História Bodas de Fogo - Capítulo 19


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Categorias Naruto
Personagens Anko Mitarashi, Deidara, Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Himawari Uzumaki, Hinata Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Jiraiya, Kushina Uzumaki, Madara Uchiha, Mebuki Haruno, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Obito Uchiha (Tobi), Pain, Pein, Rin Nohara, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha
Tags Hetai, Naruhina, Naruto, Romance, Sakura, Sasuke, Sasusaku
Exibições 563
Palavras 2.495
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente
Td bem?
Bom aqui mais um capítulo pra vcs ei realmente estou sem tempo pra postar e também a culpa é do dorama Scarlet Heart:Ryeo!!
Mais tirei um tempo pra postar
Bjs boa leitura

Ps:agora que as treta começa

Capítulo 19 - Sequestro


Ela estava no salão principal quando alguém veio avisar que um visitante recém-chegado aguardava para entrar junto aos portões.

- É um homem chamado Kiba de Suna - o soldado explicou.

- Mande-o entrar! - Sakura falou o coração batendo acelerado no peito. Nem por um momento questionou vinda de Kiba, e não de um dos homens do marido. Tudo em que conseguia pensar era que ouviria notícias de Sasuke.

Imediatamente mandou que trouxessem uma bandeja com cerveja e pão para alimentar o viajante. Depois se acercou do fogo para aquecer as mãos geladas, embora a temperatura no interior do castelo fosse agradável. Se alguma coisa tivesse acontecido ao seu marido... Sasuke! Sasuke! O nome dele latejava no seu sangue com uma força descomunal. Melhor não tentar pensar, nem adi vinhar, nem antecipar...

Naquele momento Kiba entrou uma capa jogada sobre os ombros e um capuz na cabeça, parecendo bem mais alto do que se lembrava. O rapaz não disse uma palavra e ficou de pé num canto, enquanto um servo deixava uma bandeja com alimentos sobre a mesa. Se gundos depois Sakura estava novamente a sós com Kiba. Só que não era Kiba.

Ela permaneceu imóvel sem saber se deveria chamar os guardas ou gritar pedindo socorro. Apesar do homem não fazer nenhum movimento ameaçador, alguma coisa estava muito errada. Quem seria ele? Por que estaria querendo se fazer passar por Kiba? O instinto lhe dizia que se tratava de um inimigo, contudo o que uma criatura sozinha esperava ganhar, quando havia guardas em Konoha e uma pequena tropa acampada ao lado das muralhas externas?

Pois quem quer que fosse, o desconhecido obviamente não demonstrava nenhum medo porque continuou fitan do-a com interesse até que deu um passo para frente e, num gesto melodramático, atirou o capuz para trás.

Ao se ver frente a frente com um rosto que lhe era familiar, Sakura não podia acreditar nos próprios olhos.

- Kabuto Yakushi ! Você está louco? O que está fazendo aqui?

- Vim resgatar a bela dama, claro - ele respondeu no tom arrogante que lhe era peculiar. O barão era tão grisalho quanto Sasuke era moreno, a pele desbotada, os ca belos grisalhos como o gelo, porem o interior era negro diferente de seu esposo. Muitas pessoas poderiam até considerá-lo um homem bonito, porém Kabuto se achava maravilhoso.

- Venha, Sakura. Eu a libertarei desta masmorra e a conduzirei de volta a Suna.

Ela se afastou das mãos estendidas, completamente confusa.

- O que você está dizendo?

- Estou dizendo que vim libertá-la deste lugar horrível para reconduzi-la ao luxo ao qual está acostumada e que lhe pertence por direito. - Com o peito estufado feito um balão, Kabuto se dava ares de grande cavaleiro. Somente então Sakura percebeu que seu antigo vizinho via a si mesmo como um verdadeiro salvador.

O plano do barão estava claro enfim. O desafio que ele fizera ao Cavaleiro Vermelho fora apenas uma desculpa para obrigar o lorde de Konoha a afastar-se de seus domínios, deixando o castelo sob a guarda de uma tropa reduzida. Assim Kabuto poderia raptá-la da maneira mais covarde e desleal possível. Aquele verme não tinha um pingo de honra e se escondera atrás de um disfarce para atingir seus objetivos baixos.

Enojada, Sakura não conseguiu disfarçar a expressão de profundo desprezo no rosto. Kabuto era traiçoeiro, como uma cobra e não merecia ser levado em consideração. Sasuke, por exemplo, teria agido às claras e com ousadia, já Kabuto preferia agir pelas costas, sem qualquer ética. Muito embora ele estivesse só naquele momento, tinha certeza de que seus homens o aguardavam a uma distância segura do castelo. Covarde por natureza, o barão não se aventuraria a agir por conta própria, mesmo julgando que viera em auxílio de uma mulher desejoso de ser salva.

Do alto da sua insolência, Kabuto Yakushi estendeu os braços, certo de que Sakura correria ao seu encontro, cheia da gratidão por ser salva de um marido bárbaro.

Ela quase começou a rir.

Apesar de no início Konoha ter lhe causado um certo desconforto e o Cavaleiro Vermelho tê-la deixado bastante inquieta, jamais lhe passara pela cabeça fugir. Mesmo que Tsunade tentasse convencê-la do contrário, nem por um momento cogitara tomar o caminho dos covardes. E aqui, bem à sua frente e em toda a sua glória, estava o maior de todos os covardes.

- Vamos logo - Kabuto insistiu, procurando apressá-la.

Se ao menos julgasse que os motivos do barão fossem puros, que ele viera com o único objetivo de socorrê-la, talvez pudesse até perdoá-lo. Porém Kabuto não fazia nada a não ser em proveito próprio.

- Por quê? - Sakura indagou com ousadia.

Um brilho de raiva passou pelos olhos negros, porém ele tentou disfarçar a irritação com um sorriso falso.

- Teremos tempo de sobra para conversarmos durante a jornada de volta. Vamos embora depressa, antes que nos descubram.

- Por quê? O que você está planejando ganhar com esta vinda aqui?

- Quero apenas libertá-la deste lugar. Agora venha! - Kabuto deu um passo à frente, incapaz de esconder a fúria que o atraso estava lhe causando.

- Não - Sakura falou muito calma. - Não vou a lugar nenhum. Aqui é meu lar.

Kabuto ficou transtornado de raiva, o rosto vermelho, os olhos dilatados.

- Isto aqui não passa de um amontoado de pedras! Seu lar é em Suna, ao meu lado!

- Posso saber o que você tem a ver com Suna? - ela indagou friamente. - Aquela propriedade pertence ao meu marido.

- Marido? Não vejo nenhum marido por aqui - Kabuto debochou. - Seu pai a prometeu a mim! Ele queria ter certeza de que suas terras ficariam protegidas, e que maneira melhor de garantir essa proteção do que juntar Suna às minhas terras?

Ela mal podia conter a indignação diante de tantas mentiras.

- Meu pai não lhe prometeu nada pôs sempre o con siderou um arrogante imprestável e jamais pensaria em associar-se a você! Seria mais fácil ele se levantar da própria sepultura do que aceitá-lo à cabeceira da mesa de Suna.

- Chega! - O barão tinha os lábios retorcidos, como se um odor nojento houvesse empestado o ar. - Muito breve serei dono de sua querida Suna.

- Você nunca terá Suna!

Kabuto deu um passo para frente, ameaçador.

- Engano seu. Assim que eu puser as mãos em você, ninguém poderá me impedir de coisa alguma!

- Se você ousar me tocar, meu marido o matara. - Sakura falou num tom tão frio e mortal que o barão pareceu hesitar.

Então ele riu.

- Ha! Você não tem marido! Por que o Cavaleiro Vermelho não aparece e me enfrenta? - Kabuto apontou na direção da porta, despejando ironia.

- Meu marido não pode aparecer agora porque no momento anda bastante ocupado dizimando aquele exército ridículo que você tem!

- Você está mentindo - ele falou, tentando convencer a si mesmo. - Ninguém tem visto o Uchiha nos últimos tempos. Ou está morto ou é um homem muito velho e fraco que atendeu ao meu desafio apenas para ser retalhado pelos meus soldados. Se você esta realmente casada, o que eu duvido, assim que chegarmos a Suna darei um jeito para que esse matrimônio seja anulado.

- Pode esquecer, meu caro, porque agora trago um filho no ventre. Sasuke Uchiha está vivo sim. - Ela tocou a barriga de leve, percebendo o olhar de surpresa e desgosto de seu oponente. - Meu marido não é ne nhum fracote, mas o Cavaleiro Vermelho, um grande guerreiro, com poderes e força que ultrapassam a sua imaginação.

Ao reparar uma sombra de medo toldar as feições do barão, Sakura pressionou a vantagem. O que será que Kabuto sabia sobre a reputação do Uchiha? E até onde acreditava nas histórias que se contavam?

- Meu marido ficou em Konoha alguns meses, aperfeiçoando suas habilidades, obtendo novos conheci mentos e poderes, coisas que você jamais sonhou existirem. Uchiha saiu daqui para enfrentar alguém que ousou desafiá-lo. Somente um tolo como você não perceberia o perigo que o Cavaleiro Vermelho representa. A ira dele é vermelha como sangue, o seu sangue, Kabuto , que meu marido fará questão de derramar.

- Cale a boca, sua vaca - Ele ergueu a mão para esbofeteá-la, porém os cães, esquecidos durante toda a cena, começaram a rosnar ameaçadoramente. No mesmo instante Kabuto baixou o braço, o rosto desfigurado de ódio.

No início Sakura pensara apenas em se livrar da figura indesejável, convencendo-o de que não precisava ser salva de nada. Porém a violência e as palavras cruas a fizeram mudar de idéia. Sabia muito bem que Kabuto não merecia a menor confiança pois se tratava de uma criatura desprovida de honra, um covarde que desafiara seu ma rido e depois se esgueirara como um verme para lhe roubar a esposa. Naquele exato momento Sasuke estava a quilômetros de distância, talvez lutando pela própria vida. Não, Kabuto Yakushi não iria sair impune da situação que ele criara. O barão tentou outra vez. Contendo a raiva com muito esforço, vestiu novamente a máscara da falsa nobreza.

- Se este cavaleiro é tão feroz como você diz, então estou lhe dando a chance de escapar de seu domínio. Venha comigo, para Suna. Não me importo que haja um bebê a caminho.

Apesar do tom ameno, Sakura percebia as mentiras sob o manto da delicadeza. Se o acompanhasse, Kabuto jamais permitiria que aquela criança nascesse. A idéia a encheu de uma fúria tão grande como nunca se julgara capaz de sentir.

- Ainda podemos dar um jeito de conseguir a anulação deste casamento. Nós pertencemos um ao outro, você sabe.

Ela riu alto.

- Sempre o detestei e somente um cego não enxergaria isso. Mas mesmo se não o detestasse, não iria querê-lo para marido. Pertenço ao Uchiha. O Cavaleiro Vermelho é meu lorde. E ele é muito mais do que eu um dia desejei.

- Você está enfeitiçada! O fato de ter se deitado com esse demônio e gerado um filho dele só pode provar sua insanidade. Venha, vou dar um jeito de quebrar esse encantamento logo.

- Castor! Pollux! - Sakura chamou ao perceber que o barão tentava tocá-la. Imediatamente os cães estavam ao lado da dona, enormes e ameaçadores. - Quanto a você, meu galante salvador, farei com que seja jogado na masmorra, onde aguardará o julgamento de meu marido.

O choque no rosto de Kabuto deixou claro que ele não esperava ser recusado e muito menos ser feito prisioneiro. O desespero estampado nos olhos malévolos devia tê-la avisado, porém Sakura estava muito segura de si, sabendo-se protegida pelos cães.

- Quer que eu sirva um pouco mais de cerveja, minha lady?

A chegada repentina de Glenna mudou toda a situação. Antes que Sakura tivesse a chance de responder, Kabuto agarrou a serva pelo braço enquanto encostava um pu nhal na garganta da mulher.

- Mande seus cachorros sossegarem - ele falou num tom baixo e cruel -, e venha comigo. De outro modo não hesitarei em cortar a garganta desta mulher.

Sakura inspirou fundo, sabendo que o barão cumpriria a ameaça. Ao pensar na possibilidade de Sora encontrar a mãe sangrando até a morte, não teve dúvidas.

- Está bem. Irei com você.

- Mande os cães para a cozinha.

- Castor! Pollux! Fora!

Rosnando baixo, os cães se retiraram. Sem outra escolha, Sakura aproximou-se do barão. Tarde demais se dera conta de que o tinha subestimado, considerando-o apenas um tolo arrogante. Agora devia pagar o preço pelo engano.

- Solte à serva.

Com um movimento rápido, Kabuto soltou Glenna e agarrou o braço de Sakura, encostando a lâmina fria de encontro ao pescoço alvo.

- Não tente fazer nada, mulher, ou eu mato a castelã de Konoha.

Glenna não conseguia se mover, os olhos arregalados de pavor.

- Você nunca sairá vivo deste castelo - Sakura o avisou.

- Oh, sairei sim. – Mantendo-a firme pelo braço, Kabuto obrigou-a a vestir a capa e colocar o capuz, de forma que ninguém pudesse enxergar o punhal que a ameaçava. - Você facilitará minha saída. Dirá aos guar das que estamos indo até a aldeia. E melhor ser convin cente ou morrerá.

Será que o barão teria mesmo coragem de matá-la? Ele sempre a desejara, ainda quando casado não tentava sequer disfarçar os olhares lascivos e nojentos.

Sim, Kabuto a queria e também ambicionava se tor nar dono de Suna. Porém agora não passava de um homem desesperado e incapaz de se render com nobreza. Se ao menos não estivesse presa pelo braço poderia gritar, chamar um guarda, correr. Sakura colocou as mãos sobre a barriga num gesto protetor. Não podia arriscar a se gurança do filho de Sasuke.

Como suspeitara, Kabuto deixara um grupo de ho mens aguardando-o no pátio, todos usando as cores de Suna. Os covardes! Ao montarem nos cavalos, ela pensou em galopar na direção dos guardas de Konoha pedindo socorro, entretanto Kabuto segurava as rédeas de seu cavalo com mãos de ferro. Impossível tentar escapar sem sair ferida.

Não havia sequer esperança de serem barrados na pon te levadiça. Ninguém imaginaria que um pequeno grupo vindo de Suna poderia significar perigo para a castelã de Konoha.

Também, escondida sob a capa e o capuz, nenhum dos guardas foi capaz de reconhecê-la e a deixara passar sem perguntas. Impotente, Sakura marchou de encontro ao seu destino, o coração tomado de um profundo desespero.

Já estavam fora das muralhas do castelo quando um dos últimos guardas finalmente a reconheceu.

- Minha lady! - ele chamou, aproximando-se. - Um momento!

Embora o grupo parasse, Kabuto segurou as rédea do cavalo de Sakura com força, pronto para uma fuga arriscada.

- Minha lady vai nos mostrar a aldeia - o barão falou com delicadeza.

O soldado, um homem alto e de cabelos grisalhos, fitou a castelã atentamente.

- Não posso deixá-la sair sem a escolta de alguns dos meus homens, minha lady. Foram ordens de meu lorde.

Silenciosamente, Sakura agradeceu a intervenção do soldado. Com certeza tratava-se de um homem bem trei nado e que sentira o perigo à distância. Só pedia a Deus que ao perceber o seu pavor, ele agisse rápido.

Tudo aconteceu em questão de segundos. Assim que o guarda de Konoha levou a mão ao punho da espada, Kabuto agarrou Sakura e puxou-a para o próprio cavalo, cobrindo o pescoço delicado com a lâmina do punhal.

- Saiam do meu caminho! - o barão gritou. Sem outra alternativa, o soldado deu passagem ao bando, que saiu em disparada.

Embora suspeitasse que uma tropa sairia ao seu en calço, Sakura sabia que no momento os soldados de Konoha quase nada podiam fazer, exceto atirarem flechas com extremo cuidado. Afinal, se acertassem Kabuto correriam um grande risco de atingi-la mortalmente também.

Não, não podia contar certo com uma ajuda vinda do castelo. Estava entregue a si mesma e precisava controlar o medo se quisesse sobreviver.


Notas Finais


Queria agradecer à todos vcs que favoritaram a fic e que estão comentando...EU AMO VCS!!!
Até o próximo capítulo🐼


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