História Born To Die - Capítulo 8


Escrita por: ~ e ~whoisclace

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais
Visualizações 78
Palavras 4.275
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa madrugada, meninas! Tudo bom com vocês? Bom, eu tenho algumas coisinhas para conversar com vocês e elas são sérias, porém prestem atenção.

1º: Segunda-feira eu vou passar por um procedimento cirúrgico, não sei se vocês lembram mas eu disse que estava doente e a situação é meio pesada e precisarei operar pra melhorar..
2º: Estou conseguindo atualizar semanalmente porque a faculdade está de greve, aí eu tenho tempo, PORÉM quando minhas aulas começar eu vou reduzir muito as atualizações.
3º: Eu tinha feito um roteiro bem específico para BORN TO DIE, porém alguns comentários me fizeram modificar para agradar todas vocês e surtiu resultados.
4º: Obrigada aos comentários, isso é MUITO motivador.
5º: Erros gramaticais e ortográficos, me perdoem.
6º: POSTEI FANFIC NOVA E É COM O SHAWN MENDES, O NOME DELA É ALL ABOUT US! O LINK ESTARÁ NAS NOTAS FINAIS.
7º: Boa leitura,
Louisa.

Capítulo 8 - Capítulo Sete:


Fanfic / Fanfiction Born To Die - Capítulo 8 - Capítulo Sete:

Ao adentrar em casa, posso dizer que estava me sentindo nas nuvens e não fui a única a notar isso, já que Carl sentou no sofá e terminou de comer a pipoca que tinha sobrado no balde. Ele estava quieto, porém, nem sempre quando ficava assim significava algo, entretanto agora eu sabia que estava reflexivo.

Como eu estava com sede, peguei um copo limpo sobre a mesa de centro e também o refrigerante que estava encostado no sofá. Despejei o líquido no recipiente e coloquei logo para dentro da minha boca, sentindo descer pela minha garganta. Era uma sensação gostosa.

Carl suspirou, o que automaticamente atraiu a minha atenção, não vou negar. Meu irmão queria me dizer algo, porém estava criando coragem para falar, entretanto não sabia como abordar o assunto.

— Está tudo bem? — perguntei, enquanto me sentava ao seu lado.

— Eu estive pensando aqui. — respondeu e eu arqueei a sobrancelha. — Você e o Harry estão muito juntos, não acha?

— O quê? — rebati um pouco alterada.

— Amigos, vocês estão amigos, Felicity.

— Mas o que isso tem demais?

— Eu gosto. — ponderou e eu respirei aliviada, sabendo que viria mais coisa a calhar. Carl não falava as coisas atoa. — Porém, eu tenho receio, Felicity. — desabafou.

— Do quê?

— Que ele te faça, mal.

— Mas... — tentei contornar a situação, porém fui interrompida.

— Nós já te machucamos demais, irmã. — despejou isso, como se tivesse tirado um peso enorme de suas costas. Eu não estava entendendo mais nada, nem na onde esse assunto iria chegar ou o que viria acarretar. — Sabe, você é fragmentada, Felicity, porém sabemos que ele te faz bem, eu e o pai sabemos, temos noção. — comentou.

— Vocês não são burros, eu sei.

— Não é questão de burrice, irmã, é só observar o quão você melhorou o seu jeito nesses últimos meses.

E era verdade. Eu estava diferente, eu me sentia melhor, ou como posso explicar, renovada, energizada, totalmente diferente. Era algo, que eu nunca tinha presenciado antes. Sei lá, quando dizem que pessoas entram em nossas vidas para somar significância, temos que acreditar, porque é verdade, os Styles estavam dando um rumo para a minha vida, coisa que nem a minha família conseguiu fazer.

— Você conversa com o Harry coisas que não consegue com nós. — Carl observou e eu apenas assenti. Não iria negar o fato estapeando a cara deles.

— Ele procura me compreender, Carl.

— Não é que ele procura, Felicity, ele te entende.

— Então... — não sabia como continuar a conversa, estava ficando um pouco constrangida.

— Eu fico feliz, irmã, muito feliz. — me olhou e pude notar sinceridade. — Não estou te falando isso para achar que estou com ciúmes, pelo contrário, estou lhe dizendo tudo isso porque quero o melhor para você. — sorriu e eu o abracei repentinamente, deixando-o surpreso.

— Obrigada, Carl, pela compreensão. — agradeci, porque de fato eu estava grata por termos tido essa conversa.

Fazia meses que Carl não era sincero comigo ou até mesmo pegava um pouco do seu tempo para conversamos. Meu irmão tinha ignorado aquele acontecimento, logo nas primeiras vezes que nos encontramos com os Styles e eu sei que não foi por mal, tenho consciência que ele não se sente confortável em falar a respeito, no entanto nem eu sinto, é como se tocássemos em uma ferida que já estava cicatrizada, porém sabíamos que uma hora ou outra teríamos que a reabrir para fazer certo.

Não falamos mais nada, então peguei e desejei boa noite ao meu irmão que retribuiu. Levantei-me e subi as escadas em passos longos alcançando de imediato o meu cômodo preferido: meu quarto. Lá eu me encontrava feliz e realizada, repleta de tudo que eu adorava.

Ao me jogar em minha cama, suspirei e peguei meu celular entre minhas mãos para ver se tinha alguma mensagem e sim, tinha. E era do Harry.

“Felicity...”

Quando ele colocava apenas o meu nome, era porque Harry estava enigmático.

“Harry...”

Eu aprendi conforme os tempos e respondia da mesma maneira.

“Como você está nessa noite?”

Enrolei a ponta do meu cabelo com o dedo e mordi meu lábio inferior pronta para responde-lo.

“Muito bem, aliás, tive uma conversa com Carl..”

Esperei o retorno que veio de imediato.

“Engraçado que Gemma também conversou comigo. ”

O que o casal de namorado estava planejando ou até mesmo pensando?

“Será que é o destino, Harry?”

Engoli em seco esperando por sua resposta.

“Uma vez me disseram que com o destino não se brinca e sim acredita, Felicity.”

Nossa! Por essa resposta eu não estava preparada.

“Concordo com essa frase, Harry... Agora vou dormir, aliás, amanhã tenho que estar inteira para a diversão na montanha-russa, certo? Boa noite, até amanhã.”

Coloquei meu celular debaixo do meu travesseiro e corri trocar de roupa, por um pijama e ficar confortável para uma deliciosa noite de sono.

[...]

O meu dia tinha sido parcialmente lotado, quer dizer, ele tinha sido totalmente cheio. Ao acordar lembrei-me que tinha um encontro, depois lembrei que tinha que ajudar o meu pai com as compras de casa e logo depois tinha que ajudar Carl com alguma coisa relacionada a francês, sim, eu sou fluente nesse idioma.

Passei o dia atarefada que nem vi as horas se passarem, pois, quando dei por conta já era finalzinho da tarde e eu precisava me arrumar e ficar digna de um segundo encontro com o Harry, e por incrível que pareça, eu estava amando tê-los.

Estava sentada em uma cadeira, do lado da geladeira, enquanto mandava minha última mensagem para ele antes de ir tomar banho, entretanto meu pai reapareceu, assim, do nada e me analisou. Novamente ele estava fazendo isso e não sabia o quão me irritava.

— Tem algo a me dizer? — abriu a porta da geladeira, enquanto pegava de dentro uma garrafa de cerveja.

— Não! Por que eu teria? — respondi e dei de ombros.

— Felicity, qual é!

— Desculpa? — fingi de desentendida.

— Eu sei que você andou saindo com o Harry, filha.

— Nossa! — falei um pouco alterada. — Ainda bem que você sabe, pai, eu não preciso te contar.

— Você não anda me contando nada atualmente.

— E você me contou alguma coisa durante toda a minha vida? — retruquei e o notei engolir em seco. Eu tinha tocado na ferida, entretanto meu pai era bom em desviar de assunto.

— Isso não vem ao caso agora.

— E quando vai vim? Quando algo começar a dar errado como as outras vezes? — aumentei um pouco a minha voz, para demonstrar a minha impaciência. Nós nunca havíamos conversado depois do ocorrido, nós precisávamos fazer isso, porém não fazíamos.

— Quantas vezes você vai jogar na minha cara tudo isso, Felicity? — rebateu indignado e senti seu semblante ficar sério. Quando isso acontecia, era como se o céu ficasse totalmente nublado e o tempo fechasse.

— Quando você me contar a verdade, pai! — falei entredentes e dei de ombros, porém antes de realmente sair da cozinha o olhei cautelosamente. — Eu estou aberta para a verdade há anos, só espero você ter coragem e me contar.

Não lhe dei nem tempo de me responder, pois, apressei meus passos e subi as escadas a cada dois degraus. Tudo o que eu queria era livrar-me dessa sensação de angustia. Sei que tratar o meu pai desta forma não é solução, entretanto eu precisava de respostas e ele não estava aberto a me dar elas, por isso agia dessa maneira.

Era horrível em determinados momentos tratar Carl com tamanha insignificância e meu pai com uma frieza inexplicável, no entanto eu não conseguia não fazer isso. Era muito forte, era algo que me dominava completamente.

Corri para o banheiro e fiz minha higiene. Lavei meus cabelos, ensaboei meu corpo, logo em seguida o repassei. Saí enrolada em uma toalha e fui escovar os meus dentes, passar outro creme no meu cabelo e penteá-lo. Queria deixa-lo um pouco volumoso, sedoso e apresentável.

Me produzi inteira, creme, batom, um lápis e um delineado de leve, pois, ficaria soada em determinados momentos. Estava bonita, com uma calça jeans preta, totalmente agarrada em minhas coxas, uma blusa regata vermelha, um pouco decotada em meus seios. Lógico que foi intencional, só que o clima na cidade estava bipolar, então optei por levar uma dessas camisas jeans e no meu pé um tênis, não compensava ir de sapatilha e salto alto em um parque de diversões.

Olhei no relógio e notei que era 06h50pm. Faltava apenas dez minutos para Harry tocar a campainha da minha casa, e o conhecendo, mesmo esse pouco tempo, consegui observar que ele era extremamente pontual e não se atrasava para nada, um pouco diferente de mim que tinha que organizar a rotina durante uma semana consecutiva.

Como estava ansiosa, coloquei meu celular para despertar 07h00pm, e quando ouvi o som percorrer todo o meu quarto, um sorriso brotou em meus lábios, pois junto foi audível a campainha ser acionada.

Não esperei nem que Carl viesse me chamar, peguei meu celular e o dinheiro que tinha reservado e coloquei dentro do meu bolso. Levar bolsa em lugares desse porto era só dor de cabeça, eu queria era aproveitar cada momento ao lado do Styles.

No que cheguei na porta, meus pés petrificaram no chão e foram incapazes de se locomoverem antes de eu dar uma boa admirada em Harry. Ele estava com uma blusa preta, um pouco colada em seu tórax, me dando a nítida a visão que seu corpo era um pouco definido. Engoli em seco ao subir meus olhos para as mangas da blusa dobradas nos seus bíceps e eles eram fortes. Céus! Como Harry era gostoso e por que raios eu o estava analisando desta maneira?

Sem falar que aquela blusa destacavam os seus ombros eu uma das minhas maiores quedas em corpos masculinos eram ombros. Droga! Merda! Caramba! Eu estava xingando para me controlar. Todavia, Harry também me analisou e deu um sorriso sacana — mostrando-me que tinha me pego no pulo — e eu ruborizei com isso.

— Felicity! — falou meu nome alto e devagar.

— Harry! — respondi e sorri, mordendo meu lábio inferior. — Pronto para enfrentar as adrenalinas de um parque de diversão? — perguntei e o rapaz riu, deixando-me admirado.

— Ao seu lado? Estou dentro de tudo. — Harry respondeu e eu senti o ar falhar. — Vamos, quero curtir o máximo possível com você. — estendeu o seu braço na minha direção e eu coloquei o meu entre para irmos.

— Que cavalheiro, Harry. — comentei e ri.

— Preciso ganhar moral, não? — perguntou entre risos e eu senti minhas bochechas arderem.

— Você já tem, se continuar assim ganhará muito mais. — deixei escapar e me martirizei por isso. Harry apenas riu, me olhou e piscou. Mal sabia o que essa atitude estava fazendo comigo.

[...]

Ao chegarmos no parque, confesso que estava com um sorriso abobado em meu rosto. Passou-se muitos anos desde que fui em um pela última vez, acho que foi aos meus dez anos com o Carl, já que meu pai o havia obrigado a me levar para distrair no dia do meu aniversário.

Ao olhar de canto e observar Harry, notei um brilho em seu olhar e um sorriso que rasgava seu rosto. Ele também estava nostálgico e recordando bons momentos em um lugar como esses. Querendo ou não, quando algo envolve diversão é magnífico, é inesquecível.

Peguei em seu braço e o assustei, porém não liguei, pois, tudo o que eu queria era comprar nossas pulseiras e desfrutar de todos os brinquedos sem pressa alguma de voltar para a casa.

Chegamos na bilheteria e eu sentia meu coração quase sair pela minha boca, era a adrenalina que percorria todo o meu corpo. Engoli em seco e mantive a postura, pois Harry debateu muito comigo sobre quem pagaria os ingressos e ele me venceu com o cansaço.

Bom, estávamos dentro do que tanto ansiávamos e agora só precisamos aproveitar o momento. Observei todos os brinquedos em operação e quis gritar, sim, poderia ser exagero da minha parte, contudo eu estava radiante por estar em um dos meus locais preferidos.

— Qual você aconselha a começarmos, Felicity? — Harry chamou a atenção.

— Carrossel? — respondi irônica, fazendo-o gargalhar. Era essa a intenção, demonstrar o lado humorado de Harry.

— Se no final da nossa diversão você aceitar, eu vou no carrossel com você.

— Está brincando!

— Por acaso minha cara mostra isso?

— Harry!

— Se você não aceitar eu a pego no colo e levo lá!

— Duvido! — desafiei-o e o vi sorrir malignamente. — Tá, não desafio mais! — tentei voltar atrás, porém já era tarde.

— Desafio aceito, Felicity e como você demorou para pensar vamos na montanha-russa. — segurou em minha mão e me puxou.

Corremos até o aglomerado de pessoas que indicavam a fila, não estava longa e com certeza seriamos o próximo, já que cada carrinho comportava duas pessoas. Parei por alguns segundos e contei quantas pessoas tinham para ver se comportaria em dupla e notei que não, porém não abriria mão de sentar no carrinho com o Harry.

A fila foi andando e meu coração foi batendo cada vez mais forte, deixando-me um pouco apreensiva por causa da ansiedade. Fazia muitos anos que ansiei pela volta nesse brinquedo e agora estava dando de cara.

O responsável pelo brinquedo analisou eu e Harry de cima para baixo, o que fez nós dois nos entreolharmos para conferir se tinha algo de errado.

— Estão juntos? — perguntou e assentimos. — Então venha, vocês vão ir no último carrinho. — foi nos guiando até o nosso assento.

Olhei para Harry um pouco inseguro, entretanto ele segurou em minha mão e me ajudou a me ajeitar no banco. Poxa, tudo o que eu menos precisava era ficar nervosa, contudo minha boca secou e eu fiquei extremamente gelada.

— Felicity? — Harry chamou.

— Estou um pouco nervosa. — comentei e olhei para cima, respirando fundo.

Nem tinha notado que permanecíamos de mãos dadas, aliás, estava tão gostoso o contato que nem liguei de estarmos tão próximos assim. Harry, inesperadamente, surpreendentemente, apertou minha mão, me transmitindo segurança.

— Pense que você estará em um girar do carrossel, porém com descidas. — comentou firme eu assenti.

Sentimos o primeiro solavanco ser dado e os carrinhos serem conduzidos pelos trilhos. Senti um calafrio percorrer cada centímetro do meu corpo, fazendo-me estremecer. Tinha esquecido como era a sensação de estar perto de despencar de uma descida, porém senti todo o meu corpo sendo jogado para trás com a velocidade do carrinho subindo.

Meu deus! Era agora, pois fomos todos inclinados para frente com o descer frenético do carrinho sobre os trilhos. A velocidade era absurda, jogando-me para o lado quando fez uma curva, fazendo-me grudar sobre o Harry, que apenas me acolheu de imediato.

A sensação estava sendo boa, comecei a me acostumar novamente com o perigo, porque querendo ou não era um. Estávamos chegando ao final do percurso, em mais uma curva com decida, quando resolvi levantar os meus braços para cima e gritar como uma louca, mostrando a todos minha felicidade de estar lá.

Surpreendida fui quando Harry desencostou um pouco do meu corpo, deixando-me um pouco aflita, entretanto seus braços seguiram os mesmos movimentos que os meus e subiram para cima.

Compartilhar esse momento com o Harry foi indescritível, inexplicável, foi maravilhoso. Tivemos uma conexão gritante, quando nossos braços estavam para cima, pois, nos entreolhamos e sorrimos. Era como se compartilhássemos do mesmo sentimento, e, de fato, estávamos fazendo isso. Era diversão.

O carrinho foi freando aos poucos e minha respiração começou a ficar regular novamente, entretanto as minhas pernas continuavam bambas. Teria uma breve dificuldade em levantar do banco para me locomover, porém a sorte foi que Harry notou isso e se levantou primeiro e me ajudou a me recompor.

Cavalheirismo era o que Harry irradiava. Ele sabia muito bem tratar uma garota, ele conseguia captar detalhes que faziam total diferença, tanto na amizade, quanto no romance, por mais que não estivéssemos nessa fase.

 — Meu Deus! — comecei falar, enquanto dava passos lentos saindo da montanha-russa  e arrumando o meu cabelo, que ironicamente estava espetado. — Vou ter que prender. — comentei.

— Eu estou com a adrenalina até agora, você topa mais algum brinquedo radical ou prefere outro calmo? — perguntou cautelosamente.

— Eu quero ir naquele ali! — falei contente e apontei. Era o KAMICAZE, sim, aquele que vira de ponta cabeça e nos deixas de cabeça para baixo por breves segundos. — Quero aproveitar que estou com o estomago vazio.

— Parece que alguém pensou em todos os detalhes, não?

— A cabeça foi feita para pensar, Harry. — gargalhei e Harry arqueou a sobrancelha. — Desculpa, falou mais alto. — me lamentei.

— Estou vendo essa leve zoeira, Felicity.

— Se prepara, Harry, eu sei zoar muito mais que isso.

— Devo ficar com medo ou alertá-la que sou bom nisso também?

— Medo eu não fico, porém ficarei atenta.

— Garota esperta. — retrucou e me segurou. — Vamos? — perguntou e eu confirmei com um aceno indo para a fila.

Se eu pudesse pedir socorro, eu pediria! Um fato importante, que esqueci de mencionar, é que tenho um medo sobrenatural de altura, entretanto sempre consigo lidar bem com isso. Agora, eu estava receosa em entrar ali e me dar um ataque de pânico e acabar com toda a diversão.

O responsável pelo brinquedo alertou que podíamos entrar e foi o que fizemos. Adentramos, ajeitamos as travas e eu fechei meus olhos esperando o movimento repentino da máquina.

Estava quieta e Harry percebeu, porém ele também não falou nada, pois, quando eu ousei abrir meus olhos para observá-lo, notei que o rapaz estava com seus olhos fechados e respirando fundo. Não era apenas eu, nós dois estávamos receosos de estar ali, entretanto conseguiríamos ter a honra e rir quando descêssemos.

A máquina foi acionada, fazendo os motores rodarem e um barulho ensurdecedor começar. Minha barriga começou a gelar quando senti o brinquedo começar a inclinar para cima e fazer os movimentos. Minhas mãos soaram automaticamente, fazendo-me espremer os meus dedos sobre as palmas, na falha tentativa de controlar a ansiedade.

Eu havia esquecido que antes de pararmos de ponta cabeça, o KAMICAZE dava uma volta completa, então fui surpreendida quando um vento gélido acertou a minha bochecha. Que sensação gostosa e prazerosa! Lógico que depois que o medo passa, o que vem em seguida é magnífico.

Quando fechei meus olhos o brinquedo parou lá em cima e só foi possível ouvir as gritarias de todo mundo e alguns celulares despencarem ao chão. O meu e do Harry estava no conjunto, pois, senti algo deslizar do meu bolso.

— Ai! — exclamei nervosa, atraindo a atenção do rapaz ao meu lado.

— Fomos ironizados, Felicity. — Harry comentou, fazendo-me virar o rosto e observá-lo. Seu cabelo um pouco comprido, estava em sua testa cobrindo os seus olhos que possivelmente estariam fechados.

— Eu não acredito! — falei desesperada. — Foi arregaçado, eu tenho certeza! — confessei entristecida por essa fatalidade. Quando ia remoer mais um pouco, o KAMICAZE despencou, fazendo berrar. — Jesus! Ai socorro! — gritei aos quatro cantos, fazendo Harry gargalhar.

— Jesus, socorro, ai meu Deus! — Harry falou entre risos, enquanto o brinquedo era parado.

As travas foram levantadas e saímos cambaleando dali. Antes de abandonarmos completamente o local, procuramos por nossos aparelhos celulares e tivemos a certeza que já tínhamos: iriamos precisar de novos celulares.

— Eu vou agora em um melhor e calmo. — comentei e vi a casa mal assombrada.

— Ali? — Harry seguiu meu olhar e eu assenti. — Então tá, vamos.

A melhor parte de todas era que Harry aceitava tudo, ele não negava absolutamente nada e isso me deixava entorpecida. Mesmo que ele tivesse medo, receio e até mesmo não gostasse da minha ideia ele não constatava. Aceitava com um sorriso no rosto, me dava apoio e me fazia feliz.

— Tenho de deixar claro que se aparecer palhaço eu vou sofrer. — confessou e eu fiquei boquiaberta.

— Eu vou estar ao seu lado, fica calmo. — comentei serena, fazendo-o assentir. — Mas vamos rezar para que não apareça nenhum, certo?

— Certo!

E novamente estávamos em outra fila, porém dessa vez o fluxo de pessoas era quase inexistente, pois, não era uma atração muito convidativa e receptiva. Olhamos para o moço que trabalhava ali e demos um sorriso amigo — o avisando que queríamos participar do que estava prestes a acontecer — e a sorte foi que chegou outro casal.

— Podem sentar nos carrinhos. — o moço nos alertou, fazendo eu me sentar primeiro e esperar Harry se acomodar. — Nada do que vocês verão aí dentro é real e a atração foi modificada.

— Como assim modificada? — retruquei assustada.

— Não é mais uma simples casa mal-assombrada.

— É que então?

— Um hotel mal-assombrado. Boa aventura para o casal. — respondeu e apertou o botão.

— Mas não somos... — quando ia terminar a frase o carrinho adentrou em uma escuridão sem fim, fazendo-me encolher sobre o banco.

Se tinha algo que eu odiava era escuro, porém algumas luzes vermelhas foram ligando e dando visão de um local totalmente abandonado. Logo em seguida uma televisão foi posta em nossa frente contando a história original do hotel.

Confesso que o enredo todo da trama era cativante. Tinha começado a funcionar no ano de 1800 e uma série de assassinatos interditou o local, deixando-o totalmente isolado, porém as almas que ficaram vagando por ali nunca encontraram a sua paz e transformavam a vida de todos que insistiam em reconstruir o local em um verdadeiro inferno.

O primeiro susto veio, quando um corpo decapitado veio de encontro a nossa cara, entretanto eu fiquei tão em choque que dei um grito e agarrei o braço do Harry no instante. Fechei meus olhos e quis sair dali o máximo possível, pois, conseguíamos ouvir gritos ensurdecedores e amendoados, dando um ar ainda mais insano para o local.

Eu tremia, senti minha boca secar e minha respiração falhar diversas vezes. Não sei de onde reuni tantas forças, porém o braço do Harry possivelmente teria ficado vermelho.

Quando notei a luz de fora irradiar para dentro, suspirei de alivio e tudo o que eu queria agora era comer um bom cachorro-quente e esquecer desse pequeno pesadelo.

— Eu preciso de um cachorro-quente. — comuniquei e Harry gargalhou.

— Achei que não fosse falar sobre isso, eu estou com uma fome!

— Vamos, porque depois quero praticar tiro ao alvo. — apontei na direção do brinquedo menos emocionante. — E quem sabe ganhar alguma prenda.

— Fechado!

[...]

Com a barriga cheia, com a adrenalina desacelerada em meu corpo, tudo o que eu precisava para encerrar essa noite era acertar o tiro ao alvo, porém eu era péssima nisso, entretanto tentaria com todas as forças que reuniria.

Harry apenas me observou, quando dei o primeiro tiro no alvo e não acertei. Olhei de canto para observá-lo e ele estava normal, sem sorriso sínico, sem expressão alguma. Parti para o segundo e foi por centímetros que não acertei e isso me fez lamentar mentalmente. Droga! Assim eu não chegaria a lugar algum. Tentei o terceiro e também fracassei. Eu era um fracasso, entretanto tinha me dado a chance de tentar.

O rapaz então me deu um sorriso torto, pegou o revólver de brincadeira e se posicionou. Fechou um olho e concentrou-se, analisando todo o ambiente. O primeiro tiro foi dado e ironicamente ele acertou, dando-me um aceno de cabeça e eu o respondi com um sorriso. Seria cômico se ele não acertasse, não? Os tiros seguintes foram acertados também e logo depois ele tinha direto a sua prenda... E surpreendeu-me quando escolheu o maior urso de pelúcia que tinha ali.

Não tinha palavras para expressar a minha gratidão por essa noite, pois, peguei o ursinho entre minhas mãos o abracei, colocando-o diretamente em meu rosto para esconder a ruborização. Tinha sido incrível, indescritível, totalmente inarrável. Todavia, nossa diversão estava chegando ao fim.

— Acho que temos que voltar, não? — Harry perguntou.

— Sim. — respondi um pouco perdida, enquanto andava para fora do parque, não querendo deixar o local que me proporcionou bons momentos.

— Você gostou?

— Eu amei! — parei e fiquei defronte para ele, que me analisou dos pés à cabeça. — Tinha muito tempo que eu não me sentia bem, feliz e viva assim, Harry. — sorri em agradecimento.

— Desde a morte da minha mãe, esse foi o meu melhor momento, Felicity. — confessou e eu congelei.

— Em anos esse está sendo o meu melhor momento.

— Parece que estamos sincronizados.

— É o que estou observando. — tentei mudar o foco. — Vamos? Porque Carl vai me ligar e o meu celular está destruído.

— Verdade, esqueci. — comentou e começou a caminhar para fora.

Todo o trajeto para a minha casa ficamos em silêncio, não sei muito bem o porquê, entretanto me incomodou um pouco. Eu gostaria de estar trocando experiências com Harry, ou até mesmo debochar que ele não tinha me pego no colo e me levado à força no carrossel, porém, eu sentia que ele lembrava disso sim e só não fez porque tinha algo em mente.

O carro foi estacionado em frente à minha garagem, Harry desligou o motor e me olhou. Dessa vez estávamos entregues ao momento, entretanto eu sentia que não seria hoje que algo a mais aconteceria, não sei, a intuição nunca falha, algo me dizia que seria épico e até mesmo clichê.

 — Obrigado, Felicity. — Harry começou e eu assenti sorrindo, colocando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.

— Eu quem agradeço, Harry. — respondi e mordi meu lábio inferior, desviando o meu olhar para baixo, especialmente em sua boca. — Sinto que você esqueceu do carrossel, Harry.

— Não esqueci, Felicity, só estou me garantindo.

— Como?

— Um outro encontro com você.

— Em um parque de diversões? — retruquei.

— Não, em um cinema. — respondeu e eu quis gritar. Meu Deus! No cinema! Era pegar ou agarrar. — E eu não aceito não como resposta.

— Eu digo sim, Harry. — levei minha mão para a maçaneta da porta e antes de pôr meu corpo para fora, levei meu rosto para perto do rapaz e depositei um beijo quase em sua boca, bem ao lado, fazendo-o suspirar. — Até. — desci do carro totalmente desorientada.


Notas Finais




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...