História Blue hair boy - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias B.A.P
Personagens Bang Yongguk, Daehyun, Himchan, Jongup, Personagens Originais, Youngjae, Zelo
Tags Bap, Bullying, Drama, Suícidio, Yessirproject
Exibições 30
Palavras 2.297
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Finalmente estou postando o primeiro capitulo da fic pro projeto. espero que gostem viu?
Obs: a YooA é do grupo oh my girl. sou horrível em descrever pessoas, então achei melhor pôr alguém que já existe

Capítulo 1 - A festa


Respiração pesada, lágrimas escorrendo pelo rosto, e mãos tremulas. O chão estava longe, e mesmo assim parecia tão perto. O vento insistia em levantar seus cabelos e gruda-los em seu rosto úmido. A cada soluçada, mais e mais a menina repensava se deveria ou não fazê-lo. Estava há um passo de sua morte, um passo de sua liberdade.

― É realmente isso que você quer? ― seus olhos se arregalaram, seu coração acelerou e quase que involuntariamente, a menina se virou. Ao lado da porta, encostado na parede suja com algumas pichações, estava o menino de cabelos azuis como o mar. Seu olhar frio de desinteresse preenchia toda a cobertura da escola. ― Está claro para mim que isso não é o que você quer.

― Como você sabe? Me conhece há apenas alguns meses. ― entre soluços, YooA agarrou a bainha de sua saia, um tanto nervosa e inquieta. Com passos lentos e serenos, Jongup se aproximou da menina, que hesitou movendo seu pé esquerdo um centímetro para trás. ― Não tente me impedir. Eu já fiz minha escolha, pare de tentar mudar.

― Consegue andar? ­― perguntou sem cessar seus passos, observando suas pernas roxas com alguns arranhões. A menina tornou a mover seu pé para trás, mas não fora o suficiente para cair, ou impedir o menino a fazer o que tinha em mente. Com um movimento rápido, ele segurou uma de suas mãos e puxou a morena para baixo, fazendo a mesma gemer de dor ao tocar os pés no chão. Ela apenas balançou a cabeça negativamente, respondendo sua pergunta.

As lágrimas desciam involuntariamente, e não era possível entender sequer uma palavra que saía de sua boca. Sua mão apertava bruscamente o ombro do menino, e seu rosto se enterrava cada vez mais em seu peito. Jongup estava encharcado. A cada corredor que viravam, olhares curiosos corriam em direção as janelas.                          

 

Dois meses antes. [A festa]

 

Os olhos sequer piscavam. Ambos estavam tão concentrados em continuar encarando um ao outro, que mal sentiam os olhos arder. YooA cruzou os braços logo após de soltar um breve suspiro. YoungJae continuou lhe encarando, sério e determinado.

― Já disse que não vou à festa do Daehyun. ― disse a menina enquanto se levantava do sofá. Acabou por rir ao ver a expressão de cachorrinho faminto do amigo.

― Por que não? Vai ser legal. ― um bico patético se formou em seus lábios.

― Porque ele e os amigos são uns babacas, bêbados, tarados e drogados. Não estou a fim de ir para uma festa com um monte de retardado se esfregando, fedendo a gambá morto e vomitando por aí. Ah, e não vamos esquecer-nos do fato que eu ficaria com fedor de maconha no cabelo. ― falou enquanto andava para a cozinha. ― discussão encerrada.

― Ta, então vou chamar seu irmão. ― ele se levantou quase num pulo e correu em direção à escada.

― Ah, mas não vai mesmo. Ele tem só 13 anos. ― correu atrás do menino desesperadamente, pois sabia que seu irmão iria insistir até seus pais cederem. ― YoungJae! Volta aqui agora!

Quando terminou de subir as escadas, já era tarde demais. YoungJae estava segurando a maçaneta do quarto de JunHong, bastava girar e falar a palavra “festa” que seu irmão ficaria todo animadinho. A menina se ajoelhou, e falou ”por favor,” apenas mexendo a boca. O moreno sorriu ironicamente, e ameaçou abrir a porta. Não desistiria até ouvir as palavras...

― Tá bom, eu vou. ― seus olhos reviraram automaticamente ao ver a pequena comemoração do garoto. ― Mas não vou beber, nem você. Não vou ficar de babá.

A batida frenética de uma musica totalmente sem letra era ouvida de longe. YooA resmungou por todo o caminho, mas não fora o suficiente para convencer Youngjae. Mesmo na esquina da rua já era possível ver bêbados cambaleando. Alguns vomitando, outros apenas jogados no canto da calçada. Era de se impressionar o volume da música. Mais impressionante ainda era o fato de ninguém ter chamado a polícia.

Assim que entraram na casa, YooA tentou escapar de fininho, já que seu amigo estava mais preocupado em procurar por Daehyun, e novamente tentar algo.

― Olha se não é a dançarina ― disse o menino se aproximando ­― ­está sozinha é? Cadê aquele seu amigo que vive me seguindo?

― Eu não danço mais, e fique longe do Youngjae. ­― ela tentou desviar, mas foi em vão. Daehyun segurou em seu braço, e lhe provocou mexendo em seus cabelos. YooA puxou rapidamente seu braço, mas ele segurava tão forte a ponto de lhe machucar. ― Jung Daehyun, me solta agora.

Todo mundo estava vendo, mas fingiam que não. Daehyun era importante demais na hierarquia escolar, quase que intocável. Estava literalmente no topo da pirâmide. Todos achavam YooA louca por tanto rejeitar o menino, até mesmo a evitavam. Tinham medo de acabarem virando problema nos “planos” de Jung. Mais uma tentativa falha de se livrar, até que ela se irritou. Deu um chute com tudo na canela no rapaz, livrando finalmente seu braço. Não pensou duas vezes antes de se virar e correr para longe de sua vista.

Inocentemente, a menina pegou um copo na mesa de drinks. Aparentemente, era água. Bebeu tudo de uma vez, e quase vomitou. Sentiu o liquido queimar desde sua garganta até o estômago. Era nojento. Nunca havia bebido nada alcoólico na vida, então não sabia o que esperar. Sentou em um pufe no canto da casa, e prendeu seus cabelos em um coque, para não ficarem tão molhados com o suor.

― Bebeu é? ― disse Youngjae sentando-se ao seu lado. ― pensei que isso fosse nojento e repugnante.

― E é, eu bebi por acidente. É normal se sentir tonta? ― ela apertou seus olhos, e começou a se abanar com a mão. ­― E tonta.   

― Nossa você é tão fraca. ― disse rindo baixinho. Levantou-se devagar e andou até a mesa com algumas gelatinas em copinho de café.

O rapaz observou Daehyun lhe encarando do outro lado da sala, e olhou para YooA, pensando se seria o certo a fazer. Suspirou brevemente e andou até a menina, com três copinhos de gelatina em mãos, e todos eles com vodka. Voltou a sentar-se ao lado da menina, e lhe deu um copinho. Ela comeu, sem perceber nada, e assim foi com os outros dois. Com o tanto de dose que havia tomado logo cairia de tão bêbada. E como se isso já não fosse o suficiente, uma menina passou com um tabuleiro de bolo com maconha. E claro, lhe ofereceram, e ela aceitou, sem saber o que era.

Lentamente, seus olhos se abriram. Sentiu todo seu corpo tremer com a água gelada da banheira. Olhou para os lados, e definitivamente aquele não era seu banheiro. Sua visão estava embaçada, tudo estava confuso. A última coisa que se lembra, é de ter ido para o quintal da casa, e agora estava naquele banheiro, e ao julgar pelo silencio, aquela não era mais a casa de Daehyun. Sua cabeça estava doendo tanto que era possível comparar com mil marteladas. Aos poucos sua visão voltou ao normal, e então YooA percebeu que não estava sozinha. Havia um menino sentado no chão, ao lado da porta. Um menino de cabelos azuis, que havia visto pela festa. Quase que automaticamente, a menina pegou a primeira coisa que viu na frente, e apontou para o rapaz.

― Quem é você? ― perguntou de joelhos dentro da banheira cheia.

― Vai me bater com uma escova de cabelo? ― ele se aproximou da menina e tirou a escova de sua mão. A mesma colocou os braços na frente do rosto, pensando que ele iria lhe agredir. O mesmo soltou um suspiro seguido de uma pequena risada. ― Você estava jogada no quintal em cima do próprio vômito. E aquele seu amigo... Qual o nome dele mesmo?

― Young...

― Isso, Youngjae. ― disse interrompendo a menina ― Ele te drogou e embebedou. Enquanto estava caída na grama do quintal, ele ficou feito um cachorrinho atrás de Daehyun, que por sinal, não dava a mínima.

Confusa e sem conseguir acreditar em uma palavra sequer. A pessoa em que mais confiava havia lhe drogado e embebedado, e sabe-se lá o que aconteceu no tempo em que esteve desacordada, ou mesmo acordada. Colocou as mãos em sua cabeça, que ainda doía intensamente. Rapidamente, o rapaz se levantou e pegou uma caixinha de remédios no armário. Entregou-lhe a mesma, e voltou para pegar a garrafa d’água.

― É bom beber bastante água. ― disse colocando a garrafa ao lado da banheira. Com passos lentos, foi até a porta, e parou ao lado da mesma. ­― Tem uma calça de moletom e blusa em cima da privada, devem caber em você. Pode colocar a água quente, mas se quiser melhorar dessa tonteira e melhor tomar banho gelado. A toalha está limpa, demore o tempo que quiser, estarei na sala te esperando.

O menino havia se virado para sair do banheiro, mas fora interrompido com uma pergunta.

― Porque está fazendo isso por mim?

― Você me lembra duma pessoa. ― respondeu friamente, com a mesma expressão que tivera desde que a menina acordou.

Assim que a porta se fechou, os olhos de YooA encheram de lágrimas. A ficha finalmente havia caído. Estava sozinha. Seu único amigo havia feito tudo aquilo, e agora estava tomando banho na casa de uma pessoa que só viu uma vez na vida. Não fazia ideia do que havia acontecido enquanto desacordada, e só conseguia pensar no pior.

Apoiando o braço na parede, finalmente ficou de pé. Ligou o chuveiro no quente, pouco se importando com o que o rapaz havia dito anteriormente. Tirou suas roupas pesadas e encharcadas. Procurou por ferimentos em seu corpo, mas só achou desenhos. Desenhos constrangedores e ridículos. Debaixo de seu umbigo estava escrito “muitos estiveram aqui”, e uma seta apontando para sua intimidade. Uma quantidade absurda de pênis desenhados por todo seu corpo, e palavras como ”puta”, “prostituta”, “cadela”, “piranha”.

As lagrimas desciam sem sua autorização. Olhar aqueles desenhos só a fazia piorar, e ficar mais preocupada ainda com o que havia acontecido. Esperava com toda a inocência possível que aquilo não viesse a público, ou que pelo menos não tivesse sido violada. Com sua mão tremula, pegou uma esponja que estava pendurada na torneira. Esfregou a tinta com tanta força que acabou esfolando um pouco sua pele. Agora não só sentia tristeza, como também ódio. Assim que conseguiu se livrar de todas as manchas coloridas em sua pele, levou a mão esquerda até sua intimidade. Não estava ardendo. Ao menos uma preocupação a menos em sua cabeça. Como não queria prolongar mais ainda aquele banho, desligou o chuveiro e saiu da banheira. Agarrou a toalha ao sentir a leve brisa gelada entrar pela janela. Secou-se rapidamente, e logo vestiu a roupa que o menino havia deixado ali. Realmente lhe incomodava não poder usar calcinha, já que a sua estava encharcada.

Com um leve rangido, a porta se abriu. A menina colocou apenas a cabeça para fora, e espiou o corredor escuro. Ouviu não muito longe, o som de uma TV ligada. Saiu do banheiro e fechou a porta devagar, não queria fazer barulho algum. Com passos lentos e silenciosos, andou até o local aonde vinha o som, e viu o menino deitado em um sofá, assistindo a TV. Andou até uma cadeira e colocou a toalha estendida no encosto da mesma, como fazia em casa. E num piscar de olhos, o som parou.

― Vamos, eu te levo pra casa. ― disse o menino andando até a mesa, logo pegando a chave da moto em cima da mesma.

― Não precisa, eu posso ir de ônibus. ― deu um passo para trás, abrindo espaço para o menino passar.

― Aposto que tomou banho quente, e ainda está tonta. Não vou te colocar num ônibus essa hora da noite, faz ideia de onde está? ― disse o menino de cabelos azuis, pegando sua jaqueta para sair de casa. Viu a menina balançar a cabeça negativamente, e suspirou se lembrando de que ela foi para lá desacordada. ― Estamos em uma favela, daquelas bem barra pesada. Então é melhor não ficar andando sozinha por aí ás três da madrugada.

O barulho alto da moto fazia sua cabeça doer mais ainda. Tentando ao máximo evitar contatos físicos com o menino, YooA apenas segurava em seus ombros. Por mais que quisesse segurar na própria moto, morria de medo. Sem falar que ainda estava tonta, e o que menos queria era ― além de tudo que aconteceu ― cair de uma moto. Não conseguia de maneira alguma focar apenas em sua frente. Aquele lugar todo lhe assustava. Sua cabeça mexia de um lado para o outro. A cada beco que passavam, havia homens vendendo drogas. A cada esquina, pelo menos duas mulheres esperando por algum cliente. E não tinha sequer uma parede sem pichação. Por mais que não fosse rica, realmente não estava costumada com esse tipo de lugar.

Em poucos minutos, já estavam no centro da cidade. Apenas bares e casas noturnas estavam abertos.

― vira na próxima rua, lá no final vai ter uma vila. ― disse a menina gritando por causa do barulho da moto.

Assim que a moto parou, YooA quase pulou da mesma. Tirou seu capacete, e entregou ao menino, que estava sem. Fez uma pequena reverencia ao mesmo, e correu em direção a sua casa, sem ao menos agradecer, ou perguntar seu nome. Estava com medo, confusa, com raiva, e passando mal, o que menos lhe importava naquele momento era saber o nome de uma pessoa que provavelmente nunca mais veria na vida.

 

 

 

 

 

 

                                                                                                                                


Notas Finais


muito obrigada por lerem. sz


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