História Born of crime - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony, Justin Bieber, Zayn Malik
Personagens Justin Bieber, Normani Hamilton, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Criminal, Justin Bieber, Normani Hamilton
Visualizações 19
Palavras 3.426
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Espero que gostem e desculpem pela a demora.

Capítulo 3 - Olha como você fala...


Fanfic / Fanfiction Born of crime - Capítulo 3 - Olha como você fala...

A cama de casal ocupava quase metade da parede em que ficava a janela, está estava com as persianas abertas, dessa forma o pouco de luz da lua cheia daquela noite se instalava pelo o quarto. Os corpos embolados em cima da cama eram levemente iluminados pela a luz azulada, o rosto moreno de traços leves era observado por olhos tão rápidos quanto de um caçador. A cadeira que ficava junto à escrivaninha coberta por uma camada de roupas infantis, agora tinha o peso de um corpo masculino sobre si. O silêncio de dentro da casa era preenchido pelo o barulho de fora. Todos estavam espalhados pela a casa, enquanto seus corpos imploravam por um pouco de descanso.

Jimmy havia acordado há algumas horas antes, reclamara de dor e logo voltara a dormir novamente, sua prima só fez o mesmo quando teve a certeza de que o menino não estava morto. Justin esperou Liane sair da sala para assim conversar com os meninos, o ataque no Bronx não deixaria de ser assunto por tão cedo. Khalil conseguiu entrar em contado com Zuhair e esse assegurou aos demais que estava tudo sobre controle e que logo toda a confusão iria acabar, mas Justin não deixou de ser sentir desconfiado por tal afirmação.

Com o passar das horas todos já estavam dormindo, todos havia encontrado algum canto da casa para descansar pelo o resto da noite. Porém, Justin não parecia querer desligar, seus pensamentos estavam a mil e seu corpo pesava tanto quanto sua mente. Ele passou as mãos sobre o rosto, apoiando o braço em sua perna, em nenhum momento Liane deixou-se de fazer parte de seu campo de visão. A garota dormia tranquilamente assim como seu sobrinho em seus braços, os dois não parecia se incomodar com o som vindo da rua, na verdade, Justin acreditava que eles já estavam acostumados com toda a situação.

Suspirando, Justin fechou os olhos e nesse momento sua cabeça foi coberta por uma enxurda de imagens de Ash. Droga, como ele podia ter se esquecido dela? Ele pegou seu celular, mas não conseguiu ligar, não podia. Há essa hora ela já estava dormindo, pelo menos era isso que ele esperava, e sabia que Ash era esperta, saberia se cuidar sozinha. Mas... Ele sempre se preocuparia. Deixando-se levar pela preocupação, seus dedos foram rápidos enquanto digitavam a pequena mensagem:

A onde você tá?

Arrumando-se na cadeira que lhe parecia cada vez mais dura, ele olhou novamente para Liane. Justin agia como se sua presença fosse o bastante para manter as pessoas que dormiam na cama em segurança, mas assim como todo mundo, ele sabia que ninguém no Bronx estava realmente seguro, e mesmo que com o coração sagrando, o garoto permitia-se admitir para si mesmo que o perigo era ainda maior com ele por perto.

Foi esperando por uma resposta que o insciente de Justin deixou-se levar pela a escuridão. Talvez quando ele acordasse as ruas já tivessem sido presenteadas com um pouco de paz, pois era apenas isso que todas as pessoas queriam: paz.

Quando amanheceu, Justin foi o primeiro a despertar. Fazendo o mínimo de barulho possível, ele saiu do quarto, ao atravessar a sala ele pode enxergar o sangue que não havia reparado na noite anterior, sob o sofá e um pouco pelo o chão. O garoto seguiu até a cozinha, sem fome, apenas sentou em uma cadeira, enquanto deixava sua atenção no celular em suas mãos. Ashley havia o respondido, dizia que estava bem. Ele suspirou aliviado. Justin demorou em notar, mas não havia mais som algum do lado de fora, tudo estava silencioso. Dentro de seu peito, o coração deu uma pontada em angustia, o silêncio não era do tipo de silêncio que traz suavidade as pessoas, toda a falta de som fazia parecer que se estava caindo em um labirinto. A sensação não era uma das melhores.

Com quem será que o Bronx estava agora?

Algum tempo depois Liane apareceu na cozinha, ela cumprimentara Justin com um tímido ‘’oi’’ antes de ser virar e começar a preparar o café da manhã. Atrás do copo curvilíneo da menina, os olhos claros a observava como se não houvesse algo melhor a se fazer. Aos poucos todos foram acordando e logo à cozinha havia se tornado pequena demais para tantas vozes altas e palavrões. Servindo os ovos mexidos, Liane engoliu em seco ao perceber a atenção que tinha sobre si.

–– Não quero, valeu –– falou Justin ao negar a oferta da comida.

Sério mesmo que ela iria ficar ali, agindo como uma garçonete particular para?

–– É nois’ –– diz Ryan ao receber a porção mexida em seu prato, Liane assentiu rindo levemente para o garoto.

Justin observou ela sair da cozinha e logo depois voltar com um Lorenzo sonolento nos braços. Khalil pegou o menino da tia deixando-o sentado em seu colo, enquanto isso, a garota preparou uma tigela de cereais para o mais o novo, que teve a ajuda do homem que o segurava, para comer.

–– Não conseguir falar com Zuhair –– informa Daniel, enquanto mexia seu café da manhã com o garfo.

–– To começando a ficar bolado –– Ryan passa a mão nos cabelos ralos –– Esse silêncio tá me matando.

Justin encostou as costas na cadeira, seus olhos seguiram-se rapidamente até a garota, ela parecia longe enquanto fazia as tarefas pela a cozinha. Ele não deixou de notar que ela ainda não havia comido, mas ele fez o seu lado preocupado fingir-se de adormecido. Sua língua passou por cima de seus dentes antes de dizer, entorpecido pela raiva:

–– Zuhair vacilou dessa vez. Já era pra essa porra ter acabado.

–– Os caras são profissionais, irmão – Khalil leva uma colherada de cereal à boca de Enzo, que está quase caindo de sono em seu colo –– Não tínhamos como saber –– sua atenção volta a ser de Lorenzo, segundos depois, os dois se prendem a uma conversa sobre o quanto o Homem-Aranha é melhor que o Huck. 

Do outro lado Liane suspira, todo o ar pesado era demais para ela. Todo aquele assunto de morte e crime era distante demais de sua realidade, apesar de ter nascido em meio ás vidas fora da lei, ela sempre escolheu manter-se o mais longe possível daquele contexto. Ela parecia ter ser tornado invisível, nenhum dos garotos pareciam ser dar conta de sua presença e Liane não sabia dizer se isso de fato realmente era um incomodo.  

––  Mas não têm como termos perdido essa, porra! –– exalta-se Ryan –– Tava todas as gangues juntas, mano. Mesmo que eles tivessem mais homens, o que não acho possível, nossa força era maior ––  nesse momento Jimmy entrou na cozinha, estava sem camisa e seu peitoral enfaixado fez Liane engolir em seco.

Ele sentou-se na cadeira fazendo uma careta, sua situação não era algo grave, o tiro tinha acertado bem mais a baixo do coração e a bala não havia atravessado ou acertado órgão algum, porém o garoto era inexperiente, diferente de seus amigos, não sabia lidar com situações como aquela e por hora o desespero havia se transformado em drama. A sua preocupação era tão grande quanto à de sua prima, o desespero ainda que fosse menor, parecia a cegar. Segundos depois, a garota o servia com um prato cheio de ovos mexidos e bacon. Justin continuou achando tudo muito ridículo.

–– Até que enfim a bela adormecida acordou –– zomba Daniel, este rir juntamente com seus amigos.

–– Porra, não sabia que tomar um tiro doía tanto –– a careta dolorosa de Jimmy faz as risadas aumentarem ainda mais.

Lorenzo come a última colherada de cereal, Khalil limpa a boca da criança cuidadosamente. Justin sabia que o moreno adorava crianças, os dois já haviam conversado sobre o assunto algumas vezes. O amigo vivia dizendo que não via a hora de ter os seus próprios filhos, correndo e brincando pela a casa, mesmo que tivesse falado pouco sobre, era claro que seu maior desejo era conhecer uma garota a qual o amasse tanto quanto ele a amaria e assim teriam uma casa legal, a onde poderia criar e educar seus filhos. Mas o sonho de ter uma família amada parecia a cada dia um passo a mais de distancia, para todos, apesar do desejo, nenhum deles arriscariam formar uma família enquanto o Bronx fosse como o inferno. Os dois haviam aprendido desde muito cedo que a vulnerabilidade de um homem sempre seria sua família.

Khalil pareceu ser dar conta do peso da conversa que se instalará pela a cozinha, pois logo saiu da cozinha com Enzo nos braços, enquanto prometia a criança uma maratona de desenhos animados.   

–– A gente percebeu. Você não aguentou dois minutos acordado –– debocha Ryan.  

–– A vai se foder seu filha da puta, aquela porra dói pra caralho –– retruca Jimmy.

–– Mano, para agir feito uma mulherzinha. Fala aí, tá mudando de lado? –– Justin bate levemente na mesa sorrindo debochado, sua fala soa rouca e arrastada.

–– Cala a boca ô seu branquelo arrombado. Tá me estranhando, tio?

A reação ofendida de Jimmy só fez a risada de todos se prolongarem. O garoto era uma piada.

De repente a cozinha foi tomada por uma nuvem negra de tensão quando a voz trêmula de Liane interrompeu-os.

–– Você não deveria nem tá lá pra começar, Jimmy –– diz ela, pescando toda a atenção para si.

Jimmy grunhiu.

Justin endireitou-se na cadeira. Tinha até esquecido da presença dela.

–– Fica na sua Liane, me deixa porra! –– Jimmy é duro com as palavras, pouco se importando com a preocupação de sua prima.

––Você poderia ter morrido. O que você estava pensando?

–– Mas não morri. Estou vivo, não estou?

A forma seca de Jimmy falar com a menina pareceu fazer algo se ascender dentro do peito de Justin. O loiro não ficou nada contente com a expressão magoada que se congelou no rosto da menina.

–– Mas tomou um tiro! –– grita ela, jogando o pano de prato que tinha na mão sobre a pia, inconformada –– Quando você vai entender que é só um adolescente e que essa guerra não é sua. O que está acontecendo lá fora não tem nada a ver com você –– ela pisca algumas vezes antes de voltar a falar, apontando para o rosto de Jimmy de forma acusatória –– Eu fiquei a noite inteira com você, rezando pra que ficasse bem. Será que não percebe o quanto suas decisões afetam a mim também?

No mesmo segundo a cozinha inteira foi tomada pelo o silêncio, ninguém fez sequer um ‘’pio’’. Justin olhou de Daniel para Ryan, mas nenhum dos dois pareciam incomodados com a grosseria do mais novo ou tão pouco com a pequena discursão que começara.

Khalil apareceu correndo na porta da cozinha.

–– O que tá pegando? –– perguntou silencioso para Justin que estava sentado de frente para a porta. O loiro apenas negou com a cabeça, fazendo o moreno assentir e voltar para a sala.  

Jimmy estalou a língua no céu da boca, parecendo pouco se importar com a acidez de suas palavras. Ele não podia ter sido mais cruel com a prima ao voltar a falar novamente, com a voz calma, porém de forma dura e áspera:

–– Vai tomar no seu cu Liane. Vai encher a porra do saco de outro.

.Ela ficou sem reação, parada no meio da cozinha com a boca entreaberta. Justin percebeu as lágrimas se formando no canto dos olhos dela antes da mesma negar com a cabeça e rir nasal. Enquanto ele, tomou as dores da garota.  

–– Tá maluco de falar assim com a sua prima, irmão? –– Justin pouco se importou em esconder seu descontentamento ao intrometer-se na conversa, ele cruzou os braços controlando a vontade de bater em Jimmy.

Jimmy fuzilou Justin com os olhos.

–– Eu falo do jeito que quiser com ela –– respondeu seco enquanto se levantava com certa dificuldade –– Fica na sua Justin. Minha prima e eu não somos dá sua conta.

–– Qual é Jimmy, a mina só tá preocupada com você –– Justin fala calmo, porém sua expressão é séria. Em nenhum momento ele deixa seus olhos irem até Liane.

–– Eu não to pedindo porra de preocupação nenhuma –– rosna Jimmy –– Qual é a tua, hein Justin? Tá defendendo minha prima, por quê? Tá comendo ela e eu não to sabendo, é isso?

O garoto loiro riu levemente pelo o nariz desviando o olhar por um breve segundo, quando voltou a ter Jimmy sob seus olhos, seu maxilar trincou-se e seu rosto endureceu-se. Justin apertou os punhos recusando-se a olhar para Liane. Mas mesmo sem olha-la, ele podia sentir o desconforto dela em relação ao que acabara de ouvir e isso só o fez ficar com ainda mais raiva.

–– Olha como tu fala. Se não...

–– Se não o que? –– interrompe o mais novo enfrentando Justin, como se ele não tivesse com o peitoral recém-baleado e mal aguentando a ficar de pé –– Vai querer esconder que ela não passa de uma vadia barata e... –– Justin mal pensou antes de calar a boca de Jimmy com seu próprio punho, ele pode escutar Liane gritar algo que ele não compreendeu. Sua mão parecia ter criado vida própria e Jimmy, bem... Se Daniel não tivesse arrastado Justin para longe de seu corpo magro, talvez o garoto não tivesse aguentado mais alguns socos.   

–– Aí, aí, fica suave irmão –– falou Daniel empurrando Justin para trás antes de ele acertar Jimmy com um chute, que por centímetros atingiu o ar.

–– Suave é uma porra, esse veadinho tá achando que tá falando com quem?

–– Veadinho é a sua mãe.

Daniel foi mais rápido em segurar o garoto loiro antes de ele voar em cima de Jimmy novamente. Ofensas e mais ofensas foram trocadas, mas logo o som de choro e soluços surgiu fazendo todos olharem para uma mesma direção, a raiva de Justin tornou-se imperceptível em ver a garota chorando. Justin desviou o olhar engolindo em seco, seu peito subia e descia pela respiração descontrolada, enquanto suas bochechas eram decoradas por um vermelho meio rosado. Seus olhos lançavam adagas na direção de Jimmy. Bufando de raiva, ele saiu da cozinha, caso ficasse, ele sairia com a vida de mais alguém em suas mãos. 

 

 

 

Ela quis dizer muito mais, gritar e bater no primo, mas se deu conta que não valia a pena, não mais. Já não havia mais o que fazer por Jimmy, Liane já estava cansada de querer salva-lo. Tudo o que ela soube no momento, era que as palavras pareceram como uma faca, rasgando seu coração. Ela saiu da cozinha logo depois de Justin, sem dizer nada, as lágrimas fizeram seus olhos arderam quando ela atravessou a sala e ignorou Lorenzo e Khalil, que a olhou preocupado.

Ao deitar em sua cama ela não podia sentir-se mais fracassada, era frustrante olhar para seu primo e perceber no que ele havia se transformado. Ela se sentia culpada.

Liane não havia conseguido manter a promessa de manter Jimmy longe das drogas, como tinha prometido a sua avó antes da mesma morrer. Não era idiota, sabia muito bem quais eram as coisas de que tanto Jimmy dizia ter que resolver. Por um tempo, ela culpou Zuhair, como não culparia, ele tinha controle sobre tudo e podia se quisesse manter Jimmy afastado de todo esse meio, mas o homem deixou-o se meter com toda aquela sujeira, mesmo tendo feito parte de metade sua vida e presenciado todas as suas lutas e sofrimentos, ele assistiu de perto cada momento angustiante que ela passou. Mas depois ao parar pra pensar, Liane acabou se dando conta de que, se havia alguém culpado pelo o rumo de que a vida do primo tinha tomado esse alguém era Jimmy, afinal, eram suas escolhas, para a sua própria vida.

Sua família tinha um histórico grande de homens que viveram através do traficado, seu pai, tios, irmão e agora um de seus primos. Seu pai havia sido o primeiro, mas deixou o trafico quando sua mãe morreu dois anos depois que ela havia nascido. Dessa forma, tudo ficou sobre o comando de seu tio, pai de Jimmy, mas ele morreu quando Liane e o primo ainda eram pequenos e, Akira que havia saído de casa aos quinzes anos e havia ido morar com a avó, ficou sobre o comando de tudo. Por anos o Bronx tinha ficado sobre controle dos homens de uma mesma família, mas com a morte de Akira, o escolhido para cuidar do distrito foi Zuhair, a linhagem não era a mesma, porém o outro era irmão de Maya, então a ligação era tão grande quanto qualquer outra de sangue.

Antes de morrer Akira pediu para seus homens se certificarem de que Zuhair ficaria sobre total controle. O irmão de Liane confiava cegamente nele. Não tinha pessoa mais confiável para ocupar o seu lugar. Além do mais, ele preferia que fosse alguém aliado a sentar em sua cadeira, do que algum de seus inimigos que o mataram.

Um tempo depois, o silêncio da rua tinha sido engolido pelo o barulho de tiros disparados para o céu. O inferno havia começado novamente!

Liane suspirou antes de sair do quarto limpando as gotículas que mantinham seu rosto molhado, tomando caminho da sala. Seu sobrinho estava lá embaixo e se os tiros voltaram isso queria dizer que ninguém estava seguro novamente. Se fosse para estar em perigo preferia correr o risco com a criança em seus braços, ela se sentia protegia dessa forma.

Quando desceu as escadas, ela não demorou em notar o ar pesado flutuando sob o ambiente. Jimmy estava sentado no sofá com o rosto vermelho, de raiva. Enquanto Justin andava de um lado para o outro do outro lado da sala. Seus olhos procuraram por Enzo. A criança estava sentada no colo de Khalil enquanto assistia algo na televisão, ele não se dava conta do mundo caindo ao seu redor. E Liane não poderia se sentir mais aliviada por isso, ainda tinha alguém a quem ela podia manter a salvo.  

Ela estava começando a se mover para pegar seu sobrinho quando a porta da sala se abriu. Seu corpo foi tomado por um desespero, sua mente foi inundada por imagens da noite passada; o pânico que esmagou seu corpo por alguns segundos a fez tremer. O corpo alto e magro de Zuhair entrou em seu campo de visão a fazendo suspirar aliviada, sem se conter, ela correu até o homem pendurando-se sobre o corpo do mesmo. Não importava quem havia ganhado o que importava era que ele estava ali, vivo e respirando.

–– Você tá vivo! –– exclamou ela sorrindo, contente.

–– Ei, vai com calma, Li –– a voz risonha do homem só fez ela o apertar ainda mais –– Estou bem.  

Ele deu uma leve risada do entusiasmo dela, mas ele não podia julga-la, a noite passada havia sido repleta de angústia, e tê-lo ali em seus braços era como um equilíbrio por dentre sua dor.

–– E aí, Zuhair? –– indagou Ryan com uma camada de esperança acobertando sua voz, tirando a atenção do homem de traços fortes de cima de Liane. Com as curvas dos lábios desfazendo-se por si só.

Liane se solta do mais velho, mas esse ainda a mantem do seu lado, em um abraço lateral.

Ele olhou para ela antes de virar-se para os outros e gritar, sorrindo vitorioso: –– A gente conseguiu porra!

A comemoração instalou-se pela a casa, os gritos se fundiram com os disparos feitos pelos os homens de Zuhair do lado de fora. O Bronx estava em festa agora.

Liane sorriu dentro do abraço apertado. Ela observou com os lábios curvados o homem ir até o sobrinho e pega-lo no colo. Ela cruzou os braços varrendo os olhos pela a sala, distraidamente eles pararam sob o único garoto loiro da sala. Ele também a olhava. Suas bochechas coraram, com olhar sob si. Liane sentia-se agradecida por Justin, o garoto loiro que pouco conversava, havia a defendido, enquanto aquele que deveria fazê-lo foi quem a magoou, fez chorar e sentir-se um lixo.    

Liane sorriu fechado para Justin, ele não correspondeu o sorriso, mas acenou levemente com a cabeça e para Liane isso já bastava.

–– Mandamos os filhos da puta embora, caralho! –– grita Zuhair balançando Lorenzo em seu colo.  

Os olhos de Liane pareciam sorrir mais do que a própria boca, ela estava feliz. Apesar ter entrado em uma bolha dolorosa de nostalgia com as palavras de seu primo, seu coração estava mais calmo agora e a sensação prazerosa em ver todos bem e reunidos novamente, não poderia ter sido maior.

Olhando ao redor da sala, ao ouvir as palavras desconexas, ao sentir as emoções entrando e saindo de cada um, Liane sentiu-se completa. Em anos.

O Bronx ainda pertencia a eles.

Ainda era sua casa.



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