História Bond to You - Capítulo 46


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bleach
Personagens Grimmjow Jaegerjaquez, Orihime Inoue
Tags Grimmhime, Grimmjow, Grimmjow Jaegerjaquez, Orihime, Orihime Inoue
Exibições 100
Palavras 1.646
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


HELLO ~~ Como estão? <3

Bom, para uns já são 12:30, para outro apenas 11:30.
Para agradar a ambos e comemorar meu aniversário (25/11), resolvi postar o capítulo agora hehehe

(Okay não é exatamente 11:30/12:30 mas eu to muito animada, então acabei postando. Hahaha!)

Não vou escrever muito agora, vamos deixar para as notas finais :p
Espero que gostem!

Capítulo 46 - Pantera ll


Fanfic / Fanfiction Bond to You - Capítulo 46 - Pantera ll

A manhã seguinte chegou fria, nublada. Dentro do quarto, o rapaz mantinha-se descansando naquela confortável cama branca. A respiração dele estava calma, vagando pelo mundo dos sonhos, adormecido. As cenas de dias atrás se repetiam como pequenos flashbacks bagunçados. A decadente e insistente chuva gelada. As inúmeras e gigantescas árvores que cobriam o céu cinzento. Uma rústica e simples casa ao longe. A brilhante pele dourada de um animal. Um feroz rugido. Sangue. Dor. Gritos.

Em um impulso de adrenalina, o único olho castanho dele se abriu rapidamente, arregalado. Ofegante, ele olhou ao seu redor, tentando identificar aquele pequeno quarto carente de cores. Soltou um longo suspiro de alívio ao perceber onde estava. Ele fechou o olho, enquanto levava a mão direita até o rosto, repetindo em pensamento que estava seguro, acalmando-se.

O rapaz franziu o cenho, estranhando não sentir, ou mexer seu outro braço. Assustado, encarou seu ombro e arregalou o seu olho esquerdo lembrando-se do ocorrido. Aquele maldito jaguar havia lhe amputado o braço. O homem não pôde deixar de amaldiçoar aquela criatura em silêncio, assim como o mestre do animal.

- Senhor Lindocruz! – falou a voz de uma figura vestida de branco, um curandeiro. Este se aproximava do rapaz cautelosamente – Que bom que acordou! – exclamou o homem, com um claro tom de alívio.

O loiro apenas assentiu, silenciosamente. Dizendo:

- Preciso falar com o meu mestre. – falou a voz rouca do loiro.

- Imediatamente, senhor. – disse o médico, saindo dali às pressas.

Tesla se deixou assistir o curandeiro sair dali, fechando a porta atrás de si. O loiro suspirou mais uma vez, agora direcionando mais uma vez a sua visão para o ombro esquerdo, observando o resultado dos afiados dentes cor de marfim de Cero. Agradeceu em pensamento por não ter tentado se defender com o braço direito, se perdesse aquele braço, não poderia lutar. Não poderia segurar a espada de forma decente. Não poderia ser útil para aquele que ele tanto admirava seu mestre, comandante e tenente, Nnoitra Gilga.

A porta de madeira abriu-se com urgência. A alta figura do moreno de tapa-olho pareceu acompanhada de seu superior de olhos verdes. Nnoitra queria lançar-se contra o corpo machucado de seu subordinado, desejando arrancar do loiro toda e qualquer informação que ele possuía, todavia Ulquiorra o impediu com uma das mãos de forma calma.

Tesla assistiu a pequena, magra e melancólica figura do general de olhos verdes caminhar lentamente até a sua cama. O loiro engoliu em seco, ao se sentir observado por aquelas duas esmeraldas carentes de sentimentos a encará-lo, a estudá-lo friamente.

- Muito bem, senhor Lindocruz. – começou a grave e profunda voz do general – Relatório.

O loiro respirou fundo, e observou Nnoitra parado ao lado do general. O alto tenente tinha os seus longos e finos braços cruzados acima do peito, esperando pelas palavras de seu subordinado. Tesla, então, assentiu com a cabeça. Dizendo:

- Sim senhor. – começou o rapaz – Eu estava fazendo uma patrulha. – o loiro fez uma pequena pausa, se lembrando do ocorrido – Eu havia caminhado mais do que o necessário, estava quase nas fronteiras do nosso reino quando avistei um animal estranho.

- Um animal?! – repetiu Nnoitra questionando tudo aquilo.

- Sim, mestre Nnoitra. – falou o loiro – Eu vi aquele felino que normalmente acompanhava o Pantera nas missões dele. Um animal exótico, não muito comum por aqui. – explicou o rapaz.

- Continue. – falou a grave e fria voz do comandante de olhos verdes.

- Eu resolvi segui-lo. – o rapaz parou por um segundo observando a carranca irritada de Nnoitra, que parecia estar prestes a protestar aquele comportamento e continuou – Eu não teria tempo de avisar o senhor, mestre Nnoitra. O felino parecia com pressa, pensei que seria o certo a se fazer. – Tesla parou observando os dois morenos a lhe encararem, silenciosos. Retomando a fala – O segui por alguns dias, até chegar a um lugar repleto de árvores. Foi quando o perdi de vista.

- O PERDEU DE VISTA?! – repetiu Nnoitra perdendo a paciência, agarrando o rapaz pela gola da camisa, enforcando-o. Suspendendo o jovem subordinado pelo pescoço – SEU IMPRESTÁVEL, MISERÁVEL! – gritava o tenente irado.

O jovem loiro sentiu o pescoço apertar, devido à extrema força de seu superior. Tentando buscar por algum ar, disse:

- M-Mestre Nnoitra...! – gaguejou o rapaz quase sem ar.

- Nnoitra. – falou a fria e cortante voz de Ulquiorra reprovando a atitude explosiva do alto tenente – Solte-o. – comandou o general.

O único olho negro de Nnoitra encarou seu superior com certa raiva, o moreno não gostava de receber ordens, especialmente quando o repreendiam por seu comportamento diante de seus subordinados.

- Tsc. – resmungou o tenente largando o corpo em recuperação de Tesla contra o colchão, libertando-o e distanciando-se do loiro, que tossia com força.

Após observar o seu tenente posicionar-se novamente ao seu lado e cruzando os braços, o comandante falou:

- Continue.

Respirando com força, tentando cessar aquela tosse insistente, o loiro assentiu novamente, falando:

- S-Sim, eu o perdi de vista. – disse o rapaz retomando o assunto, já conseguindo respirar – Continuei a caminhar por um dia, tentando descobrir onde eu estava. Até que avistei uma casa.

- Uma casa? – repetiu a voz fria e mórbida de Ulquiorra, curioso.

- Sim, senhor. Uma casa simples. Não consegui ver muita coisa, pois quando comecei a me aproximar de lá aquele animal do Pantera me atacou.

- E você o matou? – questionou a raivosa voz de Nnoitra, observando seu subordinado com certo desprezo. Esperançoso que pelo menos uma vez, aquele rapaz de cabelos loiros havia feito algo de útil.

Diante daquela pequena pergunta, Tesla abaixou o seu único olho castanho. Lembrando-se do que havia acontecido. Sabia que havia acertado o jaguar, contudo não tinha certeza se havia matado aquele animado dourado, coberto por rosetas negras.

- Eu o golpeei no ombro com minha espada e fugi. – confessou o leal subordinado de cabelos claros – Porém não sei se ele sobreviveu ou não.

- O QUÊ?! – questionou Nnoitra prestes a atacar o rapaz, o tenente de cabelos negros achava um absurdo toda àquela história. Seu subordinado havia agido como um covarde, um fraco. Envergonhando-o.

- Nnoitra. – repreendeu a grave voz de Ulquiorra mais uma vez, colocando um limite nas ações explosivas de seu alto tenente – Senhor Lindocruz, consegues desenhar um mapa com a localização dessa casa?

- Sim senhor. – respondeu o loiro imediatamente.

Com a resposta do rapaz, Ulquiorra apenas assentiu com a cabeça lentamente, já planejando seus próximos passos dali em diante. Agora ele tinha uma direção, sabia como atingir Grimmjow. E para isso ele precisava do fiel felino gigante do azulado.

 

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Aquela simples casa estava repleta de sorrisos, risadas e brincadeiras bobas de casal, estes já haviam terminado de preparar as coisas para a viagem. Estava quase na hora do almoço quando Cero resolveu sair pela porta para sua caçada diária.

Grimmjow e Orihime estavam na cozinha, a ruiva tentava preparar algo leve para o almoço e o azulado apenas a assistia cozinhar, vez ou outra a agarrando pela cintura, enquanto afundava o rosto no pescoço dela, beijando-a e atrapalhando-a de forma infantil. Uma brincadeira inofensiva que Orihime não conseguia protestar.

- Grimmjow! Eu vou acabar te cortando com a faca! – falou a moça tentando segurar o sorriso enquanto sentia o rapaz mordiscar o pescoço.

- Ora, estás pensando em me cortar pra depois ter uma desculpa pra me tocar?! Pensei que já tínhamos passado dessa fase, Orihime. – retrucou o azulado de forma irônica.

- Eu já disse que não inventava desculpas pra te tocar. – bradou a moça sentindo o rosto aquecer aos poucos.

- Mhmm, tá. Eu vou fingir que acredito. – ironizou o azulado mordiscando a orelha dela.

- G-Grimmjow! – bradou a moça sentindo o corpo arrepiar com as carícias dele.

Ele ria alto dos protestos dela, decidindo deixa-la trabalhar no almoço. Contudo não se atrevia ficar longe dela, um pequeno e inofensivo capricho.

Lá fora, o som dos apressados cascos duros contra o chão e relinchos, barulho de cavalos alertou o casal. Grimmjow foi o primeiro a encarar a porta de forma desconfiada, até ouvir uma grave voz gritar:

- Orihime! – gritava a voz, com urgência – Orihime!! – chamou a voz mais uma vez.

- Orihime! Você está aí?! – questionou uma segunda voz, feminina.

- Huh? – questionou a ruiva ao identificar aquela voz – São Renji e Rukia! – falou a moça, libertando-se dos braços fortes de seu amante – O que será que aconteceu? – perguntou a moça caminhando até a porta, abrindo-a.

Grimmjow a assistiu caminhar, ingênua. O azulado tinha um pressentimento ruim, sentia um frio em sua nuca, seu instinto dizia que deveria impedi-la de abrir aquele pedaço de madeira. Seu instinto gritava para agarrá-la, sair pela porta dos fundos, montar em Mugetsu e fugir dali. Todavia se viu paralisado, observando a jovem abrir a porta.

A moça foi agarrada em um abraço forte por uma morena de cabelos curtos, Rukia. Esta dizia:

- Graças aos céus! Você está bem! – dizia a jovem de cabelos negros, aliviada.

Orihime estava confusa com tudo aquilo, não entendia o que estava acontecendo. Tentou libertar-se dos braços finos da amiga, prestes a perguntar o motivo para tudo aquilo quando assistiu Renji entrar pela porta as pressas.

O alto tatuado tinha sua espada em mãos, parecia ansioso, nervoso. Diferente da ultima vez que Grimmjow o vira, o rapaz de cabelos rubros usava sua armadura completa. Uma longa capa vermelha com o símbolo de seu esquadrão, combinada com uma braçadeira dourada também possuindo aquele símbolo, foram adicionadas a armadura do rapaz.

Os escuros olhos castanhos do tatuado procuravam pela imagem do azulado, encarando quase todos os cantos da simples sala de Orihime com urgência, não o encontrando. Aqueles orbes castanhos se arregalaram ao encontrar a silhueta de Grimmjow parada na cozinha.

- PANTERA! – bradou o rapaz de cabelos vermelhos com raiva, anunciando o nome de guerra do azulado, apontando sua longa espada para o rapaz de cabelos azuis.


Notas Finais


Então o que acharam? :33
Curiosos?

Espero que tenham gostado!
Todo e qualquer comentário é mais do que bem vindo!

Bom ~
Como comemoração do meu aniversário, estou planejando fazer uma dobradinha ~
Isso somado ao anuncio de uma nova GrimmHime chamada "Complementary Colors" <3
Eu a postei há alguns dias, mas não custa nada anunciar aqui né? haha

De qualquer forma espero que meu presente a grade a todos <3
Beijos!


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