História Bourbon - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias A Seleção
Personagens America Singer, Elise Whisks, Kriss Ambers, Personagens Originais
Tags A Seleção, Bourbon, Originais, Realeza, Romance, Secret Love
Exibições 18
Palavras 2.370
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Spoilers, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu sei, eu sei!
Tudo bem?
Então, eu estava com problemas de criatividade, mas no feriado, eu tive inspiração!
Então, dou a vocês, um capítulo de presente!

Capítulo 14 - Pide un deseo


Fanfic / Fanfiction Bourbon - Capítulo 14 - Pide un deseo

PoV Sebastian 


-Eu não quero ser Rei, Sebastian.-ele disse e eu não aguentei e comecei a rir.-Ta rindo de quê, imbecil?
-Você se fodeu! Desculpa, Val, foi inevitável... Isso é o que acontece quando se é o filho mais velho.-eu disse, logo me lembrando de que estava de luto.-Se eu fosse você, corria para o escritório, para que comesse a trabalhar... Vossa Majestade.
-Isso... E eu marco minha coroação?
-Lógico, idiota. Você realmente acha que é só assinar um documento e colocar um anel no dedo?
-Na verdade, eu achei que era.
-Meu querido, você tem que ter toda aquela cerimônia... 
-Falando em cerimônia, não deveria marcar seu casamento para o início...
-Da primavera?-eu perguntei, lembrando que era um de meus desejos. 
-Sim... Temos que marcar um enterro também.-eu o lembrei, e ele fez que sim com a cabeça, meio triste. 

Comecei a andar pelos corredores e a sentir o luto.
Entrei no quarto da minha senhora e a encontrei super concentrada no programa de Piaria. 
-O que houve?-perguntou me, ao perceber minha cara meio triste e abalada.
-Eles..-eu travei-Eles... Eles...
-Eles?!-ela perguntou  
-Morreram....-soltei.
Ela se levantou, cambaleando e veio até mim. Com um sorriso confortante no rosto.
Me abraçou.
-Eu te amo.-disse 
-Eu te amo mais.
-Você não vai querer discutir isso com uma grávida, vai?
-Não, eu não arriscaria meu pescoço.
-Ótimo! Porque te amo e porque o feto te ama também-ela disse. 
-Feto? 
-Sim. Não sabemos se é menina ou menino... Então é feto. 
-Que insensível.
-Você queria que eu o chamasse de Little Feto?-ela perguntou me fazendo rir.
-É bom ficar perto de você.
-Eu sei que é. Seu filho e eu, somos uma ótima companhia.
-Ainda não caiu a ficha... De nada.
-De nada o que?
-Que eu vou ser pai, que meus pais morreram, que Valentin vai ser rei... 
-É muito coisa para digerir.-eu disse-Porque não tenta descansar? Vai para sua casa, eu vou ficar bem. Aposto que Tori e Gio, passariam uma noite por aqui.
-Não, eu não vou sair de perto de você.
-Sebastian, pare de ser teimoso. Vá para casa descansar.
-Não. Eu vou ficar por aqui.-eu disse fazendo ela revirar os olhos.-Por favor, já aconteceu desgraça o suficiente na minha vida, eu preciso ficar aqui, perto de coisas boas que me aconteceram...
-Tudo bem.-ela disse. Na mesma hora em que Dona Maria chegou.
-Desculpe atrapalha o casal, mas acho que chegou a hora de vermos esse bebezinho-ela disse, nos fazendo sorrir. 
Eu ajudei Barbie a se sentar na cadeira de rodas, e eu fui empurrando ela até a sala do ultrassom. 


E eu não sei se eu chorava por ver o feto, se chorava por causa dos meus pais ou se chorava por deixar o reino dos meus pais na mão de Valentin. Não que eu não confie no Val, mas é que ele é um pouco mais irresponsável que eu. Apesar dele ser ótimo em matemática e que não afundaria o país em dívidas, eu não confio nele para as relações internacionais e nem para escolher ministros, dar títulos e nem para o exército... Mas, vou estar lá como o típico é irritante irmão mais novo para ajudá-lo no que for preciso.
-Quando vamos poder saber o sexo do Little Feto?-perguntei 
-Mês que vem.-disse Dona Maria.
-Vai ser uma menina.-eu disse 
-Vai ser um menino!-ela descordou-Eu sinto que vai! 


(...) 
E então, dona Maria me convence a ir para casa. 
Tomei banho, troquei de roupa e aproveitei para passar na escritório.
Que estava a maior bagunça. Valentin estava acompanhado de ministros, nobres, Pedro, Miguel e Victoria. E eles discutiam até eu chegar. 
-O que está havendo?-perguntei 
-Estão querendo obrigar-me a casar!-Valentin disse indignado 
-E o que você queria, vai ser rei e a Espanha quer estabilidade, querem uma mulher para representar todas as outras. -respondi-Posso me juntar a vocês? -perguntei 
-Claro.-uma garota, de cabelo castanho, que era muito parecida com o amor da minha vida. Ignorei esse detalhe e me sentei na cadeira ao lado  de Valentin.
-Precisamos, encontrar uma esposa para você. -ela disse 
-Mas eu não quero me casar.
-Podemos, pelo menos, te apresentar à algumas pretendentes em potencial?-um dos Arquiduques ali presente disse
Valentin suspirou e quase o mandou para aquele lugar. Mas ele se controlou 
-Mas tarde, nos falamos disso. Isso é o menos importante agora!-declarou 
-Podemos falar sobre o enterro dos antigos soberanos... 
-Posso cuidar dos convidados da Nova Ásia. Tenho certeza, que muitos querem marcar presença e mostrar apoio aos  espanhóis.-disse a jovem parecida com a minha jovem.
-Você é...?
-A embaixadora da Espanha na Nova Ásia.-ela comentou-Camila Kyoung. -ela se apresentou 
-Não parece ser coreana.
-Não sou, mas meu marido e meu filho são.-explicou-Ainda temos a questão de dois casamentos, um enterro e uma cerimônia de coroação.-disse Angelo 
-Dois casamentos?-Nestor, (um nobre, muito chato que já quis empurrar a filha mais nova dele, Pérola.) 
-Primeiramente, só um.-disse Valentin. 
-Que é de quem?-perguntou Nestor.
-Meu.-declarei
-Com quem?-ele perguntou, esperançoso.-Quer desposar, Pérola?
-Nem pensar.-declarei-Vou  casar com alguém que amo. 
-A garota baleada?-perguntou-me outro nobre. 
-Sim, com ela. 
-Vai casar com uma plebéia?-Nestor perguntou-Lhe ofereço minha filha nobre, que tem direito ao trono Inglês, e você escolhe uma plebéia.
-Cale a boca.-berrou Victoria, do outro lado da mesa.-Não ouse insulta-la na minha presença.
-Se não o que?
-Você quer perder a cabeça?-ela perguntou-E se eu fosse você, meu querido, não ousaria desafiar-me.
-Faço das palavras de minha senhora as minhas.-disse Pedro.
-Como criaram afeição por uma qualquer
-Saia daqui.-ordenei. Ele me olhou, com raiva. O que fez Valentin se levantar.
-Saia, ou eu tiro seu título, terras, ouro e vida.-reforçou Valentin. Logo depois, Nestor deixou a sala e provavelmente o castelo.
-Podemos voltar a falar sobre tudo isso amanhã? -perguntou Camila.-Preciso tratar de assuntos pessoais, urgentes. E tenho certeza que isso aqui, pode esperar um pouco. Irei trabalhar nas minhas tarefas a distância e na próxima reunião, elas já estão totalmente prontas- ela declarou e se levantou. Pedro se retirou junto de Victoria e outros nobres. Os poucos ministros se levantaram em seguida, deixando apenas Bourbon na sala.
-Eu vou pirar. Sério. Não aguento mais.-disse Valentin
-Não passei nem um dia como Principe Regente e já assinei mais de mil papéis. Já fui a umas sete reuniões e já lidei com tantos nobres mal humorados... Meu deus. Eu quero reivindicar. -choramingou
-Você não vai reivindicar, você consegue.-disse Miguel-Como Barbie está?
-Está bem... E o bebê também.
-Já sabem se vamos ter um sobrinho ou sobrinha?
-Não, ainda não sabemos.-declarei-Alias, você viu Giovanna por aí?-perguntei a Miguel
-Porque?
-Ela é uma das melhores amigas da Barbie, preciso de uma ajudinha com uma coisa.-declarei 
-Ela estava com as meninas no quarto da Júlia.
-Que seria?
-O quarto ao lado do seu. -ele disse e assim sai correndo, em busca de Giovanna quando me deparo com um velho amigo no corredor.
-Thomas!-chamei 
-Sebastian!-ele devolveu 
-O que faz por aqui?
-Me solicitaram a umas duas reuniões atrás... Você sabe, seu irmão ainda não mudou os poucos ministros que seu pai manteve. E você sabe, fui nomeado visconde e ministro das finanças  a pouco tempo. E espero que seu irmão me mantenha na função. Tenho que mostrar serviço.-ele declarou-E estava indo embora. 
-Então cheguei na hora certa!-disse-Aonde ia? 
-Encontrar a minha noiva, que está visitando uma amiga dela.-respondeu-me-Alias, fiquei sabendo por Valentin, que vai casar! Meus parabéns! 
-Obrigada!-respondi 
-Se prepare, porque organizar um casamento, é realmente, horrível.-ele declarou-Eu queria uma festa maravilhosa mas minha noiva quer coisas simples. Uma cerimônia mais tranquila, na igreja que frequentamos. A única coisa que ela quer de monte, é comida!-ele revelou 
-Não se esqueça de mandar os convites, Thomas!-eu disse-Pois fique sabendo, que adoraria ir.-declarei 
-Pode deixar, eu mandarei. Tenho que ir.-ele declarou. Então nós nos despedimos e eu continuei meu caminha original até o quarto das crianças. 
Quando cheguei, as cinco (Alison, Mia, Mellissa, Julia e Giovanna) brincavam de casinha. 
-Licença.-pedi ao entrar de vez no quarto. Assim que Julia e Mia notaram minha presença, saíram correndo na minha direção e eu abaixe para abraçá-las. 
-Papai!-elas disseram juntas.
-Você está bem?-perguntaram 
-Estou e vocês?
-Estamos com saudades da mamãe. 
-Logo, logo, poderão vê-la-eu declarei 
-Tia Gi disse a mesma coisa.-Mia choramingou-Papai, a mamãe vai vir para casa logo?
-Eu espero que sim.
-Mas nós vamos ter que ir para Braga novamente?-perguntou Julia 
-Acho que não, Ju. Acho que vocês passaram a morar aqui. O que acham?
-Nós gostamos da ideia. Mas só ficamos se tia Gi, Mel e Ali ficarem também.
-Se elas quiserem, elas podem ficar.  O tempo que quiserem. 
-Para sempre?
-Se elas quiserem, sim. -disse-Mas agora, quero falar com tia Giovanna. 
-Comigo?-ela perguntou 
-Sim. Preciso de conselhos.
-Ah meu Deus! Sebastian, alguém já te disse que minha vida amorosa é mais confusa do que matemática.
-Olha, eu acho que não existe nada mais complicado do que essa praga, que te obriga a calcular.-afirmei 
-Okay, podemos?-perguntei e ela vez que sim, saindo do quarto comigo.
-Quero pedi-la em casamento.
-Sério?-ela ironizou 
-E não sei nada sobre alianças.
-E o que te faz pensar que eu sei sobre joias?
-Não sei... Você é amiga dela, com certeza sabe o que ela iria gostar.
-Humm, bem, acho que posso ajudar. -ela disse 

 


-Mas esse não é muito extravagante?-eu perguntei 
-Mais ou menos.-ela disse
-E esse?- o estilista de joias perguntou 
-Acho que não é a cara dela...
-Desculpe a intromissão, vossa alteza, mas não deveria dar o anel de sua mãe a sua noiva.
-Mas esse será da noiva de Valentin.
-Olha, nós três aqui sabemos que Valentin pode até ter falado que pensaria no assunto, mas sabemos que ele nunca vai casar. E se algum dia casar, vai ser muito depois de você. Use o anel de sua mãe. 
-Tudo bem, eu falo com Valentin.-disse-Obrigada, Giovanna. Vou ir pegar o anel... Cuide bem das nossas meninas! 
-Tudo bem, -ela declarou. E eu sai do escritório do designer de joias. 
Andei até o quarto de Valentin. E o encontrei debruçado sob livros e documentos. 
-Val?-chamei, e ele praguejou 
-O que? Mais algum nobre idiota veio me oferecer a mão de suas filhas patéticas? 
-Não, na verdade, vim aqui falar do meu casamento com sua melhor amiga.
-Ahh sim.-ele levantou o rosto marcado -Pode falar. 
-Queria dar a ela o anel da nossa mãe. 
-Pode pegar, é todo seu. Eu não vou usá-lo. Definitivamente não. 
-Sério?
-Sim.
-E onde ele está?
-Na primeira gaveta da mamãe. -ele respondeu e eu sai do quarto e eu voltou a cabeça nos papéis.
Andei até a suíte do rei e da rainha. 
Nunca tinha entrado ali. Nunca mesmo, só passei enfrente. Era um quarto quase que comum, tirando que tudo ali parecia melhor que os dos outros quartos. Não que as mobílias e decorações dos outros fossem horríveis, mas, os do cômodo deles eram maravilhosas. Mas me entristecia saber que meus pais nunca mais pisaram aqui. Que não verão o reino crescer com Valentin, que não verão meu filho dar os primeiros passos e que não estarão aqui para meu casamento ou para a coroação de Val.
Meu deus, eu preciso sair daqui logo, antes que comece a chorar feito um recém nascido. E não quero fazer isso aqui e agora. Peguei o anel, que estava nunca caixinha preta na gaveta vazia, e então fechei a gaveta e a porta do quardo-roupa e por fim a do closet. 
Sai do mesmo, com o anel em mãos e por fim, entrei num carro e voltei para o hospital.

 

 

E quando chego no quarto de Barbie, encontro Senhora Kyoung. 
Que deu um pulo da cadeira quando me viu, correu até eu e disse 
-Alteza?! Porque está aqui? -ela perguntou apreensiva pude ver Barbie soltar uma risadinha- É por causa da minha parte dos documentos? Pode deixar, na próxima reunião eu estarei com todos eles. 
-Senhorita, não estou aqui por sua causa. -eu declarei- Estou aqui por causa dela.-disse apontando para Barbie atrás dela. 
-Minha irmã? Porque, há algo de errado? 
-Nada de errado.-eu disse 
-E como se conhecem? Diga-me o que está havendo?
-Lembra mais cedo, quando a Rainha Victoria, o Rei Pedro, o Regente e eu defendemos uma jovem de Nestor?-eu a lembrei, fazendo a mesma arregalar os olhos.
-Vocês defendiam a minha irmã. 
-Pois é.-eu disse-Agora, com licença, mas eu quero entrar também. 
-Tudo bem.-ela respondeu dando-me passagem. 

Camila, apesar de manter aquela cara fechada e determinada durante a reunião é uma boa pessoa. Ela ficou muito surpresa quando descobriu que a irmã estava grávida. E ficou ainda mais surpresa quando soube que eu era o pai. Mas ficou tranquila, disse que parecíamos felizes e que era isso que importava. 
Acabei por conhecer Yuri, o meu futuro sobrinho. Depois, Camila teve que sair, e por fim, nós ficamos sozinhos. 
-E então o que fez hoje?-ela perguntou
-Fui a uma reunião, que eu nem sabia que existia até por meus pés para dentro da sala,   vi Mia, Julia, Alison e Mellissa. 
-E como elas estão?-perguntou 
-Com saudade, mas Giovanna está se virando bem com elas.
-Viu Victoria e Pedro?
-Sim, eles estavam na reunião hoje cedo. Sabe, não parece que ela está grávida de quase 5 meses.
-Porque ela não está, mas isso é segredo.
-E são  quantos, então? Sério, isso tá me confundindo.
-3 meses.
-Mas quando você conheceu ela, eram 3 meses.
-Na verdade, era 1 só.
-Tudo bem, eu já cansei de tentar entender isso. -eu disse -Eu também vi um amigo meu, ela vai casar, e disse que arrumar a festa está sendo insuportável. 
-Ahh eu acredito. Principalmente se eles não concordarem em nada. 
-Mas e você, o que fez hoje.
-Vi uma entrevista exclusiva de Elliot Piaria, vi amigos meus, Anne veio me visitar... Foi isso, passei o dia enterro vendo programas de Botânica.
-Isso parece bem melhor do que ver a cara de nobres mal humorados, que tentam empurrar suas filhas estúpidas  para você e seu irmão...-declarei-Coitados... Mal sabem eles que meu coração já tem dona.-disse, olhando para ela, fazendo a mesma sorrir fraco. 
-A dona fica feliz em saber.-declarou, e foi quando eu reparei que era meia noite. Ela suspirou e então, disse 
-É meia noite, faça um pedido.
-Casa comigo?


Notas Finais


O que acharam?
Comentem!
Amo vocês!


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