História Boy Meets Boy - NAMJIN - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bts, Jin, Namjin, Namjoon
Visualizações 158
Palavras 3.304
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Yaoi

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá!!
Aqui nas notas do início eu não tenho nada a declarar, mas eu peço para que vocês leiam as notas finais, por favor.
A notícia é ruim, eu sei, mas é importante para mim.
Boa leitura <3

Capítulo 20 - The Happy Begining


            Já fazia uma semana que eu havia começado a trabalhar na revista mas eu ainda me deslumbrava com quão incrível era aquele lugar. As pessoas, as pautas e até mesmo o próprio espaço eram inspiradores.

            A professora Smith realmente me envolvia em seus projetos dentro da coluna que ela era responsável, ela não me tratava como um simples estagiário que fazia o café ali, haviam palavras minhas naqueles artigos publicados.

            O salário era bem mais baixo do que o que eu recebia na cafeteria, mas ao menos aqui eu não me sentia estressado.

            Eu tinha inúmeros trabalhos em meu caderno velho, nunca achei que um deles seria publicado em uma revista de prestígio, mas agora que eu trabalhava ali, minhas esperanças cresciam a cada dia.

            Saímos depois do expediente para comemorar mais um dia de sucesso em um bar próximo ao prédio comercial que ficava a editora. Era estranho sair com uma professora que também era minha chefe, mas ela fez questão de deixar bem claro a separação entre ambiente de trabalho e ambiente de laser. Tivemos conversas interessantes sobre filosofia, mas também falamos sobre música e das marcas de cerveja que mais gostávamos.

            Cheguei em casa por volta das sete da noite. Encontrei a comida sobre o balcão e Jin deitado na cama encarando o teto.

- Você já comeu? – Perguntei e ele olhou para mim.

- Sim.

- Por que não me esperou?

- Porque eu estava com muita fome.

- Você é guloso demais, não sei como é tão magro.

            Ele se levantou da mesa e veio até mim, me oferecendo um abraço caloroso.

- Para de reclamar e coma logo antes que a comida esfrie.

            Peguei uma porção e sentei no banco, mas antes que eu pudesse dar a primeira garfada, meu celular começou a tocar.

            Encarei a tela e pude notar que eu não possuía aquele número salvo, portanto não fazia ideia de quem seria e por que estaria ligando depois do horário comercial.

- Alô? – Atendi finalmente.

- Boa noite, gostaria de falar com Seokjin Kim. – A voz do desconhecido do outro lado da linha pronunciou o nome de Jin com dificuldade.

- Falar com Seokjin? – Falei confuso.

            Neste mesmo momento, tive o celular tomado de minha mão por Jin, que em seguida saiu correndo com o mesmo para fora do apartamento e fechou a porta.

            Agora faz sentido. Visto que o celular de Jin está no quarto dele lá na Coreia do Sul, ele agora deve passar o meu número para as pessoas que precisam falar com ele.

            Já me sentia como se fossemos casados.

            Mas quem era aquele homem no telefone? E por que Jin foi para fora para atendê-lo?

            Fui até a porta afim de escutar a conversa que rolava no corredor do prédio, mas quando estava a apenas um centímetro de encostar meu ouvido na madeira, ela foi chutada pelo lado de fora por Jin, fazendo com que batesse violentamente em minha cabeça.

- Ai, Jin! – Exclamei enquanto levava a mão a minha orelha que agora sangrava.

- Meu deus! Me desculpe, Joonie! – Ele levou as mãos até minhas bochechas e virou meu rosto de lado afim de checar o ferimento.

- Essas desculpas não parecem tão verdadeiras quando você tem um sorriso no rosto enquanto pede. – Reclamei com certa seriedade.

- Não é por causa disso, é por outro motivo. – Ele virou meu rosto novamente para me encarar. – Um motivo que também lhe deixará sorrindo.

            Franzi o cenho, que notícia seria essa? Pela expressão de Jin, ele estava realmente feliz com seja lá o que o homem desconhecido havia dito a ele.

- Lembra do restaurante que fomos com os garotos para o encontro de casal? – Assenti com a cabeça. – Lembra que ao irmos embora fiquei conversando com o gerente por um tempo?

- Sim. – Pressionei os olhos enquanto respondia.

- Me poupe, Joonie, o cara tinha uns cinquenta e poucos anos. Enfim, ele gostou tanto dos meus palpites culinários que decidiu pegar meu número, o seu no caso, e disse que se surgisse uma oportunidade ele me ligaria. – Jin agora apertava minhas bochechas de modo que meus lábios formaram um bico. – E advinha, meu amor?

- Surgiu uma oportunidade? – Respondi de maneira engraçada devido ao bico.

- Sim! – Ele exclamou e seus olhos agora brilhavam. – Ele me chamou para trabalhar como ajudante de cozinha!

            Jin estava certo, um enorme sorriso surgiu em meus lábios ao ouvir aquilo. Eu sabia o quanto ele amava cozinhar, sabia que aquilo significava que ele finalmente poderia fazer algo que realmente gosta, depois de anos envolvido em uma área que nunca gostou verdadeiramente.

- Parabéns, Jinnie! – O abracei forte e beijei seu rosto. – Estou muito feliz por você.

- Obrigado. – Ele respondeu com um sorriso tímido.

Era mais uma prova de libertação para ele. Jin agora era livre para fazer o que quisesse e eu jamais entenderia o quão reconfortante isso deveria ser para ele.

Não demorou muito para que a expressão do garoto mudasse gradativamente. O sorriso e olhos brilhantes logo foram substituídos por lábios torcidos e orbes melancólicas.

- O que foi? – Perguntei.

- Nada. – Continuei o encarando afim de dizer que eu não desistira fácil assim. – É que você foi a primeira pessoa para quem eu quis contar quando conseguisse o emprego, por isso fui atender lá fora, queria que fosse uma surpresa. Quando consegui no hospital, contei primeiramente aos meus pais, e eles não tiveram uma reação tão positiva quanto a sua, por mais que fosse o emprego que eles sempre quiseram que eu tivesse.

            Eu sabia que essa questão dos pais de Jin ainda o incomodava, por mais que seja de maneira mais sutil.

- Jinnie, não pense nessas coisas. – Disse enquanto o abraçava de lado e encarava seu rosto que agora encarava o piso.

- Eu só queria que as coisas fossem diferentes, afinal, eles são meus pais.

- Eu sei, acredite, eu também gostaria que fosse. Não gosto de te ver assim, mas você mesmo disse a eles que poderão procurar você assim que lhe aceitassem do jeito que você é. – Parei por um instante pensando se deveria ou não dizer minhas próximas palavras, mas decidi ser honesto com ele e as disse, por mais que me doesse o coração. – Mas você deve ficar ciente de que esse dia pode nunca chegar.

            Apertei o abraço para que ele não se sentisse tão deprimido depois daquele banho de água fria. O garoto mordeu os lábios e pensou por uns instantes em sua resposta.

- Eu sei. – Ele virou o rosto para me encarar. – Não sei o que seria de mim sem você, Joonie. – Sorri como resposta. – Eu te amo muito.

            Jin me beijou com tanta ternura que era como se ele expressasse todo o seu amor através de seu corpo. Retribui na mesma proporção, afim de mostrar a ele que sentia o mesmo. Foi o gesto perfeito para encerrar aquela noite que em poucos minutos havia se tornado uma montanha russa de emoções.

 

 

            Hobi estava em casa me fazendo companhia, já que agora Jin ia para o restaurante durante a noite, o que tornava aquele apartamento um tédio total.

- Vocês vão mesmo né? – Ele perguntou novamente.

- Já disse que sim.

            Era mais uma das noites de espetáculos do nosso dançarino J-Hope e ele fazia questão de nos lembrar a todo instante.

            Minha porta recebeu diversos pontapés, o que significava a chegada de Suga, então Hobi foi até ela e a abriu fazendo a mesma pergunta que havia feito a noite toda para mim.

- Se você perguntar mais uma vez eu juro que saboto o evento. – Suga disse.

            Jimin havia vindo junto, já que desde que os dois começaram a sair eles não se separavam nem mesmo para ir ao banheiro.

- Moni, o que eu faço para o Suga parar de ser tão nervosinho? – Jimin me perguntou com um sorriso travesso enquanto olhava Suga corar.

- Acho que ele não tem mais salvação.

- Que bonito, Jiminie. Agora vai se juntar a eles? – Suga disse enquanto abraçava Jimin por trás e o afastava de nós.

            Caímos na risada e o casal começou a fazer suas gracinhas mais ao fundo do apartamento, para que nós não ouvíssemos o que diziam.

            Era bom ver que Jimin, que sempre ficava cabisbaixo ao menor sinal de afeto entre Kookie e Tae, agora parecia nem ligar para o relacionamento de ambos. Creio que ele realmente havia esquecido de Kookie e começado a desenvolver algum tipo de sentimento por Suga.

- Já tenho que ir agora, vejo vocês lá. – Hobi saiu correndo. Ele parecia estar bastante ansioso.

- Que horas você vai? – Suga perguntou a mim.

- Só depois que Jin chegar. – Comecei a escolher a roupa que iria vestir para o evento. – Por que vieram aqui afinal? Não seria mais fácil irem para o apartamento de Kookie? É bem mais perto do teatro.

- Porque quisemos. – Suga respondeu.

            Revirei os olhos e entrei no banheiro. Tomei meu banho quente tão esperado, sem me importar com as visitas no cômodo ao lado. Demorei mais do que devia por causa do frio, era sempre uma luta entrar embaixo do chuveiro, mas a luta era maior ainda para sair.

            Já saí do banheiro vestido e encontrei Jin sentado na cama conversando com o casal que estava do outro lado do cômodo. Ele parecia cansado.

            Me sentei ao lado dele e fiquei perto o suficiente para sussurrar em seu ouvido sem que os outros notassem.

- Você ainda quer ir? – Perguntei.

- Sim, por que? – Ele se virou para mim.

- Parece cansado.

- E estou, mas é importante para Hobi, nós temos que ir.

            Ele se levantou e foi direto ao banheiro. Um dia o excesso de bondade de Jin ainda o mataria. De cansaço muito provavelmente.

            Mas assim como ele, eu também estava cansado. Me permiti fechar os olhos pelo pouco tempo que nos restava até a hora de sairmos e acabei cochilando.

Fui acordado pelo toque gentil em minha face e pelo perfume doce do meu namorado.

- Temos que ir agora se quisermos chegar a tempo.

            Me levantei com muito esforço, já que tudo que eu queria agora era me envolver nas cobertas e dormir até não poder mais. Coloquei meu casaco e partimos em direção a estação de metrô.

            Andei a maior parte do tempo com os olhos fechados, guiado por Jin que segurava minha mão e andava mais à frente, isso porque o vento estava tão violento que eu mal conseguia abri-los. Minhas vestes eram sopradas com tanta força que as vezes achava que seria levado pelo vento.

            Jimin e Suga, por serem tão baixos, pareciam dois pinguins andando no meio da cidade, já que tinham casacos tão grossos que mal conseguiam se locomover.

            Quando chegamos ao teatro percebemos que o evento desta vez era bem maior, com mais estrutura e mais expectadores.

- Será que tem celebridades aqui? – Jimin perguntou enquanto procurava ao seu redor.

- Duas acabaram de chegar. – Apontei para a porta dos bastidores.

            Era Kookie e Tae que vestiam roupas glamorosas, provavelmente da loja onde o mais velho trabalhava. Tivemos que acenar por um tempo para que eles nos vissem, já que o lugar estava bem lotado.

- Hobi pediu para entregar para vocês. – Ele nos entregou alguns convites. – Vai ter uma comemoração do elenco depois daqui, na casa de um dos dançarinos.

- Nossa, é no prédio que Kookie mora, não é? – Perguntei surpreso com a coincidência.

- Sim, muita coincidência né? – Tae disse com um sorriso retangular.

            Assenti com a cabeça e fui puxado pelo casaco por Jin, que dizia ter achado nossos lugares.

            Fomos até nossas poltronas e esperamos o espetáculo começar.

            Jin encostou a cabeça em meu ombro e se aninhou.

- Você não vai dormir aqui né? – Perguntei me virando para ele.

- Talvez.

- Então por que veio? Eu perguntei se queria deixar de vir e você disse que não.

- Para de falar, você está atrapalhando a minha soneca.

            Fiz sinal de negação com a cabeça e me virei para os outros garotos, que falavam de assuntos variados. Me entrosei facilmente, mas não demorou muito para que o palco fosse coberto por luzes e o som começasse mais alto do que esperávamos, o que fez com que Jin se assustasse ao meu lado. Ri baixinho, mas mesmo assim fui notado e levei um leve tapa no ombro.

            Hobi como sempre dominava o palco. Seus passos e movimentos foram concisos e hábeis, não sabia como ele podia fazer algo tão complexo parecer tão fácil.

            Todos os garotos assistiram ao espetáculo vidrados, assim como eu.

            Na vez dos alunos de Hobi não foi diferente. Eles se destacavam perante os demais, o que provava mais uma vez o quão bom nosso amigo era naquilo que fazia.

            Ao final do show, uma apresentação de tirar o fôlego encerrou a noite, fazendo com que todas as pessoas ali se levantassem para a aplaudir o espetáculo impecável.

            Ficamos por alguns minutos sentados ali mesmo após o término do evento conversando se deveríamos ou não ir a festa que Hobi havia nos chamado, afinal, parecia ser algo mais privado, entre os alunos e professores da escola.

            Mas como era no prédio de Kookie, decidimos ir, pois se não nos sentíssemos a vontade, poderíamos simplesmente ir para o apartamento dele.

            Nos esprememos todos os seis dentro do carro de Kookie, já que Hobi havia ido antes de nós com outra pessoa. De tanto andarmos daquela maneira no automóvel, já estávamos acostumados e não parecia tão desconfortável como antes.

            Chegamos ao estacionamento do prédio, pegamos o elevador e ficamos parados em frente a porta por um tempo. Estávamos com vergonha de tocar a campainha.

- Pelo amor de deus, já estamos aqui. – Suga tocou. – Se ele nos chamou não tem porque nos sentirmos constrangidos.

            Quem abriu foi uma garota que me parecia familiar, mas eu não sabia se realmente a conhecia ou se ela simplesmente me lembrava alguém.

- Oi. – Suga limpou a garganta. – Somos amigos do Hobi. Quer dizer, do Hoseok.

- Ah, sim. – Ela virou para o lado. – Amor, seus amigos chegaram.

            Amor?

            Todos nós nos encaramos com olhares confusos e cenhos franzidos.

            Hobi veio correndo até a porta e pareceu corar assim que notou as nossas expressões.

- Vejo que conheceram minha mais nova namorada. – Ele sorriu timidamente. – Lisa, esses são os meus amigos de que te falei.

            Lisa! Agora me lembro, é a garota com quem ele fez parceria em seu primeiro evento. Isso me fez questionar a quanto tempo eles estavam juntos sem que ele nos falasse nada.

- Prazer em conhece-los. – Ela cumprimentou cada um de nós.

            Os garotos não perdoaram as piadinhas e brincadeiras travessas com Hobi logo que a garota se afastou, fazendo com que eu gargalhasse por um bom tempo e o garoto chiasse por causa dos outros.

            A festa era bem mais aberta do que pensávamos. Devido ao tamanho do apartamento, haviam várias pessoas lá dentro, mais do que eu pensara ser possível.

            Jin agora parecia mais animado, dançava e cantava junto aos outros garotos no meio da sala de estar. Eu os observava de longe enquanto tomava minha bebida. Depois de algum tempo, ele me viu o encarando de longe e veio até mim.

- Vem dançar também. – Ele me puxou pelo braço mas forcei meu corpo para não me mover.

- Não quero. – Sorri pequeno.

- Você é muito chato. – Ele pegou meu copo e deu um gole, fazendo uma careta em seguida. – Meu deus, isso está forte demais.

            Jin pegou minha bebida e colocou no balcão, ignorando minhas reclamações.

- Vamos sair daqui então.

- Sair para onde? – Perguntei com uma careta, não queria andar.

- Você vai ver.

            Ele me puxou pelo braço e ao saímos do prédio eu tentei arrasta-lo de volta para dentro. Estava tão frio que não havia lugar algum que me convenceria a sair dali.

            Mas Jin era insistente, me levou para fora e me fez caminhar pela noite gélida daquela cidade escura.

            Andamos, andamos e andamos, o destino que ele me levava parecia nunca chegar. Ele não falava nada, apenas sorria quando eu perguntava para onde ele estava me levando.

            Mas depois de um certo tempo de caminhada comecei a reconhecer o bairro. Comecei a ver aqueles prédios familiares, aquelas ruas e estabelecimento comerciais que não me eram estranhos. E finalmente, vi aquela construção abandonada.

- Aqui outra vez? – Perguntei insatisfeito.

            Subimos até o pavimento de sempre e nos sentamos na sacada de sempre.

- Sabe por que estamos aqui? – Jin me perguntou.

- Por que você gosta de me torturar? Além de me fazer andar no frio, me trouxe para o local onde você disse que não gostava de mim.

            Jin cobriu a boca para esconder a risada e eu lancei um olhar zangado com a intenção de reprimi-lo, mas isso só fez com que ele risse ainda mais.

- Não, idiota. – Ele me deu um tapa leve. – Porque foi aqui que tudo começou. Foi aqui que nós começamos, de certa forma. Graças as estrelas.

- E lá vem você com esse papo de estrelas de novo. – Respondi revirando os olhos.

- Joonie, é sério! Nós devemos a nossa vida às estrelas, sem elas não seríamos nada! – Ele exclamou, fazendo com que eu sorrisse pequeno devido a sua maneira fofa de falar sobre aquilo. – Você sabe disso, não sabe?

- Não.

- Nós somos todos resultados de poeira de estrelas, é sabido. Há milhares de anos atrás, tudo aqui fez parte de alguma estrela. – Eu conhecia perfeitamente aquela teoria de poeira de estrelas, mas eu queria ouvi-lo explicá-la, ele fazia parecer bem mais adorável do que realmente era. – Por isso eu as admiro tanto. Estrelas são incríveis.

- Verdade, Jinnie, são incríveis mesmo. – Estávamos sentados frente a frente e eu tinha meu queixo apoiado nas palmas de minha mão, o admirando bem de perto.

- Pois é, por isso você pode ver coisas através das estrelas, e pedir também, assim como eu pedi por você. Bom, falando nisso... – Ele mexia no bolso de seu casaco agora.

Em suas mãos ele tinha um pingente, com algo escrito. A simbologia era muito parecida com a do que eu havia dado a ele.

- Hoje fazemos um mês de namoro. – Ele colocou o cordão em meu pescoço e segurou o pingente. – Você sabe o que significa?

- Não sei. – Disse enquanto admirava o presente.

- Luz. – Ele me olhava ternamente. – Porque você é luz para mim, Namjoon. É como se você fosse a minha estrela, que me guiou até onde estou hoje. – Ele tirou o pingente dele que estava por baixo de suas vestes. – Agora nós dois temos nossos símbolos próximos aos nossos corações, para lembrarmos um do outro e para que sigamos nossos caminhos juntos, banhados por luz e calor.

            Sorri com as palavras doces de Jin, ele parecia tão emocionado quanto eu. O beijei por um bom tempo, só sendo interrompido pelo sorriso que surgira em seus lábios.

- É estranho pensar pelo quanto já passamos juntos. – Ele disse enquanto olhava para os pontos brilhantes acima de nós. – Os momentos bons e ruins. – Ele se virou e nossos olhos se encontraram. – E agora estamos aqui, felizes e realizados. Seria o “final feliz” perfeito para nossa história, não acha?

- Não, Jinnie, nossa história não acabou, muito pelo contrário, ela está só começando. – Sorri e arqueei uma das sobrancelhas. – Eu diria que seria o nosso “início feliz”, talvez?

            Ele sorriu e logo fui tomado por seu beijo novamente. Permanecemos ali, cercados por estrelas que nos acompanharam desde o início e que nos guiarão até o nosso fim, que ainda estava longe de chegar, já que a nossa caminhada ainda estava carregada de esperança, liberdade, felicidade e o mais importante, de amor.


Notas Finais


Sim, meus queridos leitores e leitoras, a fanfiction acabou aqui.
Eu juro que achei que não ficaria tão triste, mas eu realmente estou bem melancólico...
Mas o importante é que fiquei satisfeito com o capítulo final e espero que vocês também. Esse era o meu maior medo, mas acredito que deu tudo certo.
Sei que a história teve pouquíssimos favoritos mas mesmo assim eu amava muito escrevê-la, fiquei impressionado com o quão envolvido eu fiquei e talvez por isso escrever esse capítulo tenha sido tão difícil.
Tentei passar várias mensagens importantes através das situações com os personagens e a até com a própria personalidade deles, espero que todos tenham entendido.
Bom, gostaria de agradecer a todos que acompanharam, favoritaram, comentaram ou simplesmente leram até aqui, muito obrigado mesmo.
Então, até uma próxima e obrigado! :-)


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