História Bounty Hunter - Capítulo 18


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Categorias Originais
Tags Caçador, Crime, Inferno, Luta, Policial, Recompensa, Romance, Tiroteio, Violencia
Visualizações 1
Palavras 1.378
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 18 - Capítulo Dezoito


Fanfic / Fanfiction Bounty Hunter - Capítulo 18 - Capítulo Dezoito

Acordo em um lugar amplo e claro, com várias luzes sobre meu rosto. Estou deitado numa cama, em algum lugar. Algo apita constantemente, e eu viro a cabeça para ver o que é.

Tô em um hospital.

Era um daqueles negócios que marca os batimentos cardíacos. Meu braço direito estava ligado àquele bagulho por uns tubos. Provavelmente era soro glicosado aquele líquido dentro destes tubos. Sim, isso é um hospital.

Meu braço esquerdo estava enfaixado até o cotovelo, e ligeiramente erguido. Minha cabeça doía horrivelmente, e eu sentia uma faixa em torno de minha testa.

Estava sozinho no quarto. Havia um sofá do lado da cama e uma mesinha com dois bancos. Na parede oposta à cama, havia uma televisão grande. Ao lado do sofá havia uma porta que levava ao banheiro. A janela ficava ao lado da mesa. Perto dali, havia um frigobar e, sobre ele, havia alguns chocolates e alguns outros doces.

Uma bolsa estava largada no sofá. Alguém estava comigo, mas não estava presente agora. A bolsa era preta e de couro, com detalhes dourados.

Uma pontada de dor atinge minha cabeça. Puta merda, o que aconteceu comigo pra ficar assim? Só me lembro do caminhão e daquela maldita buzina... E de um homem gritando alguma coisa.

Daryna! Onde ela estava? Devia estar na mesma que eu, da última vez que a vi estava toda ensanguentada e cambaleava pesadamente em minha direção. Eu precisava sair daqui e descobrir o que aconteceu com ela.

Escuto o barulho de uma porta se fechando, e ouço passos vindo em minha direção. Imediatamente, fecho os olhos. O som estava mais próximo, e agora escuto um suspiro e o som de um corpo se sentando no sofá.

Abro os olhos novamente, uma vez passado o alarme, e viro a cabeça. Bohuslava olhava para mim, com uma expressão alegre no olhar.

- Finalmente acordou! - exclama ela. - Como cê tá se sentindo?

- Dolorido - respondo, sorrindo fracamente. - Mas vou sobreviver.

- Assim esperamos - replica ela, ainda sorrindo. - Deve ter sido um puta susto.

- Foi - digo. - Descobriram quem foi?

- Disseram pra gente que foi a Slava Orliv - diz ela, séria.

- Ah, sim - digo. - Claro.

- Você não acha que foram eles, né? - pergunta ela. Confirmo com a cabeça, arrependendo-me de tê-lo feito, pois sinto uma pontada de dor. - Quem foi, então?

- Não sei - Embora eu tenha um palpite quase certo. - Mas pretendo descobrir logo. Como a Daryna tá?

- Bem - responde ela. - Ela saiu daqui ontem mesmo. Foi só uns arranhões nela.

- Entendo - digo. Ainda bem.­  - E o resto do pessoal?

- Tão bem - responde ela. - Johännson estava aqui agorinha. Acabou de receber uma missão da Inferno.

- Outra? - Eles querem que morramos todos? - O que é dessa vez?

- Não sei - responde ela. - Ele só olhou o celular e disse que tinha que sair. Recebemos uma notificação ontem, a propósito. Tamos em guerra aberta com a Nemesis.

- O que?! Como assim?

- Parece que eles atacaram um comboio de drogas indo pra Rússia - conta ela. - O Alto Comando ficou puto e mandou atacarmos umas fábricas deles. Aquela missão do traidor também deixou a Nemesis puta. Pedimos folga até você sair daqui.

- E quanto tempo isso vai demorar? - pergunto.

- Ah, você pode receber alta hoje, mas com esse braço fodido aí, vai demorar pra entrar em ação de novo.

Olho para o meu braço e depois olho para ela.

- Pois é - digo. Sorrio. - Estamos de férias, então.

- Considere isso um pequeno presente, Kriger - diz uma outra voz, antes que Bohuslava continue. Seu sotaque era diferente e seu timbre era grave e bem-modulado.

Um homem baixo entrara no aposento. Vestia terno, que marcava seu corpo musculoso, tinha cabelo cortado e barba aparada, ambos escuros. Seus olhos eram castanhos, seu nariz, fino, e sua boca, pequena. Não o reconheci.

- Quem é você? - pergunto. Bohuslava olha para ele.

- Sou seu chefe, digamos - diz ele. - Recebi ordens do Alto Comando para comandar vocês a distância.

Nos espionar, você quis dizer.

- Entendo - digo. - E você tem sua própria equipe?

- Sim - diz ele. - Vocês são minha força tática. Tenho um pessoal que trabalhará com vocês também. Eles trabalharam em um galpão e terão acesso à sua localização, e os guiarão por GPS e câmeras.

- Na guerra? - pergunto.

- Sim, e também onde quer que o Alto Comando ordene - diz ele, sorrindo.

Não gostei disso, e não gostei dele.

- Qual é o seu nome? - pergunta Bohuslava.

- Ah, perdoem minha falta de educação, por favor - diz ele. - Me chamo Theodore McEagle. Sou americano, de Boston. Vim de lá, a propósito.

- Seja bem-vindo à Ucrânia - digo, franzindo a testa.

- Obrigado - responde ele. - Acho que irei cumprir minhas metas pessoais aqui.

- Espero que sim - diz Bohuslava. Ela olhava para ele de modo diferente.

Puta merda, ela gostou dele. Não que eu estivesse com ciúmes, mas isso não era bom. Ele muda de assunto, dizendo que ia chamar o médico para me tirar daqui.

Meia hora depois eu saio do hospital e sou levado por Teodore até a sede da Inferno, onde resto do pessoal estava, exceto Johännson. Todos me cumprimentam animadamente e trocamos amenidades por algum tempo até que Silas chega.

Silas foi o cara que nos botou na Inferno. Como sempre, vestia seu terno e sua barba estava aparada.

- Boa tarde, pessoal - cumprimenta ele, educadamente. Nós respondemos rapidamente.

- Como sabem, estamos em guerra aberta contra a Nemesis - começa -, e gostaríamos que vocês participassem dos combates, para ajudar-nos a derrota-los de uma vez, pelo menos aqui na Ucrânia.

“Estamos atacando fábricas de drogas do pessoal deles. Por enquanto, estamos vencendo, mas eles também nos atacam com força e conseguiram algumas vitórias sobre nós.”

“Mas o foco não é esse. Como vocês sabem, a Nemesis possui as melhores equipes de assassinos. Eles são, literalmente, militares. Muitos deles estão recebendo missões de acabar com pessoas nossas importantes. Muitos deles irão cumprir esse objetivo. Mas queremos evitar que isso aconteça, e por isso vamos utilizar vocês. Não agora, é claro, devido ao estado de Kriger.” Ele olha para mim. Dou de ombros.

- Então, para vocês, iremos designar missões de pequena importância - diz. - Kriger, enquanto você se recupera, procure praticar para não ficar enferrujado.

- Claro - digo. - Mas qual será nosso primeiro alvo?

- Então - diz ele -, temos alguns nomes e algumas fotos. Queremos que vocês eliminem essas pessoas. Teodore irá passar a vocês isso depois, não se preocupem. Agora vocês não farão nada disso. Dispensados. Kriger, uma palavrinha.
Meus amigos se afastam e eu me aproximo de Silas, que me conduz até uma salinha, a mesma onde eu assinei o contrato.

- Quando você tira esse gesso? - pergunta, apontando para o meu braço direito.

- Mês que vem. Não vou ficar com isso muito tempo - respondo.

- Ótimo - diz ele. - Claro, irá precisar de uma semana para se acostumar novamente.

- Sim.

- Certo. Te chamei aqui para conversar algo sério contigo - ele fica em silêncio em seguida.

- O que?

- Nós, eu e o pessoal do Baixo Comando, acreditamos que existe um traidor na Inferno, e que ele está em sua equipe.       

- Entendo...

- Iremos vigiar vocês por um tempo, e te manteremos atualizado sobre isso - diz ele. - Por favor, não comente isso com ninguém. Quando descobrirmos quem foi, te diremos para matar essa pessoa. Faça-o apenas quando confirmarmos.

- Tudo bem - digo, com a mente pensando freneticamente. Quem poderia ser? - Quem vocês acham que é?

- É uma pessoa muito habilidosa, e que pode ser perigosa, se estiver mesmo contra nós. Você não vai gostar de ouvir isso - diz ele.

- Eu não preciso gostar - digo. Tem algo errado aí. -  Quem é?

- Acreditamos ser seu amigo - diz ele, com gravidade na voz. - Acreditamos ser Johännson Björsson o traidor.



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