História Body on Me - Capítulo 2


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Categorias Anne Hathaway, Cate Blanchett, Helena Bonham Carter, Rihanna, Sandra Bullock, Sarah Paulson
Personagens Cate Blanchett, Personagens Originais, Sandra Bullock
Tags Cate Blanchett, Originais, Sandra Bullock
Exibições 13
Palavras 1.433
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Capítulo 2.


Cheguei em New York sexta feira á noite, estava morta de cansada. As crianças ficariam em um quarto separado com a babá, e eu ficaria com Bryan no quarto ao lado. Na maior parte do tempo eu ficaria nos trailers e em hotéis separados por conta de estar em constante mudança pelos locais de gravação.

Havia feito as pazes com o Bryan mas sabia que não duraria uma semana. Nossas brigas estavam constantes e eu odiava isso profundamente, porque ele não entendia o meu trabalho, e na maioria das vezes era egocêntrico demais.

No quesito das crianças era tudo muito compreensível, e eu também tinha a consciência de que não poderia abandoná-las por conta do meu trabalho, eu jamais faria isso, mas ele parecia não entender.

As crianças não podiam se tornar um motivo entre nós para desentendimentos e discussões, e era o que estava acontecendo frequentemente. Eu evitava diálogos com ele, e isso era triste. Eu não queria ver o que tinha entre nós se apagar, mas do jeito que as coisas estão indo, não sei até quando iremos durar.

Isso tudo estava na minha cabeça á todo o momento, sem pausa, e estava me matando. Estávamos voltando do jantar em que ele me levou e eu estava apenas com esses pensamentos na cabeça, sem dizer uma palavra, assim como estava sendo todos os nossos dias.

- Você gostou do restaurante? – Ele perguntou com o intuito de quebrar o silêncio.

- Sim, eu sou apaixonada por comida italiana, você sabe... – Sorri e continuei olhando para fora, evitando contato visual com ele.

- Amor, se você continuar assim o nosso relacionamento não durará um mês. – Respirou fundo e não insistiu por alguns minutos, mas percebeu que eu não iria responde-lo. – Você não pode evitar conversar comigo achando que isso evita discussões.

- Bryan, eu não quero brigar com você. Eu amo muito você, mas ultimamente você só consegue me irritar. Nossos melhores momentos são quando não estamos conversando um com o outro. – Neguei com o rosto e evitei prolongar a conversa. – Vamos conversar melhor no quarto. – Falei ao chegarmos no hotel.

Ele saiu do carro e abriu a porta pra mim, entregando a chave do carro para o motorista do hotel, entrelaçando nossos dedos e me puxando entre os fotógrafos que estavam á nossa espera naquela maldita porta.

Subimos o elevador em silêncio, o que quase nunca acontecia entre nós. Elevadores eram mais do que um motivo de tensão sexual entre nós, porém, com a nossa situação atual, era só mais um lugar fechado para nos irritar profundamente com o silêncio infernal.

- Eu não aguento mais você nesse silêncio eterno por causa desse maldito filme. – Bufou e sentou-se na cama. – Você nunca para de falar, e agora nem bom dia você me diz.

- Bryan... – Respirei fundo e sentei-me ao seu lado. – Eu quero fazer isso de uma vez, como dois adultos. – Ele assentiu. – Eu amo você. Eu amo muito. – Segurei seu rosto com uma das mãos e acariciei sua barba. – Mas se você não pode entender e aceitar o meu trabalho e a minha ausência, infelizmente, nós teremos que dar um tempo. Eu amo o que eu faço, e eu amo muito a minha família. Você é parte da minha família, mas esse é o meu trabalho. Ou você entende, ou a gente tira um tempo para pensar.

- Eu não quero um tempo, mas é difícil pra mim suportar certas coisas que eu prefiro nem dizer. Eu sei que a maioria das coisas não é a sua culpa, e eu entendo, mas eu não vou fingir que não me incomoda.

- Tudo bem, Bryan, você pode se incomodar com o que você quiser, mas não faça da minha vida em um ínfero por causa disso. – Levantei e fui ao banheiro, me olhando pelo espelho, respirando fundo eternas vezes para não explodir. – Você já sabe o que eu penso sobre isso e não vou mais repetir. Entendeu?

- Entendi. – Veio até mim, parando atrás de mim e me encarando pelo reflexo do espelho. – Me desculpa. – Eu não sei o porquê, mas um peso de 700kg saiu de mim naquele momento.

- Eu te odeio tanto, Randall. – Neguei com o rosto e virei de frente pra ele. – Pelo menos você reconhece.

- Reconheço. – O abracei e fiquei ali por alguns minutos. Não queria que acontecesse conosco o que aconteceu entre eu e o Jesse. – Eu estou com saudades de você o tempo todo.

- Eu também estou... – Beijei-o. – Eu preciso de um banho e uma boa noite de sono porque amanhã a minha rotina começa.

- Hm... ok. – Andou comigo até próximo ao chuveiro. – Vou tomar banho com você.

- Claro... – Neguei com o rosto. – E saiba que eu ainda estou brava, ok? – Sussurrei e sorri.

No dia seguinte...

Acordei com o maldito celular gritando na minha orelha. Bryan ainda dormia e eu levantei cuidadosamente para que ele não despertasse. – Fui para um banho e me troquei rapidamente, descendo rápido até o restaurante do hotel a procura de alguém do cast.

- Hey! – Alguém chegou atrás de mim, apertando minha cintura, me assustando. – Calma, sou eu. – Cate falou ao parar do meu lado, também a procura de alguém.

- Bom dia. – A encarei e sorri, observando os papéis inúmeros nas mãos dela também, subindo para o seu rosto e ficando por ali por alguns momentos longos demais. – Será só nos duas hoje? Porque pelo que eu li...

- Eu também acho que sim. – Desviei meu olhar quando ela voltou a me encarar. – Onde estão as pessoas que iriam nos orientar?

- Eu não tenho a mínima ideia, mas eles virão a nossa procura. Eu vou tomar um café... você vem? – Disse indo em direção ao balcão.

- Sim, sim... – Eu precisava muito de um café. – O que você vem achando sobre essas primeiras cenas? – Tentei quebrar um pouco do silencio entre nós enquanto escolhia o que iria comer.

- Serão fáceis, espero que nosso teste de química seja bom! – Sorriu pra mim e eu fiz o mesmo, indo em direção a uma das mesas, sentando-me a frente dela. – Você trabalhou recentemente também, não é?

- Sim, mas não foi nada muito complexo. Em compensação, você em "Carol"... – Percebi que ela se envergonhou um pouco, o que me fez rir. – Você está ótima, em todos os aspectos!

- Obrigada... – Negou rapidamente e respirou fundo. – Foi um trabalho muito importante pra mim, me marcou em algumas coisas.

- Eu entendo perfeitamente o que é isso, senti o mesmo com "Gravity". Aquele trabalho parecia impossível, mas depois que eu finalizei, nem eu acreditei que fiz aquilo! – Mexi em algumas frutas da salada que havia pego e levei algumas até a boca.

- Eu assisti esse filme umas três vezes e ainda não entendi algumas coisas, mas você está incrível... em todos os sentidos também.

- Obrigada! Eu também não tenho ideia de certas coisas daquele filme! – Revirei os olhos em sentido de sarcasmo e ela riu. – Eu também vi "Interestelar" com a Anne e ainda não entendi nem a metade do filme, mas a atuação dela e do Matt estão ótimas.

Conversamos por algum tempo até que uma das assistentes nos encontrou e disse que um carro nos esperaria na frente do hotel.

Ter aquele tempo com ele foi ótimo. Minha cabeça pareceu esquecer alguns problemas, como por exemplo o meu relacionamento. Eu sentia falta de conversar com alguém que não me perguntasse sobre o meu relacionamento ou sobre a minha vida passada e como eu estou agora.

Ela parecia saber o que é isso, saber o que é ter alguém o tempo todo perguntando sobre seu relacionamento ou sobre o seu cabelo ou o que você vai vestir daqui três anos em um evento próximo. Eu estava me dando bem com ela, e isso era ótimo. Pelo que pude perceber, Cate era muito divertida, e isso ajudaria muito, porque o meu senso de humor as vezes acaba irritando as pessoas.

Fizemos o teste de química e tudo correu bem. Nossas atuações pareciam bem juntas, e começaríamos a gravar na segunda feira de manhã.

- Vamos jantar juntas hoje? Eu não tenho nada pra fazer de noite e o meu marido não está aqui.

- Sério? – Eu queria perguntar a razão, mas não iria fazer isso para não ficar extremamente desconfortável. – Tudo bem, eu peço para o Bryan ficar com as crianças até mais tarde! – Sorri e ela fez o mesmo.

- Eu te espero na recepção ás oito, pode ser?

- Se eu me atrasar, não se assuste. – Rimos. – Tudo bem, será um prazer...



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