História Boku no Hero Academia - Fanfic Interativa ( Capítulo 4 ) - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Bakugo Katsuki, Midoriya Izuku, Personagens Originais, Todoroki Shouto, Uraraka Ochako
Tags Boku No Hero, Zueir
Visualizações 34
Palavras 4.391
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Orange, Romance e Novela, Super Power, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Fiquei sumida por causa das fichas.... Mas como ninguém comentou e eu estava muito ansiosa para postar um novo capítulo, eu resolvi usar os dois personagens que me mandaram mais os que criei, então vamo lá!

Capítulo 6 - Teste de Admissão


Capitulo 6

Faltava 4 horas pro exame de admissão. E Midoriya tinha conseguido a individualidade de All Might.

Midoriya estava gritando de tanta alegria por ter conseguido fazer tudo que All Might pedirá: limpar todo o lixão do parque ( ele só não limpou aquele monte onde estava em cima por que queria um lugar onde pudesse expressar toda a sua alegria ) a praia que ficava próxima do parque onde estava e carregou todos os móveis para fora do parque para que All Might pudesse reciclar. Agora, ele era digno de herdar aquele poder tão incrível.

Ele se virou para o herói, que mostrava uma foto sua.

- Esse era você 10 meses átras. Agora, olhe para você! Olhe a diferença depois de tanto esforço!

E isso era verdade: Agora Deku estava muito diferente. Agora tinha um corpo com músculos aparentes, ficou bem mais forte, carregava coisas que para ele era – se impossível de carregar e também ficou bem menos chorão. Aqueles 10 meses foram muito importante para aquele garoto.

- Realmente, eu mudei muito! – exclamou Deku, observando seu corpo e comparando o seu físico de 10 meses átras – Bom, agora chegou o momento, não é mesmo?

All Might deu um sorriso: - Sim, agora é o momento. – ele tirou um fio de cabelo de sua cabeça loira, lisa e comportada – Coma!

Izuku ergueu uma sobrancelha, não acreditando no que aquele homem disse: - Comer? Isso é sério?

- Sim. Agora, coma!

Midorya hesitou um pouco, mas então comeu mesmo assim. Ao contrário do que imaginava, foi horrível engolir aquele fio. Tinha um gosto azedo e amargo, como se fosse um limão. Ele fez uma careta e botou a língua pra fora, de nojo: - Eca! Que troço ruim da porra!

All Might deu uma gargalhada: - Eu sei! Meu cabelo ficou assim depois que herdei esse poder. Enfim, o One For All vai fazer efeito exatamente no horário do teste da U.A. Ou seja, você não vai poder testar sua individualidade ainda. Então, se prepare, porque você pode se machucar com seu próprio poder.

Deku pareceu procupado.

- Puta merda! Sério?

- Sim. Mas fique tranquilo. Basta se concentrar em não fugir do controle. No início, eu também me feri sério, mas conforme se passou o tempo, eu comecei a me aprimorar e então cheguei até aqui, onde eu estou.

Deku ficou pensativo.” Se concentrar em não perder o controle... Ai meu Deus. E se mesmo pensando nisso eu perder o controle?... Bosta!”

- Cara eu preciso ir. Tchau! Boa sorte! – ele deu uma ceno.

- Obrigado! – ele acenou de volta.

Deku encarou o chão, e fiocu um pouco preocupado com o que All Might disse. Mas mesmo assim foi pra casa para se arrumar e não perder o horário, já que deu uma olhada em seu relógio que era uma imitação da Lacoste, e viu que faltava 3 horas. Ele queria chegar lá 7 horas“ Você consegue, cara! Basta se concentrar em não perder o controle!” e saiu dali.

 

 

Era apenas 7 horas da manhã, ou seja, 1 hora antes do teste, e a fachada da academia U.A  já estava repleta de gente. Ele ficou um pouco nervoso, e parou quando ia atravessar. “Tem tanta gente boa aqui... Será que eu realmente tenho chance?” Ele balançou a cabeça, para afastar aqueles pensamentos da cabeça. “Para de pessimismo cara! Você tem chance, e você VAI pra U.A, custe o que custar!” e atravessou.

Correu nas escadas que pareciam não ter fim. Do lado da gigantesca porta de entrada, havia alguns bancos, que ele imaginou ser aonde eles iriam almoçar. Alguns jovens estavam, sentados, alguns conversando, outros lendo, outros mexendo no celular e alguns fazendo nada, mas todos parecendo muito ansiosos. Era o caso de uma garota, que estava olhando para o chão, totalmente distraída. Ela chamou a atenção do garoto, que começou a encarar ela.

Ela tinha olhos grandes e castanhos, e usava uma regata preta colada ao corpo, uma calça jeans e sapatilhas rosas com um lacinho delicado. Tinha cabelos cor de mel e cortados de maneira que duas mechas laterais fiquem na altura em cima do peito, e o resto de suas madeixas ficavam na altura do queixo. Aquele corte incomum ficava incrivelmente bem nela.

A menina, percebendo que estava sendo encarada, se virou e olhou para Midoriya, que ficou extremamente nervoso e começou a tremer. “Ai meu Deus! Ela viu! Droga, droga, droga!”. A garota deu um sorrisinho e ficou vermelha, e fez sinal para Deku vir até ela. O garoto ficou muito nervoso, mas mesmo assim foi até ela, e se snetou ao seu lado.

- O-oi – cumprimentou Izuku, gaguejando.

- Oi! – ela encarou o menino por alguns segundos e perguntou – Porque você... Ficou me olhando daquele jeito?

Midorya começou a ficar vermelho e ficou tremendo. Ele abaixou a cabeça, totalmente envergonhado. Mas, então respondeu: - E-eu... Gostei... Do c-corte... Do seu cabelo! Foi isso! O seu cabelo! Ficou muito bem em você! Ficou show!

“Merda! Porque eu tinha que falar mais que o necessário? Agora ela vai me achar um louco...!” pensou. Porém, ele não encarou ela apenas por que achou o cabelo dela bonito... Achou tudo nela bonito. “ Ai meu Deus! Será que estou apaixonado por ela? Porque não gostei dela apenas pela beleza... Mas também pelo seu jeito...  Mas, pera! Eu também sinto atração pelo Bakugo... Como assim, cara? Como posso gostar de duas pessoas ao mesmo tempo... E A INDA POR CIMA DOS SEXOS OPOSTOS? Meu Deus, o que que tá acontecendo comigo, meu Jesus? O QUE?”

Por fim, a jovem deu uma risadinha e ficou mais vermelha do que já estava: - O-obrigada. Eu fiz esse corte recentemente, sabe como é, mudar o visual, e tals... Coisa de mulher! – ela também pareceu estar nervosa, e ambos se olhavam. Ficaram num silêncio por alguns minutos, mas eles começaram a conversar novamente e... A conversa fluiu tanto que não podia fluir melhor do que já estava fluindo!

Eles pareciam como velhos amigos de infância, pois estavam muito íntimos e a vontade um com o outro. Eles começaram a ficar menos tímidos e envergonhados, e suas bochechas voltaram a ficar em seu tom normal. Quando se deram conta, já era 8 horas, e um monte de gente já estava entrando para a escola.

- Boa sorte, Uraraka! – eles já sabiam os seus nomes.

- Obrigada! Boa sorte também, Izuku!

E então adentraram o colégio juntos.

 

 

Eles foram guiados por um robô até um enorme auditório. Midorya e Uraraka se sentaram juntos em uma das cadeiras do fundo, com certa dificuldade, já que eram muitas pessoas dentro daquele lugar. Depois de alguns minutos, apareceu um herói não muito famoso, na frente do palco. Era loiro e tinha um topete bem alto, além de usar óculos no estilo  rolezeiro, e tinha um uniforme de herói “moderninho” que beirava a escrotice.

- Olá, vestibulandos da U.A! Eu sou o Present Mic, e vou apresentar para vocês como vai funcionar o teste de admissão! Então se vocês estão animados e gostaram de minha brilhante presença, digam YEIIII!

O lugar ficou em completo silêncio.

Envergonhado e um pouco aborrecido, deu um longo suspiro, e então disse: - Vamos lá pessoal! Digam YEIIIIIIII.

De novo, silêncio.

Mais chateado ainda, desistiu e voltou a falar: Bom, vamos começar! – o telão acendeu, e mostrou algumas figuras de vilões – Vocês vão para uma réplica desta cidade, e terão que lutar contra robôs, que simularam uma situação de uma luta Herói vs. Vilão

Vários murmúrios tomaram conta o auditório, de jovens surpresos pela academia ter uma réplica da cidade.

- Que foda! Por isso esse lugar é tão privilegiado!

- É sério isso? Que fantástico!

- Só quem é realmente bom vai entrar aqui!

- CALEM A BOCA, PIVETES! – gritou o herói, com a voz aguda e muito alta. Ele tem a capacidade de atingir um tom bem alto de voz, e pode literalmente estourar os tímpanos de alguém. Vários alunos ficaram gemendo de dor, e com as mãos nos ouvidos. Present Mic dá um outro suspiro, e volta a falar com a voz calma – Vamos manter o silêncio para compreendermos melhor o que estou explicando, ok? Bom, vai ser lançado nesta réplica quatro tipos de vilões: o vilão Classe – A, que  é o que vale mais pontos, é bem forte e grande, e também o mais difícil de derrotar. Vale 3 pontos. Classe - B, é o mediano, que não é nem tão fraco, e nem tão forte, e também possuí estatura média. Vale 2 pontos. O Classe – C, que é o mais fraco de todos, e, dependendo da individualidade do usuário, pode derrota – lo em um só golpe. E por fim, o Classe – D, que é mais forte que o Classe – A, e também é bem maior. Vale 0 pontos, por ser muito perigoso. Então, se avistarem ele, fujam! Bom, é isso, pessoal! Podem sair por aquele portão – ele apontou uma enorme saída na esquerda, que era de ferro e parecida com a porta de entrada da academia, porém era bem maior. Ela se abriu, depois que um robô acionou o botão de um controle.

Todos os vestibulandos saíram apressados, se empurrando, inclusive Deku e Uraraka, para chegar até aquele portão. Quando saíram do auditório, todos ficaram de boca aberta, por aquela réplica ser exatamente igual á cidade.

- Meu Deus!

- O meu bairro é igualzinho aquele ali!

- Puta merda! Que daora!

Ochaca Uraraka deu uma olhada ao redor, admirada.

- Nossa! – exclamou ela– Isso é realmente uma réplica. Não é fantástico?

- Com certeza! – respondeu Midorya. Ele geralmente gaguejaria, mas a intimidade entre eles já era bem forte.

Deku deu uma olhada no local e, quando se deu conta, viu Bakugo. Seu coração acelerou. Aquela atração ainda continuava. Eles não se falavam desde aquele dia. O dia que se beijaram. Ele não sabia o que aconteceu, exatamente. Mas resolveu deixar aquilo quieto, porque estava muito focado em se tornar em conseguir uma individualidade, treinando muito. Porém, olhando com mais atenção, viu ele com uma garota. Uma garota bem bonita, até. Tinha um corpo magro, cabelo um pouco acima do peito, franja igual da Hinata, pele branca e seios médios a grandes, que era motivos de olhares de alguns garotos (inclusive de Midoriya e -principalmente - Bakugo). Eles pareciam ter uma conversa não muito animada, do tipo de quem acabou de se conhecer.

Geralmente Bakugo não se relacionava com garotas, só com as que ele achava realmente interessantes e legais. Então, mesmo sem ter conversado com aquela menina, ele já tinha certeza que ela podia ser muitas coisas, menos mala. “Pode ser que a gente converse uma hora” pensou.

Quando se deu conta, o mesmo herói que explicou o teste de admissão estava fazendo uma contagem regressiva: - Dez, nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um e JÁ!

Todos correram, menos Deku, que ficou paralisado pelo nervosismo, “Bosta!”, pensou. Depois, de reunir coragem e deixou seu nervosismo de lado, correu a todo vapor.

Quando virou uma esquina, que seria o lugar onde ficava uma padaria que sua mãe compra coisas diferentes quando queria fazer algo especial para alguma refeição, deu de cara com um vilão. O pior de tudo, é que o vilão era Classe – A. “Droga!”.

O robô se aproximava cada vez mais, e ele não fazia nada. Ele ficou paralisado e suando frio, como ficou no inicio do teste, “Droga, droga, droga!”. Quando o robô estava apenas a alguns poucos centímetros, ele resolveu criar coragem, e pensou “Você consegue! Se controle e vai dar tudo certo!” e concentrou o poder em sua mão, e viu que se formava umas linhas parecidas com veias, de uma cor vermelha quase fluorescente e brilhante, e não parava de pensar em não sair do controle. Até que atrás dele apareceu um raio laser, que destruiu o robô em um segundo.

“Que caralhos foi isso?”, quando se virou, viu um garoto loiro e com olhos violetas, e usava um casaco cinza bem leve e calças jeans justas, como normalmente meninas usavam. Midoriya não aguentou, e deu uma risadinha. O menino olhava para ele com ar de superioridade e arrogância.

- Trabalho em equipe, parceiro! Pena que será a ultima vez... Porque você não tem chance nenhuma de entrar aqui! Diferente de mim, é claro! E porque essa risadinha imbecil? – ele dá uma piscada e sai andando. “Cara mais desprezível ever” pensou o garoto. Ele resolve sair daquela rua para procurar mais robôs.

Porém, ele não conseguiu fazer nenhum ponto, por seu nervosismo e medo de perder o controle. E sempre que reunia coragem para usar seu poder, alguém aproveitava para derrotar o vilão, em vez dele.

Quando se deu conta, faltava 5 minutos para aquele teste terminar, e não parava de ouvir as pessoas gritando os pontos que conseguiam.

- 39 pontos! – exclamou a garota com quem Bakugo conversou. Ela tinha a habilidade de Agulhas. Ela se chamava Shiemi Mei.

- 40 pontos! – gritou uma garota com cabelos enormes e pretos, com olhos cintilantes e da mesma cor de suas madeixas, com corpo que chamou atenção de praticamente todos os garotos. Ela conseguia controlar a água, então conseguia derrotar facilmente os robôs ao jogar o liquido, já que eram formados por eletricidade. Se chamava Mari Matsumoto.

- 55 pontos... – sussurrou a irmã gêmea de Mari. As duas pareciam ter personalidades bem distintas. Enquanto sua irmã era bem simpática e sociável, a outra era totalmente inexpressiva e reservada. Também foi motivo de olhares dos garotos, não tanto como sua irmã, que estava usando roupas bem mais curtas e coladas: um top cor de rosa, calça fitness que ela usava na academia e saltos plataforma. Enquanto ela vestia uma camiseta branca básica, colete jeans, calça legging preta rasgada e tênis da Nike rosa. Tinha a individualidade de controlar o ar, e o mais impressionante era que ela conseguia agarrar aqueles robôs enormes, de um jeito que Deku ficou se perguntando como ela conseguia. Chamava-se Sakura.

- 57 pontos! – dessa vez era um garoto super magro e que tinha cabelos loiros. Ele absorvia a eletricidade dos robôs e mandava de volta, o que Deku achou fantástico. Era Yukine Hattery.

-70 PONTOS PORRA! –berrou Bakugo, com sua expressão de felicidade que sempre era meio demoníaca e que assustou não só ele, como outras pessoas ao redor.

Até que se ouviu um estrondo. Todos se viraram. E então, viram o vilão que todos temiam:

O robô Classe – D.

Todos correram, logo que viram aquilo. Menos Midoriya. E dessa vez, não foi porque ficou nervoso, nem nada do tipo.

A sua amiga, Uraraka, estava soterrada em uma pilha de asfalto que a força do robô causou, em apenas um passo. E ele estava a apenas a poucos metros.

- SOCORROOOOOOOOOOOO, ALGUÉM ME AJUDAAAAA, POR FAVOOOOOOR! – implorava ela, mas ninguém dava atenção.

O robô se aproximava cada vez mais, e o chão tremia, como se fosse um terremoto. Se ninguém fizesse nada, Uraraka seria esmagada. “Merda, merda, merda, o que eu faço? Independente do que eu fizer, ficarei sem pontos, e enfrentar esse monstro, é perigoso demais, principalmente para mim, que nem testei a minha individualidade!”. Porém, mesmo com todo o medo, sua adrenalina tomou conta de seu corpo e ele deu um impulso, e correu com toda a velocidade.

Ele começou a concentrar o poder em seus braços, e aquelas linhas vermelhas e brilhantes se formaram, então, quando o robô estava próximo, ele deu um pulo super alto gritou “REBULIIIIIIIIIIIIIÇO” e deu um soco.

O robô se destroçou todo, e ondas elétricas tomaram conta do corpo do vilão. Ele caiu com um PAF, e o chão tremeu tanto que ouviu – se gritos e alguns prédios caindo.

Depois disso, viu que ele estava caindo. E então se deu conta que não pensou em como iria pousar. “Droga! É mesmo! Eu não sei como vou cair no chão sem me espatifar! Droga, droga, droga!”, pensou. Depois de refletir um pouco, ficou certo de uma coisa:ele iria morrer naquele instante. Ele fechou os olhos, e pensou em todos os momentos bons da vida, desde o momento em que conheceu All Might até quando teve um caso com Kacchan. Duas grossas lágrimas escorreram em seus enormes olhos, “Adeus, vida! Foi muito bom viv...”

Até que ele parou no ar. Ele rapidamente abriu suas pálpebras. “Que porra é essa?”, e então viu Ochaca com as pontas dos dedos encostadas, olhando fixamente para Midoriya. Depois, disse: - Soltar! – e então Deku se espatifou chão. Porém, não morreu.

Um silêncio tomou conta do local. Mas voltou a ficar barulhento depois de alguns segundos

- Essa foi uma das individualidades mais incríveis que já vi! – comentou o garoto magro de óculos estilosos que fez 57 pontos.

- O que foi aquilo?- perguntou um garoto de cabelos espetados e vermelhos, que ele ouviu uma pessoa chamar de Kirishima.

- Que cara incrível! Aonde será que ele arranjou tanta coragem? – perguntou uma das gêmeas Matsumoto para sua irmã.

- Sei lá, só sei que já tô shippando os dois. – respondeu a irmã, friamente, mas com um leve tom de surpresa e admiração.

- Isso foi extraordinário! Foi um ato muito heróico... e romântico! – disse uma garota com cabelos cacheados e pele rosas, que tinha a individualidade do ácido. Ela suspirou suavemente e cruzou seus dedos.

- Foi uma coisa meio burra, já que ele poderia morrer! Quer dizer, ele já se machucou feio com a própria individualidade. Ele com certeza não tem uma mente, e claro, super - poder, tão brilhante, como a minha! – exclamou o garoto que tinha o poder do laser, com arrogância.

Vários comentários foram feitos, tornando aquele lugar bem barulhento.

Midoriya começou a sentir uma dor terrível, “Bosta, perdi o controle! Agora, eu tô com os ossos tudo quebrado!”. Ele não sentirá dor depois do golpe, com certeza porque sua mente estava a mil, e ele não percebeu o estrago que o One For All causou ao seu braço. Depois, se perguntou, “afinal, vai demorar muito para me levarem ao hospital?”, e olhou para Uraraka, que estava com algumas feridas, não muito graves.

Até que pelo canto do olho, viu uma idosa bem pequena, com cabelos grisalhos presos em um coque, e usava roupas de enfermeira. Então, esta mesma velha disse:

- Ó! Você se machucou com sua própria individualidade? Pelo visto você não usa muito ela.. Enfim vamos dar um jeito nisso.

Ela projetou seu rosto a alguns centímetros do braço quebrado de Deku, e então fez boca de peixinho, “Que?! Ela vai me beijar? Será que ela literalmente vai me “sarar” com um beijo, e a dor vai passar?”

E foi exatamente isso que aconteceu. Sua boca se esticou de uma maneira bizarra, e quando os lábios daquela senhora encostou na pele do garoto, a vermelhidão de seu braço desapareceu, e a dor também sumiu por completo, mas ainda tinha a sensação de seus ossos estarem deslocados.

- Vou leva – lo para a enfermaria, pois seu machucado quebrou seus ossos, e meu poder de cura apenas livrou a dor e a vermelhidão, mas primeiro vou cuidar daquela garotinha ali! – disse, apontando para Ochaca.

Ela foi até a garota, e fez ao mesmo procedimento que fizerá com Deku, só que no rosto liso de Uraraka. A mesma fez uma expressão de alivio, e saiu do soterramento. Porém, ainda mancava um pouco.

- Vamos, me acompanhem!

E então, os dois seguiram a mulher.

 

 

Depois de uma semana, Midoriya estava certo de uma coisa: ele não passou no teste da  Academia U.A.

Ele tem quase certeza que acertou pelo menos 80% das questões da prova escrita, e por isso não estava tão preocupado quanto a isso. Mas sim, estava preocupado quanto a prova física. Ele não destruiu nenhum robô, apenas aquele que esmagaria Uraraka e não valia nenhum ponto, e ainda por cima se deu muito mal.

Ele ficou pensando nisso durante toda a semana, e quanto mais pensava, mais ficava chateado e desanimado. Ele se culpava por ser medroso e não ter usado seu poder, pelo menos com cautela, em, no mínimo, uns 5 ou 6 robôs. Ele até poderia ter chances de passar raspando, mas, ainda assim, passaria.

Bom, quando, chegou sexta – feira, ele havia recebido a carta para ver se ele tinha passado ou não. Sua mãe quase teve um treco, e estava super ansiosa para a abertura da carta. Mas Midoriya, não. Ele já sabia da verdade: não passou.

Ele resolveu ir para o quarto ir descobrir o resultado, sem a agitação da mãe por perto. Ele queria saber pelo menos quanto tirou na prova escrita. Seu coração acelerou um pouquinho, pois lá no fundo, até que tinha uma esperança no coração.

Quando ele rasgou a parte de destacar do papel, um transmissor saltou de dentro. E então, viu All Might. Deku arregalou os olhos, não acreditando no que estava vendo.

- A-All Might, o que diabos você tá fazendo aí?

- Surpresa! Vou ser o professor da U.A! – disse, super contente e com um sorrisão.

-SÉRIO? – Perguntou Midoriya, chocado – Porque não me contou?

- Como eu disse... SURPRESA!

- Ata... – ele abaixou o olhar, agora um pouco mais triste – e ai, fiquei em que posição? Último?

All Might, que estava diferente com terno, camiseta social e gravata – borboleta listrada, desmanchou o sorriso. Então, perguntou:

- Porque acha isso, meu jovem?

- Não é obvio? Eu tirei 0 naquela merda de teste físico! Com certeza só me dei bem na prova escrita... – uma lágrima desceu de seu rosto, no qual ele limpou imediatamente – esses dez meses... Só foram pro ralo!

O homem abaixou a cabeça, suspirando, e depois a ergueu novamente, voltando a sorrir.

- Você está completamente errado quanto a isso. Seus dez meses de treino foram uteis, sim! Primeiro, porque você salvou uma garota de morrer, e isso já é um ato muito heroico, que qualquer herói faria. E segundo... – ele fez uma pausa – Você passou no teste.

Midoriya ficou em choque. Ele nem sequer piscava. “Passei?”, pensou.

- Como?

- Bom, primeiro que aquela garota que você salvou se propôs a te ajudar. Tenho até uma gravação! Veja!

Present Mic estava lendo o que parecia um hentai, e então foi surpreendido por uma garota.

- Com licença? – sussurrou a menina.

Present Mic deu um pulo, e escondeu a revista debaixo de deu traseiro: - N- no que eu posso ajudar?

Ela estava enfaixada no braço e na perna, e olhou pro chão por alguns segundos, e depois falou: - Eu quero dar uns pontos a um amigo.

- Um amigo? – perguntou o herói surpreso.

- Sim... – ela batia seus dedos indicadores um no outro, e parecia um pouco envergonhada. Ela finalmente levanta a cabeça – Ele se chama Midoriya Izuku. Foi ele que me salvou, e fiquei sabendo que ele não derrotou nenhum vilão, só aquele que quase me matou, e valia 0 pontos. Então vim pedir ao senhor que desse a ele todos os pontos necessários para ele passar. Por favor!

Present Mic deu uma risadinha: - Muito nobre da sua parte fazer isso! O que seu amigo fez foi realmente incrível e digno de um herói. Bom, foi justamente isso que levamos em consideração em nossos testes. Não é só destruir robôs, e sim, o espirito heroico. Então, você não precisa transferir seus pontos para ele, pois ele passou, até porque isso não é permitido. E você é Uraraka, não é mesmo? Bom você passou também. Então, pode ficar tranquila, e também muito agradecida por Izuku ter feito isso por você!

Os olhos de Uraraka brilharam: - Ai meu Deus! Que bom! Enfim, desculpe ter te atrapalhado na sua ... Hãn... Leitura! – ela olhava para a revista que estava embaixo do traseiro do homem. Dava para ver um mamilo – Enfim, a gente se vê! Tchau!

Deku ficou mais chocado ainda. “Que garota mais... Legal!”

- Bom, vamos logo para o seu resultado: você ficou com 60 pontos! E logo átras, de você, Ochaca Uraraka, com 45 pontos! Parabéns!

Deku, depois de alguns segundos, pareceu sair do transe que tudo aquilo lhe causou. Balançou a cabeça, e disse:

- O-obrigada... – ele olhou para o papel onde o transmissor saiu. Viu que tinha mais uma coisa ali, de cor vermelha, ali. “O que será que é isso? Uma carta me dando os parabéns com aquela porrada de palavras difíceis e bonitinhas, e a quantidade de pontos que tirei na prova física e escrita?”, pensou. Enfiou a mão lá dentro e viu o que era parecido com um convite. Era um embrulho de carta vermelho com um laço dourado de cetim, e embaixo daquele laço tinha um adesivo com uma borda que ele já virá no Word, e era preta. Ele desenrolou o cetim, e viu em letras maiúsculas, fonte Monotype Corsiva e em itálico seu nome completo. Tirou o adesivo, e viu que  era mesmo um convite!

Ele dizia que ia ter uma comemoração dos alunos que passaram, e seria na escola, no salão de eventos, na semana que vem, em um domingo. Lá já aconteceram vários eventos de heróis e que viraram capa de manchete de jornais e revistas. E nessas imagens podia – se ver que o local era enorme. Seus olhos brilharam.

-Puta que Pariu! Eu já vi esse salão! É super enorme e chique! Nunca imaginei que poderia entrar lá!

- Pois é, pivete – disse All Might – vai ser uma festa bem daora, com DJ e tudo. Porém, não haverá bebida alcóolica nem drogas, só pra deixar bem claro.

- Eu nem ligo!- o que era verdade. Midoriya nunca bebeu e se drogou na vida - Só de pensar que eu vou entrar lá... Já é muito emocionante!

- Bom, agora eu preciso ir, preciso resolver algumas coisas, tchau!

O herói desapareceu da projeção e o transmissor voltou para o papel onde estava.

  Midoriya saiu do quarto para ir até a sala contar à mãe que passou, mas ficou surpreso ao vê – la na porta de seu quarto, dando vários pulinhos de felicidade. Seus olhos que eram verdes -escuro que nem do seu filho brilhavam mais que uma estrela.- E aí, passou?

Deku deu um suspiro, e abaixou a cabeça. Depois, se ergueu e viu sua mãe com a cara preocupada, do tipo, “Você... Não passou?”, mas aí disse:

- Sim mãe, passei!


Notas Finais


Vagas abertas para ficha no capitulo 4, eles apareceram no máximo no capitulo 9, até lá as vagas fecharam, independente se tiverem mandando fichas ou não.
Espero que gostem!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...