História •√Boarding school , crazy •√ - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~Death-Kill

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Hospício /internato, Incesto, João Sorrisão, Lemon, Personagens Fictícios
Visualizações 18
Palavras 1.146
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Mandy—Deixando claro que não teve estrupo OK?,Dy chegou a tempo, e esse cap é completamente narrado por ele

Capítulo 4 - The golden-eyed boy


Fanfic / Fanfiction •√Boarding school , crazy •√ - Capítulo 4 - The golden-eyed boy

 10 Anos Atrás 

Me lembro de quando eu ainda estava no orfanato, eu nunca fui de conversar com as outras crianças, pós eu não sentia interesse algum em conhecer outras pessoas,falar não era algo que eu apreciava, e nem fazia questão disso, pós pra mim seria apenas cansativo e desnecessário, Mas em uma manhã, enquanto eu estava voltando de uma pracinha onde as Onee-sans que cuidavam de nós haviam nos levado, eu acabei por me perder do grupo, e caminhava entre os becos escuros, até ouvir um barulho vindo de um deles.

Havia um garoto no chão, com o rosto completamente sujo de sangue e um homem velho encima de si retirando as calças. Eu não entendia oque ele estava fazendo, eu não senti medo, não senti raiva nem pena do garotinho menor que eu, porém eu havia pegado uma garrafa de vidro no chão e com força, havia quebrado a mesma na cabeça do velho, fazendo ele cair inconsciente ao chão. 

Quando olhei para o garoto, esperava que ele gritasse, que ele chorasse ou estivesse assustado, pós as outras crianças de nossa idade faziam aquilo. Mesmo que eu não entendesse o por que, mas era como olhar um espelho, assim como eu, ele não possuía expressões, sentimentos ou emoções. Era como um boneco vivo, e ali foi quando eu aprendi pela primeira vez oque era curiosidade, um dos olhos dele estava sangrando e havia um enorme buraco ali, provavelmente aquele homem havia arrancado seu olho, então sem dizer uma palavra, mesmo sendo pequeno e tendo apenas seis anos de idade, eu o peguei no colo como os noivos pegavam suas noivas e sai dali levando ele para o orfanato comigo.

As Onee-sans ficaram assustadas e desesperadas, levando-o ao hospital imediatamente, e estranhamente eu havia ido junto, talvez para servir de testemunha. Eu havia conhecido sua oka-san e seu otou-san, eles choravam de forma desesperada enquanto me pegavam no colo e me abraçavam, me agradecendo por ter ajudado o filho deles. Após alguns dias, eu estava lendo um pequeno livro no jardim do orfanato, e um garoto baixinho usando um tapa-olho veio até mim e se sentou entre minhas pernas, me olhando fixamente com seu enorme olho dourado, que estranhamente brilhava, mas seu rosto continuava sem expressão como a um boneco, vazio, assim como eu. 

 Xx—....minha mãe disse que eu tinha que dizer obrigado por me salva, ela disse que o motorista mal fez coisas ruins comigo e tirou meu olho, mas você me ajudou, então arigato —

Ouço a voz calma e meio roquinha vindo do garoto tão pequeno quanto eu, e pisco meus olhinhos o encarando de forma curiosa, não entendendo o por que ele deveria dizer obrigado por que sua mãe havia mandado, crianças não entendem o mundo adulto, mas algumas aprendem a sobreviver nele quando são obrigadas a deixar o mundo das fantasias e viver a dor da realidade.. 

—hm..por que você está aqui?—  Pergunto vendo que ele não iria de jeito nenhum sair de cima de mim, mas ele não era pesado então eu não estava achando tão ruim, eu gostava de coisas fofas.. E ele era assim... Fofo, mesmo sendo vazio como eu 

Xx— minha mãe acha que você seria um bom onii-san, mas tem outro casal querendo adotar você. Oka-san está brigando com eles, sou Haru, significa primavera, e você? —

Diz de forma completamente robótica, como se houvesse sido programado para agir de forma perfeitamente correta, mesmo que agora possuísse o defeito de não ter um olho, mas aquilo não me incomodava, pra mim era algo genial, assombroso e lindo —Yuki...significa neve —

Murmuro calmamente vendo ele tombar a cabeça pro lado , fazendo com que seus fios negros caíssem sobre seu olho intocado

H— nossos nomes são opostos.—

 Disse de Forma calma, logo se levantando ao ver sua mãe aparecer ali com uma expressão de quem iria chorar, e logo dizer que eles iriam embora, mas antes de ir ela havia dado um beijo em minha testa e novamente, eu não senti nada, e então Haru fez como ela porém, diferente dela, ele havia juntando nossos lábios e logo se afastou dizendo que seus pais faziam aquilo quando se despediam. Crianças não entendem, por isso concordam quando algo não mal acontece. A sensação foi macia e quente, pós ele era assim, macio e quentinho, enquanto eu era gelado e liso.

Durante uma semana ele ia todos os dias me visitar, pós seus pais ainda queriam me adotar, porém em uma tarde eles haviam perdido para o outro casal, casal esse a qual vinham a ser as pessoas mais importantes pra mim junto ao meu onii-san, porém antes de eu partir, Haru veio se despedir de mim, seria a última vez que nos veríamos... Ou foi o que pensei 

 H— você não pode esquecer de mim, eu não vou esquecer, meu olho vai me fazer lembrar de você, por isso, você também tem que ter algo para lembrar de mim Yuki!— 

Eu lembro de como suas palavras soaram tristes, porém calmas e quentinhas, eu gostava de ouvir, mesmo que fosse algo que eu não entendia. Naquele dia, ele havia deixado uma cicatriz em mim, havia mordido meu pescoço e arrancado um pedaço da carne, logo o engolindo, dizendo que agora possuía um pedaço de mim consigo. Eu não havia sentido dor, não fiquei bravo, mesmo sujo de sangue, eu ainda era um pequeno boneco vazio e curioso. Após ele ir embora, me levaram ao hospital após eu conhecer meus novos pais para cuidar do ferimento, e desde esse dia eu passei a usar ataduras em meu pescoço, protegendo a cicatriz deixada pelo Boneco da Primavera.

 Atualmente!!

E após anos, mesmo com uma vida diferente, eu nunca me esqueci daqueles dias, a cicatriz em meu pescoço não me deixa esquecer, mesmo que apenas eu e meus pais tenham visto ela, já que sempre escondi do onii-san usando as ataduras brancas envolta de meu pescoço. E naquela tarde, em que eu ajudava meu irmão a levar seus livros pro dormitório, eu encontrei novamente aquele olho dourado e brilhante, e um tapa-olho negro, junto a um garoto um pouquinho mais baixo que eu. Não precisamos de palavras, apenas pelo olhar conseguimos dizer oque pensávamos, era Ele, e ele sabia quem eu era.

Eu havia imaginado que um dia o destino faria com que nossos caminhos se cruzassem, e o mundo é louco ao ponto de antecipar encontros que deveriam ser guardados para momentos calmos e apropriados. Mas, estamos falando de um mundo que é um enorme hospício, então apenas devemos agir como o combinado, vamos agir como loucos e aceitar o destino.

Eu sei que meu irmão havia estranhado aquilo, pós, além de mim e a Sensei Cinti, ninguém sabia sobre Haru e Yuki. Meu onii-san me ensinou a amar, porém...

Ele não foi meu primeiro amor, e eu fingia não saber aquilo



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