História Body Say - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber
Tags Drama, Romance, Suspense, Trama
Exibições 540
Palavras 4.543
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Obrigada pelos comentários, minhas queridas! Infelizmente eu não posso responder todos, porque estou com um probleminha na internet, mas leio todos eles com muito carinho.

● Esta fanfic não é movida a comentários, mas ficaria muito feliz em recebê-los.

Capítulo 9 - 9


Dois meses depois...

 

— Bom dia — Justin me abraça por trás, depositando um leve beijo no meu pescoço.

— Justin, não faz isso — tento sair dos seus braços, rindo, mas ele não deixa. — Justin, estamos em um local de trabalho — cochicho.

— E daí? A porta está trancada — ele morde o lóbulo da minha orelha. — Faz quase uma semana que você não vai ao meu apartamento. 

— Estou estudando para a prova final, você sabe disso — com muito esforço, consigo sair dos seus braços. — Essa é a prova da minha vida, e só tenho tempo de estudar á noite. Depois que eu fazer a prova final, estou finalmente livre.

— Eu tenho certeza que você terá muito sucesso — ele abre um sorriso. — Não estude demais. Ás vezes, isso não é bom. E, afinal, você é muito inteligente. 

— Você acha mesmo? — suspiro.

— Claro! — ele faz uma pausa. — Quando será mesmo a formatura?

— Dois dias depois da prova final. 

— Você não vai me convidar?

Olho para Justin, surpresa.

— Você quer ir á minha formatura?

— Claro. Por que não?

— Nossa, eu... poxa, eu não sabia que... enfim, eu ficarei muito feliz com a sua presença. 

Justin sorri.

Estou trabalhando nesta empresa há quase um mês, e não poderia estar me saindo melhor. Claro que estou me esforçando bastante, mas acabei me acostumando mais rápido do que eu esperava. Tenho consciência que estou fazendo tudo direito, mas também estou me cansando duas vezes mais. No final disso tudo, ainda tenho que voltar para casa e estudar. Ainda tem o problema de Luara que, tadinha, está sofrendo muito pelo fim do seu namoro com Harry. Mas juro que estou tentando fazer de tudo para ajudá-la, mas Harry é duro na queda. Eu o entendo, eu sei que o que Luara fez, mesmo o amando, o magoou muito. 

— Ei, o que é isso? — Ele aponta para o jarro de flores discreto em cima da mesa.

— Ah — abro um sorriso tímido. — Espero que não se importe, eu trouxe para enfeitar sua mesa. São minhas flores preferidas. 

— Obrigada — Justin abre um sorriso, ajeitando o jarro em cima da mesa. — Tulipas vermelhas. Por quê? 

— Nem todas as garotas gostam de rosas — dou de ombros. — Li em algum lugar que tulipas vermelhas significam amor verdadeiro, e é isso que eu quero para mim.

Justin ergue o olhar para mim, com uma expressão impassível. Parece afundado em pensamentos. Por fim, balança a cabeça em um movimento discreto. 

— Eu arrumei seus documentos que estavam uma bagunça — digo, desesperada para mudar de assunto. — Estão todos arrumados em ordem alfabética.

— Perfeito, Louisa — ele abre um sorriso de lado. — Você está sendo muito eficiente e prestativa. Vou sentir saudades disso.

Sorrio.

— Então eu vou lá trabalhar.

— Antes de ir, me deixe dar-lhe um abraço. 

— Um abraço? Por quê? — franzo minhas sobrancelhas em confusão.

— Anda, vem cá — ele ignora minha pergunta e abre os braços discretamente.

Aproximo-me, um pouco sem jeito, e ele me puxa para seus braços. Ele me envolve em um abraço apertado, escondendo o rosto na curva do meu pescoço. Seja lá o motivo do abraço, vou aproveitar. Sinto o cheiro do seu perfume incarnado na camisa e me derreto em seus braços.

— Feliz aniversário — diz ele.

— Ah, isso — sorrio, buscando seus olhos. — Não acredito que você lembrou disso.

— Eu sempre lembro — ele se defende.

— Mas você nunca me deu um abraço, só um ''Feliz aniversário'' seco e sem graça — ergo uma sobrancelha.

— Para a minha própria defesa, não éramos amigos antes — ele dá risada e, ao ver o seu sorriso, sorrio também. 

— Tem razão — coloco meus braços em volta do seu pescoço. — Obrigada por lembrar, Sr. Drew. 

— Podemos comemorar, o que acha? 

— Eu sinto muito, mas eu não posso. O meu pai sempre insiste em comemorar, apenas um jantar simples ou um bolo, mas eu não me importo com isso. Todos os anos são assim, é tipo uma tradição, e não posso decepcioná-lo — faço uma pausa. — Ele quer que eu o convide. Bobagem, não?

— Por que é bobagem?

— Hum... eu... não sei...

— O seu pai sabe sobre nós?

— Bom, já faz dois anos que nós... entende? Ele meio que já tirou as próprias conclusões. 

— Ele pensa que sou seu namorado?

— Já deixei claro que não.

Justin se afunda em pensamentos por um momento.

— Quer saber, Louisa? Eu adoraria ir ao seu aniversário, só para deixar claro. Mas apenas se você quiser. 

— Sério que você quer ir ao meu aniversário? — pergunto, pensando estar sonhando.

— Está parecendo que você não quer que eu vá — ele me olha sério.

— Não, não é isso. Claro que não. É que somos muito simples, e você é...

— Louisa, você deveria saber que eu não me importo com isso. Se eu me importasse com sua conta bancária, com certeza não estaria com você. Eu não sou essa pessoa arrogante que todos pensam que sou. 

— Não foi isso que eu quis dizer — suspiro. — E eu quero sua presença. Se você quiser ir, saiba que vou ficar muito feliz. 

— Que bom, Louisa. Eu ficarei feliz em participar do seu aniversário. 

 

 

 

 

— Eu convidei o Justin — digo encostada no batente da cozinha, enquanto papai anda de um lado para o outro, procurando por alguma coisa.

— Ele vem?

— Sim — faço uma pausa. — Eu fiz o que você queria, mas gostaria de pedir sua discrição. Por favor, não faça perguntas indelicadas. Trate-o como se fosse o meu amigo, tudo bem?

— Como quiser, Louisa. 

— Obrigada — olho por cima do ombro, vendo Celeste se aproximar. — Eu vou tomar um banho e me trocar. 

Passo por Celeste, me afastando do cheiro de frango assado. Papai sempre foi bom cozinheiro, e ele sempre faz minhas comidas preferidas para comemorar meu aniversário. Acho que este é o único dia do ano que ficamos em paz um com o outro. Sem brigas, sem indiferenças, sem toda atenção voltada para Celeste. 

Procuro uma roupa descente em meu guarda-roupa. Por fim, acho um vestido azul um pouco soltinho que eu havia esquecido. Vou para o banheiro e tomo um banho um pouco demorado. Sinto o cansaço em meus ombros, quase não tive tempo para respirar esses últimos dias. Mas tudo está valendo a pena; o dinheiro que estou ganhando trabalhando para Justin é mais do que o suficiente. Ainda desconfio que ele foi generoso demais no meu salário, mas ele garante que é igualado aos dos outros funcionários. Não posso perguntar para Kate, pois ela me odeia. 

Volto para o quarto enrolada numa toalha e coloco um conjunto de lingerie da mesma cor do vestido e o mesmo por cima. Passo um pouco de maquiagem e o tradicional batom vermelho. Passo um pouco de perfume e ouço a campainha tocar. Saio do quarto e desço as escadas, mas Celeste já está na porta. 

— Quem é a aniversariante mais bonita deste planeta? — Maxon desvia de Celeste, aproximando-se de mim e me dando um abraço apertado.

— Max, que bom que você veio — retribuo o abraço. 

— Eu não perderia o seu aniversário por nada, baby — ele beija o meu rosto. — Trouxe um presente para você. Espero que goste.

Maxon me dá uma sacola preta discreta, daquelas que ganhamos quando compramos um perfume. Abro a sacola com cuidado para não rasgar e encontro um perfume — muito cheiroso por sinal — de uma marca que nunca vi, mas pela delicadeza, tenho certeza que é uma marca cara. Pego o perfume e espirro um pouco no meu pulso, levando o mesmo ao nariz e sentindo o cheiro delicado. 

— Hum, Max... Que delícia!

— Gostou? 

— Hum, muito bom! Obrigada, eu amei — abraço-o rapidamente. 

— De nada. 

Celeste nos observa da porta, com uma cara amarrada. 

— Hum, que cheiro bom — Maxon movimenta o nariz como se estivesse farejando. 

— Rick está cozinhando.

— Rick é bom cozinheiro. Vou falar com ele — ele se movimenta até a cozinha, afinal, ele é de casa.

Subo as escadas carregando o meu presente e o deixo em cima da cama. Volto para a sala no mesmo instante que a campainha toca novamente. Desta vez, eu atendo. Milena e Luara aparecem na minha porta cantando ''Happy birthday to you''. Dou risada e balanço a cabeça enquanto elas fazem tal papelão em minha porta. Sinceramente, eu preciso achar alguém normal na minha vida. 

— Vocês são idiotas — digo depois que elas terminam de cantar.

— Somos mesmo, e por isso você nos ama tanto — Milena vem me abraçar. — Feliz aniversário, vaca! 

— Vaca é você — retribuo o abraço.

— Feliz aniversário, amiga — diz Luara, com sua típica animação.

— Você não vai me dar um abraço?

— Não gosto de abraços.

— Ah, vai se ferrar — reviro os olhos e ela dá risada.

Eu já disse que Luara ri parecendo um porco morrendo? Então... é isso aí.

Dou espaço para ambas entrarem e fecho a porta logo em seguida.

— Eu comprei uma blusa maravilhosa para você — Luara abre a sacola, buscando pelo presente.

Fico observando enquanto ela tira de lá uma blusa branca que está dobrada, e, quando a desdobra, revela uma linda estampa do Coringa, versão Esquadrão Suicida. Eu já disse que amo vilões? Sim, eu amo. Calma lá, eu também sou apaixonada por heróis, principalmente pelo meu príncipe Capitão América. 

— Mentira! — Exclamo, enquanto pego a blusa de sua mão. — Luuh, eu amei! Nossa, eu amei! 

— Eu sabia que você ia amar, porque eu sou a melhor amiga de todas — Luara beija o próprio ombro, nos fazendo dar risada. 

— Vai achando — Milena me estende uma sacola. — Todo Coringa precisa da sua Arlequina, não é mesmo?

Sorrio e abro a sacola, encontrando outra blusa do mesmo modelo, mas com a estampa da maravilhosa Arlequina.

— Cara, vocês duas combinaram isso, não foi? — dou risada enquanto junto as camisas. — Mas eu amei, de verdade! Vocês duas são loucas, mas são as melhores! Obrigada. 

Elas me acompanham até o quarto e junto seus presentes com o de Maxon. Voltamos para a sala e papai cumprimenta minhas amigas, e se junta á nós na sala. Mary aparece, vestida elegantemente, juntamente com sua filha. Não seria tão divertido se Luara e Celeste não ficassem se provocando o tempo todo. Elas se odeiam tanto quando eu odeio Celeste. Mas o bom disso tudo é que Luara é uma boa pessoa, Celeste, não.

Conversa vai, conversa vem, e Justin não dá as caras. Fico olhando o horário no celular; são quase sete. Penso em deixar uma mensagem para ele, mas não quero parecer desesperada. Se tivesse acontecido alguma coisa, ele me ligaria para avisar, não? Tento me concentrar na conversa alheia, mas estou ansiosa demais. 

— Então, vamos jantar? — papai se levanta. 

Encolho os ombros, desanimada. 

— Vamos — murmuro, e me levanto, ajeitando o vestido que amassou um pouco.

Ouço a campainha tocar e meu coração parece falhar uma batida. Olho para o corredor, e tenho certeza que meus olhos estão brilhando. Bobagem. 

— Eu atendo — ando apressadamente sem olhar para a cara de ninguém. 

Caminho pelo pequeno corredor até a porta e ajeito meu vestido antes de atender. Respiro fundo e giro a maçaneta, encontrando um Justin sem terno, vestindo uma calça jeans escura e uma camisa simples, e tênis. Perfeito. Quase não o reconheci, mas seu sorriso é inconfundível. Ele traz em mãos uma caixa preta com uma fita roxa formando um laço. 

— Oi — abro um enorme sorriso.

— Louisa, você está linda — ele sorri, encostado no batente da porta. — Espero não ter chegado atrasado. O trânsito no centro da cidade está quase parado. 

— Quase íamos jantar sem você — sorrio de canto de boca. — Que bom que você veio. 

— Eu disse que viria, eu sou um homem de palavra.

Ficamos olhando nos olhos do outro por alguns segundos.

— Entre — dou espaço, percebendo que ele continua do lado de fora.

— Licença — ele dá alguns passos á frente, me permitindo fechar a porta.

— Você está diferente — comento enquanto caminhamos lentamente para a sala.

— Diferente como? 

— Não está usando terno — dou um leve sorriso. 

— Eu passei em casa rápido, então peguei a primeira roupa que vi pela frente. Estava atrasado.

— Não me importo. Está bonito assim.

Sorrimos um para o outro.

Chegamos á sala e o primeiro olhar que encontro é o de Luara, transmitindo várias mensagens. Ignoro-a.

— Boa noite — Justin cumprimenta á todos, extremamente educado.

— Boa noite — todos respondem em uníssono.

Justin cumprimenta todos, um por um, com um sorriso educado nos lábios. Ah, tão lindo... Olho para papai e ele avalia Justin, e fico pedindo para ele não ser indelicado, mas ele é extremamente educado ao cumprimentá-lo. 

— É um prazer conhecê-lo, Justin — papai aperta sua mão.

— Igualmente, Sr. Hunt. 

— Por favor, sem formalidade. Pode me chamar de Rick. Agora vamos jantar antes que a comida esfrie — diz ele para todos.

Lentamente, cada pessoa na sala vai seguindo para a mesa, deixando apenas eu e Justin na sala.

— Vamos — tento puxá-lo pelo braço, mas ele trava.

— Antes que eu me esqueça, isso é para você — ele me entrega a caixa que carrega nas mãos.

— Para mim? Nossa... — pego a caixa, desatando o delicado laço e a abrindo logo em seguida.

Uau.

Encontro uma linda pulseira de pingentes, banhada em ouro. Há vários pingentes pendurados, como a Estátua da Libertada de Nova Iorque, o táxi preto de Londres, a Torre Eiffel e a Torre de Pisa. É uma delicadeza só. É tão linda que fico pensando que é mais cara que todas as minhas coisas juntas. 

— Você gostou? — pergunta ele.

— Justin é... é linda!

— Que bom que gostou — ele pega a pulseira da minha mão e começa a prendê-la em meu pulso. — Eu achei a sua cara. Prontinho.

— Obrigada — sorrio. — Vamos. 

Deixo a caixa em cima da mesa de centro e seguimos para a mesa de jantar. Justin se senta ao meu lado, de frente para Celeste que sorri para ele charmosamente. Descarada. Justin retribui um sorriso educado, mas logo volta a sorrir para mim. Derreto-me novamente. Ah, esse sorriso... 

Papai coloca a comida sobre a mesa e nos servimos. Rimos da cara de satisfação de Maxon ao comer um pedaço do frango assado, e das suas piadinhas. Olho ao redor e percebo que nunca me senti tão feliz desde que mamãe se foi. Estou cercada pelas pessoas que amo — com exceção de Mary e Celeste —, apesar de eu apenas sentir um carinho por Justin, mas é muito importante que ele esteja aqui, sua presença me deixa muito feliz. Ele está sendo tão gentil, tão humilde, que até parece um príncipe encantado. 

— Eu não acredito que você está falando isso de mim — rindo, Luara aponta o garfo para Maxon. — Se eu sou tão desastrada, o que me diz da Louisa?

— Ei, não me metam no meio desse bolo — me defendo.

— Ah, eu vou, sim — ela se volta para Justin. — Justin, me diz a verdade, você não acha que Louisa é muito desastrada? 

— Hum... — Justin me olha com um sorriso divertido, e lanço-lhe um olhar cortante. — Na minha opinião, Louisa é muito atenta.

— Ah, tá de brincadeira! — Luara debocha.

— Não estou, não. Ela muito boa no trabalho que faz — Justin me defende, e sorri para mim. — Por exemplo: lá na empresa, ela é super eficiente. É uma pena que vai ficar trabalhando comigo por curto período. 

Papai me olha, surpreso. Eu não havia contado para ele que estava trabalhando justamente para Justin. 

— Louisa, você não havia me contado que estava trabalhando para o bonitão aí — Luara inclina o queixo em direção á Justin.  

— Luara — Milena a repreende.

— O quê? Ele é bonito mesmo, só estou falando a verdade — dá de ombros.

— Estou me sentindo lisonjeado — Justin brinca, com um sorriso divertido. — Obrigada, Luara. 

O.k, amiga, eu te amo, mas pode parar com o fogo para cima do meu homem. Mas eu não vou cair em seu joguinho, pois eu sei que ela quer me ver dando um ataque de ciúmes. 

— Vocês estudam na mesma faculdade? — pergunta Justin, interessado em conhecer os meus amigos.

— Estudamos na mesma faculdade, mas em áreas diferentes — explica Maxon. — Luara estuda pediatria, Milena psicologia e eu e Louisa cirurgia. 

— Uau! De agora em diante, vou cancelar meu plano de saúde e me consultar de graça com vocês — Justin brinca, e meus amigos caem na gargalhada.

— E você, Celeste? — Justin olha para a mulher em sua frente. 

— Publicidade — diz Celeste, toda orgulhosa de si. 

— Interessante. Realmente é uma ótima profissão. 

— Eu vou adorar lhe entrevistar qualquer dia desses — Celeste sorri, e meu sangue ferve nas veias.

— Acho que não é necessário. Em questão de trabalho, Louisa sabe tudo de mim — Justin olha para mim e sorri. — Ela lhe dará informações mais interessantes de mim.

Sorrio para ele quando sinto sua mão apertar a minha debaixo da mesa. 

Olho para Celeste, com um sorriso cínico, e ergo uma das sobrancelhas rapidamente. Justin sempre sabe colocar alguém em seu devido lugar com educação, mas eu prefiro dar umas bofetadas na cara de gente descarada, principalmente Celeste. 

— Ei, o que é isso? — Luara aponta para o meu braço, necessariamente para a pulseira que acabei de ganhar. — Amiga, que belezura! Onde você comprou isso?

— Não comprei — olho para Justin de relance. — Justin me deu de presente. 

— É linda — Milena sorri, impressionada.

— Além de gato, tem muito bom gosto! Garoto, você é um sonho — brinca Luara, arrancando risos e mais risos. 

 

 

Todos estão indo embora. Foi uma noite maravilhosa. Teria sido melhor se eu não estivesse na presença de Celeste e Mary.

— Ei, está tudo bem? — cochicho com Luara, segurando seu ombro. — E o Harry?

Luara encolhe os ombros.

— Ele está me ignorando — diz ela, baixinho. — Eu não sei mais o que fazer.

— Vai ficar tudo bem — abraço-a pelos ombros. — Vamos dar um jeito nisso, o.k.? 

Luara sorri para mim sem qualquer rastro de emoção. Ela se despede de mim e depois Milena, e ambas vão embora juntas. Maxon vem logo em seguida, me dando um abraço que me ergue do chão. Depois, vai embora. 

Aproximo-me de Justin, que é o único que restou. Ele abre um sorriso discreto.

— Foi uma noite boa — diz ele.

— Obrigada por ter vindo — sorrio. — E obrigada pelo presente. Eu adorei. 

— Que bom que gostou. Mas agora eu realmente tenho que ir. Ainda preciso organizar alguns papéis para uma reunião amanhã.

Suspiro.

— Eu entendo.

Observo Justin se despedir de Celeste e Mary, sempre como um cavalheiro. 

— Rick, foi um ótimo jantar — diz Justin. 

— Obrigada, rapaz. E obrigada pela presença.

— Foi um prazer. Mas agora eu tenho que ir, amanhã é um novo dia. Mas antes — Justin olha para mim — eu preciso falar uma coisa.

Olho para ele com as sobrancelhas franzidas, e ele se volta para o meu pai novamente.

— Louisa é uma ótima pessoa. Você tem uma grande filha — ele faz uma pausa. — Ela ama você. 

Olho para papai e ele também me olha. Desvio o olhar e me sinto incomodada pela situação.

— Enfim, eu realmente tenho que ir — Justin estende a mão e papai a aperta. — Obrigada pelo jantar. Foi um prazer conhecê-lo.

— O prazer foi todo meu.

— Louisa, me leva até a porta? — Justin se volta para mim.

— Claro. 

— Com licença — Justin sorri educadamente e caminhamos em silêncio até a porta. 

Acompanho Justin até o carro, onde ninguém possa ouvir nossa conversa. 

Suspiro. 

— Então, até amanhã — digo enquanto observo ele se recostar no carro. 

— Está me mandando embora, Louisa?

— Claro que não, seu bobo. Mas você tem que ir, não é?

— É. E você não pode vir comigo, não é? — Ele me olha com cara de cachorro sem dono.

— Infelizmente não — coloco minhas mãos em seu peito. — Estou cansada, preciso dormir. Amanhã temos trabalho, lembra?

Justin revira os olhos. 

— Quero beijar você — ele morde o lábio inferior. — Não só beijar... — e abre um sorriso malicioso.

— Justin — o repreendo baixinho. 

— Você não pode me culpar — ele me puxa para mais perto, colando nossos corpos. — Faz tanto tempo que não fodo com você... sinto que vou ter que fazer isso em cima da minha mesa.

Dou risada.

— É melhor você ir.

Justin segura a minha nuca e me beija.

 

*          *          *

 

Hoje está acontecendo uma festa de comemoração na empresa, por causa de uma grande marca que a empresa alcançou nos últimos meses. Justin está tão bonito em seu terno preto, cumprimentando todos os convidados. De vez em quando, nossos olhares se cruzam, e ele sorri discretamente.

É inacreditável pensar que amanhã estarei finalmente me formando, depois de uma prova excelente. Eu não poderia estar mais animada. Eu acabei me acostumando trabalhando aqui, e confesso que vou sentir saudades de estar perto de Justin o tempo todo. Mesmo que eu tenha que aturar Kate o tempo todo, por ele, vale a pena. É difícil acreditar que não nos tornamos amigas. Eu sou um amorzinho. Eu tentei ser gentil com ela, puxar assunto, mas ela já deixou bem claro que não precisa de mim, então a deixei de mão. 

— Srta. Hunt, você está maravilhosamente linda — Justin diz ao se aproximar. 

Sorrio.

— Obrigada, Sr. Drew. Você também está muito bonito.

— Obrigado, Srta. Hunt. Mas confesso que vou ficar com ciúmes se meus sócios continuarem te olhando assim — Justin bebe um gole do seu champanhe, olhando discretamente por cima do copo para um grupo de homens bem-vestidos. 

Olho para eles discretamente, e um deles — cabelo negro e olhos azuis — sorri para mim. Sorrio timidamente e volto a olhar para Justin que mantém a sobrancelha um pouco arqueada. 

— Não sou obrigado a aturar isso — murmura Justin.

— Olhar não tira pedaço, Justin.

Ele me olha com um olhar sombrio. 

— Você está gostando de ser secada por eles? — questiona.

— É bom saber que tem mais homens que lhe desejam como mulher. Mas isso não significa que estou dando mole para eles. Você é o único.

Justin abre um sorriso de canto de boca, e isso me deixa aliviada.

— Gostei disso, Srta. Hunt — ele olha para um ponto do salão. — Estão me chamando. Volto assim que puder — ele dá uma piscadela sexy e anda em direção a um outro grupo de homens bem-vestidos. 

Procuro alguém para conversar, mas Catrina, que é a única que tenho mais intimidade, parece ter sumido do mapa. Vejo Kate se aproximar, com um vestido preto cortado á sua medida. Seus saltos são tão altos que se ela caísse, com certeza torceria o tornozelo. Eu só não entendo o motivo de ela estar olhando para mim desse jeito enquanto se aproxima.

— Olá — diz ela, parada diante dos meus olhos.

Olho por cima do ombro, para garantir que não há ninguém atrás de mim, mas não tem. 

— Hum... Oi — murmuro.

— Louisa, está muito bonita neste vestido. 

Fico confusa por um intervalo de segundo: ela está mesmo me elogiando?

— Obrigada, Kate. Você também está excelente neste vestido.

— Obrigada — Kate abre um sorriso venenoso. — Foi o Justin que comprou este para você também?

Fico pasma.

— Como?

— Não se faça de boba, Louisa — ela dá risada. — Não é segredo para ninguém que você é a protegida do chefe. Você acha que eu não percebi o jeito que ele te olha? Por mais discreto que vocês sejam, eu sei que vocês tem um caso. Justin não colocaria uma pessoa para trabalhar aqui com um simples cursinho de administração. 

— Eu não sei do que você está falando — tento me retirar, mas Kate segura meu braço, me forçando a olhá-la novamente. 

— Não seja cínica, Louisa! Olha para mim e olha para você: eu tenho dinheiro, você é uma pobretona, eu moro em um apartamento grande e luxo, e com certeza você deve morar em um barraco qualquer. Justin nunca iria querer alguma coisa com você, ao menos que você dê alguma coisa para ele.

Minha mão coça para bater em sua cara, mas me controlo para não sujar minha imagem. Confesso que suas palavras me deixam arrasada. 

— Você não tem o direito de me humilhar — cuspo as palavras em sua cara, com nojo — pois eu prefiro ser a pobretona que o chefe prefere, do que a cheia de grana imprestável que não sabe fazer o serviço direito. 

Puxo o meu braço e me viro para sair andando, mas um pé surge em minha frente e não tenho tempo de frear. Tropeço no salto de Kate e de repente estou voando sem qualquer equilíbrio. Caio em cima do garçom, e caio estatelada no chão, junto com as taças de vidro, com os meus braços apoiados no chão, em cima do vidro estilhaçado das taças. 

Foi tudo tão rápido que não consigo ter reação. Meu braço direito está sangrando, e toda atenção da festa está voltada para mim. Fico desnorteada. Meus olhos se enchem de lágrimas. Sinto mãos fortes envolverem minha cintura e me levantar do chão. 

— Louisa, você está bem?

Busco os olhos de Justin, meio perdida. Não consigo respondê-lo. 

Justin olha para Kate e seu olhar é tão sombrio que estremeço em seus braços.

— Katherine, que diabos é isso? — ele eleva o tom de voz.

— Eu, senhor? — Kate aponta para si mesma, fazendo-se de desentendida. 

— Não se faça de desentendida, Katherine! Eu vi com os meus próprios olhos que você colocou o pé para ela cair! 

Fico encolhida ao lado de Justin, com medo do que ele pode fazer.

— Justin... — balbucio. — Está tudo...

— Não está tudo bem coisa nenhuma, Louisa! — Ele agarra o meu braço, mas com cuidado para não machucar mais ainda. — Olha só para o seu braço! 

Ele está realmente irritado, e volta a olhar para Kate novamente.

— Vamos conversar direitinho, Srta. Katniss — seu tom de voz é cruel.

Engulo em seco.

— Vamos, Louisa — ele me arrasta para o elevador.  



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