História Body on Me - Capítulo 2


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Categorias Cate Blanchett, Sandra Bullock
Personagens Cate Blanchett, Sandra Bullock
Tags Cate Blanchett, Sandra Bullock
Visualizações 52
Palavras 1.433
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Chemistry.


Cheguei em New York sexta feira á noite, estava morta de cansada. As crianças ficariam em um quarto separado com a babá, e eu ficaria com Bryan no quarto ao lado. Na maior parte do tempo eu ficaria nos trailers e em hotéis separados por conta de estar em constante mudança pelos locais de gravação.

Havia feito as pazes com o Bryan mas sabia que não duraria uma semana. Nossas brigas estavam constantes e eu odiava isso profundamente, porque ele não entendia o meu trabalho, e na maioria das vezes era egocêntrico demais.

No quesito das crianças era tudo muito compreensível, e eu também tinha a consciência de que não poderia abandoná-las por conta do meu trabalho, eu jamais faria isso, mas ele parecia não entender.

As crianças não podiam se tornar um motivo entre nós para desentendimentos e discussões, e era o que estava acontecendo frequentemente. Eu evitava diálogos com ele, e isso era triste. Eu não queria ver o que tinha entre nós se apagar, mas do jeito que as coisas estão indo, não sei até quando iremos durar.

Isso tudo estava na minha cabeça á todo o momento, sem pausa, e estava me matando. Estávamos voltando do jantar em que ele me levou e eu estava apenas com esses pensamentos na cabeça, sem dizer uma palavra, assim como estava sendo todos os nossos dias.

- Você gostou do restaurante? – Ele perguntou com o intuito de quebrar o silêncio.

- Sim, eu sou apaixonada por comida italiana, você sabe... – Sorri e continuei olhando para fora, evitando contato visual com ele.

- Amor, se você continuar assim o nosso relacionamento não durará um mês. – Respirou fundo e não insistiu por alguns minutos, mas percebeu que eu não iria responde-lo. – Você não pode evitar conversar comigo achando que isso evita discussões.

- Bryan, eu não quero brigar com você. Eu amo muito você, mas ultimamente você só consegue me irritar. Nossos melhores momentos são quando não estamos conversando um com o outro. – Neguei com o rosto e evitei prolongar a conversa. – Vamos conversar melhor no quarto. – Falei ao chegarmos no hotel.

Ele saiu do carro e abriu a porta pra mim, entregando a chave do carro para o motorista do hotel, entrelaçando nossos dedos e me puxando entre os fotógrafos que estavam á nossa espera naquela maldita porta.

Subimos o elevador em silêncio, o que quase nunca acontecia entre nós. Elevadores eram mais do que um motivo de tensão sexual entre nós, porém, com a nossa situação atual, era só mais um lugar fechado para nos irritar profundamente com o silêncio infernal.

- Eu não aguento mais você nesse silêncio eterno por causa desse maldito filme. – Bufou e sentou-se na cama. – Você nunca para de falar, e agora nem bom dia você me diz.

- Bryan... – Respirei fundo e sentei-me ao seu lado. – Eu quero fazer isso de uma vez, como dois adultos. – Ele assentiu. – Eu amo você. Eu amo muito. – Segurei seu rosto com uma das mãos e acariciei sua barba. – Mas se você não pode entender e aceitar o meu trabalho e a minha ausência, infelizmente, nós teremos que dar um tempo. Eu amo o que eu faço, e eu amo muito a minha família. Você é parte da minha família, mas esse é o meu trabalho. Ou você entende, ou a gente tira um tempo para pensar.

- Eu não quero um tempo, mas é difícil pra mim suportar certas coisas que eu prefiro nem dizer. Eu sei que a maioria das coisas não é a sua culpa, e eu entendo, mas eu não vou fingir que não me incomoda.

- Tudo bem, Bryan, você pode se incomodar com o que você quiser, mas não faça da minha vida em um ínfero por causa disso. – Levantei e fui ao banheiro, me olhando pelo espelho, respirando fundo eternas vezes para não explodir. – Você já sabe o que eu penso sobre isso e não vou mais repetir. Entendeu?

- Entendi. – Veio até mim, parando atrás de mim e me encarando pelo reflexo do espelho. – Me desculpa. – Eu não sei o porquê, mas um peso de 700kg saiu de mim naquele momento.

- Eu te odeio tanto, Randall. – Neguei com o rosto e virei de frente pra ele. – Pelo menos você reconhece.

- Reconheço. – O abracei e fiquei ali por alguns minutos. Não queria que acontecesse conosco o que aconteceu entre eu e o Jesse. – Eu estou com saudades de você o tempo todo.

- Eu também estou... – Beijei-o. – Eu preciso de um banho e uma boa noite de sono porque amanhã a minha rotina começa.

- Hm... ok. – Andou comigo até próximo ao chuveiro. – Vou tomar banho com você.

- Claro... – Neguei com o rosto. – E saiba que eu ainda estou brava, ok? – Sussurrei e sorri.

No dia seguinte...

Acordei com o maldito celular gritando na minha orelha. Bryan ainda dormia e eu levantei cuidadosamente para que ele não despertasse. – Fui para um banho e me troquei rapidamente, descendo rápido até o restaurante do hotel a procura de alguém do cast.

- Hey! – Alguém chegou atrás de mim, apertando minha cintura, me assustando. – Calma, sou eu. – Cate falou ao parar do meu lado, também a procura de alguém.

- Bom dia. – A encarei e sorri, observando os papéis inúmeros nas mãos dela também, subindo para o seu rosto e ficando por ali por alguns momentos longos demais. – Será só nos duas hoje? Porque pelo que eu li...

- Eu também acho que sim. – Desviei meu olhar quando ela voltou a me encarar. – Onde estão as pessoas que iriam nos orientar?

- Eu não tenho a mínima ideia, mas eles virão a nossa procura. Eu vou tomar um café... você vem? – Disse indo em direção ao balcão.

- Sim, sim... – Eu precisava muito de um café. – O que você vem achando sobre essas primeiras cenas? – Tentei quebrar um pouco do silencio entre nós enquanto escolhia o que iria comer.

- Serão fáceis, espero que nosso teste de química seja bom! – Sorriu pra mim e eu fiz o mesmo, indo em direção a uma das mesas, sentando-me a frente dela. – Você trabalhou recentemente também, não é?

- Sim, mas não foi nada muito complexo. Em compensação, você em "Carol"... – Percebi que ela se envergonhou um pouco, o que me fez rir. – Você está ótima, em todos os aspectos!

- Obrigada... – Negou rapidamente e respirou fundo. – Foi um trabalho muito importante pra mim, me marcou em algumas coisas.

- Eu entendo perfeitamente o que é isso, senti o mesmo com "Gravity". Aquele trabalho parecia impossível, mas depois que eu finalizei, nem eu acreditei que fiz aquilo! – Mexi em algumas frutas da salada que havia pego e levei algumas até a boca.

- Eu assisti esse filme umas três vezes e ainda não entendi algumas coisas, mas você está incrível... em todos os sentidos também.

- Obrigada! Eu também não tenho ideia de certas coisas daquele filme! – Revirei os olhos em sentido de sarcasmo e ela riu. – Eu também vi "Interestelar" com a Anne e ainda não entendi nem a metade do filme, mas a atuação dela e do Matt estão ótimas.

Conversamos por algum tempo até que uma das assistentes nos encontrou e disse que um carro nos esperaria na frente do hotel.

Ter aquele tempo com ele foi ótimo. Minha cabeça pareceu esquecer alguns problemas, como por exemplo o meu relacionamento. Eu sentia falta de conversar com alguém que não me perguntasse sobre o meu relacionamento ou sobre a minha vida passada e como eu estou agora.

Ela parecia saber o que é isso, saber o que é ter alguém o tempo todo perguntando sobre seu relacionamento ou sobre o seu cabelo ou o que você vai vestir daqui três anos em um evento próximo. Eu estava me dando bem com ela, e isso era ótimo. Pelo que pude perceber, Cate era muito divertida, e isso ajudaria muito, porque o meu senso de humor as vezes acaba irritando as pessoas.

Fizemos o teste de química e tudo correu bem. Nossas atuações pareciam bem juntas, e começaríamos a gravar na segunda feira de manhã.

- Vamos jantar juntas hoje? Eu não tenho nada pra fazer de noite e o meu marido não está aqui.

- Sério? – Eu queria perguntar a razão, mas não iria fazer isso para não ficar extremamente desconfortável. – Tudo bem, eu peço para o Bryan ficar com as crianças até mais tarde! – Sorri e ela fez o mesmo.

- Eu te espero na recepção ás oito, pode ser?

- Se eu me atrasar, não se assuste. – Rimos. – Tudo bem, será um prazer...



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