História Blue Neighborhood - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Personagens Originais, V
Tags Bts, Drama, Jikook, Jimin, Jungkook, Romance
Visualizações 8
Palavras 1.769
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oláa, vim trazer mais um capítulo para vocês...
Algo que esqueci de esclarecer no primeiro:
- A história é baseada na Trilogy Blue Neighborhood, do Troye Sivan.
Obrigada a quem favoritou, e comentou <3
Espero que gostem!

Capítulo 2 - Only Fools.


Fanfic / Fanfiction Blue Neighborhood - Capítulo 2 - Only Fools.


Só sei que depois desse dia, ficamos ao menos uma semana sem conversar. Apenas íamos para a escola, sentávamos um pouco perto, mas não trocamos palavras, apenas alguns olhares confusos.
Eu adorava vê-lo dançar. Jimin sempre fora um dançarino de deixar qualquer ser humano besta. E eu já sou bastante besta por ele… Eu o via todas as semanas praticando, mas dessa vez, eu não podia ir, pois me sentia constrangido demais, e aposto que ele também estava assim.
Mas, eu queria de qualquer forma poder assisti-lo, fazendo uma das coisas que ele mais ama em sua vida. Por isso, em uma das tardes, resolvi largar um pouco a minha vergonha, e ir até a sala de dança.

 

--

Com dezesseis anos

Eu sei que ele provavelmente vai querer morrer por eu estar indo vê-lo dançar. Mas, não posso evitar. Eu apenas preciso ver… Eu preciso entender o que está havendo entre nós, o que são esses sentimentos que estão invadindo meu corpo e minha mente… Entender o motivo de toda vez que eu o vejo, sou tomado por sensações em meu estômago as quais nunca havia sentido antes. E tudo isso aflorou depois daquele dia em sua casa… O dia que senti seus lábios nos meus… Brevemente. Mas foi a melhor coisa que já experimentei.
Andei pelo colégio, demorando um pouco pelos corredores. A escola já se encontrava praticamente vazia, porque já findava a tarde. Cheguei ao meu destino, e conseguia ouvir a música calma vindo de dentro do cômodo que se encontrava de portas fechadas. Abri minimamente, para não chamar atenção de ninguém.
Mas, a única pessoa que estava ali, era Jimin. Maravilhoso como sempre. Ele usava uma camisa branca e fina, de botões pequenos, que não estavam abotoados simetricamente, deixando parte de seu peitoral exposto, e suas mãos tampadas. Ele sempre usa roupas de número maior do que o seu. Sua calça usual escura e rasgada, realçava completamente os músculos desenvolvidos de suas pernas.

E eu estava apenas feito um idiota encarando-o, sem saber como reagir.

Ele estava tão concentrado na música, que seus olhos se encontravam fechados, e seus lábios se moviam levemente conforme a letra. Ele estava de costas para mim, e de frente para os enormes espelhos espalhados por todo o local, fazendo com que eu conseguisse vê-lo por inteiro. Não havia muita iluminação, apenas algumas luzes se encontravam acesas, e lá fora já estava bastante escuro. Meu coração acelerou consideravelmente, no momento em que ele abriu os olhos, encontrando os meus, pelo reflexo. Ele me olhava intensamente, com os lábios um pouco entreabertos, seus cabelos loiros bagunçados… E lá vem a sensação novamente em meu estômago.
Jimin não falou nada, apenas aumentou o volume da música, deixando o controle sobre o rádio posicionado a seu lado. Ele começou a se movimentar graciosamente, deslizando sobre todo o local, acompanhando perfeitamente o ritmo melancólico da canção, novamente com seus olhos fechados. Encostei na parede, deixando meu corpo descer até que eu me senta-se, sem parar de olhá-lo, nem por um instante.
Eu não entendo como alguém pode ter tamanha perfeição. Um gelo subiu por minha espinha, quando ele abriu os olhos, ainda dançando, mas agora me olhando. E quanto mais intenso o ritmo da música ficava, mais intenso era o olhar dele sobre mim… Todas aquelas expressões que ele fazia…

Eu o quero tanto…
Até que a música parou, assim como Jiminie. Ele me encarava, ofegante, com seus lábios fartos abertos, seus cabelos loiros mais bagunçados que antes, e seu peitoral subindo e descendo, tentando acompanhar a quantidade de ar que ele gostaria que adentrasse seus pulmões.
E eu, nesse instante, me levantei rápido, largando minha mochila no chão, indo em sua direção, sem desgrudar os olhos dos seus, enquanto ele franzia sua testa minimamente. Quando cheguei em sua frente, não pensei antes de segurar seu rosto angelical com uma de minhas mãos, beijando seus lábios, deixando todas aquelas sensações maravilhosas tomarem conta de mim novamente… Suas mãos agarraram minha blusa, puxando-me mais para si, enquanto eu aprofundei nosso beijo, deixando minha língua encontrar a sua. Nunca havia feito isso… Mas de alguma forma, eu apenas sabia o que fazer, e como fazer. Sua boca é muito macia… Tão macia, que eu não me limitei apenas a beijá-la, mordiscando seu lábio inferior, sem partir a carícia. Jimin soltou o ar pesadamente nesse instante, me arrepiando mais ainda. Abri meus olhos, analisando seu rosto, seus olhos fechados, e sentindo sua respiração descompassada batendo em meu pescoço.
Jimin abriu os olhos lentamente, olhando para baixo. Depois me fitou por um breve momento, antes de se afastar rapidamente de mim, pegando suas coisas que estavam no chão ao lado do rádio, e indo embora, correndo. Ele fechou a porta,e eu me encontrei sozinho naquela sala, encarando o nada.

 

--

Depois disso, ficou mais constrangedor ainda nossos encontros rápidos nos corredores, nossas trocas de olhar. Eu não tinha coragem de conversar com ele… Eu queria ter coragem de falar com ele. Porque se eu tivesse tido a coragem de fazer isso, nada teria acontecido de tão ruim.
Porque teve o dia em que ele resolveu aparecer em minha casa.
E, Deus… Eu queria que ele não tivesse feito isso.

 

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Com dezesseis anos

- Eu não quero aquele menino aqui mais - falou meu pai, já alterado por causa daquela merda de bebida que ele segurava em suas mãos.

- Ele nunca mais veio aqui, pai - falei.

- Não use esse tom comigo - falou ele aumentando a voz.

Eu não respondi, e a cada palavra proferida, eu me encolhia mais… Com medo dele me bater novamente. E nesse instante, ouvimos alguém batendo palmas.

- Vá logo ver quem está enchendo o saco essas horas - falou ele com a voz arrastada, dando mais um gole em sua bebida desprezível.
Eu fiz o que ele me pediu, indo até a porta da sala e a abrindo. Desejando que aquilo fosse mentira.

- Jimin - falei surpreso.

- Kookie, podemos conversar? - perguntou ele baixo.

- Eu… Olha, não é uma boa hora… Por favor, vamos conversar amanhã na escola - falei tentando não parecer grosso.

- Está tudo bem? - perguntou ele.

- Sim… Só… - no momento que fui falar algo, senti uma mão me puxando para trás.

- O que você está fazendo aqui, moleque? - falou meu pai para o loiro agora assustado, do lado de fora de minha casa.

- Eu… - falou Jimin baixo.

- Fala mais alto! - gritou meu pai.

- Deixa ele - falei entrando no meio dos dois.

- Eu já avisei você Jungkook, que não quero ele aqui… Que não quero que você converse com ele! Não avisei? - falou meu pai nervoso, mais do que o normal.
Ele segurou a gola de minha camiseta.

- Você não me ouviu? - perguntou meu pai ameaçadoramente.
Eu olhei para o lado, vendo Jimin estático, tomado pelo medo.

- Eu já o avisei - falei.
Nesse momento vi os olhinhos de Jimin marejarem. E no instante seguinte, ele saindo rapidamente dali.
Mas pra mim, foi como se o tempo tivesse apenas parado. Parado no momento em que ele virou as costas chorando.
E meu coração parou junto. E depois apertou muito forte.
Sentia tanta dor por causa daquela cena, que o soco que meu pai me deu no rosto, me derrubando no chão, não doeu tanto. E no momento seguinte, me encontrava no chão, e meu corpo tentava decidir qual dor queria sentir.
E a dor de meu coração estava vencendo.

 

--
Sim, foi um dos piores dias de minha vida. Eu jamais iria querer ver Jimin sofrer… E eu sei o quanto ele sofreu. Depois daquilo, ele realmente sumiu. Sumiu de tudo. Sumiu da escola… Dos lugares que gostávamos de ir… Da praia no fim de semana ao pôr-do-sol, que era nosso hobbie… Sentar e ficar vendo-o ir embora aos poucos... E eu sempre levava meu violão para cantar pra Jiminie, pois ele dizia que jamais havia ouvido uma voz mais linda que a minha. Se ele ao menos soubesse o quanto isso me preenchia… Apenas essas simples palavras.
Mas eram palavras dele.
Se ele soubesse o quanto aquilo me matou. Não o ver mais, em nenhum momento… Não ver seu sorriso, não ouvir ele dizendo palavras para me animar quando eu ia para a escola cabisbaixo… Senti falta de seu abraço… De seu cheiro... Me lembro de ter ficado um mês sem vê-lo, e eu não podia aparecer em sua casa sem um motivo bom, após ter feito o que fiz, apesar de ter sido por conta do momento o qual me encontrava… Eu sabia o quanto ele era frágil… Tão pequeno.
Meu pequeno.
Por fim, nesse meio tempo, meu pai resolveu por algum motivo arrumar uma namorada para mim. Sim, uma namorada. Bom, ela era filha de uma vizinha nossa que gostava do meu pai, provavelmente não sabia dos podres dele. Enfim, em um dia, cheguei em casa com a vizinha cozinhando, e meu pai assando carne na pequena churrasqueira, super animado, e a filha dela sentada na mesinha no quintal, esperando que o almoço ficasse pronto.

--

Com dezesseis anos

- Aí está ele - falou meu pai se aproximando de mim, contente.

- Oi - falei, tentando não parecer seco por causa das visitas.

- Quero te apresentar alguém - falou ele me puxando até a mesa onde a menina de cabelos curtos ondulados se encontrava sentada - Jungkook, essa é Laurie, ela é filha da Sra. Jones, e são nossas vizinhas… Se lembra dela?

- Eu… Sim - falei.

- Olá - falou a menina sorrindo abertamente. Eu retribui o sorriso.

 

--

Em suma, o que aconteceu é que ela começou a frequentar minha casa… E no fim, eu tive que fingir que gostava dela, e pedi-la em namoro… O que fez com que meu pai vibrasse de felicidade, enquanto meu coração estava se corroendo por não saber o que estava havendo com o meu pequeno menino loiro… Mas o que eu poderia fazer? Se eu voltasse a vê-lo, meu pai mataria a mim e a ele. E eu não duvidava da capacidade de meu pai.
Então, no tempo de um mês, mais ou menos, sem ver Jiminie, comecei a “namorar” com Laurie. Não que ela fosse uma pessoa ruim, nem nada… Mas ela jamais seria como Jimin. Ela não é ele.
Nesse namoro falso, ela ia na minha escola depois da aula às vezes para voltar comigo, já que morávamos perto.
Até que um dia, Jimin resolveu voltar para a escola.

 

Continua...

 


Notas Finais


É isso amores.
Espero que tenham gostado, me desculpem qualquer erro...
Logo postarei mais.
XoXo 💙


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