História Blue Jeans - 2Won - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Monsta X
Personagens Hyung Won, I'M, Joo Heon, Min Hyuk, Personagens Originais, Rap Monster, Show Nu, Won Ho
Tags 2won, Angst, Darkfic, Drama, Hoseok, Hoseok X Hyungwon, Hyungwon, Hyungwonho, Jooheon, Lemon, Monsta X, Namjoon, Wonho, Wonho X Hyungwon, Yaoi
Visualizações 380
Palavras 2.294
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - 2


Fanfic / Fanfiction Blue Jeans - 2Won - Capítulo 2 - 2

A vida é o cosmos e a ausência do mesmo é o caos. Foi desse modo que Shin Hoseok aprendeu. Mas ele gostava da sensação de caos, da sensação de perda de controle, de não saber que rumo tomar, isso o mantinha vivo. Respirando. Mas dizer “você está com um câncer” causa choque tanto em quem recebe a noticia quanto em quem dá e nesse momento ele queria o cosmos, ter o controle da situação e dizer que está tudo bem, mas não conseguia. As palavras sempre soavam duras e pesadas.

Quando o câncer é detectado no inicio e dado como benigno ele tinha um pouco do cosmos e caos junto a ele, sabia como redigir a conversa mantendo-se firme e tentando ao máximo manter as palavras estáveis para que passasse a sensação de calmaria e que não parecesse rude ou assustado dando a noticia.

Mas quando o câncer já está em um estagio avançado, é maligno ou raro, é quase impossível se manter firme naquela cadeira, ele não poderia esconder do paciente o que estava acontecendo, contar que o câncer estava em um estágio avançado e que as chances de cura são nulas não é uma tarefa fácil. O que mais impressiona é que quando em mulheres o que mais choca – na maioria das vezes – é o fato de perder o cabelo. Shin sabe o efeito que isso causa, então sempre costuma indicar tratamento também psicológico para pacientes femininas, mas, vez ou outra homens também precisam de um acompanhamento extra.

Quando perdia seus pacientes para a doença se sentia nu, como se a família o estivesse julgando, podia ouvi-los pensando “eu te entreguei uma vida e você a perdeu, que tipo de medico você é?”.

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Shin é um romântico, um romântico apaixonado por homens, muito mais do que por homens, por almas, por historias, reciprocidade, olhares e trejeitos. Tudo isso o encantava de modo que seu coração sairia pela boca quando conhecia um sujeito interessante com uma boa historia carregada de melancolia, dor e sentimentos tão abstratos que nem o narrador da historia e nem ele sabiam distinguir ou rotular.

E às vezes, com a desculpa de descontrair, perguntava sobre a história de seus pacientes, mesmo que fossem jovens eles teriam algo a contar, pequenos contos se juntos em parágrafos coesos dão uma boa historia, era um colecionador de historias. Mas além de historias boas, gostava das ruins, aquelas que dão em confusão, que dariam um bom livro, mas as pessoas costumam ser melancólicas em seu consultório, é raro tirar uma boa história de tanta gente triste em um lugar só.

 

 

 

 

Estava em casa, deitado e uma dor forte começou a tomar conta de sua cabeça, talvez seu corpo pedisse para que aproveitasse o sábado de uma forma melhor do que estava fazendo – ou tentando –, como todas as pessoas na face da terra ele também tinha uma rotinha, trabalhava de segunda a sexta e fazia os seus plantões nas terças e quintas (não que precisasse, raramente ligavam para ele fazer um atendimento emergencial) e as sextas, que era quando Hyunkyun pedia para trocarem de expediente, aos sábados e domingos costumava arrumar seu apartamento e fazer alguns exercícios para se manter em forma e disposto.

 Seu celular tocava incessante ao seu lado e já estava começando a se irritar com o barulho, por mais que fosse irritante não trocava, estava acostumado com o som. Sua mão alcançou o aparelho ao seu lado e no visor via a foto de Jooheon, ponderou se devia atender a ligação do amigo, já sabia que seria convocado para mais uma festa e acabaria voltando com um garoto qualquer para casa.

— Alô? — Perguntou após atender, já estava há um tempo sem sexo e não seria tão ruim assim sair e conhecer novas pessoas, de qualquer modo elas não permanecem, costumam ir embora quando amanhece, como balões de gás hélio.

Tu tá de plantão, Hyung? — perguntou retorico, sabia que o médico não ficava de plantão nos finais de semana, mesmo que não saísse muito ele presava o descanso corporal e a ideia de dois dias inteiros sem cheiro de hospital, prontuários e outras peculiaridades de um hospital, era como estar no céu.

— Não, você sabe que sábado e domingo são meus dias de folga. Por quê?

Então eu passo aí às onze horas para podermos ir a uma festinha. Eu não aceito não como resposta. — Jooheon costumava sair bastante, tinha esse pequeno vício desde a faculdade, e sempre que chamava seu Hyung para sair junto costumava levar um não e uma desculpa esfarrapada e mal dada como resposta.

— Ok, eu irei. — suspirou para que seu dongsaeng ouvisse e desligou em seguida. Hoseok gostava de sair, de ficar com pessoas desconhecidas, mesmo que pudesse pegar uma doença em decorrência de suas aventuras noturnas, se sentia mais leve quando botava tudo para fora.

Levantou-se vagaroso do sofá em que estava sentado, por sua cabeça passava a possibilidade de desistir de continuar ali apenas vendo tv pelo resto da noite, mas não era um homem de voltar atrás com suas palavras. Espreguiçou-se enquanto seguia para o banheiro se despindo no caminho.

Entrou debaixo do chuveiro, a água, inicialmente fria em contato com a sua pele quente provocou um pequeno choque térmico, fazendo com que um arrepio se espalhasse por seu corpo. Não saía já fazia um tempo, não se lembrava com clareza onde tinha ido, mas foi uma noite marcante, ainda podia sentir a dor de cabeça proporcionada pela ressaca, estava saindo para fazer com que seu coração despedaçado se reconstituísse. Hoseok não é do tipo que namora com constância, por motivos de não saber lidar com términos, namorou somente duas vezes, e das duas vezes que terminou reagiu de modo diferente.

O primeiro namorado foi Namjoon, quando terminaram Hoseok não conseguiu compreender, para ele estava tudo tão perfeito e achava que para o parceiro também, no dia em que terminaram teve de ouvir aquela frase cliché que o deixou muito mais aborrecido “Não é você, sou eu”, queria socar Namjoon, soca-lo até sangrar, mas se segurou. Só ele sabe o quanto sofreu ao ver o mais velho tirar as peças de roupa do guarda-roupa, o quanto chorou ao não sentir o calor que o mais velho emanava.

E o segundo foi Minhyuk, esse o causou as melhores sensações que pode sentir, ia da mais pura felicidade à mais pura raiva. Beirava a insanidade ter de conviver com o moreno, os dois eram como fosforo e pólvora, a qualquer momento poderiam entrar em combustão. Quando Minhyuk se foi Hoseok não pode acreditar que estava sendo deixado pela segunda vez com a mesma desculpa, sentia-se inútil sempre que tinha de escutar o “não é você, sou eu”, tinha vontade de sumir. Ao invés de chorar, como fez quando Namjoon terminou, ele quis sair, queria arrancar a dor utilizando de bebidas. Foi sim libertador, mas não era algo que gostaria de repetir.

 

Terminou de se secar e se trocou, não segurou o sorriso ladino ao se olhar no espelho e gostar do que via refletido, passou a mão pela blusa com azul escura e calçou os tênis pretos, da mesma cor da calça. Passou as mãos, com um pouco de creme capilar, pelos cabelos desgrenhados, os penteou sorrindo novamente. Gostava do negro em seus cabelos.

Pegou suas chaves, celular e dinheiro para a festa. Voltou a se sentar no sofá estava mais confiante que antes, lembrou-se de sua mãe que costumava dizer que os banhos limpavam a alma e acreditava nisso.

 

Desceu para encontrar Jooheon logo após ele ter mandado uma mensagem avisando que estava no andar de baixo. Chegou vendo o mais novo encostado no carro, a calça apertada que realçava suas coxas torneadas, usava uma blusa branca e por cima da mesma uma jaqueta de couro, parecia um bad-boy de filme americano, realmente atraente. Eu poderia muito bem me apaixonar por Jooheon, ele é bonito e pelo pouco que eu vi dele nas baladas é que tem pegada.

— Pensei que não viria, por que demorou tanto? — perguntou se desencostando do carro e guardando o celular.

— O elevador demorou. — Hoseok disse e entortou a cabeça para o lado esquerdo, encarando-o e dando um sorrisinho.

— Pare com isso Hyung.

Hoseok não se apaixonaria por ele porque Jooheon não é do tipo que se apega, pelo menos não a uma pessoa em específico, ele tem um relacionamento com Changkyun, mas é daqueles tipos modernos e “abertos”, Hoseok tem certeza de que não conseguiria conviver com isso.

Entraram no carro e conversaram aleatório sobre algumas coisas que estavam acontecendo na vida deles, Hoseok arriscou perguntar sobre Changkyun para Jooheon, mas ele apenas revirou os olhos e negou.

— O que houve dessa vez? — Pelas poucas vezes que Jooheon falou de Changkyun dizia que ele era um pouco grudento, de acordo com Jooheon, e carente.

— Ah, ele está ficando paranoico novamente, você sabe… ele não costuma ficar confortável com seu peso e feições, eu não entendi direito, mas está me dando dor de cabeça todas as reclamações sobre ele mesmo. Ele está ótimo, mas parece não acreditar em mim.

— E você está indo para uma festa. Isso soa cruel Jooheon, você deveria estar do lado dele, não?

— Ele foi passar o fim de semana com a mãe, eu contei a ela que ele estava estranho e comendo pouco, acho que ela vai cuidar dele melhor do que eu cuidaria.

— Se você diz... — eles não costumavam discutir sobre sentimentos com Jooheon, ele não é um cara grosseiro ou algo do tipo, ele apenas tem um temperamento forte que oscila do muito carinhoso ao extremo frio.

É assim desde sempre e Hoseok aprendeu a conviver com isso. Jooheon não se dá muito bem em relacionamentos, não que isso seja novidade para alguém, e desde que descobriu que dava para amar uma pessoa e mesmo assim ficar com outras ele começou a buscar mais historias sobre o assunto – beirava a obsessão – e foi em um site sobre “relacionamentos abertos” que ele conheceu Changkyun.

 

 

Era possível ver uma fila enorme enquanto se aproximavam do local, o arrependimento bateu forte, passava pela cabeça de Hoseok que deveria ter ficado em casa e evitado sair, pelo menos hoje. Parecia que Orlando toda havia vindo para essa festa. Suspirou pesado olhando pela janela.

— Jooheon, vamos embora, vai demorar uma eternidade até entrarmos aí. — Disse manhoso enquanto o mais novo passava com o carro pela fila em direção do estacionamento.

— Essa fila é pra quem vai comprar na hora. — Disse manobrando o carro para dentro do estacionamento da boate. — Eu já comprei os nossos ingressos. — Disse mostrando os dois pedaços mínimos de papel. — Vamos. — Puxou o freio de mão e abriu a porta saindo e Hoseok fez o mesmo.

O mais velho se aproximou da janela no carro passando a mão no topete que ameaçava desmanchar, sorriu gostando do que via.

Alcançou Jooheon, que andava sem paciência para o narcisismo do amigo.

 

Quando entraram na balada, Hoseok se animou, tinha bastante gente bonita – pelo que viu olhando rapidamente –, andou até o bar e pediu uma dose se whisky com gelo. Quando a bebida chegou olhou em volta balançando a cabeça no ritmo da música. Já havia perdido Jooheon de vista, mas com certeza o encontraria depois com outra garota ou garoto.

Andou um pouco e dançando junto de outros rapazes que se insinuavam para o mais velho, deu alguns beijos com gosto de bebida barata em alguns outros. Era disso que precisava, de beber e beijar, seu corpo relaxava quando sua língua explorava outras bocas.

Depois de dançar e beber toda sua bebida, e de outras pessoas, resolveu se sentar, estava cansado, o corpo soado pedia por arrego. Procurou por alguns sofás e mesas que ficavam longe da pista de dança, tinha certeza que havia visto alguns por ali. Andou alguns metros e esbarrou com um ser um pouco mais alto que ele, que pediu desculpas algumas vezes. Ele reconheceria aquele corpo esguio em qualquer lugar, sorriu.

— Yah, você não é o carinha da lanchonete! — Falou alto e viu o maior olhar para si surpreso.

— Sim, Hyungwon! — disse um pouco mais próximo de Hoseok.

— Yah, eu te sujei todo! — falou se referindo a bebida que havia virado em cima de Hyungwon. — Me desculpe.

— Sem problemas, daqui a pouco se mistura com suor!

— Deixe-me compensar isso, uh?! Deixe-me dançar com você?!

— OK! — o maior o puxou para o meio da pista, eles se moviam conforme a música, nos lábios cheios de Hyungwon havia um sorriso radiante e Hoseok se via enfeitiçado pelo ritmo do garoto, ele realmente dançava bem. — Você não vai dançar?! — perguntou se aproximando de Hoseok para que ele pudesse ouvir.

Hoseok nada disse, quando sentiu o hálito de vodca bater contra o seu rosto não pode controlar a vontade de tomar os lábios cheios e rosados para si, pegou leve no pescoço e deu um selinho demorado esperando uma reação negativa vinda de Hyungwon, mas, contrariando o que Hoseok esperava, esse entrelaçou os braços no pescoço do moreno e invadiu a boca do outro com a língua, o gosto de vodca e whisky se misturando e criando um gosto único para os dois. Hora ou outra Hyungwon mordia os lábios de Hoseok enquanto suas mãos acariciavam o cabelo que caia rente a nuca dele. Separaram-se ofegantes, não sabiam se estavam assim por causa do beijo ou se era apenas o cansaço acumulado das danças passadas. Hoseok sorriu ladino e tomou as mãos de Hyungwon o guiando para fora da festa.

 


Notas Finais


Olá, xuxuzinhos, como estão?
espero que tenham gostado do capitulo.
se gostarem não esqueçam de deixar um favorito e comentar, isso é muito importante para eu saber se vcs estão gostando S2.
nos vemos em breve, beijinhos no coração.


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