História Blue eyes - Capítulo 27


Escrita por: ~

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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oiiiiii gente linda que lê minha fic.
Esse capitulo promete. Só digo isso.

Capítulo 27 - Uau


POV Nico.

Quando saímos do cinema já estava um pouco tarde, inesperadamente o céu estava repleto de estrelas:

— Gostou do filme? — Will pergunta me olhando de lado com um enorme sorriso no rosto.

Reviro os olhos. “Como se eu tivesse assistido ao filme” penso. Will ri da minha reação e seu riso me faz sorrir:

— Voltamos pra casa agora? — pergunto.

— Hum. — Will me abraça por trás enquanto continuamos a andar, ele apoia seu queixo em meu ombro, algumas pessoas nos encaram, mas nenhuma delas parece realmente se importar — Ainda é cedo. — diz Will.

— O que quer fazer? — pergunto.

***

De algum modo fomos parar em um parque, Will se senta em um dos balanços e começa a se balançar devagar enquanto olha pra cima para as estrelas, me sento no balanço ao seu lado seguindo o mesmo exemplo de Will:

— O céu está lindo. — digo também observando as estrelas.

— Sim. Já fazia algum tempo que eu não saia para ver as estrelas. — Will diz.

— Você costuma sair para ver as estrelas? — pergunto curioso.

Will sempre conseguia me surpreender, quanto mais eu o conhecia, mais queria saber sobre ele. Will olha pra mim:

— Sempre amei olhar para o céu.

— Quem diria? — pergunto retoricamente.

Will volta seu olhar para mim, um terno sorriso em seu rosto:

— Minha mãe construiu um telescópio para olhar as estrelas. Jane me deu no meu aniversario de quinze anos, ela disse que demorou pra achar, porque as coisas da minha mãe estão todas amontoadas no porão, ai ela teve que limpar o telescópio e Argos teve que consertar algumas coisas. Como Jane sabia que eu amava olhar nas estrelas ela se aventurou no porão pra encontrar esse telescópio.

— Sua mãe parece ter sido uma mulher interessante.

Will acena com a cabeça, mas de repente o sorriso deixa seu rosto:

— Eu só sei sobre ela o que os empregados me disseram. Meu pai nunca conversou comigo sobre ela. — Will desvia os olhos dos meus — Nunca conversou comigo sobre nada.

Me levanto do meu balanço e me posiciono atrás de Will, passo meus braços por seus ombros e planto um beijo em sua bochecha direita:

— Seu pai é um idiota.

Will deita a cabeça pra trás a apoiando em meu ombro, suas mãos se entrelaçam com as minhas:

— Eu sei. Eu só não consigo deixar de me perguntar como seria se minha mãe não tivesse morrido.

O tom de voz triste de Will quebra o meu coração:

— Vou torcer para que seu pai algum dia perceba que esta agindo errado.

Ficamos em silencio por alguns minutos apenas observando as estrelas e aproveitando a sensação de paz que esse abraço nos trazia:

— Posso te fazer uma pergunta? — Will pergunta em voz baixa, virando o rosto pra direita pra me olhar no olhos.

— É claro. — respondo prontamente.

Will morde o lábio inferior, parece tomar coragem pra dizer sua próxima frase o que acho estranho já que ele é sempre tão seguro, mas aguardo suas próximas palavras:

— Quer namorar comigo? — pergunta simplesmente.

Fico surpreso com a pergunta, quer dizer, não é como se eu não tivesse pensado nessa possibilidade, mas... Observo bem a expressão de Will, se ele morder o lábio com mais força que isso vai se machucar. Percebo pelo seu olhar, pela sua expressão como ele esta se sentindo vulnerável nesse momento e esse fato só fazia com que meus sentimentos por ele crescessem ainda mais. Quando não digo nada Will desvia os olhos dos meus:

— Não precisa responder agora. Se você quiser pensar...

— Não. — interrompo sua fala — Quer dizer, sim. Sim! Eu quero namorar você.

Will volta a me olhar e ficamos nos encarando por um momento, até que Will me surpreende ao se desvencilhar de mim para em seguida me puxar para seu colo, seu braço esquerdo envolve minha cintura e o direito se agarra a minha nuca e antes que eu possa sequer pesar sua boca esta na minha. Minha resposta ao seu toque é quase que imediata, minha boca se abre para receber sua língua e meus braços se enrolam ao redor de seu pescoço enquanto minhas mãos se entrelaçam em seus cabelos.

Eu nunca entendi o porquê dos casais insistirem em se agarrar em lugares públicos onde qualquer um pudesse ver, mas eu agora eu entendia completamente o porquê.

Nunca me passou pela cabeça que um dia alguém como Will fosse aparecer na minha vida, muito menos que alguém como ele se interessaria por mim. Quando eu percebi que era gay, logo concluí que nunca acharia alguém que fosse abrir caminho e se infiltrar em meu coração. Antes dele nem havia percebido o quanto era solitário ou o quanto precisava de alguém como ele em minha vida. Alguém que era totalmente o oposto de mim, mas me completava como ninguém mais seria capaz.

POV Will.

Chegamos tarde na casa de Nico, entramos silenciosamente, as luzes estavam apagadas:

— Acho que ela está dormindo. — sussurra Nico.

— Nico? Will? São vocês? — a mãe de Nico grita de seu quarto.

— Sim mãe. Pode dormir tranquila. — diz em voz alta dessa vez.

— Ok. Boa noite para os dois.

— Boa noite. — falamos juntos.

Seguimos em direção ao quarto de Nico. Assim que entramos Nico para no meio do quarto incerto sobre o que fazer em seguida. Me aproximo devagar, um passo de cada vez, nossos olhares se encontram e nenhum de nós desvia, quando estou perto o suficiente pouso minhas mãos na cintura de Nico e puxo seu quadril de encontro ao meu. Uma ideia se forma em minha mente, as mãos de Nico se posicionam em meus bíceps:

— Então... Como você dorme?

— O que? — pergunta parecendo acordar de um transe.

Planto um beijo em sua bochecha e aproximo meus lábios de sua orelha direita:

— Você usa pijamas ou... Nada? — pergunto sussurrando em seu ouvido sorrindo ao ver seus pelos se arrepiarem e sua respiração se acelerar.

Minha própria respiração se acelera e sinto meu coração bater forte contra meu peito. Me afasto para olhar seu rosto, Nico cora e baixa a cabeça o que acho incrivelmente fofo e excitante ao mesmo tempo:

— E então?

— Eu uso pijamas. — sussurra.

Planto um selinho em seus lábios:

— Vá por seu pijama. Vou procurar o meu na mala.

Lhe dou outro selinho antes de soltá-lo sem nenhuma vontade e me afastar. Nico acena com a cabeça, ele pega seu pijama no guarda roupa e vai para o banheiro do corredor se trocar. Não demoro a achar meu pijama que consiste apenas em uma calça moletom.

Eu não estava planejando pedir Nico em namoro tão de repente, quando dei por mim as palavras já haviam saído da minha boca, o minuto que Nico levou pra responder foi angustiante, se ele dissesse não... Enfim...

A porta do quarto se abre, me viro para olhar para Nico e ficamos frete a frente, a respiração de Nico parece ficar presa na garganta devido a minha semi nudez ao mesmo tempo em que eu tenho que tomar uma respiração profunda e não me lançar sobre ele devido ao que a visão de Nico vestido de pijama não me causava:

— Nico? — chamo quando ele continua me encarando sem dizer nada, encarando especificamente meu abdômen — Quer me tocar? — pergunto arqueando a sobrancelha direita e vejo o desejo surgir em seus olhos.

Nico parece indeciso entre manter as aparências ou ceder aos seus desejos, ele engole em seco, abre a boca pra responder, mas a fecha novamente, por fim ele opta por dar um aceno de cabeça tímido.

Caminho em direção à cama, eu afasto o edredom, me sento na beirada de frente pra Nico, dou dois tapinhas no espaço ao meu lado.

Nico caminha hesitante na minha direção, até que por fim se senta ao meu lado na cama, Nico me olha nos olhos, estendo minha mão esquerda pra pegar sua mão direita e a trago até meu abdômen:

— Fique a vontade. — digo.

Nico me olha nos olhos e por fim parece desistir e ceder aos seus desejos, ele se ajeita na cama chegando mais perto de mim, ergue sua outra mão também a pousando em meu abdômen ele então começa a traçar o contorno dos meus músculos, começando pelo meu abdômen passando por meu peito chegando aos meus ombros, seu toque reverberasse por todo meu corpo. Me arrasto um pouco mais para trás na cama pego Nico pela cintura e o faço sentar em meu colo, uma perna de cada lado, ficamos frente a frente, as mãos de Nico deslizam dos meus ombros se arrastando por meu peito e voltando ao meu abdômen, minhas mãos se esgueiram por baixo da camiseta de Nico que suspira quando minhas mãos entram em contato com sua pele, enquanto isso estamos roçando nossos lábios uns nos outros até que ambos nos inclinamos dando início a um beijo.

O beijo começa devagar, estamos apenas aproveitando a sensação de nossos lábios um no outro, a sensação de nossas mãos na pele um do outro. Nossos corpos se colam um no outro até que não resisto e pouso ambas as minhas mãos na bunda de Nico e o puxo pra mais perto o que faz com que nossas ereções se apertem uma contra a outra ao mesmo tempo em que faço isso invado sua boca com a minha língua, nossos gemidos são abafados em meio ao beijo. Os gemidos de Nico me deixam louco, ele é tão sensível e sente o prazer tão intensamente, seus gemidos sempre vem do fundo da garganta aquele tipo de gemido que não se consegue controlar. Começamos a nos moer um contra o outro, nossas ereções se apertando uma contra  outra o que faz com. Que o prazer se propague por todo meu corpo. O ar se faz necessário e separamos nossas bocas para respirar, os braços de Nico envolvem meus ombros e ele enterra a cabeça na curva do meu pescoço para abafar seus gemidos, eu mordo meus lábios para conter os meus.

Desço minhas mãos por suas coxas are a parte de trás do seu joelho, ponho o meu peso para frente empurrando Nico deitado na cama, Nico suspira surpreso ao cair na cama, me deito por cima dele, voltando a unir sua boca com a minha, envolvo suas pernas ao redor na minha cintura encontrando o ponto certo onde a fricção entre nossas ereções é absolutamente perfeita. Começo a investir meu quadril contra o de Nico, quando vejo que ele mesmo tem as pernas firmemente enroladas em minha cintura volto minhas mãos para sua cintura, os braços de Nico se envolvem ao redor de meu pescoço e suas mãos se entrelaçam em meus cabelos. Nossos quadris se movem em sincronia um contra o outro se encontrando no meio do caminho. Sinto que estou chegando perto da borda e não creio que Nico esteja diferente. Minhas mãos sobem de sua cintura contornando suas curvas e levantando sua camisa no processo até que minhas mãos chegam em seus mamilos, o gemido que sai do fundo da garganta de Nico com esse toque quase me leva para a borda. O maldito ar se faz necessário novamente, desço beijos pelo pescoço de Nico até que me ocorre uma ideia melhor, tiro vantagem da minha altura, desço os beijos um pouco mais, posiciono meus lábios aí redor do mamilo direito de Nico e o chupo, as costas de Nico se arqueiam querendo mais da sensação de prazer, Nico joga a cabeça pra trás e geme parecendo se esquecer de onde estamos, minha mão direita sai de sua cintura e tampa sua boca, sugo o mamilo de Nico com mais força e provoco o outro com a mão esquerda, dou mais duas investidas contra o quadril de Nico, dando o empurrão final que leva a nós dois sobre a borda, sinto o corpo de Nico tremer contra o meu enquanto tem seu orgasmo eu venho logo em seguida.

Não sei quanto tempo ficamos parados naquela mesma posição aproveitando a sensação pôs orgasmo. Nossas respirações são profundas puxamos o ar com força tenta do juntar oxigênio suficiente para desacelerar nossos batimentos cardíacos. Esse foi de longe o orgasmo mais forte que já tive:

— Isso... Isso foi...? — pergunta Nico ainda sem fôlego mesmo depois dos minutos que possamos tentando reunir oxigênio.

De repente me ocorre que como Nico não tinha muita experiência esse poderia ser seu primeiro orgasmo:

— Um orgasmo? Sim, foi.

Nico respira fundo mais uma vez:

— Uau. — diz ao soltar a respiração.

Instintivamente nos aconchegamos um contra o outro lado a lado, confortáveis e cansados demais para cogitarmos nos mexer. Sinto minhas pálpebras pesarem e sem perceber mergulho em um sono profundo.


Notas Finais


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