História Bolinhas de Papel - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Dreamcatcher
Personagens Siyeon, Yoohyeon
Tags Dreamcatcher, Sihyeon, Siyeon, Yoohyeon
Visualizações 2
Palavras 1.539
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, FemmeSlash, Fluffy, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Essa será a primeira fanfic que irei postar que não é one-shot, mas talvez seja uma two-shot, quem sabe? q

Espero poder vir com mais várias fanfics de Dreamcatcher, o mundo precisa disso.

Essa fic se passa antes do colegial, então nossa dupla tem apenas doze anos, por enquanto. Espero que gostem!

Capítulo 1 - Sobre a Aluna Nova


Fanfic / Fanfiction Bolinhas de Papel - Capítulo 1 - Sobre a Aluna Nova

 

 

A vida; ela era entediante. A escola; entediante. As pessoas; entediantes. Tudo era entediante para Siyeon. Até mesmo quando o céu estava ensolarado e o dia sorria para si; Siyeon ignorava tudo e respondia as nuvens com uma cara descontente. Era como se rosnasse para o céu, reclamando de ter que viver mais um dia ao lado de pessoas tão chatas. 

Era apenas mais um dia normal. Siyeon se levantava, se arrumava, tomava um banho e comia à mesa junto de seus pais igualmente descontentes - o que era como se fosse um traço passado de geração para geração na casa dos Lee - antes de ir para a escola. Caminhava pela mesma rua, sozinha, já que era incapaz de fazer amigos com o seu péssimo humor. Aquilo não parecia afetar a menina, afinal, ela nunca havia parado para pensar nisso, ou sobre como seria a sensação de ter alguém por perto; sempre fora muito independente. 

Ela andava pensativa, com o olhar erguido para o céu. Apenas desviou sua atenção quando uma garota que corria na direção contrária esbarrou em seu ombro, derrubando todos os livros que Lee abraçava no chão. O olhar desferido para a menina um pouco maior que si fora nada contente. A maior se desculpou diversas vezes com as bochechas ruborizadas antes de continuar correndo seja lá pra onde ia, deixando uma Siyeon nada contente para trás recolhendo seus livros. Decidiu apenas continuar seu caminho, afinal, mais um pouquinho e a alunar exemplar que era iria se atrasar.

Chegou à escola e sentou-se na primeira cadeira da frente - a da fileira do meio. Abriu seu caderno e começou a revisar a matéria antes que a aula começasse. Como sempre, Siyeon atraía olhares tanto maldosos quanto curiosos. Sempre fora certinha, antissocial, difícil de conversar e também, tinha uma franja bem engraçada em formato de meia lua em sua testa. Alguns riam da menina, já outros, a invejavam, sempre falando dela de forma negativa. A verdade é que ninguém tinha coragem de chegar e falar com ela cara a cara; ninguém a entendia e ninguém se esforçava para tentar. Ninguém via o quanto ela se sentia sozinha, nem mesmo ela própria. 

Notou que o professor havia se atrasado, talvez uns quinze minutos. Por fim, ele entrou em sala acompanhado de uma menina um tanto familiar. A surpresa no rosto de Siyeon era notória pelo professor e a garota que estavam em sua frente, afinal, ela estava de cara para os dois. A turma toda - que fazia uma bagunça e tanto na ausência de seu mestre - sentou-se em seus devidos lugares, se tornando anjos em um passe de mágica. 

— Alunos, hoje eu trouxe uma nova amiga para vocês. A senhorita Kim se atrasou justo no seu primeiro dia de aula e já levou uma advertência, mas não vamos entrar em detalhes. — Riu sarcástico. Ele adorava ferrar com os alunos e isso não era novidade para nenhuma cabecinha naquela sala. Talvez apenas para a aluna nova que sorria inocente e um tanto sem graça pela situação. "Ela coça a nuca de forma tão fofa", Siyeon pensou sem sequer perceber. 

— ... Kim Yoohyeon. É um prazer e-estar estudando com v-vocês a partir de hoje. — Sua voz tremia. E como sua voz era bela. Lee apenas despertou de seu transe quando viu que a garota de cabelos castanhos andava em sua direção. Seu rosto corou por alguns segundos ao ver a garota sorrir sem jeito para si, até ela passar pelo corredor de carteiras ao seu lado e se sentar no último assento. Havia perdido toda a apresentação dela por ter moscado enquanto admirava o ser que havia esbarrado enquanto vinha para a escola.

Siyeon podia ouvir comentários surgirem de todas as partes da turma, sendo a maioria sobre o quanto a aluna nova era bonita. Abaixou o olhar para seu caderno e pensou para si mesma: "Por que eu não posso ser bonita como ela?"; Havia uma mistura de frustração, inveja e ciúmes dentro de Siyeon por conta daqueles comentários, mas ela ainda não sabia distingui-los.

Depois da aula, Lee pegou seus livros nos braços e virou-se; era impossível não notar que todas as crianças da turma - exceto Siyeon - encontravam-se aglomeradas envolta de Yoohyeon. Siyeon podia vê-la por uma brecha entre algumas crianças; seu rosto era realmente lindo. Logo virou a cara ao perceber que a maior havia notado seu olhar e lançara um sorriso gentil em sua direção, fazendo a Lee sair de sala às pressas. 

Estava na hora do recreio, então Siyeon subiu até o terraço, onde sempre lanchava sozinha. Colocou a mão em seu bolso para pegar uma maçã, que sempre trazia para não ficar sem comer nada pela manhã, mas, ela não estava lá. Talvez tivesse deixado cair quando foi esbarrada mais cedo. Soltou um suspiro nada contente, ainda mais quando percebeu a presença de uma Yoohyeon confusa junto de si no terraço. 

A maior a avistou e foi até ela com um sorriso animado dançando nos lábios, sentando-se ao seu lado. — Oi! — exclamou com um ânimo desconhecido por Siyeon.

— Oi. — respondeu no tom de sempre, o qual usava com todos que tentavam se aproximar dela. Siyeon era uma fortaleza; uma muralha. Nada a penetrava; Nada a tocava; Ninguém podia ver seus sentimentos. Mas...

— Você não trouxe lanche, unnie? Você pode pegar o meu. — os olhos da Lee pareciam ver a coisa mais rara existente na face da Terra com aqueles olhos surpresos para a laranja que a menina oferecia em suas mãos estendidas. Mas, a verdadeira raridade que Siyeon enxergava não era a laranja, mas sim, a generosidade de Yoohyeon.
 

Ninguém nunca houvera oferecido nada a ela, sequer se importado... E lá estava uma garota que nem a conhecia sendo tão gentil.
Lee pegou a laranja e agradeceu se curvando brevemente, pondo-se a descascar a fruta em suas mãos. Não era muito habilidosa com aquilo e Yoohyeon percebeu isso, deixando escapar um riso. Pegou a laranja das mãos da mais velha e descascou para ela, entregando-a novamente. 

— Como você sabe que sou sua unnie? — murmurou enquanto comia a laranja um tanto sem jeito, se esforçando mais do que deveria para não se sujar. 

— O professor me disse que sou a alunas mais nova da turma! — Yoohyeon falava com animação na voz, assim como tudo o que dizia.

— E você não está com fome? Por que me deu seu lanche? — perguntou curiosa, erguendo o rosto para fitar a garota ao seu lado. 

— Nah. Os meninos me deram tantos lanches na sala que eu acabei ficando cheia, e você está sem, então eu pensei em te dar o meu. —

 

As palavras da Kim, por algum motivo, irritaram Siyeon por dentro.

 

Um silêncio surgiu entre as duas enquanto ambas se olhavam após a resposta de Yoohyeon. Pôde sentir o rosto de alheio se aproximar do seu e, por algum motivo, sentiu um frio desconfortável na barriga. A mão da maior foi parar em seu rosto e, nossa, como seu toque era gostoso. Fechou os olhos por alguns segundos e sentiu o polegar suave acariciando o canto de seus lábios, mas logo entreabriu-os, fitando a maior novamente ao escutá-la. — Unnie nunca comeu laranja? Você sujou a boca toda, parece um bebê. — dizia com o eye-smile mais lindo do mundo - ou ao menos do mundo de SiYeon - 

— Dongsaeng! — Exclamou, se afastando da outra com um tapa em seu braço, não conseguindo evitar um riso — Sim, eu já comi. — respondeu birrenta, arrancando mais um sorriso de Kim.

Conversaram pelos momentos restantes de seu recreio, voltando às aulas e, eventualmente, às suas residências. A partir daquele dia, Siyeon passou a provar todos os dias de algo que desconhecia: sorrir. Ela sorria sempre que conversava com Yoohyeon, e se via sempre animada para ir para a escola. 

Ao longo dos dias, Yoohyeon desenvolvera uma mania peculiar de chamar a atenção de Siyeon em classe: a atirava bolinhas de papel. No começo, a morena estranhou o ato, achando que era implicância da mais nova. Mas não demorou a perceber que eram na verdade bilhetes, sempre escritos na caligrafia feia e engraçada de Yoohyeon coisas como "Me encontre no terraço na hora do recreio! Minha mãe fez bolinhos de arroz para nós.", ou "Vamos para casa juntas, hoje. De mãos dadas, ok!?". Tais palavras sempre a faziam  extremamente feliz, pois nunca houvera experimentado amizade antes. As duas nunca eram deduradas por conta de Yoohyeon sempre ser a queridinha dos outros alunos, os quais sonhavam em estar no lugar de Siyeon apenas para estar todos os dias em companhia da garota de cabelos castanhos que mais parecia uma princesa.

 

Hoje, Yoohyeon acertou uma bolinha de papel bem na minha cabeça; sua mira parece estar cada vez melhor. Siyeon esperou o professor ir para o outro lado do quadro e esticou sua mão para pegar a bolinha de papel no chão, a abrindo em cima de sua mesa.

 

"Unnie, vamos à casa da árvore no parque hoje!" 

 

Olhou para trás e viu que Yoohyeon vestia um sorriso travesso nos lábios. Sabia muito bem que aquilo iria dar tudo, menos certo. Mas quem era Siyeon para dizer não àquele par de olhos castanhos que nutriam fascínio pelo errado e pelo perigoso?



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