História Born to Die - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Dylan O'Brien, Holland Roden, Teen Wolf
Personagens Allison Argent, Chris Argent, Claudia Stilinski, Derek Hale, Isaac Lahey, Jackson Whittemore, Lydia Martin, Malia Tate, Mieczyslaw “Stiles” Stilinski, Scott McCall
Tags Agressão, Lydia Martin, Morte, Stiles Stilinski, Stydia, Submissão
Visualizações 134
Palavras 2.060
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Luta, Mistério, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Notas finaisssss ♥

Capítulo 13 - Lydia o amava.


Fanfic / Fanfiction Born to Die - Capítulo 13 - Lydia o amava.

Autora, P.O.V 

Quando Stiles e Lydia voltaram novamente para a sala de estar preenchida com os amigos, não trocaram uma única palavra sequer. Poderia ser a vergonha do que tinha acabado de acontecer com eles na área da piscina, o beijo quente que se envolveram. Correção, poderia não, era. Ambos confusos com seus sentimentos, afastados por um longo tempo devido ao sequestro que a Argent — Lydia — sofreu. E mesmo que evitassem, uma hora teriam que conversar sobre isso.

Os olhares de Allison, Scott e Isaac suavizava o clima. Eles riam discretamente, o que deixava Stiles nervoso. Odiava que riam dele, ou tirava qualquer sarro sem que ele saiba o que era, pois tentavam ser discretos. Mas a situação era óbvia. Era mais que claro que todos estavam rindo dos dois, e diferente da irritação que isso causou em Stiles, Lydia ficou envergonhada, se encolhendo no canto do sofá e enchendo a boca de mais pipoca. 

— Dá pra vocês para...

Antes que Stiles terminasse a frase, a porta foi aberta por Chris Argent. O olhar que ele entregou para Lydia era único, o que deixou todo o clima tenso. Ele nem precisou falar algo, a ruiva já sabia que era alguma coisa, qualquer que seja, relacionada ao seu pai, Roger Martin.

— Encontramos ele. Roger foi preso.

[...]

Chris dirigiu até a delegacia do Xerife John, era lá que Roger estava preso. Assim que estacionou na esquina, desceu do carro e foi na frente. Acompanhando-no, todos os outros desceram, mas Allison decidiu correr para alcançá-lo e dar a mão com a dele. Sabia que de alguma forma, o pai também estava mexido com essa situação. Protegia Haven, mãe de Lydia, com todas as forças, e não sabia dos abusos psicológicos, mentais, físicos e verbais? Isso era uma tortura para ele, e Allison mais que ninguém precisava apoiá-lo.

Scott e Isaac foram mais na frente, enquanto Stiles ainda olhava para Lydia, ainda próxima do carro, vendo seus amigos se distanciarem. Ele esperou no tempo dela, vendo seus olhos lacrimejarem e ela tremer. Imediatamente, Stiles agarrou sua mão com delicadeza e abraçou seu corpo.

— Isaac tem a mãe dele em Los Angels, e também tem o pai e Scott. O Scott tem a mãe dele, presente e muito boa para ele. Você tem sua mãe e seu padrasto. Stiles eu não tenho ninguém!

Lydia desabafou, chorando e soluçando alto. Era uma cena de partir o coração, mas Stiles ficou quieto, apertando seu corpo para que ela não caísse ali mesmo. Sabia que a ruiva estava tentando se manter forte em relação à tudo o que sofreu sua vida inteira, mas era tudo uma farsa. Ela só precisava saber que acabou para não se manter aflita.

— Lydia, você tem a mim. Tem Allison, tem Scott, Isaac, sua família. Sei que dói, mas tudo passa, tá? A dor só vai diminuir e você tem que encarar isso. Mas se não quiser, a gente vai embora agora. 

A ruiva se aliviou um pouco mais com as palavras de Stiles, reconfortantes demais. Ela suspirou, afastando-o e enxugando suas lágrimas com o braço intacto, já que o outro estava quebrado. Ela respirou fundo, dando a mão para Stiles.

— Estou pronta.

Eles caminharam até a delegacia. Quando chegaram até onde o xerife e seus amigos estavam, incluindo John, os olhares foram totalmente atraídos para eles.

— Ei, Lydia. — John diz, com um sorriso no rosto. — Finalmente o pegamos. Ele estava tentando ir clandestinamente para a Turquia. 

— Agora ele será preso, certo? Ou melhor, com uma boa pena de morte?

Stiles perguntou melancólico. Sempre foi o tipo de pessoa que apoiava a pena de morte para qualquer tipo de bandido, e se pudesse, ele mesmo mataria Roger.

— Calma, filho. — O xerife diz, não estranhando a frieza das suas palavras. — Estimo que em três dias ele vá a julgamento.

— Julgamento?

Allison perguntou. Como esse criminoso tem chance de julgamento? Pensou.

— Ele contratou um excelente advogado para tentar diminuir a pena dele. O desgraçado aparentemente sofre de inúmeros problemas mentais e uma infância complicada, além de que, na Geórgia, ele prestou alguns meses de serviços militares. — O homem de poucos cabelos grisalhos explica, o que deixa todo mundo ainda mais tenso. — Já pedi o mandado de prisão perpétua para o juíz, e ele está considerando todo o caso. Lydia. — Ele se virou para a ruiva, que até então estava paralisada. — Seu tio contratou um advogado muito, muito bom para você. O caso já é seu. Não tem chances desse cara não pegar pelo menos cinquenta anos de prisão. 

 Mas isso de alguma forma não deixou ninguém aliviado, mas todos colocaram um sorriso no rosto para passar a imagem de que tudo estava bem. Lydia até mesmo percebeu, revirando os olhos e soltando um suspiro pelos lábios.

— E, se quiser vê-lo...

— Não, eu não... — A espinha de Lydia congelou. — Não quero vê-lo mais. Eu já sei a sua versão sádica da história sobre o assassinato da minha mãe. Preciso fazer algo da minha vida, e deixá-lo para lá. Não quero, em hipótese alguma, qualquer que seja a relação com o meu pai.

Convicta de suas palavras, Chris levou a filha e a sobrinha para casa, deixando antes Stiles, Scott e Isaac na casa de Scott. 

Eles precisavam ganhar esse caso.

[ Três semanas depois ]

Tudo estava em um absoluto silêncio dentro do tribunal. Ninguém cochichava, ou ao menos piscava lá dentro. Esperavam o juíz voltar com a sua resposta, cada lado nervoso para ver quem realmente ganhou. Lydia estava ao lado do advogado, junto com Chris. Atrás de si, algumas pessoas da cidade, o juri em cada lado da "sala" e também os amigos mais próximos de Lydia, assim como a família Argent. Todos exalando um clima tenso, pois durante os julgamentos, houveram argumentos e fatos infalíveis em relação à defesa, que era o Roger, e o ataque, a Lydia. Se assim pode dizer, nas palavras mais fáceis.

— O juri e o juíz decidiram. — Declaram.

— Levando em conta todos os fatos aqui apresentados, tomei a decisão junto ao juri, que Roger Martin deve cumprir a prisão perpétua, levando cada dia dos seus anos na prisão penitenciária da cidade de Beacon Hills, pelo assassinato de Haven Lia Martin, abuso psicológico e físico com cárcere privado à sua filha, Lydia Martin. Ele, também, deve arcar com a indenização do valor de cinquenta mil para a herdeira da família Martin. E ainda sim, pagar dez mil distribuído para a família Argent pelo assassinato de uma integrante da família. O caso está encerrado.

Todos pularam batendo palmas, aliviados por terem ganhado o caso. As chances maiores era dele ter pegado duas a três decadas na prisão, mas realmente foram bem. Lydia abraçou todos que podia, ainda chocada com a quantidade de dinheiro que iria possuir. 

Depois de finalmente sair do tribunal, os tios de Lydia cumprimentaram ela.

— É bom que tenha ganhado, Lydia. O canalha agora está na cadeira. — Disse Thalia, uma das tias. — Te esperamos amanhã na casa da vovó para comemorarmos.

— Obrigada, tia Thalia.

Muitos abraços depois, Stiles se aproximou lentamente com as mãos dentro do bolso, sem expressão alguma.

— Então você venceu. — Ele disse.

— Então eu venci. — Ela disse.

E ficaram assim, como dois bobos apaixonados que não discutiam a relação por realmente não saber se ela existia. Então Lydia deu um passo para frente, olhando-o incerta.

— Precisamos conversar, Stiles.

O moreno assentiu, e juntos pegaram um táxi para a casa da Lydia. O clima estava mais que tenso e esquisito, mas eles realmente precisavam mudar isso. A ruiva agarrou a sua mão assim que saíram do táxi, pagando o valor do taxímetro. Entraram na casa rapidamente, subindo sem pressa as escadas até o quarto de Lydia, um tanto vazio e normal demais, como um de hóspedes. Stiles analisou-o por completo, desde as paredes creme, até o piso de madeira comum.

— Você vai decorá-lo?

— Talvez.

Ela riu, fechando a porta atrás de si e ficando de pé, enquanto Stiles se sentou na cama, com medo de começar.

— Acho que eu devo começar, certo?

Ri envergonhada.

— Stiles, nesse meio tempo de julgamento, eu estive pensando muito, conversando muito com o advogado. Eu sabia, certamente, que tinha a possibilidade de eu ganhar uma fortuna. E eu pensei: O que fazer com isso? E a ideia de recomeçar era tentadora, digo, Atlanta e Beacon Hills me dão memórias dolorosas demais. Mas aqui pelo menos eu tive você, e sabe, Stiles, você fez a minha vida mudar, de certa forma. Estivemos juntos por um tão curto tempo, e eu já me imaginei com você em múltiplas situações. Sei lá, namorando? Casando? Tendo filhos? Eu sempre fui o tipo cinderela dos filmes de conto de fada. Mas mesmo que eu te ame, porque sim, Stiles, eu o amo inteiramente, de corpo e alma, me rasga por dentro todos os dias estar aqui.

Lydia já chorava, e Stiles também não era diferente, só que a ruiva parecia desabar a qualquer momento e por um lado Stiles só tinha algumas lágrimas no rosto. Sua intuição foi abraçá-la, mas estava paralisado. Lydia o amava.

— Então eu pensei: porque não deixar tudo para trás? E mesmo que seja doloroso, estar aqui é mais, Stiles. Eu... Vou concluir essa última semana no terceiro ano e vou me mudar para Nova York. Sei que é do outro lado do país, mas lá eu terei oportunidades únicas. Há uma faculdade lá que me aceitou, e eu poderei ficar no campus, como um colégio interno.

Stiles não acreditava. Ele iria ser deixado? 

O moreno se levantou, puxando as mãos branquinhas de Lydia e puxando-a para si, envolvendo-a num abraço.

— Eu não quero deixá-lo, mas eu preciso ir embora. 

Stiles respirou fundo, puxando o rosto de Lydia.

— Deixe-me ir com você.

Talvez fosse impossível, mas a Martin ficou ainda mais pálida. Ela o empurrou com delicadeza, franzindo o cenho.

— Você... Faria isso?

— O que mais eu tenho aqui, Lydia? Não tinha nem ideia de faculdade alguma, e estamos no último ano! Nova York é meu estado natal, eu moro perto da divisa entre ele e Ohio. Posso morar por lá, arranjar emprego, procurar uma universidade. Não tem o que me segure aqui.

A ideia dos dois era muito, muito tentadora. Estar perto um do outro, sair de Beacon  Hills... Afinal, o que os prendia nessa cidade?

— Antes de qualquer coisa, eu preciso fazer uma coisa, Stilinski. 

A ruiva sussurrou, puxando o rosto do garoto em sua frente.

— O que? — Questionou confuso.

Sem chance de respondê-lo, Lydia colou os lábios no de Stiles, empurrando-o na cama, desesperadamente abrindo seu zíper e tentando arrancar sua blusa.

— Você... Quer mesmo?

Para Stiles não era a primeira vez, mas ele estava tão nervoso quanto. Lydia, no caso, também estava, mas tão certa disso que nem contestou.

— Me tenha para você hoje.

E tiveram uma noite de amor.

[Dois meses depois]

Stiles e Lydia abraçaram todos que estavam no aeroporto. Lydia já havia despedido da família em Atlanta, prometendo visitá-los. Ela agora estava tentando não chorar demais ao abraçar a prima e seus outros dois fiéis amigos.

— Eu sentirei sua falta, cara.

Scott diz. Ele e Stiles passaram por tantos bocados na cidade natal deles, perderam parentes queridos, passaram por dificuldades, mas sempre tinham o outro para servir de apoio.

— Ei, vamos nos falar todos os dias, não vai se livrar de mim. E, diga a Charlie e Malia que eu passo a minha liderança para você.

Um tanto incrédulo e agradecido, eles se abraçaram de novo, envolvendo Isaac também no abraço. Por contrapartida, Allison e Lydia, diferentes aparências, personalidade e gosto, mas com um amor igual uma pela outra, se abraçavam chorosas.

— Nunca deixe de me ligar. E a cada três meses me visite, ou vice-versa. — Exigiu.

— Você que manda, Allison Argent.

"Última chamada para o vôo 324, destino Nova York."

— Precisamos ir, amor.

Os olhos verdes de Lydia brilharam com o apelido carinhoso de Stiles. O coração frio dele estava ainda mais amolecido, mas ele continuava o grosso de sempre, protetor e ciumento, e a ruiva adorava.

— Vamos sim. Eu amo vocês, a gente não vai deixá-los.

— Tudo bem, vão logo.

Chris disse, e todos acenaram. O casal caminhou até a sala de embarque, adentrando no avião e sentando um do lado do outro. E ele decolou, deixando Beacon Hills e a vida velha e amarga de Stiles e Lydia para trás.

 


Notas Finais


x Abuso psicológico, físico, mental e verbal é crime. Denuncie ligando para 180! Estou aqui caso alguém precise conversar. ♥

Born saiu do hiatos, uhuuuul.
Mas é o último capítulo, aaaaa ):

Sei que é triste, mas eu não iria apagá-la e nem tenho mais vontade de continuá-la. No entanto!!!!!! haverá um epílogo duas vezes maior que esse capítulo, com uma super passagem de tempo, porque se não tem passagem de tempo não é fic minha. Como Lydia e Stiles se estabeleceram em NY? Stiles vai estudar junto com ela? Qual a profissão deles? Será que anos se passando, eles formaram família? O que aconteceu com o restante do pessoal?

A atualização pode demorar mas tudo será respondido. Muito obrigada por todos me acompanharem nessa jornada, e ainda que queiram me acompanhar, vão nas minhas histórias stydia, ainda há atualização por lá.

xoxo ♥

tt: leitholdrew


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