História Blue Blood - Capítulo 32


Escrita por: ~

Postado
Categorias Avenged Sevenfold
Personagens Arin Ilejay, Johnny Christ, M. Shadows, Personagens Originais, Synyster Gates, The Rev, Zacky Vengeance
Tags Amizade, Romance
Exibições 92
Palavras 5.986
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Ecchi, Famí­lia, Hentai, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi, internet.
Já estamos na metade do City of Evil?! É ISSO? AAAAAAAA já vou atrás dos vídeos e áudios pra fazer o vídeo teaser/spoiler do Diamond In The Rough, haha.
TIVE QUE COLOCAR BRAGELINA NA CAPA!

Enjoy!

Capítulo 32 - Chapter: Seize The Day or die.


Fanfic / Fanfiction Blue Blood - Capítulo 32 - Chapter: Seize The Day or die.

Essas ruas por quais nós viajamos irá resistir ao nosso mesmo passado perdido

Eu encontrei você aqui, agora, por favor, fique por um tempo.

Eu faria qualquer coisa por um sorriso. — Seize The Day, Avenged Sevenfold.

 

Ouvir: Hot As Sun — The Beatles.

— Gabi. — Chamou, sem me soltar. Resmunguei um “hm?”, dando a entender que eu estava ouvindo. — Eu sinto muito.

— Temos que falar disso agora? — Cochichei, soltando Brian lentamente (o que quase não acontecia, pois ele parecia que não me largaria nunca mais e, pra falar a verdade, nem eu queria ser largada).

Haner segurou-me pelo pescoço, olhando em meus olhos. Seus dedos eram tão largos que suas mãos tomaram conta de segurar até mesmo meu maxilar, mantendo uma firmeza para que eu não corresse dali — como se eu fosse fazer essa estupidez...

— Eu fui um imbecil além do que eu consigo ser diariamente. — Sorri fraco pela piada, contudo, pela cara que ele fez, deixei de achar que era piada. — Eu juro que não farei mais nada nem parecido com você. — Suspirou, soltando meu rosto devagar. — Você não me atrapalha, você não me impede de estar feliz, pelo contrário, você me FAZ feliz. — Sorriu bobo, segurando minhas mãos. Minhas pernas estavam tremendo de nervosismo. — Desculpa por ter sido tão estúpido. — Abaixei um pouco a cabeça, encantando nossas mãos, notando que eu não estava fazendo esforço algum para segurar as dele. Flashs daquela noite me vieram em mente. Ainda tinha muita coisa para se esclarecer.

— Egoísta. — Corrigi. — Eu te perdoo por ter sido tão egoísta. — Olhei para ele. — Brian,... — Suspirei, soltando suas mãos e me abraçando, apoiando-me em uma só perna para dar descanso do salto. — Você sabe a importância que sua amizade tem pra mim? Por favor, não me assusta mais assim. — Brian deu um sorriso largo com o que eu disse, prometendo nunca mais tentar se afastar.

Eu era tola por perdoá-lo tão fácil daquela maneira? Perdoá-lo tão fácil por me fazer chorar como se tivesse sido abandonada?

É. Talvez...

Dizem que nos momentos de uma briga ou discussão que são ditas as piores bobagens, porém, também tão nesses momentos que são soltas as maiores verdades. São gritadas. Ainda tinha algumas coisas que eu precisava saber sobre tudo o que Brian me disse àquela noite. Fosse bobagem ou verdade.

— Outra coisa: eu quero deixar pra trás e esquecer toda essa mágoa, mas ainda tenho algumas perguntas pra te fazer depois. — Conclui e Brian assentiu com a cabeça, falando em seguida que conversaríamos sobre o que e quando eu quisesse; depois de dois segundos, abri um sorriso, selando a paz.

— Synyster Gates! Briela! Aqui, por favor! — Gritou um fotógrafo.

— Larga ela, Syn! Você é meu!

— Êêê! Gates pegando a ruiva gostosa e outro mulherão desses? Tá é bem servido demais.

— É a Briela mesmo? A do Rock’s Voice? Puta merda!

— Se o Gates me abraçasse assim, eu caia durinha! Pega logo, Briela! — Comentou uma fã e eu ri.

— Porra... — Estiquei o pescoço para olhar por cima do ombro do guitarrista. Só então notei a baderna que continuava em volta de nós. — Essa gente lembra meu nome? — Ri, brincando.

— Como esquecer o nome de uma estrela?

— Não exagere, Syn. A celebridade aqui é você.

— Ignora os comentários de suposições.

— Roni está lá em casa há umas semanas. Estou surda para malicia. — Garanti.

— O que acha de algumas fotos pra mostrar ao mundo o quão bonita você está essa noite? — Sorriu, dando um passo para trás e estendendo a mão para mim, com o braço bem esticado.

Vacilante, peguei sua mão e Brian me guiou até o centro da calçada, fazendo com que eu ficasse de frente para um grupo de fotógrafos que, mesmo tendo nossa atenção, gritavam por ela. Haner largou minha mão e, para as fotos, ora estava com as mãos no bolso, ou um braço em volta da minha cintura.

— É algum tipo de timidez?

— Se antes era pelo Rock’s Voice e por uma vida de “reality star” sem privacidade, agora, é como garota de capa da Syn Gates Clothing.

— Timidez.

— Não. Só é... É tudo novo demais, digamos. Não tenho habito algum com pessoas gritando meu nome, fazendo escândalo, ou com esses malditos flashs que chegam a me cegar.

— Gabi, você tem que relaxar. Não é tão difícil. — Incentivou.

Inicialmente cega por conta das luzes, fiz o possível para abrir o meu melhor sorriso.

Não demorou muito para que eu me sentisse mais á vontade e tirasse a jaqueta para mostrar melhor o vestido; até fazendo uma daquelas famosas poses de virar de costas e olhar por cima do ombro. Gates, brincalhão, chegou a aplaudir minha autoconfiança sendo colocada em cena.

— Vamos entrar. — Pedi a Brian, colocando a jaqueta de volta e acenando e sorrindo para uns jovens que se despediam de mim e do Syn e fotografavam/gravavam com seus celulares.

Assim que entramos, escutei os gritos pelos integrantes do The Vamps — eu tinha até trabalhado agenciando dois shows dos rapazes em Abril enquanto Mike tomava conta dos shows que Blue Blood abriria para The Pretty Reckless.

— E... Como vai com Karina? Parecem bem. — Sorri sugestiva com o primeiro assunto que me veio em mente.

— “Caramba, Brian! Senti sua falta. Como foi a turnê?” — Brincou, fingindo uma voz feminina que me fez rir. — Synyster Gates e Gabriela Albuquerque de Lins. — Anunciou nossos nomes ao recepcionista que cuidava da lista dos convidados, que assentiu, dando permissão para que passássemos antes de checar a lista.

— Não se faça de tonto! Falei com os rapazes quase todos os dias durante a tur... — Interrompi a frase pela forma bruta e rápida com qual meu braço foi agarrado e meu corpo puxado para perto dele, salvando-me de um belo tropeço por conta do vestido justo até os joelhos e os saltos agulhas.

De frente para ele, levantei meu olhar até a altura de seus olhos tentando evitar encarar seus lábios.

Caramba, que saudades daquele cheiro...

— Obrigada.

— Por nada. — Sorriu, soltando-me lentamente quando ouvimos um pigarro atrás de mim.

— Não acredito que você deixou Zachary me tratar daquela forma na frente da impressa, Haner. — Olhei para trás e vi Karina vir marchando em nossa direção. — Se me der licença, Briela.

— Todo seu. — Levantei as mãos, me afastando e assistindo a cena, rindo.

— Conversamos depois. — Brian acenou para mim e eu ri com a agonia dele de segui-la e tentar explicar que tinha que posar para algumas fotos para divulgar a SGC.

— Muito bem, acho que o Júnior me deve créditos. — Tomei um susto com a voz do Roni atrás de mim. — Eu disse que vocês se acertariam quando se encontrassem.

— O que estava fazendo ali?!

— Esperando por vocês. O que mais estaria fazendo? Taylor Momsen ainda nem chegou para que eu a mostre o quão incrível eu sou. — Ri e, pela piada escrota ter sido idiota o suficiente, até ele riu.

— Hm... — Peguei o copo de bebida que segurava e virei numa golada. — Corta isso de mim. Lembra que eu volto dirigindo para Long Beach.

— Porque quer. Poderia dormir no apartamento do Christopher. Trouxe até roupas para passar a noite em L.A.

— Tô sem vontade de ir pra lá. — Desfiz o caso e, reparando que eu não queria falar sobre isso, voltou ao assunto Gates:

— E o outro guitarrista... Como estão?

Suspirei, pensando no que aconteceu minutos atrás.

— Estamos bem. — Sorri com sinceridade. — Vem. Vamos pra nossa mesa.

Sentaríamos com Julian, Margot, Lilly, Chris, Daniel e Rachel, bem ao lado da mesa da família do Logan — que Julian tratou de me apresentar já que, as únicas famílias que eu conhecia até então era a Conely e a irmã do Smith.

Ninguém ficou muito tempo sentado, não. Era mais para tomar alguma coisa quando chegasse e, em seguida, socializar com outros convidados. Recebi ótimos elogios a Michelle pelo vestido que usava; conheci os membros do The Strokes — e tentei até mesmo agir como uma fã controlada perto do Casablancas, que estava acompanhado de sua esposa, Juliet. —, os do Bullet For My Valentine (Brian, Matt e Johnny me apresentaram, já que eram super amigos dos caras) e de The Pretty Reckless (imagina a tremedeira que eu tive quando Bem Philips e Taylor Momsen disseram que eu tinha potencial de sobra na voz!!!). Reencontrei Brooks e a esposa, Kelly, que me apresentaram aos demais membros da Bad Religion — Zacky, que estava comigo e já conhecia os caras, começou a falar sobre alguns momentos engraçados que passou comigo (era engraçado vê-lo nervoso porque, apesar de conhecer os caras, Baker era MEGA fã da banda) —. Passei parte da noite na companhia do A7X — além de Karina, Kim e Lacey, que estavam com os rapazes —, da Blue Blood e do Killers From Grace.

— Oi, oi. Com licença? — Ouvi a voz do Logan ecoar nas caixas de som enquanto a música abaixava. — Boa noite, pessoal! Aproveitando a festa? — Deixei de dançar com Julian para prestar procurar por Logan, que falava ao microfone do outro lado da piscina, de costas para a gigantesca vista da cidade, que se dava pelo muro de vidro (1).

— O que está acontecendo? — Kim perguntou para Julian, já que ela e o marido dançavam ao nosso lado.

— Chegou a hora. — Julian sorriu orgulhoso e deu um high-five com Arin.

Queria lembrar quando foi que eles ficaram TÃO próximos. Só conseguia lembrar do show em Virgínia, meses atrás... Mesmo assim, era intrigante a forma como ficaram tão amigos depois disso.

— O motivo de vocês terem sido chamados até aqui, já sabem, então, agradeço a presença de todos. Meu amor, por favor? — Estendeu a mão para Ariela, que assistia o namorado com atenção e caminhou até ele quando Wild a chamou, pegando um microfone que Rachel estendia para ela. — Hoje, em especial, faz exatos cinco anos desde aquele encontro desastroso no início do verão de dois mil e nove. — Começou, fazendo o público rir. — Que por fim, graças ao meu charme, acabou terminando muito bem. — Mais risadas e, da parte da Ariela, uma tapa no braço do futuro noivo, nitidamente vermelha de segurar o riso com a expressão maliciosa dele.

— O que está aprontando, Wilde? — Ariel levou o microfone à boca só para manter todos atentos à conversa.

— Cinco anos de namoro. Praticamente, dez anos de amizade... A mulher que eu vi você se tornar, o homem em qual você me transformou... Ariel, tudo isso tem um significado e um valor único pra mim. Singular em todo e em qualquer sentido. — Sorriu bobo. — Dos piores aos melhores momentos, dos melhores aos piores. — Respirou profundamente e buscou olhar para as pessoas em volta. — Vocês, que estão aqui hoje, em algum momento, marcaram memórias nas nossas vidas, durante esses dez anos. Brigas de casal no meio da rua, bebedeiras à luz do dia... — Brincou, levando os amigos, mais uma vez, às risadas. — Ariela. — Olhou para ela. — Na frente dessas pessoas tão importante pra gente, eu quero te propor a eternidade. — Avistei a baterista ficar estática no lugar e o sorriso brincalhão se fechar lentamente. — Depois de anos lutando, nossa banda, finalmente, está decolando. Agora, que eu posso te dar tudo o que você merece, eu posso dizer que não há um futuro sem você na minha vida. Não há sucesso, felicidade, realização. Amor. — Se ajoelhou lentamente e a surpresa tomou boa parte da mulherada no lugar, gerando um coro de “awwww”.

Logan ajoelhou-se na frente da morena, deixando o microfone no chão e pegando a caixinha do anel no bolso do casaco. Como Ariela mantinha seu braço abaixado, segurando o microfone perto da boca do baixista, ouviu-se Logan pronunciar:

— Ariela Wilson Conely. Permita-me ter a honra de realizar a missão de lhe fazer feliz até onde existir um “para sempre”. Case comigo?

Os segundos que a baterista levou para expressar algo deixou todos comentando entre si e questionando a demora.

Ouvir: Don’t Stop Believing — Journey.

Julian estava para começar a roer as unhas do meu lado quando sua irmã FINALMENTE abriu um sorriso e lágrimas começaram a escorrer pelo seu semblante. A garota deixou o microfone cair ao pôr as mãos na boca, o que fez um ruído perturbador ecoar no lugar. O “sim!” que ela gritou foi tão alto quanto isso e, antes mesmo de Logan colocar o anel em seu dedo, levantou-se e a beijou, conquistando os aplausos de todos que assistiam satisfeitos com a resposta.

— Julian, Briela! Que bom encontrá-los. — Fui pega de surpresa por uma moça alta que abraçou-me rapidamente em cumprimento, distribuindo beijinhos na bochecha, assim como fez com Julian. — Prazer, Caroline Henderson. — Ela falava depressa.

— Caroquê?

— Caroline. Uma dos poucos jornalistas de prestigio que foram autorizados entrar. — Sorriu convencida e puxou um gravador DE NÃO SEI ONDE, apontando em nossa direção. — Teriam um minuto?

— Se não se importa, minha irmã acabou de ficar noiva e eu preciso parab...

— Ah! É só um minutinho. — Insistiu. — Então, estão namorando? — Abriu um sorriso com a pergunta que mais pareceu uma afirmação e, com risadas, respondemos:

— Não.

— Se pegando? Como diria o brasileiro... — Olhei torto para ela. — O que? Eu estudo bem quem entrevistarei.

— Não, não... — Cruzei os braços, esperando aquele teatro terminar.

— Briela, não há confirmação alguma do que você andou fazendo após o Rock’s Voice. De repente, você já estava até viajando por aí com a Blue Blood e até com o Avenged Sevenfold! Pode dizer no que andou trabalhando? Uns dizem que se tornou modelo, mas ninguém lhe vê em desfiles; outros falam de projetos paralelos, mas ninguém mais te ouviu cantar...

— Ãnh... — Era uma pergunta tão simples, mas a tal Caroline tinha pronunciado tudo tão rápido que eu mal tive tempo de pensar.

Julian deu dois tapinhas no meu ombro, avisando que precisava ir falar com os noivos, deixando-me na mão ali sozinha.

— Bom, eu sou formada em Música e Relações Públicas com pós em Marketing. Acabei arrumando um emprego legal e ficando pelo país. — Suspirei ao conseguir falar.

Logo percebi o quão bonita a jovem era. Caroline lembrava bastante a atriz brasileira Alinne Moraes: o mesmo corpo magro e alto, alongado e com uma postura perfeita. Tinha olhos e cabelos castanhos, até mesmo os lábios carnudos e o sorriso largo.

— A história de ter me tornado modelo... — Respirei fundo, buscando as palavras. — Dois amigos iniciaram uma marca de roupas, meio que “apadrinhados” por Luiza Drummond L., e eu estou dando uma força com a imagem. Está vendo esse vestido? — Sorri, dando uma voltinha com o look. — Syn Gates Clothing.

— As poses com Gates na entrada foram, em especial, para isso?

— Divulgação. — Conclui. — As fotos oficiais da marca sairão logo, mas, enquanto isso, Syn está, ao máximo, posando por aí com camisetas ou jaquetas da marca.

— Muito bem. E sua relação com a Blue Blood? Acompanho suas redes sociais e, mesmo você não postando muita coisa no Twitter e tendo o snapchat privado, no seu intagram ainda há muitas fotos com eles e, até mesmo, pela gravadora Warner.

— Como eu disse, Relações Públicas. Claro, nos tornamos MUITO amigos depois de tudo no RV, a mesma coisa com o A7X, mas também temos uma relação profissional.

— Margot McSage ganhou o contrato. Tendo contato diretamente com ela e convivendo diariamente com a BB em estúdios, o que passa na sua cabeça? Alegria, angustia... Inveja?

— Wow, wow! — A afastei com um empurrão leve. Na mesma intensidade que as perguntas me sufocavam, Caroline me sufocava também!, se aproximando para manter-me encurralada. — Claro, inicialmente, não tinha como NÃO ficar chateada, mas depois de algumas semanas, até que foi bem fácil aceitar. Viajei agenciando a turnê do Avenged pela América Latina, conheci outras bandas, foi ótimo! Então, hoje, o que eu sinto, é alegria. Sempre trabalhei com isso e sempre adorei meu trabalho. Me aproximar tanto da Blue Blood só fez com que eu os apoiasse e torcesse mais por eles e não com que eu me enciumasse com a Margot ou criasse inveja dela.

Atrás da jovem, vi Lacey acenar para mim, chamando-me assim que viu meu desconforto com tantas perguntas.

— Como anda seu caso com Roni Moura? Ele é um dos fotógrafos de mais prestigio no país, empresas e mais empresas entram em guerra para fechar um contrato fixo e de exclusividade com ele, um rapaz com ótimas relações no meio da mídia, sinônimo de que conseguiria fofocas quentes direto de fontes. Como é estar namorando com um cara tão disputado?

— Roni e eu somos amigos. — Disse rapidamente.

— Seja como for, ninguém nunca viu o rapaz postar tantas fotos com uma garota. Ou passear por aí tantas vezes com a mesma. Até para a turnê do A7X vocês foram juntos. Não me diga que...

— Nos conhecemos desde que eu tinha catorze e ele quinze. — Contei. — Ele é como um irmão pra mim. Ér, Caroline, foi um prazer, mas eu preciso ir. — Sorri depressa, segurando-a pelos ombros e fazendo-a sair do meu caminho.

— Briela! Espera aí.

— Olha, realmente, se eu fosse você, rodava mais por aí atrás de astros de verdade para entrevistar, e não ex subcelebridade como eu.

— Ainda temos que conversar sobre essa boa convivência com o Avenged Sevenfold! Até onde fui informada, você era muito fã dos caras e, agora, praticamente conviv... — Deixei de ouvi-la assim que me aproximei de onde Sra. Seward gargalhava da minha situação.

— Isso, Lacey. Ria desse vexame. — Respirei ar puro. — Puta da menina doida.

Logan e Ariela foram parabenizados pelos demais convidados — que puta número de convidados, Jesus Cristo — e um jantar especial foi servido levando todos às suas expectativas mesas.

A festa continuou e eram conversas agradáveis regadas de bebidas fracas e saborosas. A primeira das minhas companhias a se despedir foi o Wackerman e, nesse momento, eu estava com Matthew, Karina e Brian, perto do bar.

— Hey, Campeã! Brooks estará conosco pelo Mayhem Festival! — Matt avisou e, automaticamente, devo ter pensado o mesmo que ele.

Tally tinha contado o plano para meu aniversário no dia em que todos assistimos ao clipe de This Means War — vídeo no qual Baker decidiu que publicaríamos no dia 4 de julho, pra dar um “toque” especial para os fãs norte-americanos também.

— Sério? Wackerman, será meu aniversário. Está intimado. — Sorri convencida, levantando-me do banco alto em qual estava sentada (que até fazia eu ficar mais alta do que era) para abraçar-lhe formalmente em despedida enquanto o baterista ria. — Dia treze, em Albuquerque. Não sei bem o que os rapazes estão aprontando, mas...

— Mas será incrível. — Matt completou com um tom orgulhoso.

— Pode garantir que eu vou, Briela. Sanders, Haner, Luana. — O loiro sorriu para os amigos quando o soltei e despediu-se deles com um aperto de mão, e beijos na bochecha de Karina.

— Abraço na patroa! — Matthew brincou.

— Beijo nas crianças. — Brian concluiu, virando de volta para a bancada do bar. — O que faremos no seu aniversário? Não estou sabendo de nada.

— Porque você não estava na casa do John e da Lacey, quando até mesmo assistimos ao clipe de This Means War juntos. — Expliquei e a ruiva do outro lado do guitarrista limpou a garganta, chamando minha atenção.

— Bom, ele não deve ter perdido muita coisa, já que estava comigo.

— Uma tarde fantástica e a primeira noitada da Gabi no Johnny’s Bar, haha, eu tenho certeza que perdeu muita coisa. — Matt disse na inocência, bebericando seu copo e logo se tocando de que tinha sido um pouco sarcástico na resposta, tentando amenizar isso com um sorriso simpático para a ruiva.

— Gabi? — Brian chamou, ainda querendo saber sobre a programação.

— Passarei a semana viajando com uma banda brasileira...

— Por isso Val e eu mudamos a data do chá de bebê. Gabriela TEM que estar lá.

— Detonautas? — O guitarrista sorriu faceiro, mostrando ter aprendido a palavra corretamente, o que me levou a rir.

— Não, não... Raimundos. No dia doze, o Tally vai me encontrar com um jatinho em Fresno, onde será o último show, e encontraremos vocês em Albuquerque. — Sorri abertamente.

— O quê?! — Karina quase cuspiu o que bebia.

— Não se preocupa, Luana. Você está convidada. — Estendi um meu copo para ela, propondo um brinde irônico e virando minha bebida antes de qualquer reação que ela pudesse ter.

— Karina estará em semanas de provas decisivas.

— Detesto festas no início do verão. — A ruiva bufou, reclamando que o fim do ano letivo não a permitia ficar viajando tanto quanto viajava nos meses anteriores.

— Só que a pergunta agora, cara, é o que faremos no SEU aniversário. Até River já está com uma festinha organizada.

Meu DEUS! O aniversário do guitarrista! Já tinha até arrumado um presentinho pro River, mas para o Haner... Fiz uma nota mental de que pensaria em alguma coisa antes que os rapazes embarcassem em turnê.

— Não tenho a mínima ideia, Sanders. É meu trigésimo terceiro aniversário, a criatividade na comemoração foi apenas até o vigésimo quinto. — Brincou.

— Tenho certeza que arrumaremos algo pra você.

— Entramos em turnê no mesmo dia. Val e River vão conosco porque o aniversário dele é no dia seguinte e não seria legal passá-lo longe do pai, sendo assim, enquanto estiverem cantando “parabéns pra você”, podem urrar “Brian! Brian! Brian!” também. — Não aguentei segurar a gargalhada com todo deboche brincalhão dele, Matt e eu rimos até a minha barriga começar a doer, já que me contagiei ainda mais por causa da risada trovão que só o M Shadows tinha...

— Ah, sei que River irá querer o primeiro pedaço, então, eu tenho certeza que te ver dedicando a segunda fatia de um bolo do Patolino à Michelle no aniversário de dois anos do meu filho será a melhor das cenas. — O frontman entrou na brincadeira e, apesar da risada do Brian, parece que o comentário não agradou muito a ruiva ao lado do guitarrista, que virou sua bebida lentamente e bateu o copo na bancada, levantando-se e passando a mão nas costas do Brian.

— Vamos embora? Vou pegar minha bolsa com Johnny e me despedir de alguns colegas de impressa que foram convidados. — Avisou... “Alguns colegas de imprensa”... Às vezes esqueço que Karina estuda Rádio e TV e anda com o tipo de gente que trabalha com Mídia. — Matt. Briela. — Despediu-se com sorriso cínico para nós dois.

— Já vou lá com você. Tenho que dizer tchau aos noivos, aliás.

Ouvir: Nothing Even Matters — Big Time Rush.

— Ãh... Matt? — Chamei sem jeito. — Cê pode me dar dois minutos com o Brian? Por favor. — O vocalista fechou o sorriso lentamente, desconfiado, mas não como se nos acusasse de algo.

Porque o mundo para

Quando coloco meus braços em sua volta

Em sua volta

E nada realmente importa

E nada realmente importa

— Claro, Campeã. — Deu um sorriso compreensível, sem mostrar os dentes. — Vou voltar para a mesa. Qualquer coisa, sabe onde estou. — Assenti e levantei do meu banco para sentar no dele.

— Obrigada. — Esperei Matthew se afastar para que pudesse olhar para o tatuado, agora ao meu lado. — Hoje, a noite é pra se celebrar e não pra relembrar a sua última visita. — Levantei dois dedos para a atendente do bar, que nos deu duas garrafinhas de água. — Mas, amanhã eu quero levantar sem mais dúvida alguma, Brian. Então, eu preciso que você me responda tudo o que eu perguntar. — O guitarrista agradeceu a atendente pela bebida e bebeu um pouco d’água, suspirando um “podemos começar” assim que tirou o gargalo dos lábios. — Primeiramente, eu não estou namorando ninguém.

— Não que você me deva uma satisfação dessas.

— Brian, eu sinto que eu deveria SIM esse tipo de satisfação a você. Assim como deveria à Michelle, ou ao Johnny, ou ao Zacky... Ou ao Júnior, mesmo ele estando em outro país. Vocês são meus amigos, acho que isso é autoexplicativo para que eu não tenha que esconder um relacionamento de vocês. Mas por que isso te chateou?

— Acho que foi justamente por isso. — Ele encarava a garrafa até então, e olhou para mim depois de respirar fundo. — Porque somos amigos. De alguma forma, eu me senti meio desconsiderado quando vi que até a Karina sabia, que pra Michelle você tinha contado, mas pra mim não. — Brian falou sem peso algum na voz e, diferente do que parecia, não existia drama algum ali; nem no nosso tom de voz. Falávamos firmes e descontraidamente, apenas esclarecendo tudo.

Bebi um pouco de água para molhar a garganta.

— Levou algumas provocações até que você soltasse parte do motivo de ter ido até lá. Depois de algumas respostas sem nexo, você gritou algo que, na hora, eu nem pensei no que poderia ser, mas que, agora, eu quero saber. — Comentei, curvando-me sobre o balcão. — Syn... O que foi que você perdeu? — Perguntei com toda lentidão nas palavras.

Ele ficou quieto por alguns segundos. Não como se estivesse pensando se me contava ou não, mas como se doesse para dizer, o culpasse.

— Tudo o que eu planejava ter com a mulher que eu amei, Gabriela. — Murmurou com um tom indiferente e abriu um sorriso amarelo para mim, bebendo um pouco mais de água em seguida. — Perdi até mesmo a confiança dos meus amigos, temporariamente, de tantas vezes que consegui magoar a Mich, o respeito da Val e dos pais das DiBenedetto... — Numerou.

O encarava com dor no peito.

Eu não tinha ideia de que Brian se castigava mentalmente com o fim do seu casamento... Todos os sinais sempre apontaram que ele superou tanto quanto Michelle; uma relação firme e saudável de amizade com a loira, sexualmente ativo em outras relações... Mas parece que a psicologia está certa quando diz que somente a pessoa sabe de seu estado emocional.

— Minha parte preferida de uma turnê sempre foi o fim. — Sorriu nostálgico. — Tinha quem eu amava me esperando em casa. Eu estando sóbrio, bêbado, eletrizado, exausto, lúcido ou drogado. Mas, agora, até ficar dentro da minha casa é torturante. Tudo lá é dela. Tudo tem o toque dela. — Eu estava me sentindo uma inútil no momento. Brian nitidamente notou minha cara de incompetente quando coloquei a mão em seu ombro para tentar ser, no mínimo, solidária. — Calma, Gabi. — Riu, pegando minha mão e colocando de volta sobre o balcão. — Não estou me lamentando aqui. Só estou respondendo sua pergunta com clareza. Sendo honesto com você. Eu, mais do que nunca, amo a Michelle e estamos muito, muito bem assim. Como amigos.

— Então, se tivessem a chance de voltar...? — A pontada rápida no meu peito parecia até ciúmes.

Ouvir: Even Flow — Pearl Jam.

— Não voltaríamos. De jeito algum. — Disse firme. — O divorcio, basicamente, foi a melhor decisão que ela tomou e a melhor coisa com qual eu pude concordar. — Brincou. — Mas, olha... A resposta final é que, recentemente, as coisas têm se ajeitado, e eu não quero te perder porque agi como um otário infantil e imprudente.

— Por que manchou a expectativa do que eu enxergo em você, quer dizer?

— Depende. O que vê em mim? — Pronunciou com malícia e eu ri, fazendo uma cara séria depois para levar a malicia em diante.

— Ah, um cara super sexy e abusado, com uma lábia sobre-humana. — Gargalhamos e ele agradeceu de forma esnobe minha resposta (que tinha um pontinho de verdade). — Falando sério agora... Brian. — Tossi com uma risada abafada. — Eu te vejo como uma das pessoas mais leais e verdadeiras que eu já conheci. Alguém bom, sincero. Eu posso não concordar com muitas das suas atitudes, mas isso não muda o quanto eu sempre vou te querer por perto.

Soltei com toda sinceridade possível. Ele franziu os lábios, olhando para minha mão sobre o balcão e a segurando com posse.

— Está tudo bem, então? — Respirei fundo e balancei a cabeça em afirmação quando, ao longe, vi Karina se aproximar com sua bolsa e jaqueta e Zacky ao seu lado (que provavelmente iria embora com eles, já que havia vindo junto).

Abri um sorriso sem mostrar os dentes.

— Clar...

— Oh! — Soltou minha mão para gesticular. — Quase ia esquecendo: eu posso estar oficialmente com a Karina agora, mas isso não interfere na nossa amizade, okay?

— Por mim, não interfere mesmo. — Menti. Como não me incomodar com a ruiva grudada nele?! Argh. Okay. Teria que conviver com isso. — Além do mais... — Estiquei o corpo para ver Luana se aproximar, tomando postura e repensando minha resposta. Ele me parecia tão bem... — Você disse que as coisas estavam se acertando, não tenho qualquer intenção de causar problemas pra vocês.

— Sei disso. E eu não tenho qualquer intenção de me afastar de você por mais que a Karina não seja lá sua maior fã. — Ri fraco. — Até daqui dois dias. — Sorri aliviada.

— Até daqui dois dias, Brian.

Deu um beijo estalado na minha bochecha e virou-se de costas para mim, caminhando depressa até a namorada e o amigo. Vi Zacky falar algo com Brian e dar duas batidas em suas costas quando o mesmo virou de costas, Vengeance vinha na minha direção enquanto Syn ia embora sem se despedir de mais ninguém.

— Sério? Depois de tudo que ele te falou aquela noite, você fica aí toda cheia de sorrisos pro Gates? — Tomei um susto com a voz atrás de mim e girei no banco, dando-me com Christopher encostado no balcão, pedindo alguma coisa da atendente apenas com um sinal.

— Chris, eu sei que você ainda deve estar chateado com ele, mas várias coisas foram esclarecidas essa noite. Por favor, poderia não arranca essa alegria que eu estou sentindo de estar tudo bem entre nós?

— Claro. — Ironizou, pegando a bebida lhe servindo e dando meia volta para ir embora depois de me olhar friamente. — A propósito, Daniel deixará Lilly e eu em casa. Já que você não vai dormir lá, não precisa dar carona.

— Uau. O que foi isso? — Zacky perguntou assim que chegou perto o suficiente para que eu levantasse e lhe abraçasse.

— Acho que Julian chegou primeiro que ele na garota mais bonita da festa.

— Não estou vendo Julian do seu lado. — Fingiu procurar e eu ri com o melhor elogio da noite.

— Obrigada, mas, parece que a noite acabou pra mim também. Estou exausta. — Abaixei-me para pegar os meus sapatos no chão. Já tinha os tirado há tempos.

— Só vim lhe dar um tchau mesmo. — Sorriu. — Brian e Karina estão esperando por mim.

— Tudo bem. — Estalei um beijo na sua bochecha. Apesar da noite dançando, Zacky continuava super cheiroso.

— Gabriela. — Ele já tinha começado a andar em direção á saída quando pareceu lembrar-se de algo. — Brian e você... Vocês tinham se desentendido?

— Ãh... — Pigarrei para ganhar tempo para buscar uma resposta. Não queria que algum dos rapazes soubesse da discussão de semanas atrás, muito menos agora que estava tudo resolvido. — Não. Não, Zee. — Abri um sorriso. Me quebrava o coração mentir para ele na cara de pau. — Está tudo bem.

— Qualquer coisa, você sabe que pode me contar... Não é? — Assenti.

— Obrigada.

Baker ofereceu-me um sorriso doce e foi embora.

Não levou mais que trinta minutos para que eu decidisse de verdade ir embora. Me despedi de todos e, quando fui chamar Roni, ele parecia estar ocupado demais conversando ao pé do ouvido com a tal jornalista Caroline; praticamente implorou que eu fosse embora sem ele, dizendo que sabia bem o caminho de LBC de volta, a soma disso com o cansaço que eu estava sentindo, acabou fazendo com que eu batesse na casa da minha irmã meia-noite e quarenta da noite, e graças a Deus eu ainda carregava comigo às chaves daquele casarão, só chamando atenção da Áurea, que estava acordada até tarde assistindo filme na sala com Nick dormindo ao seu lado — Luiza não deixava a garota ter televisão no quarto justamente por esse vício em cinema, ela poderia madrugar assistindo tudo quanto é tipo de filme —, ela disse que esperava pela mãe, já que Scott e Mason foram buscá-la no aeroporto. Cheguei já me sentindo à vontade para colocar a roupa que usei no trabalho para lavar e me jogar em uma das camas de hospedes após um banho e colocar um blusão quente.

 

*Brian’s POV On.*

 

Ouvir: Clairvoyant Disease — Avenged Sevenfold.

Depois de todas as idiotices que falei ao Johnny, durante o jantar, ele nem sequer olhou na minha cara. Graças a Deus, no dia seguinte, ainda na Itália, foi um pouco mais fácil para pedir desculpas dele, assumindo que só disse tudo aquilo para deixá-lo puto de despistá-lo. Mesmo com sua insistência para que eu contasse o motivo do meu desnorteamento, o convenci que, graças a Michelle, as coisas estavam mais claras e óbvias para mim.

Na manhã em que voltamos para Huntington Beach, eu fiquei tão nervoso em revela e acabar sendo ignorado quando a cumprimentasse que resolvi ir para Long Beach resolver o primeiro dos meus problemas. Com uma lingerie roxa Karina me esperava, fazendo de conta que não tinha se incomodado com a maneira fria com qual a tratei nos últimos dias de show quando conversávamos por telefone. Precisava evidenciar algumas coisas com ela. Depois de algumas acusações, vitimizando- se por eu não estar apaixonado por ela, por não confiar nela e até mesmo um teatro dizendo que queria meu melhor, o bem para nossa relação, confessei que Michelle tinha ido a Roma me contar sobre a conversa com a Gabriela e, uma das coisas que eu pretendia fazer, era me acertar com a gaúcha, por mais que eu acreditasse na possibilidade d‘ela não querer mais olhar na minha cara depois de dezenas merdas que soltei pela boca. Por fim, acabamos selando as pazes com sexo — como se pudesse ser diferente...

Desde que Michelle me contou do “caso”, tinha vezes que eu me pegava imaginando Gabriela com outro, o que me deixava confuso e, às vezes, furioso. O cara que minha mente projetava por baixo do corpo da brasileira em uma cama bagunçada aparecia de vinte semelhanças diferentes durante o dia, menos na minha semelhança. A pior das visões foi Johnny como uma dessas “formas”. Incomodava-me pensar nela com outro, incomodava-me imaginar que outro tinha chegado primeiro.

Felizmente, tudo o que imaginei que Gabriela faria comigo assim que nos víssemos — desde me ignorar, a me esmurrar na frente de quem é que estivesse assistindo — estava completamente errado. A garota abraçou-me como se tivesse sentido minha falta mais do que eu senti a dela, mesmo que em seu olhar ainda houvesse um rastro de mágoa, seu sorriso foi o suficiente para satisfazer-me a noite inteira durante a festa de noivado da Ariela e do Logan.

Enquanto isso, no carro, Zachary soltou uma risada fraca depois de ter conferido se Karina estava dormindo no banco de trás.

— O que que foi? — Desviei o olhar da estrada rapidamente para dar atenção ao guitarrista e percebi que ele ainda ria, com uma mão segurando no suporte de teto ao lado da porta e os dedos da outra, apertando a ponte do seu nariz. — Zacky. — Chamei, voltando a olhar para a rua.

— Você gosta dela, Brian.

— É minha namorada.

— Não da Karina, seu babaca. Dela! — Acusou, ainda rindo e eu o encarei pelo retrovisor, confuso, por mísero segundos para não perder o foco do trajeto. — Só vocês dois não se tocaram disso, ainda.

— Zacky...

— Brian, não precisa me explicar nada. Por enquanto. — Pontuou. — Eu sei que, nos últimos meses, quando o assunto é ela, eu tenho te dito coisas horríveis e desmotivadoras, só que... Escuta, você é meu amigo e ela é minha amiga. — Gesticulou. — Pode não ser a hora de assumir, ou, como você fala, pode ser coisa da minha cabeça e esse sentimento pode nem existir, apesar de eu achar que a segunda opção seja mentira... — Dei um suspiro pesado. — Mas, se a hora chegar, eu vou estar aqui. Seja ponto para lhe dar uns socos ou te apoiar no que for. — Ele colocou a mão no meu ombro e eu ri fraco.

— Obrigado. — Sorri de canto, sem olhar para ele.

Às vezes, é bem melhor agradecer pela compreensão do que tentar explicar que eu não precisava dela, e isso convenceu Baker de que eu estava me sentindo bem, diferente do estado de vazio que encontrava-me durante as últimas quatro semanas.

Não tinha como eu estar mais ansioso para vê-la no feriado.

 

*Brian’s POV Off.*


Notas Finais


Skybar em L.A. (Link 1): http://rims2013.discoverlosangeles.com/sites/default/files/media/Hotels/skybar-mondrian-pool-night.jpg

Sobre Big Time Rush estar na playlist do capítulo: AMO, hahaahhaha.
Eu ia postar um capítulo de mais de 10mil palavras só que como estava sem postar há quase duas semanas, decidi postar logo pela metade.
O que acharam do "desabafo" do Brian pra Gabriela? pesadinho AHSJA FINALMENTE ESSES DOIS SE ACERTARAM! AAAAAA Syn voltaria ou não com a Mi?
SGC ARRASANDO!
E o noivado do Loggie e da Ariel? AWW, meu shipp supremo! Amo esses dois!
Estaria Christopher com ciúmesw haha

Comentem, POR FAVOR! Meu fim de Novembro tá sendo um LIXO, ter 17 anos NÃO É fácil, então, me deixem um pouquinho feliz recebendo e respondendo comentários de vocês <3

xoxo, Brey.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...