Noah. Ele não era muito novo e muito bem cuidado para ser pai de um adolescente crescido como era meu amigo Noah? Senti minha boca secar e fiquei sem reação, olhando na direção dele enquanto ele fazia o mesmo, um analisando o outro silenciosamente. Eu tentava procurar um defeito naquele homem, qualquer um que fosse naquela carranca, mas eu não conseguia. Talvez o defeito dele fora ter me roubado o ar. Umedeci os lábios secos e vi quando seus olhos castanho-esverdeados quebraram o contato com os meus, apenas para direcionar à sua mão que estava estendida. Sem demora toquei, em um cumprimento formal, sentindo o quando aquela mão era macia, como era grande comparada à minha.

- Muito prazer, Blue. Ouço falar muito de você. – Ele deu um meio sorriso. Tinha como esse homem ser mais parecido com seu filho?

Olhei para Noah que tinha as bochechas coradas e achou que o bolso do short seria interessante para colocar sua mão que não estava ocupada em segurar minha cintura. Queria acreditar que as bochechas coradas eram apenas por conta do sol à pino.

- Muito prazer, senhor Hayes. – Sorri abertamente. O que eu diria agora? "Pena que não posso dizer o mesmo"? – Como vai?

- Muito bem, garota. – Seu sorriso se abriu mais e sua sobrancelha se uniu levemente.

- Tudo bem, pai. Temos que ir. Nos vemos mais tarde e me desculpe mais uma vez. – Ele sorriu ao pai e me puxou para se afastar.

Por cima do ombro vi que ele ainda me olhava, mas de longe estava com o olhar desejoso no meu corpo, ele parecia analisar a minha alma, como se conseguisse ver dentro de mim. Sugou o canudo uma última vez e se virou, quebrando mais uma vez o nosso contato.

- Meu pai gostou muito de você. – Noah apertou minha cintura enquanto nos aproximávamos das espreguiçadeiras.

- Como sabe? – Franzi o cenho na direção dele.

- Ele sorriu, Blue. Acho que isso diz o bastante para quem convive com ele.

Eu não tinha o que responder. O pai não sorria nem para o próprio filho? Me senti desconfortável por um momento pela situação que me encontrava. O que eu tinha feito de tão certo assim para receber um sorriso do senhor coração de pedra? Balancei a cabeça em negação e coloquei os óculos, pegando a bebida de uma Bianca com a mesma expressão irritada no rosto. Me afastei do abraço de Noah e agradeci à ela, me deitando nas espreguiçadeiras.

Parece que relaxar era tudo o que eu menos havia ido fazer naquele Clube.


Notas Finais


OOOOOOOOOOOi gente, tudo bem? Estão curtindo?
Gosto muito de comentários, tá? Comenta sem medo.
Favorita também, indica pras colegas, amigas, inimigas também pode.
xx


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