História Bounty Hunter - Capítulo 19


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Categorias Originais
Tags Caçador, Crime, Inferno, Luta, Policial, Recompensa, Romance, Tiroteio, Violencia
Visualizações 1
Palavras 2.087
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 19 - Capítulo Dezenove


Fanfic / Fanfiction Bounty Hunter - Capítulo 19 - Capítulo Dezenove

Vinte dias depois.

Eu estava sentado em minha cama, no meu apartamento na periferia, quando o celular vibra.

Johän: Vem cá. Tenho um papo pra te mandar.

Fazia vinte dias desde que me relataram da suspeita sobre Johänsson. Isso era algo difícil de acreditar; não que meu amigo era um traidor, porque isso eu também seria, mas que eu teria que mata-lo caso desse merda.

Havia algo muito errado nisso. Talvez fosse um teste. De qualquer forma, se Johännson fosse um traidor, o que será que ele andou fazendo?

Levanto-me e tomo um banho rápido, escovando os dentes sob o chuveiro mesmo. Rapidamente termino de lavar-me e me visto para o dia: jeans escuros, um colete sem mangas preto, uma camisa preta estampada com uma caveira e meu sapatênis de trilha. Por último, pego no guarda-roupa a Glock, dois carregadores e coloco na cintura a arma e os pentes nos bolsos da jaqueta.

Eu tinha que comprar os pentes pra Lebedev, mas não dava pra ser agora. Saio de casa, comendo algumas bolachas recheadas, e entro no carro. Deixo o pacote no banco do passageiro e dirijo até a casa de meu amigo.

Eu tinha tirado o gesso havia uma semana. Seguindo a dica de Silas, usei a última semana de meu retiro para treinar minha pontaria, e agora estava retornado com habilidade similar.

Estaciono na frente da residência dele e pego minhas bolachas. Saio do carro comendo e bato na porta. Ele me atende e pede para eu entrar. Aperto a mão dele e entro, comendo a última bolacha.

- O que foi? - pergunto depois de engolir. Ele estava muito tenso. - A Gemma te chifrou?

- Não é nada disso - diz ele. - A Inferno tá me vigiando.

- Como assim? - pergunto, fingindo confusão.

- É, eles tão me vigiando - responde ele. - Tem espiões deles em todos os lugares que eu vou. Daqui a pouco vão me grampear e colocar câmeras escondidas aqui em casa.

Se já não fizeram isso.

- Fique calmo - digo. - Talvez eles só sejam cautelosos. De vez em quando eu também topo com um desses na rua.

- Não, Kriger, não é isso - diz ele. - Eu sinto que eles me vigiam mesmo.

Ele se aproxima e fala em tom mais baixo:

- Eu tenho negociado com alguns amigos meus para nós sairmos da Inferno, e da Ucrânia.

Então é por isso que nego desconfia dele.

- Certo - digo em tom baixo. - Mas toma cuidado com isso. E também tenta fazer contato com a Nemesis.

- Relaxa, é com eles mesmo.

Ótimo. Finalmente eu iria sair daquela porra. Mal via a hora de continuar com a minha carreira independente. Tentaria levar o pessoal comigo.

O celular dele toca. Ele atende no viva-voz.

- Alô - diz ele.

- Johän, temos missão - a voz de Oleksandra estava séria, mas carregada de empolgação. - Avisa o Kriger pra mim, por favor.

- Certo, ele tá aqui comigo - diz ele. - Vamos pra aí já.

- Tá, nos encontrem na sede - diz ela, e desliga.

Ele guarda o telefone no bolso e vai para o corredor. Pouco tempo depois ele volta, ajeitando a blusa.

- Vamos - diz.

Saímos da casa dele e entramos no meu carro. Dirijo até a sede, chegando lá em vinte minutos. Estaciono o CR-V e nós descemos, entrando no galpão. Um pessoal saía enquanto nós entrávamos.

O galpão estava anormalmente vazio. Foi até fácil achar Oleksandra, Daryna, Bohuslava e Klim. Eles estavam na cantina, comendo.

- Bom dia, pessoal - cumprimento todos, que me cumprimentam de volta.

- Vão até a sala de armas - diz Klim. - Escolham um fuzil de precisão e uma submetralhadora.

- Tá - digo e me afasto com Johännson.

Enquanto caminhávamos, pergunto a ele:

- Em quanto tempo isso tudo fica pronto?

- Isso o que? - pergunta ele.

- Pra gente sair daqui - digo, em tom de voz baixíssimo.

- Não sei, porra - dispara ele, tenso. - Não fala sobre isso aqui.

- Desculpa - digo, e continuo a caminhar.

Finalmente chegamos à sala de armas, um lugar amplo com uma infinidade de equipamento nas paredes. Havia todo o tipo de arma, até katanas. Dirigimo-nos ao setor de rifles semiautomáticos e de precisão.

Escolho rapidamente uma Dragunov, e peço dois carregadores reservas de 7.62mm. Johännson escolhe uma Barrett .82 e também pede munição extra. Caminhamos até as submetralhadoras.

Fico entre uma MP5, uma UMP e uma Skorpion. Acabo por levar a Skorpion mesmo. Johännson também leva uma, com um laser na ponta.

- Viadagem do caralho, esse laser - digo.

- Vá tomar no cu - diz ele. - Quem vai usar sou eu.

- É - digo. - Vai traumatizar os inimigos sobreviventes com essa bichice. Eles vão dizer, mais tarde : “tinha um bofe lá que adorava jogar laserzinho na gente.”

O homem do balcão ri. Eu sorrio. Johännson mostra o dedo do meio.

- Vão se foder, vocês dois - diz ele, sorrindo.

Saímos do arsenal e voltamos à cantina, onde todos esperavam bebendo sucos de limão.

- Demoraram - diz Oleksandra.

- A moça aqui estava experimentando os novos modelitos - digo. Johännson me encara.

- Bem, vamos nessa - diz Klim, caminhando na frente. Antes, porém, ele joga uns negocinhos pretos em nossas mãos - Enfiem isso que eu dei no ouvido.

- Qual é o trampo? - pergunta Johännson.

- É o seguinte: - diz Oleksandra - descobriram a localização de uma das equipes de assassinos da Nemesis, e nos enviaram pra matá-los. Só que os filhos da puta tão num hotel, e dentro do quarto.

- Nós temos que matar eles em silêncio - diz Bohuslava. - A rua tá cheia de Nemesis.

Ainda bem que eu trouxe a Dragunov, então.

- Galho fraco, isso - digo.

Entramos nos veículos: um Land Rover preto e um Nissam Pathfinder marrom escuro. Eu dirigia o Pathfinder. Minhas armas estavam com Oleksandra, no banco traseiro.

Eu seguia o Land Rover que Klim pilotava. Nós entramos na cidade e dirigimos até o local onde ocorreria o ato.

Havia alguns prédios na volta do hotel, a maioria sendo outros hotéis. Entro em um que era uma garagem e subo até o último andar - o quarto - , onde havia céu aberto e estava mais vazio, além de eu ter visão completa sobre o hotel.

Era um edifício grande e luxuoso, com uma grande vidraçaria virada para a rua. O prédio pegava a maior parte da rua e um pouco da rua perpendicular a ela. Toda a frente dele era de vidro, o que facilitava nossa tarefa.

- Atenção - diz uma voz masculina, mas fina, no meu comunicador de orelha -, tem um homem que pode te ver.

Olho pela luneta o hotel.

- Qual é a localização dele? - pergunto.

- Oitavo andar, terceiro apartamento da esquerda pra direita da rua perpendicular a desse prédio onde cê tá.

- Tá de sacanagem, né? - pergunto. A minha visão seria dele de lado.

- Não - responde a voz.

- Ah, foda-se - digo. - Vou arriscar daqui mesmo.

Em seguida, levo a mira ao olho. Avisto o homem, parado na janela do quarto, com uma porra de um binóculos enfiado na cara. Miro em um ponto um pouco abaixo de seu rosto e um pouco à esquerda, para compensar o vento que soprava para Nordeste.

Pressiono o gatilho levemente, ainda não disparando. A mira de alguém reflete sobre a minha, chamando minha atenção. Vinha de algum lugar à minha esquerda. Volto minha mira para aquela direção, vasculhando o cenário cercado por prédios metódica e rapidamente.

Havia um atirador mascarado mirando em mim. Largo o Dragunov e me abaixo. Escuto o barulho de algo rasgando o ar e passando velozmente sobre minha cabeça.

Ergo-me rapidamente e volto a olhar. Miro na janela da diagonal inferior àquela onde o atirador estava. Prendo a respiração e pressiono o gatilho. O recolho da arma é suave, e o som também.

Pela luneta, vejo o corpo dele debruçado sobre a janela, com sangue escorrendo pela parede exterior em direção ao solo, e um filete do mesmo em queda livre.

Volto minha mira para o homem no hotel. Não estava mais lá. Merda, onde esse fodido foi?

A voz no meu comunicador volta a falar:

- Saiam daí, eles te localizaram. Todos vocês correm perigo.

Olho para a rua abaixo de mim. Havia alguns homens correndo com fuzis na mão. Correndo assim em plena luz do dia, em Kiev. Já atinjo um na cabeça com um disparo.

Vejo o pessoal disparando nos homens também, de seus respectivos esconderijos. Quatro deles estavam caídos no chão, sangrando, enquanto os passantes que não tinham nada a ver com aquilo tudo corriam aterrorizados.

Acerto outro homem, no peito. Ele cai para trás. Um homem atira em minha direção com o fuzil dele. Me abaixo, derrubando o banquinho, e ouço os projéteis atingirem a borda de concreto por onde eu me escondia. Coloco a Dragunov, travada, nas costas e pego a Skorpion, destravando-a.

Desço a rampa de subida dos veículos ao invés de pegar o elevador ou as escadas. Corro num ritmo uniforme e cauteloso, enquanto mantenho a Skorpion erguida a minha frente, pronta para disparar.

Eu estava no segundo, quando escuto as vozes dos homens. Escutava apenas duas. Isso significa que havia poucos ali. Provavelmente o pessoal tinha eliminado o resto.

- Procura pela escada que eu vou pela rampa - diz uma voz, áspera e rouca.

- Tá - responde outra, mais suave.

Me oculto atrás da parede curva que acompanhava a descida, com a Skorpion erguida. Ouço as botas do homem colidirem contra o chão, e também sua respiração pesada à medida que ele se aproximava do fim da subida.

Saio do esconderijo, e ele ergue a arma rapidamente. Era um homem grisalho e forte, não muito alto. Vestia um gorro e um casaco marrom, com calças jeans e um tênis de couro. Usava luvas pretas, para se proteger do frio que fazia no momento.

Disparo primeiro, enquanto tinha o elemento surpresa. Três tiros o atingem no peito, pescoço e cabeça, jogando-o no chão com um grito rouco. Rapidamente corro para a continuação do caracol atrás dele.

Enquanto descia, escuto a porta da escadaria batendo e um homem falando alguma coisa em um rádio. Continuo correndo. Precisava chegar à Pathfinder e sair dali antes que a polícia chegasse.

Havia outro homem no térreo, com uma AK na mão. Ele vestia um casaco preto e luvas grossas da mesma cor. Em seu pescoço havia um cachecol azul-escuro. Suas calças marrons e seus tênis pretos completavam seu traje. Nãp usava nada na cabeça.

Disparo assim que o vejo, atingindo-o em algum lugar e derrubando-o. Passo pelo cadáver e saio pela rua. Vejo Bohuslava escondida atrás de um poste, fazendo minha cobertura com a SMG dela.

Passo por ela, que começa a me acompanhar. Corremos até os veículos. O pessoal já esperava lá. Entro na Pathfinder e ligo o motor, arrancando pelo asfalto com um barulho alto de pneus cantando.

- Pessoal, o alvo de vocês está aí por perto - dizia a voz novamente. - Tentem eliminá-los de qualquer forma.

- Vai encher de polícia aqui - respondo. - Alguém sabotou a missão.

- As ordens são pra vocês ficarem e eliminarem os alvos - repete a voz.

- Alguém sabotou a missão, caralho! - grito. - Porra, você quer que a gente se foda?

- Não - rebate a voz. - Quero que obedeçam.

- Vá tomar no cu - digo, arrancando o aparelho do ouvido.

- Você não devia ter feito isso - diz Daryna, enquanto nós nos afastávamos cada vez mais do local da missão. Klim pega uma rotatória e começa a voltar.

 Não fode.

- Merda - praguejo, enquanto entro na rotatória também.

Carros da polícia, com sirenes tocando passam rapidamente por nós. Eram quatro. Parceiro, eu aprnedi uma coisa na guerra. Não dê uma de valente se não tiver chance de vencer.

- Pessoal, vamos voltar - digo. - Tem muita polícia aí.

- Temos que continuar com a missão - diz Johännson.

- Vá se foder, Johän, até você tá com essa merda de palhaçada? - grito. - Não percebeu que nós vamos ser presos ou morrer se fomos lá?

- Eles não querem saber - diz Daryna. - Estão dizendo que se não voltarmos, vamos morrer.



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