História Blue strings (Larry Stylinson) - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Josh Devine, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan
Tags Larry, Larry Stylinson, Niam, Niam Horayne
Exibições 118
Palavras 2.077
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, amores! Voltei rapidinho, né? É o poder das férias hahahaha'
Boa leitura!

Capítulo 11 - Namorar a si mesmo


Fanfic / Fanfiction Blue strings (Larry Stylinson) - Capítulo 11 - Namorar a si mesmo

– Loirinho. – Josh me chamou. – Hoje a noite vai ser um pouco hard, acho melhor ficar longe.

– Como assim? Quer que eu vá embora? – Eu perguntei um pouco ofendido.

– Não. – Ele riu pelo nariz. – Eu quero dizer pra ficar longe da pista. Hoje é noite de System of a Down, então vai rolar mosh pit por aqui, você pode se machucar.

– Acha que eu não sei me cuidar? Ou não sei o que é um mosh pit? – O encarei presunçoso e um sorriso divertido brotou nos lábios dele.

– Eu só não vou conseguir te proteger no meio daquele mundo de gente se empurrando.

– Ah, por favor. – Revirei os olhos. – Eu não preciso que você me proteja. Por que as pessoas sempre acham que tem que me proteger? – Eu resmunguei, lembrando que essa era sempre a desculpa que Liam usava.

– Acho que é porque seria uma pena que alguém machucasse esse rostinho lindo. – Senti minhas bochechas corarem levemente.

– Se eu não soubesse que é hétero, diria que está flertando comigo, Josh. – Provoquei, deixando um pouco da vergonha de lado, bebendo um gole da minha cerveja, vendo o sorriso lindo que brotou nos lábios dele.

– Então pode dizer, porque eu não sou hétero. – Cuspi um pouco da cerveja que estava bebendo com o susto pela notícia e ele e a irmã, que estava parada por ali, riram.

– Você é gay? Como assim?

–Não, eu sou bissexual. – Ele explicou.

– Eu nunca iria desconfiar, não mesmo. – Desviei o olhar dele, tomando o resto de minha cerveja.

– É melhor ajustar seu gaydar então. – Ele piscou para mim e eu ri. – Como você poderá beijar umas bocas se não consegue identificar?

– Eu não tenho costume de beijar muitas bocas. – Dei de ombros.

– Que tal beijar a minha, aqui e agora?

Eu arregalei os olhos e olhei em volta, mas não havia ninguém ali, o que me fez imaginar que Margot e seu namorado saíram de propósito para nos deixar sozinhos. Josh virou o banco nos qual eu estava sentado, parando entre minhas pernas, me deixando preso entre seu corpo e o balcão atrás de mim.

Eu não respondi, mas meus olhos ficaram conectado aos seus durante todo o caminho que ele percorreu até que seus lábios se juntarem aos meus. A mão dele estava em meu queixo e seus lábios se movimentavam lentamente sobre os meus, que permaneciam imóveis.

Não é como se eu nunca tivesse sido beijado ou cortejado. Mas desde que eu cheguei em Londres e comecei a sair com Liam, eu me fechei para qualquer outra possibilidade, vivendo por muito tempo apenas com as migalhas de amor que ele me dava. E já era hora de mudar. Se Liam não me queria, haviam pessoas que queriam e Josh era uma delas.

Portanto, levei um braço a seu pescoço, puxando ele para mais perto, aprofundando o beijo e invadindo sua boca com a minha língua. A outra mão foi até seu bíceps, apertando o músculo firme, o que o fez sorrir, antes de voltar a me beijar por um tempo, mordendo meu lábio inferior antes de se afastar.

– Muito bom para quem não beija muitas bocas. – Ele piscou para mim.

– Quantidade sempre foi bem diferente de qualidade. – Retribui a piscada e ele sorriu, voltando a dar atenção ao bar.

Os amigos de Josh chegaram logo depois, fazendo o barulho típico de garotos com o espírito rebelde. Não voltamos a nos beijar, mas trocávamos olhares e sorrisos, o que me deixava feliz. Assim que foi aberto, o local encheu de gente. E pouco antes da atração principal subir ao palco, Josh se aproximou.

– Acho melhor vir pra trás do balcão comigo, loirinho. – Josh me chamou. – As coisas vão ficar um pouco complicadas aí desse lado.

– Acha mesmo que eu não posso ficar perto de um mosh? – Eu provoquei.

– Na verdade, eu estava com intenção de abusar de você aqui atrás, mas se você não quer... – Ele deu de ombros e eu ri. Me sentei em cima do balcão e abri um sorriso maroto enquanto pulava para o lado de dentro. – Pronto, agora fique sentadinho aqui. – Ele colocou um banco no canto para que ficasse.

– Por que você não deixa eu te ajudar? O lugar está lotado e vocês estão se virando em dez para dar conta. – Me referi ao fato dele, da irmã, do cunhado e mais uma amiga estarem correndo de um lado a outro para atender a todos.

– Tudo bem. – Ele respondeu após pensar um pouco. – Já que você é um amante de cerveja, vou deixar que abasteça os copos aqui. – Ele apontou para as torneiras que enchiam os copos de cerveja. – Fique à vontade para beber o quanto quiser. – Ele me prensou contra uma das geladeiras e tomou meus lábios em um beijo urgente. – E para me beijar também. – Sussurrou nos fazendo rir.

– Será que dá para o casalzinho aí começar a trabalhar? – Margot disse se fingindo de brava. – Vocês terão a madrugada toda para se pegarem. – Josh se afastou rindo e eu assumi meu posto, servindo alguns copos.

Foi uma noite realmente memorável. Todos cantavam as músicas muito alto, quase gritando, com as mãos para cima, pulando e se empurrando em uma bagunça de pessoas. Até as pessoas atrás do balcão pareciam aproveitar o show plenamente. E Josh me roubava beijos sempre que possível.

– Quer ir lá um pouco? – Josh parou atrás de mim, abraçando meu corpo e falando bem próximo ao meu ouvido pelo som alto, o que me fez arrepiar.

Assenti e ele sorriu, dizendo ao cunhado que já voltava. Colocou a mão sobre o balcão e o pulou em um salto só, o que me fez revirar os olhos para sua exibição, aumentando ainda mais seu sorriso. Ele estendeu a mão para mim e me ajudou a pular também. Me colocou a sua frente e manteve nossas mãos unidas enquanto me conduzia até o centro da pista.

Fui empurrado em várias direções, recebi machucados nas costelas e nos braços, além de inúmeros pisões em meus pés. Mas estar ali, pulando e cantando, foi a coisa mais libertadora que eu já fiz na vida.

– Sobreviveu? – Josh gritou em meu ouvido assim que chegamos ao bar.

– Eu faria isso de novo todos os dias para o resto da minha vida. – Disse tomado pela adrenalina. – Obrigado. – Agarrei seu rosto e o beijei intensamente, despejando ali toda a minha felicidade.   

Ficamos no bar o tempo todo, mas conforme o movimento ia diminuindo, Josh tinha mais tempo para mim, o que significava mais tempo me beijando, cada vez mais despudoramente, atrás do balcão.

– Vão para um quarto vocês dois. – Ben, o cunhado de Josh brincou, dando um soco no braço dele e interrompendo um de nossos beijos.

– Não seria má ideia. – Josh respondeu e minhas bochechas coraram levemente. – Vocês seguram as pontas aí? – Ele disse em direção aos amigos que assentiram risonhos.

Então ele segurou a minha mão e me conduziu até os fundos do bar, me puxando escada acima, o que nos levou até apartamento médio, com uma sala e cozinha acopladas e bem amplas. O lugar esbanjava jovialidade, com garrafas de cerveja, pôsteres de bandas de rock e instrumentos espalhados, o que me fez sorrir só por imaginar quanto eles se divertiam ali.

– Gostou? – Ele inquiriu com sobrancelha levantada.

– É bem legal.

– Espere só para conhecer o meu quarto então. – Ele mordeu minha orelha e eu sorri enquanto ele me conduzia em direção ao corredor.

Diferente do que aconteceu com o resto do apartamento, ele não me deu um tempo para analisar seu quarto, me jogando na cama e deitando sobre mim, beijando toda a pele de meu pescoço.

– Josh... – Eu o chamei, ficando nervosos de repente e ele levantou a cabeça, me dando atenção. – Desculpa, eu estou um pouco nervoso. – Suspirei e ele abriu um sorriso selando nossos lábios. – Eu não tenho costume de ficar com muitas pessoas e decididamente não com uma em cada noite. – Desabafei, rindo de minha própria desgraça. – Beijar você e fazer sexo na mesma noite é tudo muito rápido.

– Por que? Você é lindo, é inteligente, tem um bom papo e faz qualquer um ter pensamentos impuros assim que coloca os olhos em você. – Ele passou a língua sobre os lábios, os umedecendo e eu acompanhei o movimento, lisonjeado com suas palavras. – Pensa assim: você tem uma possibilidade a cada noite para ser feliz com alguém. Hoje a sua possibilidade sou eu e eu vou me esforçar para isso. – Ele abriu um sorriso malicioso e eu ri nasalado. – Amanhã pode ser outra pessoa, em outro lugar e está tudo bem. Porque o que importa mesmo é você se sentir bem. – Ele abaixou e deu um beijo em meu pescoço. – Se sentir desejado. – Outro beijo. – E feliz. – Mais um beijo, esse bem perto da minha orelha, me causando um arrepio. – Você se sente assim agora?

– Definitivamente.

Tomei seus lábios em um ato de pura necessidade, apertando seu corpo contra o meu e me entregando aos seus toques. Se Josh queria me fazer sentir bem, ele faria e de uma forma que eu não tinha há muito tempo.

 

[...]

 

Como assim você transou com alguém e não é o Liam? – Harry quase gritava do outro lado do telefone, o que me fez sentir envergonhado pelas pessoas que passavam por mim na rua, mesmo que eu soubesse que eles não podiam ouvir nossa conversa.

– Fale baixo, antes que o Louis escute e conte ao Liam e meu dia maravilhoso fique péssimo ainda pela manhã.

O Louis está no banho e cantando, não pode nos ouvir. E manhã? Niall, já passa das duas horas...

– É eu sei, mas eu acordei há pouco tempo então... – Abri um sorriso só por lembrar.

A noite foi boa então. – Podia sentir a malícia na voz dele.

– Foi maravilhosa e sabe qual a melhor parte? – Fiz a pergunta retoricamente. – Ele estava ali para mim a noite toda. Eu não tive que dividir sua atenção com ninguém, nada de telefonas ou conversas sobre o casamento dele com outra pessoa. Eu podia toca-lo e beijá-lo o quanto quisesse. Podia chupar seu pescoço, arranhar suas costas, porque ele não estava preocupado com as marcas que outra pessoa podia ver. – Eu dizia tudo muito animado, completamente em êxtase. – E hoje, quando eu acordei, ele ainda estava lá. Estava dormindo ao meu lado e depois tomou café comigo. O Liam nunca acordou comigo, acredita?

Ah, Niall... – Ele suspirou. – Eu estou mesmo muito feliz por você. Eu sempre disse que você merecia mais do que ficar sendo a segunda opção do Liam. Espero que esse cara misterioso, que você não me disse o nome até agora... – Ele provocou, já que eu não havia mesmo dado nenhuma informação sobre Josh. – Te faça muito feliz.   

– Não, Harry. Nem comece. Você precisa entender que essa noite não significou que eu vou me ligar ao Josh ou ter um relacionamento. – Eu expliquei. – Essa noite significou que eu posso ficar com um cara legal e que me faça bem.

Desculpa, eu ainda não entendi.

– Eu não vou namorar o Josh, o Liam ou quem que seja. Eu vou namorar a mim mesmo. Descobrir o que eu gosto em mim, o quanto eu me sinto bem e desejável e escolher bem as pessoas com as quais eu irei me relacionar. Quero ficar com homens diferentes, descobrir coisas e lugares diferentes. Descobrir o que eu gosto e o que eu não gosto em uma pessoa. – Eu dizia tudo muito animado, andando mais rápido e quase chegando em minha casa. – Você me entende?

Sim, você vai virar uma puta. – Ele debochou e nós gargalhamos.

– Talvez, mas se isso significar que eu vou ficar com pessoas que realmente querem estar comigo e com mais ninguém e que eu sou sua primeira opção da noite e não aquele com quem ele fica no intervalo entre a faculdade e trabalho, eu serei uma puta. Na verdade, acho que eu serei uma puta pessoa feliz. – Brinquei e ele riu.

Eu estou mesmo muito feliz por você, saiba que eu estarei aqui para o que precisar e, pelo amor de Deus, use camisinha. – Eu ri entrando em nosso prédio.

– Sempre. Nos vemos mais tarde, ok?

Ele se despediu e eu desliguei, entrando no elevador, cantarolando feliz até o meu apartamento. Abri a porta, disposto a me jogar no sofá, mas o sofá já estava ocupado e não havia mais um sorriso em meu rosto. Liam me encarava intensamente, como se pudesse ler a minha alma.

– Onde você passou a noite, Niall?    

  


Notas Finais


E então, o que acharam da libertação do Niall? Digamos que se o processo de libertação foi ficar com alguém tão gostoso quanto Josh, eu super quero hahahaha'
Sobre o final tenso, dá pra imaginar que o Liam não vai aceitar tudo tão bem, né? O que acham que vai rolar? Contem-me tudo u.u
Espero que tenham gostado.
XO


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