História The Holy Encarnation (Boku no Hatsukoi) "Título Atualizado" - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Mitologia Nórdica
Personagens Personagens Originais
Tags Deuses, Drama (tragédia), Elfos, Fantasia, Magia, Misticismo, Romance, Seres Mitológicos, Yaoi
Exibições 265
Palavras 3.102
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 12 - The Rescue II


 – Yára! – Não poderia, de jeito algum, deixá-lo morrer, salvá-lo era o grande e único objetivo, mesmo que para isso, tomasse seu lugar e recebesse todo o dano. Seu instinto protetor aflorou naturalmente naquele momento, Damon correu e jogou-se inadvertidamente na frente de Yára o mais rápido que pôde, pois não há limites para o amor verdadeiro, não há maior prova de amor do que estar disposto a dar a vida por alguém. Num ato bárbaro, James enterrou a espada no abdômen de Damon, imediatamente ele urrou de dor, com o sangue vertendo pela sua boca.

O elfo rapidamente sentiu o sangue quente do conde molhando seu corpo, e um desespero lancinante se abateu sobre ele, a dor em tê-lo diante de si, todo ensanguentado e prestes a morrer era indescritível – Damon! Damon! – Repetiu a gritos enquanto as lágrimas escorriam torrencialmente dos seus olhos. Um sentimento fervia intensamente dentro de si, era incontrolável, não havia outra explicação, isso, com certeza, era a dor do amor.

Yára levantou-se lentamente com o cabelo desgrenhado sobre o rosto e olhar fixo ao chão, sem conseguir controlar os tremores que percorriam por todos seus membros, ele permaneceu parado ali por alguns segundos, no mesmo lugar, respirando pesadamente conforme o seu corpo tremia. – Eu lhe disse, não? As coisas não serão como você deseja. – Ditou James curvando mais um de seus sorrisos cruéis. – Agora me lembro de que não terminamos o que começamos. – O guarda logo limpou sua boca que estava coberta pelo sangue do conde, e proferiu maliciosamente. – Que tal uma continuação daquela vez? Nem pense em resistir, terá sido em vão. – O homem monstruoso e infinitamente perverso se aproximava vagarosamente de si. – Agora fique quietinho, eu vou cuidar bem de você.

Com a força do ódio e da sede de vingança, o mais velho apertou-lhe as nádegas firmemente, puxando-o em sua direção. Cada parte do seu corpo e mente gritava com todas as forças que o parasse, que parasse de lhe tocar. – Tire essas mãos podres de mim. – Disse num sussurro ofegante.

James rangeu seus dentes pela coragem de Yára e soltou uma exclamação furiosa. – Que droga você acabou de dizer? Repita!

Completamente fora de si e agora com a voz inflamada pelo ódio, Yára vociferou. – Eu mandei você tirar essas mãos podres de mim! – Ao segurar seu maxilar com firmeza e erguer o rosto pálido, o guarda, então, se apavorou por completo e recuou rapidamente. O elfo detinha um semblante fechado, diferente do usual, seus olhos haviam mudado, suas pupilas longitudinais tinham uma suave cor acinzentada, e a íris, tornou-se completamente branca como a neve. Algo muito estranho estava se passando com seu corpo, sentiu-se estranhamente vigoroso, como nunca antes havia se sentido. Yára sentiu as batidas do coração se alterarem significativamente, pulsando com os fluxos e refluxos de uma energia de exórdio desconhecido, como se uma corrente elétrica percorresse por suas veias. Um símbolo misterioso surgiu lentamente sobre sua testa, sua aura era tão espessa que dava para ver nitidamente filetes de uma brilhante fumaça de coloração azul emanar de seu corpo.

– Santo Deus, o que está acontecendo?! – Havia um tom diferente na voz do guarda, dessa vez, sua voz passou de deboche, para um tom extremamente aterrorizado. Um pânico devastador atravessou seu corpo como uma flecha coberta de chamas. Consumido inteiramente pelas chamas do medo, ele recuou bruscamente, correndo em direção às escadarias do corredor de pedra. Emanando um ódio poderoso que alimentava até a fumaça que envolvia seu corpo, o elfo ergueu seus braços com as mãos em forma de garras, ao sentir um intenso arrepio, James levitou até o teto sujo e pairou no ar numa experiência assustadoramente mística. – Como… Como isso é possível? Socorro, me ponha no chão! – Seguido de uma dor intensa e pungente, o guarda parou para tossir, cuspindo um grande jato de sangue. – Por favor, tenha piedade! Deixe-me viver! Dou-lhe minha palavra de honra de que manterei minha boca fechada como um túmulo! – Exclamou aos urros e prantos, clamando por misericórdia.

– Alguém como você não merece nem a piedade de Deus. – A voz gentil, mansa e suave de Yára assumiu um tom mais grave e frio. Com um cerrar de punhos, James enfrentou o ápice da dor e do martírio quando todos os órgãos do seu corpo estavam sobre uma lenta deterioração. Enquanto o corpo do homem tremia como se estivesse tendo uma convulsão, foi possível ouvir os órgãos explodindo dentro dele, seus olhos, ouvidos e demais orifícios, jorraram sangue da laceração, tingindo o chão de rubro.

Yára devolveu-lhe à força da gravidade com um abrir de punhos, e agora o corpo de James jazia caído, morto e contundente. Completamente confuso com esse turbilhão de emoções, de repente, voltava a si paulatinamente, o elfo respirou fundo e caiu de joelhos, a marca em sua testa havia desaparecido e seus olhos retornaram à coloração normal. Vendo o corpo quase irreconhecível do guarda, ensanguentado e morto no chão, gritou atordoado. Confuso, tentou organizar as ideias que lhe fervilhavam na mente. De olhos arregalados e queixo levemente caído, indagou a si mesmo. – Quem fez isso… Quem fez isso, fui eu, não é…?

– Y-Yára… – Murmurou o mais velho, gemendo e demonstrando os sinais da dor intensa.

Ao ouvir a voz do conde, o pequeno virou-se, correu rapidamente para ele e ajoelhou-se ao seu lado. – Damon! – Esforçando-se para manter o controle, o elfo respirou fundo e retirou-lhe a espada cravada no abdômen, uma vez que ela não havia atravessado o corpo de Damon. – Por favor, aguente firme! – Após a retirada da espada, o sangue escorria e se espalhava ainda mais entre a pele, a roupa e a armadura.

– O sangramento está piorando! O que eu faço? O que eu faço? – Exclamou desesperado enquanto lhe despia rapidamente a couraça da armadura, assustando-se com a quantidade de sangue que o moreno estava perdendo.

– Escute com atenção… O que vou lhe dizer agora... Fuja enquanto é possível… É evidente que não resistirei por muito tempo. – Ditou o conde, falando cada vez mais pausadamente. – Mark está aguardando com a carruagem lá fora… Ele o levará para fora de Londres onde uma velha amiga minha vive… Ela tomará conta de você a partir de agora… – Completou ele, reprimindo as lágrimas com muita dificuldade.

– O que está dizendo? Eu não vou sair daqui sem você! – Sem perder tempo o elfo apanhou o longo manto de algodão e envolveu-lhe no abdômen, com as frágeis mãos, ele pressionava o ferimento para estancar o sangramento, e o tecido passou do branco a um vermelho intenso pelo sangue.

– Seu corpo está fraco… Certamente não suportará sustentar meu peso… – Disse com dificuldade, ainda gemendo pela dor lacerante do ferimento.

– Jamais o deixarei para trás! Que tipo de ser eu seria se o deixasse para morrer? – Retrucou o pequeno, passando o braço do conde ao redor de seus ombros. Após dois metros de árduos e sôfregos passos numa tentativa falha e desesperada em sustentar o homem mais velho, o elfo cambaleou, sua força física momentaneamente diminuiu, e então, ambos caíram juntos no chão. Estava fraco e debilitado pela tortura escassez de comida e água e os ferimentos do conde os impediriam de ir mais longe.

O ar escapou de seus pulmões do conde enquanto gemia e contorcia-se em dores. O elfo não teve como evitar aquela queda, desesperado, tentou levantar-se e caiu novamente, suas pernas estavam fracas e tremiam com o esforço que fez para mantê-los em pé. – Deixe-me aqui… – Disse o mais velho, recusando-se a continuar. – O importante é que continues vivendo… Por favor, viva por mim… – Falando cadenciadamente e respirando a cada segundo com mais dificuldade, o moreno em vão, tentou segurar suas lágrimas, mas elas correram livres pela sua face.

As palavras do nobre foram como o gume afiado de uma espada atravessando seu peito, a tristeza em seu coração atingiu um patamar espantoso naquele momento, não tinha forças para lutar contra a realidade de que Damon estava morrendo, e de jeito algum conseguia aceitar esse fato. – Acredita mesmo que eu poderia continuar vivendo sem você? Antes nada fazia sentido pra mim… Eu não vivia, eu apenas existia, mas agora o único sentido que eu encontrei para continuar seguindo adiante foi você… Depois de tudo que conheci e senti ao seu lado… Eu simplesmente não posso viver sem você…! – Exclamou aos soluços enquanto as lágrimas ardiam-lhe nos olhos.

O rosto do nobre contorcia-se de dor, estava ofegante, mas proferiu pausadamente. – Eu quero continuar vivendo… Quero continuar te amando e protegendo… Quero colher o amor que plantei e semeei com tanto carinho e dedicação em nosso jardim… Mas tudo foi roubado de mim… Eu tenho um último desejo e peço-lhe do fundo do meu coração que o realize… Por favor, você deve continuar a viver sem mim…

– Isso é como continuar vivendo sem vida! – Retrucou e inclinou-se, apoiando cautelosamente a cabeça sobre o peito do homem mais velho, quando finalmente confessou-lhe em voz alta, sem gritar, mas firmemente. – Eu te amo Damon, eu te amo, eu te amo, eu te amo! Por isso não morra antes de colher a minha flor, eu ainda preciso te amar intensamente.

Damon sentiu a torrente de lágrimas molhar seu peito, estava enfraquecendo, empalidecendo e prestes a morrer, mas não queria isso. Desejava viver o amor que no elfo floresceu, não era justo que morresse dessa forma. Lentamente, ergueu sua mão e passou a acariciar o rosto pálido, Yára segurou sua mão, descansou e esfregou seu rosto nela como um gato. Agora com a respiração lenta e cadenciada, e com o sangue vertendo pela boca, respondeu num esforço profundo. – Você… Finalmente… Disse… – O nobre fechou os olhos e as lágrimas escorreram fartas pelo rosto, ficou a sorrir um sorriso bobo, deu seu último suspiro e morreu.

Damon estava sujo de terra e sangue, mas podia-se ver o tom pálido da morte. – Não, isso não pode ser verdade… Se isso for um sonho, por favor, deixe-me acordar… – Não conseguia acreditar no que estava acontecendo, em choque, Yára ficou estático por um momento tentando processar aquilo, parou por um instante, colocou as duas mãos na cabeça e gritou, chorando incontrolavelmente, gritos estridentes, angustiados e desesperados ecoaram por todo o calabouço, gritos tão fortes que suas cordas vocais quase pularam da garganta, e só cessaram quando não conseguiu emitir nenhum som além de roucos sussurros. – Por favor, não me deixe… – Murmurou com a voz entrecortada pelos soluços. Era indescritível o que se sofria ali, assentado naquele pobre ser, a dolorosa realidade de perda e solidão pesavam em seu coração, era como se sua alma queimasse de dor e sofrimento.

De repente, num relance, Yára abaixou sua cabeça, fechou seus olhos e foi arrebatado pelo que parecia ser uma espécie de transe, um estado fora do comum da consciência e de absorção de uma outra realidade. Aos poucos, acordava num lugar misterioso, puro, infinito e completamente luminoso. Logo além do vazio, onde antes, não havia absolutamente nada, a silhueta de uma mulher de estatura alta surgiu. Quando se aproximava com seus flutuantes passos silenciosos, revelava a voz ambígua e simultaneamente branda e forte. – Finalmente nos encontramos. – Diante de si, o pequeno pôde ver a figura cuja as asas cintilavam como a luz da lua, cujo rosto angelical, o corpo esbelto de curvas suaves e cabelos esvoaçantes eram tão brancos quanto a neve. Ajoelhando-se em sua frente, ela acariciou seu rosto e proferiu placidamente.– Estive esperando.

Seus batimentos alteraram-se significativamente, seus olhos ardiam e piscavam várias vezes em busca de foco na luminosidade ofuscante que aquele ser emitia – Onde estou? Quem é você? – Indagou nervoso, muito perplexo e completamente confuso, olhando, desconfiadamente para ela e os arredores de um níveo infinito.

– Eu sou você, você sou eu, somos apenas um. Eu sou seu espelho, e através de mim foi moldada sua existência. – Respondeu a figura cuja voz serena, doce, suave e envolvente nunca ouvira antes.

– Eu não entendo, o que isso significa? – Indagou Yára ao ouvir o pronunciamento confuso da misteriosa mulher, mas afinal, quem é ela? O que se esconde por detrás dessas palavras tão enigmáticas? Sua mente trabalhava a mil, tentando processar tudo aquilo.

– Eu sei o que você sente, sei o que veio buscar. – A figura alva que mais parecia um verdadeiro anjo inclinou-se num gesto solícito, lentamente, o rosto dela aproximou-se mais e mais, Yára fechou seus olhos e seus lábios foram selados com um beijo. – Você sente? O fluxo pulsátil de energia estabelecida dentro do seu peito. Essa descarga imensa de sensações, e essa luz que invade todo o seu ser…

– Eu sinto… – O pequeno sentiu como se uma porta interior houvesse aberto, a magia inundava por suas veias e por todo o seu corpo como uma barregam que se rompe pelo excesso de chuva.

– O acesso ao fluxo de energia mágica é instintivo, mas pode ser controlado, isso só depende de você. – Conforme os segundos se passavam, o som da voz dela ficava cada vez mais longe, naquele momento sua cabeça começou a girar e sua visão tornou-se turva, estava perdendo a perceptibilidade do misterioso lugar a sua volta.

Inesperadamente tudo a sua volta escureceu, Yára apertou os olhos, respirou fundo e voltou a abri-los. De volta ao mundo real, o pequeno elfo deixou-se levar pelo instinto e pôs a mão delicadamente sobre o conde, a brilhante luz azulada que emanava de suas mãos foi aviso de que seus poderes de cura haviam começado a agir. O elfo concentrou toda a sua energia para curar os ferimentos, que em poucos minutos, cicatrizaram-se completamente e sem deixar marcas. Uma camada azul, transparente e enevoada envolvia o corpo do nobre quando o calor da magia restaurava seu corpo e o que restava das feridas, seu coração voltou a bater rapidamente arrancando-lhe um grande suspiro de vida, e em instantes, assumindo uma frequência mais calma e pulsando no ritmo normal.

Elfos que possuíam o poder da cura eram da realeza, pois eram descendentes de lordes ou filhos do rei, os elfos de sangue real podiam curar qualquer enfermidade, desde que o enfermo ainda estivesse com vida, portanto, mesmo em Lilumest sua terra natal, não seria possível tal feito, uma vez que o coração do conde havia parado completamente, o que se põe na teoria de que seus poderes tenham um exórdio divino, e com isso, as primeiras peças do grande quebra-cabeça místico estavam se encaixando.

– Damon… Ainda bem! – Naquele momento seu coração transbordou de alegria, a tristeza descomunal dera lugar a um grande sorriso acompanhado de olhos brilhantes e lágrimas de emoção e felicidade.

– O que…? Eu estou vivo… Isso foi um sonho? – O conde colocou a mão em seu abdômen e braço direito, a laceração, as feridas quentes, inchadas e pulsantes desapareceram completamente, sem restar uma cicatriz se quer. Em instantes, Damon havia se lembrado nitidamente de que aquilo, de fato, não era um sonho. Estava morto, mas como em um conto de fadas, voltou à vida e simultaneamente seus ferimentos foram perfeitamente cicatrizados. – Eu morri momentos atrás, o que está acontecendo…? – Como foi possível ter revivido? Será mesmo que um elfo tão frágil tenha tanto poder assim? Não sabia, mas, de qualquer forma, estava vivo e precisava de respostas, seus sentimentos e sua mente ainda estavam num turbilhão, era muita coisa para que sua mente pudesse processar naquele momento, mas, por hora, a única certeza que tinha era que eles precisavam fugir daquele lugar imediatamente.

Yára de repente sentiu-se fraco e tonto e consequentemente seu nariz começou a sangrar. Era um efeito colateral da magia, pois nunca antes havia usado seus poderes para a cura, seu corpo não estava acostumado a usar tanto poder e levaria um tempo para aprender a lidar com ele. – Yára, você está bem?! – Indagou o mais velho com o coração batendo a mil novamente. Ao perceber que o elfo desmaiaria, Damon ergueu-se e abraçou-o com força, segurando-o nos braços, enquanto o corpo do elfo emitia uma luz branca tênue. Tudo o que verdadeiramente precisava, e com a exatidão necessária, era ele, não podia, de jeito algum, perder o ser alvo em seus braços, o conde checou os sinais vitais do pequeno em completo desespero, pondo o dedo na parte interna de seu pulso para verificar seus batimentos cardíacos. – Ufa! Ele apenas desmaiou. – Pensou o nobre, aliviado por constatar que ele ainda estava vivo.

Ele estava vivo, seu grande amor estava vivo, a missão ainda estava viva. Agora precisava vestir o restante de sua armadura e levá-lo dali o mais rápido possível antes que os guardas despertassem, ambos estavam exaustos e precisavam de repouso, tinha de voltar ao seu lar para se cumprir o que fora prometido. Desde o começo ansiava por uma trégua definitiva, ansiava que dali para frente o futuro fosse instável, mas temia o imprevisível, o fato era que por mais árduo e arriscado que seja, não importando quantas vezes fosse obrigado a lutar e se ferir, jamais desistiria de seu amor por Yára.

Damon subiu lentamente as escadas de pedra com o elfo nos braços, por vários minutos então, ele acreditava que não teria mais fim, mas quando subiu os últimos degraus, a luz forte de um relâmpago bateu em seus olhos. A noite estava fria, tempestuosa e escura como breu, a chuva caía torrencialmente, logo seguida pelo estrondear dos trovões e o vento forte e gelado que fazia a chuva vir de todos os lados. O conde usava a couraça de sua armadura para proteger o pequeno da chuva enquanto caminhava em passos céleres entre raios e trovões incontáveis que faziam o chão tremer, ora cambaleando, tanto pelo cansaço quanto pelo vento que o empurrava para frente fazendo-o caminhar alguns passos mais rápidos. Quando estava se aproximando da carruagem, ele fez sinal combinado para o cocheiro que avistou-o no mesmo instante, retornou à boleia para buscá-los.

– Jovem mestre! – O cocheiro deteve os cavalos, saltou do assento e sem perder tempo, abriu a porta da carruagem. – Mestre, você está bem? Está ferido?! – Indagou o criado o mais alto que pôde.

– Estou bem, nos leve daqui o mais rápido possível, conto com você! – Gritou o conde, uma vez que o som dos trovões quase abafavam o som de suas vozes. Com a ajuda de seu criado, colocou cuidadosamente o elfo dentro da carruagem e entrou logo em seguida.

– Claro mestre! Chegaremos são e salvos! – Garantiu o cocheiro. Ele brandiu o chicote e partiu em grande velocidade, fazendo com que a carruagem desse grandes solavancos e balançasse como um barco sacudido pela força da tempestade. Damon segurava Yára em seus braços com todas as forças para que não se machucasse no trajeto, protegendo-o contra qualquer coisa em que pudesse bater.

 

Continua...



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