História Blue Bird - Capítulo 17


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Categorias Naruto
Personagens Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki, Personagens Originais, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Tsunade Senju
Tags Blue Bird, Exame, Haruno, Naruto, Rainforest, Sakura, Sasuke, Sasusaku, Sasu-sensei, Uchiha
Exibições 213
Palavras 1.467
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


vergonha na cara, eu preciso

Capítulo 17 - Talvez esteja na altura


 

Talvez esteja na altura

Encontrou Naruto quando regressava a casa. Ele acabava de regressar a casa e Sasuke quase sentia o cheiro a sangue e sujidade a metros de distância. Contudo, mesmo cansado, Naruto não deixou de reparar na direcção de onde o amigo vinha.

— Sasuke, teme! — chamou, dirigindo-se a ele — Que andas a fazer?

Sasuke encolheu os ombros em resposta, apontando para os sacos que carregava.

— Finalmente arrumei as minhas coisas. — disse.

— Ahh, ahh! — Naruto pareceu satisfeito, sorrindo como o tolo que era — Já encontraste a tua fotografia?

Sim, Naruto sabia. E não fora fácil fazê-lo prometer que não diria nada a Sakura. Tanto quanto ela sabia, a fotografia provavelmente fora destruída depois de roubada.

— Não. — suspirou, cansado, ainda que por motivos completamente diferentes de Naruto — Não sabes de nada?

— Hmm – o loiro esfregou o queixo, pensativo — Ah! Sabes, quando decidiram limpar a tua casa e tirar de lá as tuas coisas, deixaram-nos ir lá antes. Pergunta à Sakura ou ao Kakashi se sabem de alguma coisa.

— Hm. — não era a resposta que Sasuke queria, nem muito menos a solução que procurava, mas sempre era melhor que nada. Agradeceu, distante, e seguiu o seu caminho.

— Eh, Sasuke! — chamou Naruto. Sasuke voltou-se a contragosto. — O que levas aí?

— Roupas velhas.

— Que vais fazer com elas?

— Ainda não sei.

— Hm, hm! — Naruto voltou a ficar pensativo; depois ergueu um punho no ar — Podes levá-las à Tsunade-sama!

— Para quê? — francamente, do que é aquele idiota estava a falar?

— Para o orfanato, imbecil!

Claro. Como é que isso nem passara pela cabeça de Sasuke? Era uma óptima ideia. Deu um sorriso a Naruto, em forma de agradecimento, e dessa vez realmente foi embora.

 

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Na manhã seguinte, Sasuke passou pela casa de Naruto para que o acompanhasse ao gabinete da godaime. Esta ficou claramente surpresa com o donativo, mas não levantou objecções.

— Só as camisolas têm o símbolo do clã, mas acho que isso facilmente se remove. Se não, podem deitá-las fora. — disse, pouco à vontade, mantendo a sua costumeira frieza.

Tsunade explicou que não havia problema, agradeceu sinceramente e mandou-os embora. Mas, enquanto Naruto abandonava o gabinete, Sasuke deixou-se ficar para trás.

A pergunta estava-lhe entalada na garganta, mas não sabia como colocá-la sem que parecesse um idiota. Também não queria que parecesse tão importante quanto era, ainda que, para colocá-la à Hokage, tivesse de ser importante e ela perceberia disso.

— Sasuke — chamou Tsunade, cruzando as mãos por baixo do queixo — Precisas de mais alguma coisa?

O jovem hesitou mais um pouco, e entretanto Naruto tinha regressado ao interior do gabinete. Colocou-se ao lado dele, confuso.

— Hokage – começou Sasuke, escolhendo minuciosamente as palavras – Quando arrumaram as minhas coisas, e as levaram… houve alguma coisa que não ficou junto do resto?

Tsunade pareceu ficar confusa. Mas Naruto compreendeu imediatamente o tema da conversa.

— Ahhhh – exclamou – Estás a falar da fotografia?

— Hm. – Sasuke anuiu, e voltou-se novamente para Tsunade, explicando: — A minha cópia da fotografia da Equipe 7 desapareceu.

A Hokage ergueu as sobrancelhas, interessada. Aquele Uchiha estava a revelar-se interessante. Sabia o paradeiro da fotografia de que ele falava, mas não iria revelá-lo. Ele teria de descobrir por si.

— Talvez Kakashi saiba algo. — sugeriu. Também não era a resposta que Sasuke queria ou precisava, mas suspirou, rendido, e agradeceu. Preparou-se para sair, mas Tsunade chamou-o. — Já devolveste a Sakura a fotografia dela?

Sasuke estacou. Não, claro que não tinha devolvido ainda. Disse um rígido ‘não’, sem se voltar, e ouviu o pesado suspiro de Tsunade atrás de si.

— Talvez esteja na altura, então. — disse ela. E esperou que ele apanhasse o palpite.

Sasuke acenou com a cabeça, e saiu sem se despedir. Naruto foi atrás dele, fazendo mil perguntas para que Sasuke não tinha resposta ou não queria dá-la.

Caramba, pensou o Uchiha, mas onde é que anda a maldita foto?

E decidiu falar com Kakashi assim que tivesse oportunidade.

 

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Os dias passaram. Certa noite, saiu com Naruto ao Ichiraku Ramen e combinaram começar a treinar juntos, pelo menos para manter Sasuke ativo e se divertirem um pouco os dois. Mas Sasuke deixou-se dormir até tarde no dia seguinte e chegou atrasado. Naruto esbracejou e resmungou, mas no final apenas treinaram até mais tarde e depois almoçaram juntos.

Sasuke não poderia imaginar que dali em diante a sua vida seria assim: treinar e almoçar com Naruto, ocasionalmente jantar também, conversar com Kakashi e pensar sobre a vida. Aliás, ele tornar-se-ia um autêntico perito neste último aspeto. Inclusive chegaria a pensar que poderia perfeitamente dar aulas de Filosofia na Academia, tão bom se tornara a ‘filosofar’, no final apenas acabando por se rir da própria arrogância.

Ainda era um genin, e punha-se a pensar em dar aulas? Patético.

Mais tarde não saberia dizer com certeza, mas acreditaria que fora exactamente essa questão que o fizera decidir sobre o que faria a seguir.

Por enquanto, contudo, Sasuke continuava demasiado perdido na vida para saber fosse o que fosse, decidir fosse o que fosse ou perceber fosse o que fosse. E ainda não encontrara Kakashi nenhuma vez desde o seu encontro durante a aula de Sakura.

Encontrou-o por fim quase duas semanas depois. Estivera em missão até ali, além de ter tido algum trabalho urgente na Academia que o aprisionara. Mas, quando Sasuke finalmente o encontrou, Kakashi encontrava-se de folga e aceitou prontamente sair com o ex-aluno para uma conversa.

Os dois caminhavam apenas, ambos de mãos nos bolsos, enquanto Sasuke expunha as suas dúvidas. Apesar de, no início, ter tido imensa dificuldade em abrir-se, a personalidade dócil e honesta de Kakashi conseguira penetrar no seu escudo o suficiente para conseguir arrancar-lhe algumas coisas aqui e ali. Este era um desses momentos.

Kakashi ouviu com atenção, sem interromper, como era seu costume. Sasuke achava isso extremamente satisfatório – Naruto interrompia-o a cada duas palavras sempre que tentava ter uma conversa séria com ele. O que também era bom, quando procurava abster-se do assunto, mas, para encontrar respostas, Kakashi era a pessoa certa para o ouvir.

— Hm – o ninja cópia parou de andar, coçando o queixou por cima da máscara. O seu olhar ergueu-se para o céu, alaranjado pelo final do dia — Quer-me parecer, Sasuke, que tens assuntos inacabados com a equipa. Talvez devas um ou dois pedidos de desculpa, e talvez sintas saudades. Daí o teu apego a essa fotografia.

Esperou que Sasuke negasse isso, da mesma forma que anteriormente muitas vezes negara qualquer tipo de afeto pela sua equipa. Mas o jovem apenas franziu as sobrancelhas, olhando depois para o céu também, como se procurasse nas nuvens aquilo que dava a Kakashi o seu conhecimento.

— Quanto à fotografia — continuou Kakashi, ciente de que este era um momento único que devia aproveitar para dizer o que precisava de ser dito — Não sei onde está. Mas tu sabes quem sabe. — voltou-se para Sasuke, o seu olho exposto transmitindo quietude.

Mais uma vez, Sasuke não respondeu. Mas sussurrou algo parecido com um palavrão, antes de retomar o passo, acompanhado por Kakashi.

— Não posso ir ter com ela. — acabou por dizer, longos minutos de silêncio depois. — Se ela não quer ver-me, por alguma razão será.

— Tal como eu disse há pouco — reiterou Kakashi, pacientemente — Talvez ela esteja à espera de algo.

 

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Nessa noite, Sasuke dormiu mal. Aliás, não dormiu.

As palavras do ex-sensei não lhe saiam da cabeça, acompanhadas da memória de vários episódios dos últimos e uma culpa violenta que lhe retirou o apetite de madrugada. Os trinta minutos que conseguiu dormir fizeram-no acordar extremamente mal disposto e impaciente. Decidiu descarregar esses sentimentos negativos no campo de treino, onde quase destruiu um dos bonecos e quase arruinou novamente o seu ombro.

Regressou de lá sentindo-se muito melhor, e até chamou Naruto para almoçarem juntos.

Contou-lhe muito por alto a conversa que tivera com Kakashi, e sentiu-se um tanto frustrado quando Naruto concordou com o jounin. Sasuke tinha de ir falar com ela, tinha de pedir desculpa e tinha de devolver a fotografia.

— Se nada disso resultar — disse Naruto, sorrindo — Então Sakura-chan jamais te perdoará.

— Isso não serve de consolo, dobe.

Mas, pensou imediatamente, porque é que ele precisava do perdão dela, de qualquer forma? Porque ela sabia onde estava a fotografia e talvez lhe dissesse? Ou porque estava farto de ser ignorado por ela? De que modo estavam as coisas interligadas? Talvez— ocorreu-lhe subitamente – Sakura seja quem tem a fotografia.

Raios.

Quanto mais pensava, pior se tornava a questão.

Como é que o desaparecimento de uma fotografia se transformara numa missão quase suicida para obter o perdão de Sakura? E porque é que isso parecia cada vez mais importante para ele? Era só uma fotografia, certo? Bastava chegar lá, perguntar pela dele, devolver a dela, e pronto.

Então porque é que parecia tão muito mais complicado que isso?


Notas Finais


tan tan TAAN


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