História Born to be your Half - Soulmate AU - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Alma Gemea, Distopia, Futuro, Lésbica, Rebelião, Soulmate, Soulmate Au, Stripper, Universo Alternativo, Yuri
Visualizações 4
Palavras 1.414
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, FemmeSlash, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Vamo começar falando que toda semelhança com qualquer música da Lana del Rey é intencional nessa história.
Esse capitulo foi mais para clarear as águas então por favor fiquem comigo, não desiste de mim não. E eu amo colocar minhas coisas para as pessoas lerem nas internets da vida, mas eu só escrevo pra me distrair mesmo, então não me odeiem, porém sugestões são sempre bem vindas.
Música do cap: ta no titulo :)

Capítulo 1 - Hello, I love u, Won't you tell me your name?


Fanfic / Fanfiction Born to be your Half - Soulmate AU - Capítulo 1 - Hello, I love u, Won't you tell me your name?

    As pessoa adoram exibir suas metades, Carmen sempre notou, mesmo que ainda não estivessem vermelhos, mesmo que ainda fossem apenas uma promessa da imensa felicidade que as esperava. Todas as pessoas no salão de baile seguravam as bebidas com a mão esquerda ou faziam gestos exagerados e desnecessários com ela, tatuagens decorando a redor dos dispositivos, os desenhos na pele eram quase o sinônimo de elite. Seu professor de história havia lhe contado que a duzentos anos atrás tatuagens chegavam a ser discriminadas, Carmen imaginou que teria o corpo coberto se tivesse nascido naquela época, diferente de agora, quando sua pele ainda é tão lisa e intocada como no dia em que nasceu, com exceção pelo peso do dispositivo em seu pulso esquerdo.

    Era de se imaginar que depois de uma guerra atômica as prioridades da população mudasse, hoje a prioridade é claramente conservar a população dizem eles, conservar o amor dizem eles. Com essa cultura que idolatra a união entre suas pessoas, as pessoas vivem suas vidas pelo dia em que em que seu dispositivo metade ficasse da mesma cor que o de sua pessoa ideal, daquela que deveria resolver todos os seus problemas, chamavam isso de amor, quando seu dispositivo achava a outra metade. O pensamento fez o estômago de Carmen virar e as mãos ques seguravam a Barra de Pole suarem.

    Mesmo com as mãos suadas executava seu número com excelência, porém não executava um número de strip tease, apenas uma dança planejada vestindo apenas um conjunto de lingerie e espartilho. Não porque tais números de nudez fossem incomuns em festas de gala, Carmen tinha até mesmo ficado surpresa quando descobriu que a dança inteira seria feita com roupas, afinal a provocação era o melhor marketing para as metades.

    Partindo do princípio que suas relações sexuais deveriam ser feitas apenas com sua metade, quanto mais as pessoas ansiavam por sexo mais teriam vontade e encontrar suas almas gêmeas. Isso não era lei, apenas um “código moral” muito forte, que não impedia as pessoas de a tocarem, alisarem, acariciarem ou até mesmo a beijarem, diferente do casamento que só podia ocorrer entre ditas alma gêmeas e era obrigatório com um prazo de até seis meses.

    Ela afastou os pensamentos, terminou a música e procurou por olhos interessados, que pudessem estar a fim de a empregar. Pode notar apenas um homem extremamente alto de pele escura cintilante, com apenas uma exposta tatuagem tribal no braço esquerdo e um terno sem mangas, uma moda que se popularizou nos últimos dez anos. Até que percebeu, no canto do salão, uma mulher de cabelos loiros platinados e ondulados que atingiam sua cintura, cercada de pelo menos três seguranças, até mesmo eles usavam trajes chiques mesmo que simples e monocromaticamente pretos, mas não se comparavam as vestimentas da mulher, ela usava um vestido que fazia Carmen associar seu corpo a uma galáxia, ele apertava suas curvas e as pedras incrustadas nele reluziam em cima do tecido azul.

    Carmen encarou a mulher até que alguém tocasse seu ombro, pedindo permissão para a substituir no piano. Ela se levantou após a rodada de aplausos, dando lugar para um novo dançarino que já subia ao palco nu e se dirigiu a uma das mesas para se servir com champagne, tirando o espartilho desconfortável.

— Srta. Madrid - O homem que encarava antes a cumprimentou se juntando ao seu lado até a mesa - Uma bela música de fato, mas o corpo de uma talentosa dançarina a fazem parecer mais bela - o jeito com que as palavras saíram de sua boca fez Carmen perceber na hora que suas intenções não tinham nada a ver com o talento dela, pois ele a elogiava como se fosse quase um a obrigação que precisava cumprir - Eu sou Alejando Lima, trabalho como diretor de propaganda na Amour - ele se apresentou estendendo uma mão para ela cumprimentar .

— Prazer, - ela cumpriemntou - o senhor pode me chamar de Carmen. Amour é a empresa de assessoria para os dispositivos, não?

— Nós… evitamos a palavra dispositivo, na verdade. Mas estamos procurando novos modelos para nossos eventos e… - ele parou no meio de frase e se aproximou do ouvido da garota para sussurrar - sabemos que você possui contatos em meios a indústria das metades.

O sangue de Carmen gelou naquele momento e sua punhos fecharam enquanto ela sonhava em amassar o rosto do diretor de propaganda que podia quebrá-la no meio, ela respirou fundo tentando se acalmar. Enquanto ele ainda estava próximo de seu ouvido, Carmen pode ver do outro lado do salão que a mulher de antes fazia um sinal com a mão para que ela viesse em sua direção, sorrindo com certa malícia, mas Carmen a considerou instantaneamente uma companhia melhor

— O senhor terá que me dar licença - Carmen disse fria, mas educadamente.

Ela tentou não correr pelo salão enquanto se afastava do homem, decidindo se concentrar na decoração do lugar, os salões de baile geralmente eram decorados para com a intenção de criar um ambiente que parecesse com aqueles que ela via em livros de castelos quando era menor, as vestimentas também condiziam com o ambiente.

Carmen parou na frente da mulher que parecia uma galáxia um tanto constrangida com o olhar dela que não era de luxúria (ela já estava acostumada com aquele olhar), mas sim um olhar mais penetrante e curioso. A dançarina tentava evitar contato visual com a mulher, observando os seguranças que a cercavam ou os detalhes da cadeira chique e almofadada.

— Você é uma dançarina encantadora, senhorita Madrid. - ela disse para iniciar a conversa e Carmen não conseguiu evitar descobrir que a cor de seus olhos eram de um verde claro como seus cabelos.

— Gentileza sua, senhora - Carmen agradeceu tentando não deixar seu nervosismo transparecer. O que a fez se sentir idiota rapidamente, lembrou-se que a mulher deveria possuir status inabalável e era provavelmente uma grande apoiadora do dispositivo metade.

— Nervosa, querida? - a mulher perguntou com um sorriso que mostrava seus dentes brancos, mas ainda parecia ter um pouco de compaixão em sua voz que conseguia ser confiante, profunda e suave ao mesmo tempo.

— Acho que o é apenas o efeito do champagne, senhora. - ela respondeu forçando um sorriso e uma fachada mais calorosa.

— Ótimo. - a mulher que ainda permanecia sem nome soltou uma leve risada - É um desperdício para uma mulher linda e cheia de cor - ela indicou para o corpo de Carmen com uma mão, se referindo a sua de cor oliva escura e sua lingerie vermelha - se sentir envergonhada ou insegura. - dito isto ela piscou e, sem deixar tempo para Carmen reagir, se levantou da cadeira andou lentamente em direção a dançarina, causando agitação entre seus seguranças que se aproximaram junto. - E você não precisa me chamar de senhora, meu nome é Melinda Washington.

    Melinda estendeu a mão esquerda, que era uma das únicas partes visíveis sem tatuagens, a mão do dispositivo. Carmen segurou sua mão um instante antes de balançar para a cumprimentar, observando mais uma vez seus olhos investigativos e quando finalmente abriu a boca para se apresentar, ainda segurando a mão da mulher, um alto bipe a interrompeu.

    Ela reconheceu o barulho imediatamente, quando o som que temia a vida inteira chegou e ela apenas pensou no quanto ele soava diferente das vezes que ela tinha escutado acontecer com outras pessoas, agora ela não conseguia ouvir mais nada que não fosse o bipe que parecia interminável: Carmen temia seu fim, quase como se tudo que ela tivesse medo fosse se materializa instantaneamente assim que o som cessasse.

    Mas assim que ele finalmente parou, ela ainda se sentia surda e precisava fazer algum sentido acordar. Então olhou ao seu redor, evitando dirigir sua visão para baixo, ela via todos no salão agora encarando a direção que ela evitava, a maioria sorria com contentamento por presenciar outra cena dessas acontecendo, alguns choravam de emoção (algo que faria Carmen revirar os olhos mais tarde) e outros forçaram sorrisos mais tinham inveja em seus olhos.

    Quando sua audição começou a voltar, Carmen respirou fundo buscando por coragem e olhou para Melinda, que ainda tinha o olhar fixado no próprio pulso e uma expressão ilegível. Não foi nenhuma surpresa, quando o dispositivo de Joanne tinha uma cor nova vermelha pulsante e as iniciais MKW em letras miúdas sendo exibidas na pequena tela.

Merda. Foi a única coisa que passou por sua mente naquele momento.  


Notas Finais


Espero que tenha gostado bb


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