História Bobby Drake e Anne Marie - Amor Impossível - Capítulo 13


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Categorias X-Men
Personagens Anna Marie (Vampira), Dr. Henry "Hank" McCoy (Fera), Elizabeth "Betsy" Braddock (Psylocke), Ellie Phimister (Míssil Adolescente Megassônico), Emma Frost (Rainha Branca), Erik Lehnsherr (Magneto), Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), James "Logan" Howlett (Wolverine), Jean Grey (Garota Marvel / Fênix), Jubilation Lee (Jubileu), Katherine "Kitty" Pride (Lince Negra), Kurt Wagner (Noturno), Ororo Monroe (Tempestade), Pietro Maximoff (Mercúrio), Piotr "Peter" Rasputin (Colossus), Professor Charles Xavier, Raven Darkhölme (Mística), Rémy LeBeau (Gambit), Robert "Bobby" Drake (Homem de Gelo), Scott Summers (Ciclope), Warren Worthington III (Anjo)
Tags Adolescência, Anne Marie (vampira), Família, Mutantes, Romance, X-men
Exibições 23
Palavras 2.262
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Luta, Romance e Novela, Super Power, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oii gente. Me desculpem. Não me ontem por favor. Eu tentei postar antes mas estava com um bloqueio de criatividade gigante. Eu não sabia o que ou com escrever. E acabei só escrevendo hoje porque eu libastante histórias tristes essa semana, então isso me ajudou. Eu escrevi e espero que gostem.

Capítulo 13 - Tristes Lembranças


Ultimo Capitulo: 

-Porque você vai, mas isso não vem ao caso. Como eu disse depois conversaremos. Depois disso ninguém falou nada. Ele ficou tão calado que nem o seu choro era audível e eu não queria puxar assunto com ele.

 

 

 

***********

Bob’s POV

Segunda, meia-noite e cinco minutos.

Eu ainda chorava. Silenciosamente, mas chorava. As lagrimas escorriam no meu rosto com a agua sai de uma torneira. Aos montes e sem parar. Estava na cama da Vampira (mais uma vez) e ela estava me fazendo cafuné.

-Bobby? Você está melhor?

-Sim – respondi receosamente – Me desculpa ok? Se você não gostou do que viu, mas... Eu finalmente me sinto bem melhor... Como se estivesse tirado um peso da minha consciência.

-Eu não estava falando disso... Era sobre o seu olho roxo. Está doendo? Pelo visto... O seu pai lhe deu um forte soco. Pra deixa-lo assim...

-Eu estou melhor sim...

-Você quer me contar? Seus problemas? Eu sei que você tem e aos montes...

-Só não sei se estou preparado para isso... Nunca contei a ninguém. Mas...

-Você já sabe os meus. E se eu souber os seus... Vou poder te ajudar.

-Ok. Bom... Ah... Minha mutação se desenvolveu aos meus doze anos. Eu estava na escola e de repente... Ela surgiu. Eu estava na ‘’solitária’’, era assim que chamavam a mesa onde ninguém sentava. E com ‘’ninguém’’ eu quero dizer: Eu. Como sempre eu estava triste e comecei a sentir o ar um pouco mais gélido do que ele era... Logo em seguida senti tudo ao meu redor congelar. Olhei para frente e percebi que todos me encaravam com expressões assustadas e perturbadas. Depois de algum tempo, no qual nem eles, nem eu, falávamos nada, eu percebi que não era eu e sim o que estava atrás de mim. Era como espinhos... Para todos os lados e de todos os tamanhos.

-...

Vampira tentou me interromper, mas eu continuei antes que ela pudesse.

-Meus pais foram chamados na escola. Me expulsaram. Não por ter assustado ninguém. Não por ter destruído a parede atrás de mim. Não por ter deixado a escola em uma situação financeira e social péssima. Não por fazer com que os pais dos alunos, os tirassem da escola por medo de mim. E SIM porque eu era e ainda sou um mutante. Eles não estavam preocupados com as outras coisas... Só... Com o fato de eu ter poderes mutantes... Espera, eu me confundi. Eles não me chamavam de mutante e sim de outras coisas. Aberração, criatura, circo de horrores, peste, monstro e outras dezenas de apelidos sem graça. Mas o que mais me perturbou e às vezes ainda me atormenta é um em especial. Demônio do Gelo.

-Bobby...

-Você deve pensar que isso é triste. Não é. Pelo menos, não comparado ao que vinha a seguir. Depois de ser expulso, meus pais procuraram outra escola. O problema é que todos souberam do ocorrido na outra escola e nenhuma me aceitou. Nessa época o professor Xavier já tinha ido atrás de mim e eu ainda lembro-me da conversa:

Conversa On

-Eu tenho uma... Escola onde o Bobby pode estudar e tirar proveitos de suas habilidades. O professor dizia.

-Tirar proveito disso? Não! Essa coisa não tem nada em que possa ser tirado algum proveito ou utilidade.

Meu pai já estava furioso logo no inicio.

-Ser mutante, não significa ser inferior e muito menos ser uma aberração.

-Eu acho que se você tem um defeito no seu DNA, você é defeituoso. E uma pessoa que tem ‘’habilidades’’ esquisitas que causam o mau de outras pessoas é sim uma aberração.

Ao termino dessa frase o meu pai olhou para mim com um olhar de desprezo e desdenho.

-Eu tenho certeza de que Bobby não queria fazer isso, não é mesmo? Bobby?

O professor olhou para mim e eu apenas neguei com a cabeça.

-A negação dele não prova nada. Isso não vai fazer com que ele seja normal. Isso não vai fazer com que ele seja uma pessoa normal.

Aquela frase penetrou no fundo da minha mente.

-Senhor Drake. Acho que não deveria falar assim na frente de seu filho.

O professor tentava me defender, mas não adiantava.

-Quer me ensinar a cuidar do meu filho? Por favor, se retire agora. O Bobby não irá para essa sua escola.

Conversa Off

-O professor foi embora naquele dia, mas, não foi a ultima vez que ele apareceu na minha vida.

-Depois de tentar dezenas e mais dezenas de escolas, meus pais perceberam que nenhuma iria me aceitar. A não ser o Instituto. Esse instituto. Eles não queriam. Então contrataram uma Governanta. Porém, quando ela soube que eu tinha poderes se demitiu. Eu não cheguei a toca-la e nem a chegar perto dela quando aconteceu, mas... Ainda assim os meus poderes a assustaram.

-Depois dessa os meus pais contrataram outra Governanta. Três semanas depois, ela me aplicou uma prova. Eu não sabia responder algumas perguntas e fiquei nervoso. E novamente aquilo aconteceu. Eu congelei a cadeira, a mesa, o lápis, a folha, o chão... E tudo o que estava a minha volta.

-Meus pais acharam uma terceira Governanta de que nada adiantou, pois quando meus pais estavam a entrevistando, eu estava no sofá e por um minuto me deixei ficar triste. E acho que você pode adivinhar o que aconteceu. Ela saiu da minha casa, como se quisessem matar ela.

-Meus pais tentaram uma quarta mulher, que, era amiga da primeira mulher que havia tentado a vaga (e conseguido, mas depois se despediu) e lhe contou. Ela ficou assustada e nem sequer foi a minha casa. Naquele tempo era um ‘’crime’’, você ser mutante...

-Sim, eu me lembro. Vampira me interrompeu. Me deixou deitado na cama e colocou sua cabeça por entre meu pescoço. Eu conseguia sentir a respiração dela tensa, muito tensa.

-A tal mulher me denunciou. A policia foi a minha casa, mas eu tive sorte. Eles eram corruptos. E sendo assim, o meu pai os pagou para que não me prendessem. E não o fizeram.

-Bobby...

-Infelizmente, ainda não acabou, Anne.

Ela tirou a cabeça do meu pescoço e me olhou confusa e totalmente desesperada. Perturbada. Provavelmente foi o fato de eu tê-la chamado de ‘’Anne’’ ao invés de ‘’Vampira’’, como normalmente eu faço. Só que eu estava tão triste que... Realmente não estava ligando para o que acontecia ou deixava de acontecer. O que eu falava ou deixava de falar.

-Uma coisa que você, talvez, fique impressionada é que meu pai é o principal e único financiador da ‘’DeltaXraY’’. Na verdade ele criou a empresa que a fabrica. Tudo para poder me transformar em ‘’normal’’. Ele fez experiências em outros mutantes para poder achar uma cura para mim. Eu fui caçado por outros mutantes e/ ou familiares dos mesmos. Não sei como aquele mutante... Magneto, não veio atrás de mim ou do meu pai. Pelo menos não ainda. Ele sempre defendeu a causa mutante, mas Graças a Deus, ele nunca me fez nenhum mal. Mas também eu era trancado dentro de casa vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana.

Agora não só a respiração dela estava tensa, como todo o cômodo.

-E tudo isso aconteceu dentre os meus doze e treze anos. Pois o pior já estar por vir. Aos meus quatorzes anos, exatamente aos meus quatorzes anos, o meu pai me drogava. Ele me obrigava a tomar uma dose de ‘’DeltaXraY’’ todos os dias. Sem faltar nenhum dia. Eu não sabia o porquê. Ele me falava que iria me curar e minha mãe só concordava. Uns cinco meses depois ele aumentou as doses. Não sei se você sabe, mas se seu corpo se acostuma com o efeito de um medicamento, o remédio fica fraco e precisa ser reforçado, ou seja, além de tomar a mesma quantia você tem que aumenta-la. Agora eu não tomava uma, mas três doses diárias. Mal acabava o efeito de uma e meu pai já injetava outra. Eu ainda me lembro dos horários. As 4:00 da madrugada; as 12:00; e as 20:00 da noite.

Ela me olhou espantada. Mas eu só continuei, mesmo com a minha voz rouca e eu soluçando de tanto chorar. Meu rosto estava vermelho e eu não conseguia, por mais que tentasse parar de chorar.

-Eu perdi as contas de quantas vezes eu tive uma overdose e fui parar no hospital. O meu organismo rejeitava a droga, mas o meu pai me entupia de DeltaXraY e eu não podia fazer nada. Eu não tinha prescrição médica, mesmo porque aquilo era clandestino então... Ninguém poderia saber. Até que um dia eu simplesmente disse CHEGA. Eu decidi que iria parar com aquilo. E tive a decisão mais idiota da minha vida. Iria me matar. Eu não aguentava mais. Todo dia, era só droga e droga e droga, a mesma coisa. Então meus pais saíram para o aniversário de casamento deles. Me deixaram com os seguranças. E depois que eles me deram a droga eu os avisei que iria tomar banho. Eu peguei roupas limpas, preparei a banheira, tomei coragem e fui.

-Você...

A interrompi novamente:

-Tranquei a porta. Me despi e entrei na banheira. Eu realmente me lavei, pois estava com medo da morte, mas ao mesmo tempo com um ódio imenso da minha vida. Quando tomei coragem eu afundei na banheira. E o meu ódio estava controlando os meus poderes. Eu então, decidi tirar proveito da inutilidade deles. – Sorri. – Congelei a parte de cima da banheira de modo que não desse para eu escapar. E depois me arrependi. Só me lembro de ter acordado no quarto de um hospital. Minha mãe estava ao meu lado, segurado minha mão enquanto meu pai... Bom, meu pai discutia com o médico.

Fiz uma breve pausa e continuei.

-O médico me perguntou o motivo da minha tentativa de suicídio e eu respondi: ‘’Porque a minha vida é um inferno’’. O Doutor conversou com meus pais em particular e depois voltou. Ele me contou que eu teria que ir a um Psicólogo e a um Psiquiatra. Quanto ao psiquiatra, eu só tive três consultas e ele disse que eu estava bem. Quanto ao meu psicólogo... Bem, ele odiava mutantes e após descobrir isso na minha segunda consulta, não saiu do meu pé. Nossas consultas eram todas as quintas durante duas horas. Eu posso descrever como: Tortura, sério a cada segundo que se passava parecia ser vinte minutos que eu estava respondendo as perguntas dele. Todo dia eram as mesmas perguntas. Ele não se cansava.

‘’Você não odeia ser mutante?’’

‘’Como é ser mutante?’’

‘’Você tentou se matar, na verdade, por causa da sua mutação, não é?’’

‘’Por que você é mutante?’’

‘’Você não se cansa dessa putaria?’’

‘Você, Bobby, é uma peste. ’’

‘’Como é que te chamavam? Demônio do Gelo? Não... Eu e todo o resto do mundo preferiríamos ter que conviver com um demônio do que conviver com você. Mutante. Que piada’’

‘‘Saiba Bobby, ninguém nunca vai te amar. Não de verdade. ’’

-Mas isso não era o pior de tudo. Ele me bateu algumas vezes, e me ameaçou para que eu não contasse a ninguém. Uma vez sai do consultório dele com o olho roxo, mas sem chorar e tive que mentir para todo mundo. Ele tinha o dom de me fazer pior do que eu ia a todas as nossas consultas. Eu chorava durante a noite. E uma noite minha mãe me viu chorando. Ela me perguntou o que era. A principio eu não contei, mas ela insistiu tanto que eu contei. Ela ficou chocada. E o que levou ela discutir com meu pai... Na minha frente. Pela primeira vez na vida, eu vi o meu pai bater na minha mãe. E o pior era que era culpa minha. Eu me senti a pior pessoa do mundo. Mas depois tomei uma decisão que a intitulei de: ‘’A melhor coisa da minha vida’’. Entretanto, quando te conheci mudei para: ‘’A segunda melhor coisa da minha vida’’.

O clima tenso cessou. Ela soltou um breve riso e eu sorri rapidamente, mas voltei a contar.

-Eu fui parar na justiça. Sim eu processei os meus pais por má índole. A minha atitude impressionou o meu pai, a minha mãe, o júri, o advogado do meu pai o juiz e o Professor que interveio novamente. Ele contratou um advogado para me ajudar. Depois de fatos e provas o Juiz decidiu tirar a minha guarda dos meus pais e hoje em dia o meu responsável legal é o Xavier.

Vampira me olhou boquiaberta surpresa.

-Estou aqui desde então. O Professor é legal, mas eu não sou o único aluno dele. E também ele tem outras coisas para se preocupar. Sinto falta do meu pai e da minha mãe, mas sempre que os visito... Os visitava eu ficava com raiva e voltava para aqui furioso. O professor sempre me tratou bem, mas em quesito de me mimar, ele nunca o fez. Sempre me disse que eu era o seu aluno mais responsável. E sempre chegam alunos novos e ele tem que se preocupar com outras coisas. Não o culpo, alias, ele já fez muito por mim. Então aconteceu. Eu conheci você e você mudou minha vida. Obrigado.

Ela me fitou como se procurasse o que dizer. E no final acabou me beijando o que me surpreendeu.

-Eu poderia te dizer ‘’Sinto muito’’, mas isso não iria mudar nada do que aconteceu. Mas vou dizer uma coisa que poderá mudar o futuro. Conte comigo para o que precisar. Eu te amo.

 

E nós dormimos ali. De conchinha.

 


Notas Finais


Então gente é isso. Eu escrevi e sou péssimo escrevendo estórias tristes. E como dito eu li muitas outras estórias tristes e me inspirei. Vcs talvez, possam me dizer nos comentários se acharam triste ou não. Eu só sei q eu fiquei com muita raiva do pai do Bobby. Mas convenhamos... Eu vou fazer o possivel para que o próximo capitulo saia amanhã a noite. Infelizmente é só isso. Espero que gostem.


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