História Born To Die - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias The 100
Personagens Clarke Griffin, Lexa, Octavia Blake, Raven Reyes
Tags Clarke, Clexa, Drama, Lexa, Octaven, Romance
Visualizações 193
Palavras 6.248
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura.

Capítulo 7 - Father Issues


Lexa e Clarke estavam diante da porta onde supostamente deveria estar o homem. A mão de Lexa estava firme segurando a arma, ela olhou para Clarke esperando o momento certo.

- Lexa… - sussurrou a loira como se pedisse para a namorada agir -

Lexa se aproximou da loira e seus lábios foram para a orelha da mulher.

- Fica aqui, eu vou entrar sozinha. Espera por mim - geralmente Clarke negaria e entraria em uma guerra discordando da mulher, porém naquele momento ela a obedeceu -

Clarke se afastou da porta, Lexa apontou sua arma para a maçaneta e sem pudor algum atirou, fazendo Clarke fechar os olhos com o barulho, Lexa imediatamente entrou no apartamento medíocre e ouviu claramente o destravar de uma arma que não era a sua.

- Olá, Lexa - disse Roan King com um sorriso confiante e uma arma apontada exatamente na têmpora de Lexa -

**

De longe Clarke viu uma outra porta abrir e ela apenas apontou a arma para a pessoa e pediu silêncio, o homem amedrontado entrou de volta e trancou sua porta. A loira iria ficar ali, pelo menos até ouvir algum barulho conhecido vindo do apartamento de King.

**

Sem temer Lexa virou-se para o homem fazendo com que a arma dele agora ficasse colada em sua testa, Roan estava sem camisa mostrando seus músculos no qual não impressionou Lexa.

- Atira - ordenou Lexa - Atira agora, eu estou dando uma chance - Lexa sabia que ele não iria atirar, ela sabia porque Roan não parecia está à frente de tudo ali -

O homem sorriu e tirou a arma da testa de Lexa, mas logo após lhe deu um soco na lateral de seu rosto que fez os lábios de Lexa sangrarem.

- Eu não posso te matar, mas ninguém falou sobre brincar um -

Antes que Roan pudesse terminar a frase, Lexa retrucou o soco e o homem sorriu, a assassina tentou repetir o movimento, mas Roan segurou seus braços e a jogou contra a parede, bateu a cabeça de Lexa contra o concreto repetidas vezes o que fez Lexa deixar sua arma cair, foi então que Lexa subestimou a força daquele homem. Ele sorriu ao ver a dor em Lexa, a mulher esticou suas mãos para frente mesmo com as pancadas se repetindo em sua cabeça, foi então que alcançou o pescoço de Roan, seus polegares pressionaram a garganta do homem, parecia que iriam furar a pele, já sem ar ele soltou Lexa. A mulher mesmo tonta se manteve pressionando a garganta do rapaz, até ele ficar de joelhos e quase sem ar, aproveitando a fragilidade dele, Lexa deixou seus punhos esmurrar o homem, o nariz de Roan já jorrava sangue enquanto ele sentia a dor em seu rosto. O homem mesmo com a dor conseguiu segurar a mão de Lexa em sua última ação e a empurrou para o lado, ele passou a mão em seu nariz e viu o sangue entre seus dedos, com fúria ele foi até Lexa, porém a mulher foi mais rápida e levantou-se do chão. Os dois se olharam, ofegantes e machucados, os lábios de Lexa ainda mostravam indícios de sangue, sua cabeça ainda doía pelos diversos confronto com a parede, já Roan tinha visivelmente o nariz quebrado e sangrando. Lexa olhou para os pés do homem e viu que sua arma estava próximo a ele, Roan notou e chutou para trás.

- Se vai me matar, vai ser com suas próprias mãos -

Lexa correu até o homem e tentou acertá-lo novamente com seus punhos, porém Roan a bloqueou, ele sorriu e deu um soco no estômago da mulher, Lexa perdeu o fôlego por alguns instantes e Roan aproveitou para jogar Lexa sobre sua mesa diante do sofá, fazendo cair no tapete a garrafa cheia de whisky, o material de madeira pareceu quebrar os ossos da garota, mas mesmo com a dor ela gargalhou alto.

- Me falaram que você era louca mesmo - comentou. Roan vendo a garota deitada sobre a mesa se aproximou. Lexa estava indefesa e ele sorriu - Você não é tão esperta quanto imaginei -

Roan se aproximou bem de Lexa, tão perto que podia beijá-la, foi então que Lexa tirou um canivete de seu bolso e cravou na barriga de Roan.

- Facas sempre foram minhas favoritas - disse cravando um pouco mais o canivete no homem indefeso, ela não iria matá-lo com aquilo -

Lexa o empurrou e ele caiu no chão, as mãos do homem segurando sua barriga como se a qualquer momento seus órgãos pudessem sair. Lexa limpou seu canivete nas bochechas de Roan, e pressionou um pouco causando um corte superficial em seu rosto.

- Agora sim podemos conversar - Lexa chutou o rosto de Roan e o homem de imediato apagou - Homens… sempre dormindo depois de um pouco mais de ação com mulheres -

Lexa suspirou.

Clarke estava sentada no chão diante da porta olhando fixamente para a pequena chama do isqueiro em sua mão, desde o tiro para abrir a porta, ninguém mais havia saído do apartamento e a julgar pelo o tempo, ninguém teve a coragem de ligar para polícia. Clarke parou o isqueiro e olhou ao redor, aquele prédio realmente estava caindo aos pedaços.

- Quer ajudar? - Clarke no mesmo momento levantou e foi até Lexa -

- Oh céus, o que você fez? - respondeu passando pela a namorada -

Lexa fechou a porta atrás de si, Clarke logo viu Roan sentado no sofá, o homem estava sem blusa mostrando os pêlos ralos e o sangramento quase seco em certa altura do abdômen do rapaz, Roan tinha suas mãos presas com uma algema, foi o que Lexa conseguiu encontrar no quarto do homem para o prender. Ele olhava para Lexa com fúria, ele estava sentindo uma dor infernal no estômago, o rosto não o incomodava.

- Poderia ter mandado a loirinha primeiro, eu iria me divertir de outra forma com ela - respondeu sorrindo maliciosamente para Clarke. Lexa marchou para agredi-lo, mas Clarke ficou na frente da namorada -

- Lexa, ele só está tentando entrar na sua mente -

- Posso dizer outros lugares no qual eu gostaria de entrar em você, loirinha - disse novamente observando Clarke -

Lexa empurrou Clarke e deu um soco em Roan, dessa vez ela sentiu seus ossos da mão gritarem de dor, um pequeno risco de sangue apareceu no lugar avermelhado em sua mão. Roan cuspiu o sangue de sua boca e sorriu descaradamente para Lexa fazendo a raiva da mulher aumentar ainda mais.

- Ei, olha para mim - ordenou a loira, Lexa continuava a olhar para Roan e Clarke segurou o rosto da namorada, a forçando olhar - Se acalma - Lexa concordou e Clarke soltou o rosto da mulher - Vamos acabar logo com isso –

as duas voltaram a olhar para Roan que parecia não se importar com a situação que se encontrava.

- O que você quer? O que você quer de nós? - Clarke fez a primeira pergunta, ela sabia que não iria obter nenhuma resposta sincera do homem, ele não iria entregar o jogo assim -

- Eu não quero nada de vocês, eu não questiono os motivos de quem me contrata, eu só faço meu trabalho - o homem deu de ombros enquanto tinha sua atenção em Clarke -

- Podemos pagar o que você quiser, só nos dê um nome - pediu Clarke, ela imaginou que ele falaria mais com ela ao invés de Lexa -

Roan sorriu e negou, as mãos presas foram até sua barba, coçando-a rapidamente.

- Vocês realmente acham que vão conseguir alguma coisa de mim? Nem se eu quisesse eu não poderia, depois que você se alia você só sai morto de lá - Roan era um mercenário, trabalhava para quem dava mais, porém naquele caso sua fidelidade era para poupar sua vida e seu corpo das piores torturas que poderiam fazer com ele. -

- E você acha que vai sair daqui vivo? - questionou Lexa se aproximando do homem -

- Eu vou - respondeu. Lexa puxou a arma da cintura de Clarke e apontou para Roan - Vai em frente, pelo menos vai ser rápido -

Lexa sorriu e atirou em Roan, Clarke levou sua mão a boca com aquela atitude inesperada, os gritos de Roan poderiam ser escutado há distâncias e por algum motivo Lexa não se importou se alguém iria chamar a polícia. Lexa havia atirado exatamente no meio das pernas de Roan, a dor no homem era inegável, lágrimas de dor e raiva saiam do homem.

- Sempre pode ficar pior - comentou Lexa se abaixando na altura dos joelhos de Roan -

O homem tentou atingir Lexa mesmo com suas mãos presas, porém foi em vão, Clarke o segurou.

- Você vai… você vai - Roan tinha dificuldade para falar, a dor era agonizante - Você não tem ideia do que virá! -

- Você tem vinte minutos para decidir sua vida - Lexa levantou e continuou a olhar para o homem - Você pode colaborar comigo, me falar quem está por trás disso tudo e eu levo você ao hospital e eles conseguirão salvar isso que você tem entre as pernas, ou então se não colaborar eu deixo você aqui, provavelmente vai viver, mas depois de meia hora será perda total e você vai perder seu brinquedinho - Lexa sorriu como uma psicopata, gostando daquela angústia do homem -

Roan respirava ofegante, ele não sabia se Lexa estava falando sério, a dor entre suas pernas só aumentava, o suor frio descia de sua testa e ele podia jurar que a qualquer momento iria desmaiar.

- Só nos dê uma pista - pediu Clarke -

- Você se meteu em uma grande confusão, Lexa. Nada que você fizer comigo, vai chegar perto do que farão com você -

Lexa encostou a arma na testa de Roan, o homem sorriu e em um movimento rápido ele tomou a arma de Lexa e atirou na mulher, Clarke se aproximou e ele a chutou, fazendo-a cair para trás, Lexa tinha uma grande mancha na altura de seu abdômen quase no mesmo local onde esfaqueou Roan. Clarke correu para Lexa ao chão e foi quando Roan seguiu para porta, Lexa se arrastou um pouco e alcançou sua arma, a que Roan havia chutado minutos antes. A mulher atirou nas pernas de Roan e ele caiu antes que pudesse abrir a porta, quando o homem caiu, Lexa levantou, claro que sua dor era real, mas ela ignorava.

Clarke foi até Roan e o puxou pelas pernas, arrastando-o até Lexa. O homem já completamente fora de si encostou suas costas de forma desajeitada nos pés do sofá, ele sangrava tanto que em seu momento de conformismo gargalhou.

- Eles vão destruir você - gargalhou alto. Clarke pegou a arma da mão de Lexa, agora era ela quem estava perdendo a paciência - Vão acabar com cada pessoa que você se importa nessa merda de vida que você vive! Vão tirar cada pedacinho da sua namoradinha e enviar para você como um presente de natal - Lexa não tirava os olhos do homem - Cada pessoa que você um dia sequer se importou vai morrer diante de seus olhos e você não vai poder fazer nada além de assistir -

- CHEGA! - gritou Clarke -

- Mas sabe o que vai doer mais? - disse olhando para Lexa, ele sorriu ainda confiante como se fosse sair vitorioso da situação. - É saber que no final de tudo, você sempre esteve sozinha - disse levando seu olhar para Clarke -

Lexa virou-se e pegou a garrafa de whisky ainda cheia que estava sobre o tapete ao chão. Ela tirou a tampa e despejou todo o líquido em Roan, em suas pernas, peitoral, cabelo e o resto no material do sofá. Lexa levou sua mão ao bolso traseiro da calça de Clarke e tirou o isqueiro.

- Últimas palavras? - disse levantando a tampa metálica acendendo a chama do isqueiro -

- Ela gritou, gritou tanto, suplicou para eu não fazer isso, mas eu fiz, eu sorrir enquanto matava Judy -

Clarke olhou imediatamente para Lexa, a mulher não esboçava nenhuma reação. O isqueiro caiu sobre Roan e ele gritou ainda mais alto que antes, era visível a chama consumindo seu corpo e se espalhando para o sofá. Lexa levou uma mão até a jaqueta e tirou um único cigarro, abaixou um pouco e o acendeu em Roan. Ela soltou sua primeira fumaça ao ar e tomou a mão de Clarke, a loira pegou as duas armas do chão e saíram dali como se nada tivesse acontecido. Pegaram o elevador e ouviram o som de alarme para incêndio, as portas se fecharam e Clarke olhou para o lado onde Lexa ainda aproveitava o cigarro, a loira olhou para a blusa ensanguentada da namorada e se perguntou como diabos Lexa não estava a ponto de desmaiar ainda com a bala dentro de si.

- Lexa? -

- Eu vou encontrá-los, sabe? E eu farei muito pior do que fiz com Roan - Lexa jogou o cigarro no chão do elevador e o apagou -

- Tem nossas digitais por todo canto -

- É para isso que temos Raven -

O elevador se abriu e Lexa voltou a pegar a mão de Clarke entrelaçando seus dedos, as duas marcharam para fora do prédio.

Raven ouviu seu celular, no escuro de seu quarto ela apenas levou uma mão a escrivaninha e tateando encontrou seu celular, sem nem ao menos abrir os olhos ela o silenciou. Segundos depois Raven voltou a ouvir seu celular e resmungou algo, puxou a pequena corda do abajur clareando o seu lado da cama. Com os olhos semiabertos Raven atendeu a ligação ainda não sabendo de quem se tratava.

- É melhor ser importante - Raven sentou-se e olhou para o relógio digital em sua escrivaninha, passava das duas da manhã - Clarke? O quê!? - Raven viu Octavia se mexer e resolveu sair do quarto, a capitã foi até o banheiro e fechou a porta - Como você deixou isso acontecer, Clarke?! Se descobrirem que você está viva isso vai causar encrenca para mim, eu que fui responsável pelo o caso de Anya! - Raven levou sua mão ao rosto frustrada, passou pelos cabelos e se olhou no espelho - Claro! Eu vou limpar a bagunça de vocês - era perceptível a irritação de Raven - Mais tarde falo com você - Raven desligou a ligação já sentindo o começo de sua dor de cabeça. -

A mulher se aproximou do mármore e abriu a torneira, ela molhou seu rosto para se manter acordada por mais algum tempo, ainda com os olhos fechados ela procurou pela toalha de rosto, porém suas mãos não encontraram. Raven abriu os olhos e viu que o tecido branco não estava ali, seus olhos logo desceram para o lixo e Raven viu claramente uma mancha de sangue na toalha, a capitã percebeu que a torneira ainda estava aberta e a fechou, naquele momento ela ignorou o que acabara de ver. Pegou seu celular e saiu do banheiro, viu que Octavia ainda estava adormecida e saiu do quarto, resolveu procurar um pouco mais sobre Roan King no seu acesso a polícia no notebook.

Quando o elevador abriu, Clarke ajudou Lexa a caminhar até o apartamento delas, a mulher estava pálida, Clarke escondia sua preocupação, ela precisava manter o foco na situação, ao chegar na porta Clarke pôs a chave e abriu, imediatamente colocou Lexa no sofá e voltou para fechar a porta. Os olhos apressados de Clarke correram por todo o corpo de Lexa, a loira levou uma mão a testa de Lexa e viu que ela estava ardendo em febre, ela tirou a jaqueta da namorada e levantou a blusa, Clarke engoliu a seco ao ver o ferimento no abdômen de Lexa.

- Ei! Acorda! - ordenou dando leves tapas no rosto de Lexa - Se você dormir eu te mato! Não me teste - respondeu nem ao menos vendo o leve sorriso entre os lábios pálidos de Lexa. Clarke pegou o celular e discou alguns números e esperou por uma voz - Robert? - Clarke sentiu um leve aperto em sua mão, era Lexa a repreendendo - Eu não vou deixar você morrer - explicou Clarke olhando para a namorada - Robert? Lexa precisa de você - Clarke ouviu o homem disparar indagações de alegria - Ela levou um tiro, não, ela não pode ir ao hospital, Robert! Para de falar! Se você não estiver aqui o mais rápido que puder não terá a chance de ter Lexa em sua vida - Clarke ouviu o homem e logo desligou a ligação, ela voltou para a namorada e segurou suas mãos - Aguenta firme, eu sei que pode fazer isso -

Raven sentiu braços enlaçarem seu pescoço e plantar um beijo em seu ombro, Raven fechou o notebook e olhou para trás capturando os lábios da noiva.

- O que está fazendo acordada? - perguntou Raven dando beijos intercalados na advogada. Octavia pulou para o sofá ficando ao lado da mulher -

- Você sabe que não consigo dormir sem você ao meu lado, quando vi que não estava lá não consegui mais dormir - Raven sorriu - Mas o que faz acordada a essa hora? São quase quatro da manhã -

- Só revisando um caso, Kane está no meu pé por conta do tempo sem nenhum resultado - mentiu e Octavia sabia disso, não que Raven não soubesse mentir, era que Octavia era boa mesmo em identificar uma mentira - O que aconteceu com sua mão? -

- Eu quebrei um copo e acabei me cortando com os cacos, nada sério - explicou sem esforço algum - Podemos voltar para cama? Eu tenho uma defesa daqui há sete horas e queria descansar bem - Octavia beijou o ombro de Raven, seguiu para o pescoço chegando ao queixo, Raven suspirou com o toque da noiva - Mas eu preciso de você na cama comigo - Raven a beijou com voracidade deixando Octavia completamente faminta por Raven -

...

Clarke se sentia tão inútil naquele momento, apesar de não gritar Lexa demonstrava em sua feição a dor, Aden havia escutado as vozes, mas Clarke ordenou que ele permanecesse no quarto. Há pouco mais de meia hora Robert havia chegado com sua maleta enorme, com poucos instrumentos e drogas, e fez daquela sala de estar sua sala de cirurgia.

Ele esterilizou o machucado, porém informou que era impossível aplicar anestesia local, estava muito inflamado para fazer efeito e ele não poderia sedar Lexa porque naquele local era impossível, então a cada processo Lexa sentia, Clarke só queria que tudo aquilo acabasse.

- Encontrei - respondeu quando sentiu o projétil na pinça - Isso vai doer - informou a Clarke. A loira segurou o rosto da namorada e a beijou, Robert puxou a pinça com o pequeno projétil, sua pinça cheia de sangue assim como o lábio de Clarke - Agora eu vou limpar, costurar e fazer o curativo - informou -

Clarke passou o dedo em seu lábio inferior e viu o sangue, olhou para Lexa e viu que a mulher ainda continuava com a dor. Ela segurou a mão da namorada enquanto observava atentamente a forma como Robert costurava Lexa, minutos depois o médico cobriu os pontos e tirou suas luvas. Procurou sua maleta e tirou dois frascos de remédio.

- Ela precisa tomar esse remédio a cada oito horas, é para a inflamação - entregou para Clarke um dos frascos - Já esse é para dor de cabeça - mesmo sem nenhuma das duas dizerem, ele notou um calombo na testa da filha - Algo me diz que ela vai precisar - entregou o outro remédio -

- Obrigada Robert - agradeceu Clarke -

- Ela é minha filha, eu não poderia deixá-la assim - ao ouvir "filha", Lexa sentiu algo estranho. Robert levantou e recolheu seus instrumentos, colocando-os em um saco plástico - Qualquer mudança, você me liga, okay? A febre deve passar depois do primeiro analgésico - Robert olhou para Lexa - Vai ficar tudo bem, filha - sabendo que não teria uma resposta ele se moveu, porém Lexa alcançou a mão do homem -

- Eu não sou sua filha - respondeu. -

Robert apenas olhou para Clarke e pegou sua maleta, indo para a saída. Clarke o acompanhou e ficou do lado de fora do apartamento junto ao médico.

- Como isso aconteceu? - perguntou quando ficou só com a loira -

- Assalto, Lexa tentou reagir, e a situação foi ao extremo. Lexa odeia hospitais, trauma de infância - mentiu e Robert pareceu acreditar - Obrigada Robert, você salvou Lexa -

- Lexa é minha única família agora, eu faria tudo para mantê-la segura, mesmo que ela nunca me perdoe e aceite como pai - Clarke poderia está completamente errada, mas ela apostaria todas suas fichas que Robert era uma das poucas pessoas que queriam o bem de Lexa -

- Eu vou ajudá-lo, eventualmente Lexa vai perceber que você é uma boa pessoa, pelo menos uma conversa franca eu garanto que vocês vão ter - Robert sorriu -

- Me mantenha informado, ok? - Clarke concordou com um balançar de cabeça - Afinal, como conseguiu meu número? -

- Não é só você que tem contatos - retrucou sorrindo - Dirija com cuidado, Robert, e mais uma vez, obrigada - o homem apenas acenou para Clarke e seguiu para o elevador -

Clarke voltou a entrar no apartamento e o trancou, ela se aproximou do sofá e viu que Lexa ainda estava acordada.

- Por que você tem que ser tão ingrata e orgulhosa? Não poderia ter falado um "obrigada"? O homem literalmente salvou sua vida, Lexa! - naquele momento Clarke não teve compaixão pela situação de Lexa, sua namorada precisava ouvir algumas verdades - Seu pai! Sim, seu pai, o fato de você não aceitar não deixa de ser a realidade -

Lexa apenas ouvia como uma criança obediente, as palavras de Clarke eram verdades, por isso doía tanto.

- Muitas pessoas querem você longe, não afasta as poucas que realmente querem você por perto - Clarke continuou esperando por uma resposta, mas Lexa continuava a ignorar a namorada - Olha para mim, Lexa - Lexa obedeceu e Clarke percebeu os olhos lacrimejados da namorada, a loira não sabia se era dor emocional ou física. Clarke sentou ao lado de Lexa no sofá, suas mãos cuidadosamente tocaram o rosto da namorada - Eu amo você, sempre amei e vou continuar amando, mas você tem que deixar outras pessoas sentirem o mesmo por você. Aden e Robert só querem o seu bem, eles são parte da sua família - Lexa fechou os olhos só para poder abri-los e deixar as lágrimas descerem -

- Eu estou com medo - sussurrou já não se importando em parecer fraca diante de Clarke - Eu estou com medo, Clarke - Clarke beijou a testa da namorada deixando suas lágrimas caírem sobre Lexa -

A loira imediatamente enxugou suas lágrimas e beijou os lábios da mulher, na tentativa de tirar seus medos.

Sete horas da manhã e o barulho no local já era de enlouquecer. Pessoas falando alto em ligações, salto alto com rangidos ao tocar o piso do chão, máquinas imprimindo várias e várias folhas, o teclar apressado nos computadores, notificações de celulares, discussões entre ideias diferentes, a máquina de café informando já pronta para ser desligada, tudo acontecia ao mesmo tempo, porém a única coisa que importava para o homem em seu cubículo, era: por que raios Lexa não atende o celular?

Murphy tomou um gole do café que ele mesmo trouxera, e voltou para seu notebook, ele precisava terminar sua matéria.

- Murphy? - Murphy ouviu a voz de seu chefe, mas não olhou para o homem -

- Cinco minutos, daqui há cinco minutos eu entrego a matéria - Murphy viu o homem fechar seu notebook - O quê? - perguntou não gostando do que o homem fizera - Quem é essa? - perguntou olhando para a mulher ao lado do jornalista -

- Que bom que perguntou, essa é sua nova assistente e fotógrafa - Murphy olhou bem para a mulher e depois voltou para seu chefe -

- Eu já tenho um assistente, Bob, lembra? -

- Infelizmente Bob se demitiu - disse a mulher - Mas garanto que sou tão boa quanto ele, meu nome é Luna -

- Ele se demitiu? - perguntou ignorando a nova assistente e olhando para o chefe -

- Sim, felizmente Luna veio para uma entrevista e se eu a deixasse escapar, aqueles abutres do DailyArk iriam ficar com ela. Luna, seja bem vinda, e não leve em consideração o mal humor de Murphy, ele é assim com todos -

Murphy não havia gostado nada daquela mudança.

- MURPHY! BROOKLYN, HOMICÍDIO E INCÊNDIO! - gritou um dos jornalistas que estava com o rádio da polícia -

Murphy pegou suas ferramentas de trabalho e olhou para Luna.

- Não faça, nem fale nada, só me observe - ordenou e Luna seguiu o jornalista. Murphy passou na mesa do amigo e pegou o endereço do local logo percebendo que havia sido o mesmo endereço que dera a Lexa, o jornalist foi embora com Luna ao seu lado -

Clarke abriu os olhos com a claridade do local, só então percebeu que havia dormido na sala. Lexa continuava dormindo no sofá com as mesmas roupas, Clarke sentiu um incômodo em suas costas por ter dormido não chão frio, ela sentou-se e bocejou. Antes que pudesse fazer qualquer movimento ela viu Aden entrar na sala com uma bandeja que fez o estômago de Clarke murmurar. Ele pôs sobre a mesinha do centro, na bandeja havia algumas fatias de melão, suco de laranja, café, pão, queijo, presunto e bacon separados. Clarke gargalhou com aquilo.

- Aden, não precisava - Clarke tomou um gole do café e aspirou aquele aroma - Onde você conseguiu dinheiro? Não tínhamos nada na geladeira -

- Quando viemos para cá Octavia me deu dinheiro, ela disse que era no caso de Lexa me deixar sem comer - Clarke sorriu e Aden olhou para a irmã - Ela vai ficar bem? -

- Foi só um susto. Ela só precisa de alguns dias descansando e estará totalmente recuperada. - Clarke comeu uma fatia de melão e os dois ficaram calados por alguns instantes. -

- Eu achei que ela fosse morrer… - confessou em melancolia -

- Foi um tiro no estômago, ela tinha chances de sobreviver e sobreviveu - retrucou ainda saboreando o presente de Aden - Eu preciso de um banho, olha ela por enquanto? - Aden concordou e observou a loira ir embora -

Aden sentou-se ao lado de Lexa, ele viu o curativo na irmã e voltou a olhar o rosto de Lexa.

- Você realmente é dura na queda -

Ao chegar no prédio onde tudo aconteceu Murphy viu alguns curiosos, alguns jornalistas da concorrência, duas viaturas e o carro de Raven. O rapaz se aproximou junto com Luna e logo foi barrado por um policial, Raven viu Murphy e se aproximou.

- Eu só quero saber o que aconteceu - esclareceu Murphy quando viu Raven, a mulher viu o novo acessório de Murphy, mas não deu muita atenção -

- Deem meia volta e fiquem longe do local do crime - alertou com sua pose amedrontadora -

- Qual é detetive, por que não pulamos a parte de que vocês bancam os difíceis e nós fingimos que aceitamos? - Luna tirou os óculos e olhou diretamente para Raven - Um corpo foi encontrado no apartamento 013, corpo queimado, mãos presas e sangue em alguns locais do apartamento. Nos dê um nome - Raven observou aquela atrevida criatura -

- Quem é essa? - perguntou a Murphy -

- Luna – disse a mulher direcionando sua mão à Raven, porém a capitã ignorou -

- Tire-a daqui - ordenou à Murphy como ele fosse um de seus subordinados -

Luna continuou a observar Raven enquanto a mulher seguia para entrada do prédio.

- Não bata de frente com Reyes, é um conselho que te ofereço - Luna ignorou o conselho - Vamos falar com algumas pessoas -

**

- Que espécie de humano faz isso com outro? - indagou Echo ao ver o corpo de Roan sendo levado, a mulher pôs suas luvas e olhou o local enquanto a equipe inspecionava o local com seus instrumentos -

Echo abaixou-se e coletou o isqueiro, ou o que sobrou dele.

- O que acha, capitã? - perguntou Echo continuando a coletar informações naquele pequeno e acabado apartamento -

- Pelo o que foi informado a vítima tinha um histórico, provavelmente foi pagamento de alguma dívida - Raven sabia que não era o caso, e se arrependeu por dar uma resposta tão cínica -

- Eu já peguei casos cruéis, mas esse tenho que dizer que foi o pior - Echo seguiu os peritos enquanto Raven analisava o local, parte dela doía em saber que sua amiga fazia parte disso -

Raven não sabia como iria enganar toda a equipe e forjar aquelas provas que aos poucos seus subordinados estavam encontrando.

Raven percebeu uma claridade atingindo seu ombro e quando olhou para trás não acreditou no que vira.

- Como diabos entrou aqui, garota?! - replicou irritada tirando a câmera das mãos de Luna. Luna sorriu e olhou ao redor - Isso é assunto da polícia! -

Luna tomou sua câmera das mãos da capitã e analisou o local.

- Relaxa capitã, é só uma foto para estampar a matéria - respondeu calmamente, diferente da mulher a sua frente - Tem ideia do motivo do homicídio? Ouvi estórias de que a vítima não era tão vítima assim e trabalhava com outras pessoas nada agradáveis, já descobriram se é verdade ou não? Se sim, alguma ideia de quem sejam essas pessoas? - Raven se aproximou da mulher, mas Luna não se sentiu incomodada ou intimidada -

- Sai daqui, ou eu juro que farei você passar a noite na delegacia - Luna sorriu -

- Nos vemos outro dia, capitã - Raven observou a mulher confiante sair da cena do crime e isso a fez soltar um longo suspiro em frustração. Ela não precisava de um jornalista na sua cola -

- Capitã! Olha isso - chamou Echo e Raven foi até a mulher pedindo aos céus que não fosse nada demais –

**

- Descobriu algo? - perguntou Luna à Murphy, o jornalista negou - Consegui uma foto da cena do crime, de nada Johnny - retrucou. Murphy imediatamente olhou para a mulher que tinha um sorriso estampado no rosto -

- Não me chame assim, nunca mais me chame assim - retrucou nada simpático. Lexa o chamava assim e para ele isso era algo especial - Me espere no carro - Luna o obedeceu, Murphy pegou seu celular e mandou uma mensagem. -

Quando Luna olhou para trás viu Murphy andando em direção ao prédio, a mulher entrou no carro e esperou por seu suposto chefe.

**

Murphy viu Raven no elevador com a mão entre as portas automáticas parando o objeto, Murphy entrou e finalmente ela deixou as portas se fecharem, apertou um dos botões e o elevador parou.

- Lexa queimou King vivo, tem algumas evidências no apartamento e provavelmente alguma vai bater com as digitais de Lexa ou Clarke -

- Mas para o mundo elas estão mortas, seus dados não deveriam ser apagados? - Raven ficou calada com a pergunta de Murphy - Ai meu Deus! Você os manteve? Como pôde fazer isso?! -

- Eu apaguei os de Clarke, só mantive os dados de Lexa. Eu quis está um passo a frente, caso ela fizesse algo com Clarke eu poderia persegui-la como uma criminosa qualquer - Murphy chutou o material metálico, ele estava com raiva da mulher a sua frente - Não se preocupe, eu vou cuidar disso -

- Acho bom mesmo, porque você pode está um passo a frente de Lexa, mas eu estou um a frente de você, eu posso até ser preso, mas eu acabo com sua carreira e claro, você será presa por traição ao seu título - naquele ninho de cobras, um estava sempre preparado para dar o bote no outro -

- Eu vou cuidar disso -

- Nossa única pista queimada, o que fazemos agora? - perguntou Murphy sem nenhuma ideia. Raven tirou de seu bolso um celular e entregou ao jornalista -

- Eu encontrei isso no quarto dele, deve ter alguma coisa aqui - Murphy guardou o objeto e apertou o botão e o elevador voltou a funcionar - Me mantenha informada - Murphy concordou e saiu do elevador -

Raven resolveu sair do elevador e pegar as escadas, aquela caixa metálica estava prestes a despencar.

- Capitã? Você precisa ouvir isso - Echo descia as escadas com um homem amedrontado - Ele viu algo, acho melhor levarmos para a delegacia -

- Eu… eu eu só falo se me derem total certeza de que nada vai acontecer comigo, que não vão vir atrás de mim - Raven percebeu o quão nervoso ele estava -

- Vamos a delegacia -

- Ei, está acordada… - Clarke tinha uma voz calma, serena, suas mãos seguravam as de Lexa enquanto seus olhos foram para a mulher - Como está se sentindo? -

- Com fome - respondeu sentando-se com cuidado para os pontos não arrebentarem - Alguma notícia? -

- Raven ligou mais cedo e disse que estava na cena do crime, disse que depois aparecia por aqui -

- Eu não deveria ter feito aquilo, certo? King era nossa única pista e eu acabei com ele, é só que… - Clarke levou uma mão ao ombro de Lexa e beijou o local - Eu não poderia deixá-lo livre depois do que ele fez com Judy -

- Eu sei Lexa, eu sei… Encontraremos outra pista, eles atacarão novamente e estaremos preparadas - Lexa olhou para a namorada se perguntando como ela poderia está tão calma - Você fez o que deveria fazer, ponto final. -

- Eu preciso de um banho - Lexa levantou e seguiu para seu quarto -

Clarke observou sua namorada ir e pegou o celular, digitou algumas coisas e logo depois saiu da sala.

- Roan está morto -

A pessoa apenas deu de ombros, acendeu seu cigarro e ajeitou seus óculos escuros no rosto. As duas pessoas estavam no parque da cidade, onde várias outras transitavam naquele horário de almoço.

- Era questão de tempo, se não morresse por mim, seria por Lexa - retrucou soltando a fumaça no ar -

- O que vai fazer agora? -

- Lexa é resistente, eu poderia torturá-la por horas e ela ainda sim iria sorrir para mim. O ponto fraco dela é o emocional -

- Afinal, o que ela fez tanto para você querer acabar com a mulher? -

A pessoa deu uma última tragada em seu cigarro e soltou no rosto da outra pessoa.

- Eu sempre cumpro minhas promessas, não seria diferente dessa vez - a pessoa levantou e sorriu -

- O que eu faço agora? -

- O que você faz melhor, mentir -

- Clarke!? - Lexa chamou por Clarke, mas não ouviu nenhuma resposta, enquanto enxugava seus cabelos na toalha, a mulher caminhou até a sala. Lexa parou os passos ao rever o médico ali ao lado da loira - Clarke... -

A loira levantou do sofá e olhou para a namorada que estava há alguns metros de si.

- Não faça isso por você, faça por mim, no momento não tem nada que eu queira mais do que isso - Clarke se aproximou da namorada enquanto Robert continuava calado. A loira pressionou seus lábios nos da namorada. - Por favor, por mim… -

- Clarke… - disse relutante -

- Não tenha medo, meu amor… você precisa dessa conversa, por favor, não estrague tudo - a loira beijou o rosto de Lexa e deixou os dois a sós -

Lexa estava tão nervosa, aquele momento a levou ao velho sentimento de quando uma nova família a escolhia, ela não sabia o que esperar ou como se comportar, e por alguma razão nem ao menos entrar na defensiva ela conseguia, a ordem de Clarke parecia inegável. Lexa deu alguns passos em direção ao homem e parou no meio do caminho, Robert levantou-se e se aproximou. O homem se atreveu a tocar no rosto de Lexa e a mulher sentiu uma enorme vontade de chorar, porém segurou qualquer lágrima que insistisse em sair. Robert sorriu mesmo com suas lágrimas caindo, ele então abraçou Lexa mesmo esperando uma agressão, porém Lexa não o fez, se deixou abraçar enquanto o homem chorava sobre ela, a mulher fechou os olhos. Clarke escondida observando a cena se deixou sorrir, Lexa não iria chama-lo de pai ou agir diferente, mas pelo menos ele ainda estava vivo naquele abraço. Lexa precisava saber que nem todos queriam matá-la e Clarke faria de tudo para que a namorada percebesse.


Notas Finais


Até a próxima.
Bjora


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