História Body on Me - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Anne Hathaway, Cate Blanchett, Helena Bonham Carter, Rihanna, Sandra Bullock, Sarah Paulson
Personagens Cate Blanchett, Personagens Originais, Sandra Bullock
Tags Cate Blanchett, Originais, Sandra Bullock
Exibições 12
Palavras 1.236
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Capítulo 3.


Eu fui para o quarto na espera de encontrar Bryan com as crianças lá. Havíamos combinado que ficaríamos o resto da tarde juntos, mas quando cheguei, a única coisa que encontrei foi a babá com as crianças á minha espera.

Ele não deixou um único bilhete avisando que iria sair, e o que mais me entristece é que isso estava acontecendo frequentemente sem que ele ou até eu mesma percebêssemos, por conta dos desentendimentos.

- MAMÃE! – Laila e Louis gritaram quando me perceberam no quarto e vieram correndo em minha direção, abraçando minhas pernas me fazendo cair sentada sobre a cama. – Nós estávamos te esperando! – Louis disse sentando-se na cama enquanto eu pegava a sua irmã mais nova no colo.

- Eu também não via a hora para voltar e ficar com vocês! – Sorri e Anna fez o mesmo quando eu a encarei, um pouco insegura. Ela sabia que algo estava errado. – Onde está o seu pai? – Sussurrei para Louis, que balançou os ombros como se não houvesse ideia de onde ele estava.

Aquilo me entristecia, eu não aguentava mais. Abaixei a cabeça e tentei não chorar, respirando fundo várias e várias vezes enquanto me concentrava no que aqueles dois tanto tagarelavam no meu ouvido.

As vezes, eles eram os motivos das brigas, e eu já peguei Louis chorando algumas vezes por medo ou por escutar as nossas discussões que tentávamos tanto afastar deles. Bryan não perdia tanto a paciência, eu era muito mais estourada e estressada, além do cansaço me consumir.

Fiquei com as crianças pelo resto da tarde, e por mais que tenha ligado mil vezes e ele não atender o telefone – como sempre – me esqueci desses problemas, os meus filhos eram com toda a certeza a melhor coisa que havia me acontecido em toda a vida.

Quando o relógio marcou 18:00 horas, eu falei que entraria para um banho e começaria a me arrumar, então coloquei as crianças no outro quarto com a babá e disse que Bryan logo voltaria para ficar com eles.

Me arrumei em algumas horas, e já eram quase 20:00 quando Bryan resolveu aparecer no quarto com a blusa de frio nas mãos, a camisa entreaberta e o cabelo levemente bagunçado. Ele não estava me esperando ali, pois pareceu surpreso quando me viu.

- Está bonita com esse vestido. – Jogou o casaco na cama e me olhou de cima a baixo. – Onde você vai?

- Onde você estava, Bryan? – Cruzei os braços e o encarei.

- E desde quando devo satisfações á você?

- Talvez seja desde quando somos um casal. – Peguei a minha bolsa. – Você está cheirando a perfume de mulher, deveria tomar um banho antes de deitar-se na mesma cama que eu vou dormir. – Bufei e tentei segurar o choro.

- Sandy! – Segurou meu braço e eu soltei bruscamente da mão dele, indo em direção a porta. – Você também nunca me diz onde está indo!

- Eu sempre falo e me despeço de você, mas você não deve me levar muito em consideração e está mais preocupado em se vingar de mim. – Abri a porta e ele tentou me segurar de novo, sem sucesso. – Eu pensei que você era diferente. Eu pensei que podia realmente confiar em você...

- Onde você vai vestida assim, Sandra? – Aquilo me irritou profundamente.

- NÃO INTERESSA! – Falei mais alto e tentei me controlar quando me dei conta de que estava no corredor. – E você, deveria ir pro inferno! – Entrei no elevador assim que o mesmo chegou no andar, assim que um casal saiu de dentro do mesmo, e observei ele até a porta se fechar.

Aquilo me estressou profundamente. Tentei ao máximo não cair no choro ao pensar nas inúmeras possibilidades de traição e falta de confiança que o nosso relacionamento estava se tornando, acabando aos poucos.

Uma lagrima minha escorreu e eu limpei a mesma, mantendo-me em pé. Assim que cheguei na enorme sala de espera do hotel, avistei Cate no telefone, andando de lado a outro, parecia estressada e gesticulava muito.

Fui até próximo de onde ela estava e fiquei a esperando. Coloquei meu sobretudo e o deixei aberto, me sentia bonita, a troco de nada.

Hoje eu só precisava de um bom porre para esquecer os acontecimentos recentes.

Quando ela desligou o telefone e se virou, assim que me avistou, sorriu abertamente. Eu fiz o mesmo, e pude perceber que éramos parecidas no aspecto de não deixar os acontecimentos ruins transparecerem.

- Oi! – Veio até mim e acompanhei seus olhos me analisando de cima a baixo, parando por alguns segundos em minhas pernas, subindo em seguida, me dando um abraço. – Você está bem?

- Sim! – Ri sem mostrar os dentes e ela olhou pra mim com certeza de que eu estava mentindo. – Não... – Sorrimos juntas.

- O que houve?

- Nada, eu só preciso beber hoje. Onde vamos? – Coloquei o meu cabelo atrás da orelha. – Quem irá dirigir?

- O meu motorista, porque eu não pretendo voltar tão sóbria pra esse maldito hotel. – Falou e pareceu um pouco irritada. Eu levantei as sobrancelhas e encarei-a por meio aos cabelos dela sobre o rosto. – O que você gosta de comer?

- Qualquer coisa, é só você escolher! – Entrei no carro após ela, analisando-a da mesma forma que ela havia feito comigo há alguns minutos atrás. Eu tinha de parar com isso.

- Vamos em um bar, eu conheço bares ótimos aqui. Frequento bastante NY ultimamente...

- Pelo visto eu também vou começar a frequentar. – E ficamos em silencio.

Por mais que não quiséssemos transparecer algo que nos incomodasse, estava sendo complicado. Eu não queria perguntar pra ela, e ela provavelmente não queria me perguntar o que estava acontecendo. O silencio já estava ficando constrangedor.

- Lembra do meu marido? Ele estava comigo naquela premiação... – E ela finalmente quebrou o silencio.

- Sim, claro... – Olhei pra ela, que continuou encarando a janela, evitando olhar pra mim.

- Ele está me traindo. Estamos em uma briga eterna, e eu não consigo imaginar no que fazer! Eu não sei como separar sem a mídia saber desse inferno, e eu não quero por as crianças nessa porcaria de confusão. Eu não sei mais o que fazer e isso me atormenta. É por isso que estou com essa cara horrível hoje. Estávamos brigando no telefone.

Eu não sabia muito bem o que dizer, já passei por isso e provavelmente passaria novamente.

- Eu sinto muito por você, Cate... – Segurei a mão dela, que finalmente me encarou. – Eu já passei por isso, e provavelmente vou passar de novo. Bryan sumiu o dia todo, e quando chegou no quarto se surpreendeu ao me ver. Ele estava um caos, parecia ter acabado de sair de um filme pornô! – Eu sorri mas neguei com o rosto, sentindo os meus olhos queimarem. – Estamos em uma crise horrível de relacionamento, eu só não esperava que ele fizesse isso... – Ela apertou a minha mão e nos encaramos.

- A vida é uma grande porcaria! – Uma lagrima minha caiu e ela limpou a mesma, sorrindo pra mim. – Mas vou tentar seguir em frente assim mesmo, não vou me prender a quem não me merece. Você deveria fazer o mesmo.

- É... eu só não quero muito falar sobre esse traste hoje! – O motorista avisou que havíamos chego no local e saiu para abrir a porta pra nós. – Eu preciso beber agora! – Sorrimos e saímos do carro juntas, uma ao lado da outra.



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