História Borderline - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Ansel Elgort, Ashley Benson, Bella Thorne, Chloë Grace Moretz, Jaden Smith, Justin Bieber, Pattie Mallette, Ryan Butler, Selena Gomez, Tyler Posey
Personagens Ansel Elgort, Ashley Benson, Bella Thorne, Chloë Grace Moretz, Jaden Smith, Justin Bieber, Pattie Mallette, Ryan Butler, Selena Gomez, Tyler Posey
Tags Jelena, Justin Bieber, Selena Gomez
Exibições 1.060
Palavras 3.440
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Escolar, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 19 - Eu estou grávida.


Fanfic / Fanfiction Borderline - Capítulo 19 - Eu estou grávida.

O clarão do dia alcança minha face sonolenta, despertando-me de um sonho intrínseco, razão pela qual abro meus olhos em disparada e observo o lugar no qual me encontro, não reconhecendo muito bem todos os objetos impostos numa simples cômoda à direita, assim como as cortinas salmões e os quadros sobre as paredes, com pinturas surrealistas.

Selena se desloca com sobriedade, entretanto, aconchego-me melhor ao seu lado, porém me recordo do barulho intrigante que ouvira na madrugada há pouco, do outro lado da porta.

Ao pisar no extenso chão gélido, uma corrente elétrica de vulnerabilidades se estabiliza em cada vastidão do meu corpo e, consequentemente, encontro meus tênis num canto qualquer do quarto, próximos a minha jaqueta.

Passo pela porta logo após beijar a testa de Selena que, instantes depois, se mexe sobre a cama, aconchegando-se através dos finos cobertores que asseguram sua pele banhada pelo sol, com pouquíssimas partículas pálidas. Sobretudo, fora a melhor visão que tive ao acordar. Vê-la quieta como um anjo, tão pura e bela, faz com que uma onda de ansiedade escorregue pelas juntas dos meus dedos.

Com os tênis e a jaqueta em mãos, ando dando leves passos, evitando causar um barulho excessivo no modo como meu nervosismo escapa enquanto me distancio do quarto e atravesso o estreito corredor, dando entrada à pequena sala. E no minuto em que ouço as vozes vindas da televisão cessarem, meu corpo se anestesia e eu simplesmente travo entre um sofá e outro. Olho para o controle remoto e observo a espessura fina dos dedos de Thomas se mover, um pouco antes de apoiar o mesmo sobre o estofado escuro.

Droga!

No meio de toda aquela tensão, ele me encara com profundidade e se levanta de uma só vez, passando as mãos sobre as roupas e suspirando de forma desleixada, quase como se a circunstância o fizesse desistir de tudo.

— Não precisa tentar sair de fininho. — habitualmente, ele fala sério, frio como uma geleira.

— Eu só pensei que não pudesse ser algo propício. — ao dizer, o rapaz ri humorado e passa por ambos os sofás, indo em direção à cozinha. — Então, eu vou indo nessa.

Destranquei a porta e saí, o céu estava azul e aparentemente sem nuvens. Fiquei um tempo parado, observando e imaginando até quando aquela situação iria me fazer sentir como se fossem horas quentes de verão.

Ainda era cedo, me assustei por ver o dia tão claro e bonito.

Não demorei em casa, tomei um rápido banho e fui ao colégio que, como de costume, estava cheio. Os corredores estavam lotados, alunos e professores estavam perambulando, tentando se localizarem a meio de tanta gente.

Logo que chego à frente do meu antigo armário, sou surpreendido por um abraço apertado que me deixa sem ar. E após conseguir recuperar o fôlego, percebo os olhos pardos da garota cuja feição se assemelha a de uma criança mimada. 

É Debby!

A garota com a qual estive na sexta-feira passada. Nada muito novo.

— Por que não atendeu minhas ligações e não respondeu minhas mensagens? Passei o fim-de-semana todo tentando falar com você. — ela mesma se interrompe ao perceber a rapidez de suas palavras, deixando-me confuso.

— Eu estava um pouco... Ocupado. — digo hesitando um pouco, olhando para os corredores próximos.

— Então, o que você resolveu com a Selena? — imediatamente, junto minhas sobrancelhas, desenvolvendo uma espécie de feição túrbida.

A garota sorri, movendo seus olhos agilmente.

— Ah, entendi. — sua risada é esticada assim como os lábios rosados. — Foi por isso que você deixou o time. Bom, está tudo bem.

— Eu sinceramente não estou entendendo essa conversa. — Debby se afasta aos poucos, porém move os cabelos alaranjados.

— Esquece. É melhor deixar tudo como está.

Eu iria questioná-la o que acabou de acontecer, mas não consigo, minha voz é encurralada e tudo que posso fazer é observar a garota caminhar, distanciando-se aos poucos, porém não se dando ao trabalho de demonstrar certa aflição quanto à hipótese que fora criada, embora eu não tenha me associado a um terço do que acontecera aqui.

No meio de muitos rostos conhecidos, localizo Ryan, meu melhor amigo. Não nos falamos faz dias devido à pressa que tive na semana passada. 

Caminho levemente entre a multidão de alunos que se empurram, até que, ambos os corpos se juntam em uma caminhada comum até a classe de história. Nossos ombros se batem por conta do pouco espaço nos corredores. No meio de tantas pessoas, aqui estamos nós.

— Você saiu mesmo do time? As garotas não param de comentar sobre isso. — sua voz perambula pelo lugar como se ele estivesse cochichando.

— Eu já imaginava. — falo.

— E ele provavelmente vai querer falar disso com você. — assim que meu amigo responde, aprofundo um pouco melhor a visão que tenho da classe central, entre muitas outras.

— Precisamos conversar. — a voz de Jaden se atrapalha enquanto o mesmo anda com volúpia. — Você não pode deixar o time desse jeito, Justin.

— Tanto posso, como fiz. — ele desloca seus olhos em sentido horário e grui em sequência, me puxando de forma desenfreada. — Jaden, você não me fará mudar de ideia.

— Tudo bem, apenas me fale o que você quer que façamos. — aos poucos, subo minhas mãos até os cabelos e os movimento com cautela, pensando a respeito. — Não vamos vencer o campeonato sem você. Além de que, sei que precisa de uma bolsa esportiva. Vários olheiros de várias faculdades estarão nos jogos, e se você jogar o tanto quanto sabemos que você joga, estará em Princeton no próximo ano letivo.

— Tyler! — argumento, embora não pensasse no que o rapaz tanto comenta. — Eu só volto se ele pedir desculpas a ela.

— Ótimo. — Jaden abre um imenso sorriso, aparentemente demonstrando o quanto minha proposta lhe é tentadora. — Ele fará isso, ou eu mesmo arranco todos os dentes de sua boca. Já faz um tempo que tento arranjar pretextos para isso.

— Ele é um idiota. — Ryan fala.

Um deles se afasta, atravessando os corredores numa velocidade incomum ao modo como rio da forma que Jaden demonstra tamanho empenho. O louro ao meu lado aperta seus olhos ao encarar uma região distinta, próxima as portas principais de Buckley. Só então percebo Ashley andar com calma, assistindo seus vastos passos alcançarem o banheiro feminino mais próximo.

— Por que a Ashley não estava vindo? — interrogo o rapaz, assim que reparo seu silêncio incômodo. — Ela sumiu durante semanas.

— Eu não sei. — Ryan balança seus ombros, tentando passar um ar indiferente. — Essa garota é louca, Justin. Ela está me evitando há semanas, desde a lavagem de carros.

— Você fez alguma merda? — reencosto meu corpo na parede limpa e observo a feição fechada do garoto, parece confuso e aflito.

— Claro que não. Ela parou de atender minhas ligações do nada. — seu tom de voz ecoa baixo, talvez por vergonha. — Estávamos tendo um lance, mas acho que ainda que eu tenha feito algo de errado, é uma coisa que ela precisa dizer a mim.

Ele, sem mais pestanejar, entra na classe de história dando fortes passos, podendo, talvez, criar buracos no caminho pelo qual anda, despertando o interesse das pessoas que nos olham agora, através de um súbito silêncio.


Selena Gomez POV.
08H20MIN AM. // Buckley High

Seu choro alto vem de uma das cabines, o que me traz a suposta lembrança da fraqueza que senti na última vez que estive neste mesmo lugar, encarando o espelho e o que há por trás deste, motivo que me faz fechar os olhos e ouvir ainda melhor a angústia que escapa de um único perímetro.

No minuto em que tudo se silencia e a porta é destrancada, seus olhos azuis se encontram com os meus e uma onda forte de medo se estabiliza em minhas entranhas, revirando-as arduamente.

Ashley passa as mãos em seu rosto vermelho e desvia o olhar, pois sabe a exaustão entre cada membrana de seus olhos azuis.

— Você está bem? — é a primeira coisa que pergunto antes de vê-la girar os calcanhares e avançar contra a privada entre ambas as paredes de metal.

Ela está vomitando e parece se odiar por isso, pois, em instantes, tende a gritar, despejando a raiva pela atmosfera fria que fora calculada entre nós.

— Está doente? — pergunto outra vez, ignorando o jeito como minha amiga passa os dedos nos rebocos dos lábios e anda até a pia, com a intenção de limpar os resíduos de regurgiteis.

— Não. — percebo uma forte diferença interna em sua voz, como se a dor de dentro pressionasse sua garganta.

Então, ela chora. Aperta as mãos contra o mármore da pia e se consiste sobre ele, deixando os cabelos louros caírem sobre seu rosto para que não consiga avistar seu caos pelo espelho que reflete à surpresa que há em mim.

— Ashley! — eu a chamo, com calma e temor.

A garota respira fundo e, pela quarta vez, me olha nos olhos.

— O que está acontecendo?

Eu estou grávida.

Tentando digerir tamanha convicção, permanecemos nos encarando. Contudo, o baque é extenso, por isso me apoio ao seu lado, mas não observando nada além de sua barriga agasalhada, não muito notável, até então.

— De quanto tempo?

— Poucos meses. — ela segura o choro para tentar parecer forte, apesar de não me convencer tanto. O medo atravessa seus globos oculares de uma só vez, revezando-se em olhares distintos. — Descobri há algumas semanas. Um é negativo, dois é positivo.

— É do...

— Sim, é do Ryan. — Ashley volta a limpar seu rosto e, com calma, se senta no chão, apoiando as costas na parede, logo abaixo da pia, no mesmo lugar que me assegurei em minha última crise. — Aconteceu em Amsterdã.

— Ele sabe?

— Não, claro que não. — ela diz preocupada. — Eu não sei como dizer isso, foi horrível quando contei aos meus pais. Nós brigamos e eu saí de casa.

— E onde você tem ficado? — eu me sento ao seu lado, percebendo suas mãos tremerem.

— Estive alguns dias na casa da Chloe, mas ela começou a fazer perguntas e eu não estou pronta para dizer sobre isso às outras pessoas. — a curta pausa que existe entre uma frase e outra é gerada para que ela consiga respirar melhor. — Tenho dezessete anos e estou grávida de um cara que também tem dezessete anos. Que não tem um emprego, não terminou o ensino médio e que provavelmente não vai querer esse bebê, assim como eu também não quero. — seu choro é desvinculado. — Eu estou sozinha.

— Não está, não. Você tem a mim e pode ficar comigo.

— Está falando sério?

— Estou. Pode ficar na minha casa o quanto quiser.

Sua pele facial é espichada pelo enorme sorriso que agora encaro. E por algum tempo, ficamos assim, até que ela me abraça de maneira que jamais fizera antes.


Algumas horas depois
01H30MIN PM.

Ele pressiona seus lábios contra a latinha de refrigerante e, com calma, levanta seus olhos à altura dos meus, percebendo o quanto sua face tomara minha admiração. Contudo, também sou capaz de assistir o brilho intenso de seus olhos expandir-se pelo modo como sorrio para ele.

A biblioteca parece tumultuada esta manhã.

— Eu queria te levar para casa, mas tenho que ficar aqui. — Justin solta sua famosa risada galanteadora, deixando o refrigerante de lado. — Você poderia ficar também.

— Não posso. — falo sincera, pois não seria uma má ideia fazê-lo companhia. — Ashley irá comigo.

— Então, talvez possamos sair mais tarde.

— Também não poderei, de todo modo.

Ele apoia seus cotovelos no balcão e me olha atento, talvez totalmente concentrado em minhas palavras.

— Seu irmão... Ele achou ruim pelo que viu ontem à noite? — seu tom vocal treme, permanecendo de uma forma equilibrada. — Ele disse algo?

— Não. — resmungo. — Eu tenho um compromisso.

— Posso perguntar com quem? — ao ouvi-lo parecer tão receoso,  acabo sentindo uma dor gostosa sobre o estômago.

— Com o Paul. Vamos ao cinema.

— Seu psiquiatra? — abismado, Justin questiona. — Você irá ao cinema com o seu psiquiatra? 

— Isso é errado?

Ele suspira.

— É um pouco estranho, confesso.

— Ele não gosta de estar na mesmice. Tende a sempre termos sessões distintas.  É legal! — sinto a ponta de seus dedos propagar carícias na região ruborizada de minhas bochechas. — Mas você pode me ver à noite. Quero dizer, se quiser, claro.

— É claro que eu quero, amor. — o louro impulsiona seu corpo e avança seu rosto, conseguindo colidir seus lábios contra os meus.

Me sinto paralisar.

O rubor parece queimar minha face de maneira que o faz rir e massageá-la delicadamente, cuidando da minha vulnerabilidade.

— A propósito, minha mãe perguntou quando você voltará.

— Você acha que ela... — a voz não escapa, me falta coragem para perguntar tudo o que eu quero que ele ouça de mim.

— Ela adorou você. — comenta o rapaz, e incontáveis sensações aconchegantes se reinstalam dentro do meu peito. Por essa razão, me pego sorrindo, encarando o garoto pelo qual sou incondicionalmente apaixonada.

— Nos vemos à noite?

— Claro, caipira texana. — isso sempre soou ótimo vindo de sua voz sedutora. Justin também sempre teve os olhos mais encantadores que um dia já vi. Nem aqueles Holandeses conseguiriam passá-lo para trás numa competição de olhos-mais-lindos-do-mundo.

Observo seu corpo se deslocar e deixar o balcão que antes continha sua resistência. A cada segundo, ele se aproxima e meu coração bombardeia de maneira mais intensa, dando espaço ao nervosismo em minhas pernas agora bambas. A ponta de seus dedos me pega desprevenida e eu o olho assustada. 

Estamos tão perto. 

Sua boca avermelhada, com sua curvilínea exuberante, encosta-se a minha, permitindo que um alvoroço seja criado dentre cada extensão que há em mim. Eu poderia sentir sua respiração através das minhas veias.

— Você não deveria fazer isso aqui. — indago, me permitindo ser uma menininha envergonhada.

— Isso o quê?

— Me beijar. — explico. — Você me beijou.

— Eu sei, e eu poderia fazer isso por horas. — uma risada malandra escapa do garoto, uma vez que, com calma, seus dedos afastam meus cabelos dos olhos convincentemente direcionados aos deles, numa coloração caramelada.

Ele é tão bonito. 

— Eu passo na sua casa às oito para te buscar.

— Me buscar?

— Eu não conseguiria beijá-la com seu irmão por perto. Acho que teremos que dar uma volta pela cidade.

Respiro fundo e encho meus pulmões de ar, soltando-o através do imenso sorriso que escapa.

Saio da biblioteca em pequenos passos, pensando e repensando, também conseguindo apertar minhas mãos para controlar a enorme vontade de arrastá-las pelo meu corpo e gritar o quanto uma vasta sensação desconhecida escorre em mim, ainda que, indiferentemente, demonstro estar tudo bem. É sempre assim. É tão confuso.

— Selena?

Viro meu rosto à direita, o moreno sorri sem graça, de uma forma totalmente amarela.

— Podemos conversar? — Tyler diz como quem não quer nada.

— Se eu disser que não, fará alguma diferença? — ele suspira, deixando-me à suspeita de algo inconvincente.

— Eu só queria me desculpar. Não devia tê-la tratado daquela maneira. Não foi legal tanto para você, quanto para mim. — o garoto conclui, em duplos termos. — Espero que fique tudo bem entre nós dois.

— Não muda muita coisa. Eu continuo não dando à mínima para você, de todo modo.

Torno a andar, ignorando os resmungos que Tyler solta para que isso arranque minha atenção, uma vez domada pela ira que senti na semana passada quando estava sentada numa calçada qualquer, em frente a um dos piores motéis que há na Califórnia. Foi como um soco no estômago. Ou melhor, um soco machucaria menos. Não sei por que chorei tanto, mas parecia haver feridas dentro de mim, as quais nunca consegui curar.

— Você demorou. — minha amiga reclama no segundo em que entro no carro. Seus olhos claros me observam de cima a baixo. — Então, o que vocês estão tendo, afinal?

— Eu não sei. — ligo a caminhonete, o barulho vindo do motor me faz ter dores de cabeça. — Mas é bom.

— Fico feliz por vocês. — Ashley sorri e encara a estrada que, neste momento, passa rapidamente através do pára-brisa. — Você acha que seu irmão aceitará isso? — de repente, a garota encara suas malas no banco traseiro. Durante toda as aulas, estiveram no carro de Chloe.

— Ele é um cara legal! — asseguro-a, sem prestar depoimento excessivo.

— Não quero dar despesas.

— Não se preocupe com isso. Ele tem um bom emprego e recebe muito bem. — Ashley arregala seus olhos, porém não compreendo. — É advogado, mas tem um bom coração.

— Só o vi algumas vezes. Ele sempre vem aos jogos de futebol, certo? — com uma badalada de cabeça, concordo, prestando bastante atenção no trânsito. — Mas ele sempre estava muito distante. Nunca cheguei a vê-lo muito bem.

— Thomas não é muito sociável. Ele não tem amigos, diz que prefere assim. Fica com algumas garotas, mas nunca as leva a sério. 

— Então, parece que você puxou um pouco disso. — em disparada, eu a encaro. — Quero dizer, você não é tão comunicativa.

— Eu sou doente.

— Você não é doente. — Ashley diz séria. — Se está falando sobre... Sobre Borderline, que fique claro que isso não significa que você seja uma suicida louca.

— Eu sou.

— Você não é. Eu li, Selena. — a garota abaixa sua cabeça e deixa os curtos cabelos louros invadirem sua face. — É só algo que... Que te torna diferente. Não há nada de errado nisso; não mudou e nem nunca mudará algo entre nós.

— Obrigada.

Estaciono a picape de um jeito qualquer e desço logo em sequência, ajudando Ashley a pegar suas malas. Muitas delas, aliás.

[...]

A porta é aberta com aptidão e Tommy a atravessa agilmente, deixando explícita a felicidade que sente em segurar uma embalagem de pizza. Suponho ser minha predileta. Mas no instante em que seus olhos pardos colidem-se com os de Ashley, sua feição se torna assustada. Ele me olha diversas vezes até conseguir respirar melhor e ignorar a presença de alguém distinto.

Eu nunca trouxe amigas aqui.

— Ah, eu não sabia que tínhamos visita. — meu irmão, um pouco receoso, fecha a porta com um de seus pés e para a embalagem colorida na mesinha central, próxima ao sofá em que eu e minha amiga nos encontramos.

— Ashley vai morar conosco. — quando digo, Tommy se engasga com a própria saliva, mas é devido ao baque.

— Eu acho melhor eu dar uma volta pelo apartamento. — Ashley se levanta apressada e calça suas pantufas rosadas. Posteriormente, nos deixa sozinhos.

— Espero que não seja um problema. — dou início ao assunto. Ele me encara bem e tende a procurar a garota, porém sumira pelos cômodos.

— Não, não é um problema, mas... Por quê?

— Eu não sei se posso lhe contar isso. É um assunto dela, mas eu e você não temos segredos. — meu irmão senta-se ao meu lado e, como de costume, me abraça, tentando se recordar do meu cheiro matinal.

— Você sabe que eu jamais iria implicar com qualquer amiga sua. Na verdade, eu fico feliz por você ter alguém com o qual possa confiar. Mas se ela vier ficar conosco, quero saber o motivo.

— Ela está grávida e não tem para onde ir.

— Quantos anos ela tem?

— Dezessete.

Thomas respira fundo, confortando seus pulmões.

— Os pais sabem?

— Sabem, mas eles brigaram. Ela não quer voltar para casa e está assustada. Eu preciso ajudar. É a minha melhor amiga... Ou melhor, é a minha única amiga e talvez eu jamais encontre outra. — o olho piedosa, mas não é como se eu temesse algo ruim. Meu irmão é uma pessoa incrível, por isso tenho tanto medo de perdê-lo. — Por favor, não a deixe ir embora.

— Claro que não. É claro que ela pode ficar.

Por impulso, eu o abraço, tirando seu fôlego ao apertá-lo com minha inexplicável força.

— Isso significa que eu posso ficar? — a voz aguda de Ashley é transferida pelo lugar, a princípio, nos assustando.

— Claro que pode ficar... — um pouco confuso com o nome da garota, sua frase se torna algo incompleto.

— Ashley. Meu nome é Ashley, mas pode me chamar de "minha futura namorada". — a loura brinca, aproximando-se de ambos os corpos juntos. — Meu Deus, Selena! Você nunca me disse o quanto seu irmão é bonito. — o rapaz gargalha, sem um pingo de remorso.

— Ashley! — reclamo.

— Desculpe, eu estou nervosa.

— E... O pai da criança já sabe?

— Selena, como você é fofoqueira. — seu tom soa assustado.

— Eu e Tommy não temos segredos. — defendo-me. — E você não conseguiria esconder isso por muito tempo, não acha?

— Eu estava pensando em alguns esquemas, sou ótima nisso. Mas não, ele não sabe.

— Só que ela irá contar. — falo alto, fazendo minha amiga me encarar assustada. — Você vai contar a ele amanhã mesmo.

— Eu não estou preparada. — ela indaga.

— Terá a noite toda para se preparar. — dessa vez, meu irmão se pronuncia. — Bem-vinda, Ashley!

Então, eles sorriem, enchendo meu coração de ternura.

 

"Se você tiver tempo, fique por perto, então, você vai perceber que vale à pena cada minuto que leva, apenas espere e veja." — Stuck


Notas Finais


ALO ALO, BAES ⭐️ sei que não teve muito Justin & Selena, mas teve Ashlena, algo que MUITA gente estava me cobrando. E se isso melhora tudo, saiba que ambas se aproximarão bastante. Fiz esse capítulo correndo, pois não estou em casa e provavelmente não poderia postar em outros dias, caso não o fizesse hoje. Por isso, ficou como está. Espero que gostem pelo menos um pouco.
A fanfic está entrando em sua reta final. Graças a Deus \o/ mas se acalmem que ainda terá muito o otp.
Um beijo 💛

✨ Uma nova história: https://spiritfanfics.com/historia/under-stars-6710578

Responderei os comentários nestante. A propósito, vocês ainda estão vivas? Espero que sim ):


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