História Boys - Capítulo 5


Escrita por: ~ e ~Sayuhi

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Droga, Festa, Hentai, Lemon, Romance, Yaoi
Exibições 23
Palavras 2.174
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Festa, Fluffy, Harem, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


OIEE, desculpa a demora, mas ne...
Desculpa qualquer erro...
Boa leitura !

Capítulo 5 - "Ele vai embora"


Fanfic / Fanfiction Boys - Capítulo 5 - "Ele vai embora"


      -  Você me ligou mais de vinte e sete vezes, e deixou algumas mensagens me pedindo desculpa, achei que tivesse acontecido algo, você me assustou ! - fico mais confuso, “como assim eu liguei, não me lembro de ter ligado para ninguém”, tiro o celular do ouvido e olho as chamadas.

      -  Luke, não foi eu que liguei para você , eu estava dormindo. - “quem que ligari… Allan”    

//

Ouvi a porta ser aberta, desligo o celular sem falar mais nada, viro devagar olhando para Allan que sorria.

      -  Como se sente ? - ele anda em minha direção, havia algo diferente, algo que me incomodava, “mas não era o que você queria?” ,  seu rosto chega perto do meu, sua intenção de me beijar falhou quando me afastei, - Aconteceu alguma coisa ? - tentou tocar meu rosto, o impedi empurrando seu braço.

      -  Por que ligou pro Luke ? - seu olhar confuso direcionado a mim me dava uma certa aflição, olhei para minhas mãos, me sentia nervoso “Jae, não era isso que você queria.”, minha mente queria brincar comigo na pior hora, “como você vai sair dessa?”, tinha certeza que ela ria de mim e dizia “eu avisei”.

      -  Bom, ahm, ele ele havia ligado e então eu atendi, mas ele desligou e eu liguei de volta algumas vezes - ele sorriu nervoso, tudo o que saia de sua boca era como se não houvesse diferença, eu via os movimentos mas não ouvia nada, senti vontade de ir para casa.

      -  Por que está mentindo ? - me surpreendido com o tom frio que consegui obter, meu corpo estava cansado, parecia que havia dormido centenas de anos. Não queria escutar mais nada, minha cabeça estava começando a rodar, sentei no sofá respirando com um pouco de dificuldade.

      -  Você tomou o remédio ? - afirmei balançando devagar a cabeça, ele abriu um pequeno sorriso, - Espero que durma bem, irei fazer algo para nós comermos. - fiquei confuso, apoiei meu braço na parede tentando me levantar, minhas pernas não queriam seguir meus comandos, minhas vista estava ficando escuro, fechei com força os olhos, segui para a porta me segurando com dificuldade na parede. Tudo foi em vão, tentei abrir a porta, a mesma estava fechada, minha pernas ficaram bambas e cai no chão, o impacto me fez desmaiar.

//

Um barulho me fez acordar mais uma vez naquele sofá, olhei para a cozinha e lá estava ele, estava com as mãos na cabeça e olhando para o chão, sua cara de pena era engraçada se a situação não fosse tão confusa, levantei devagar e com o barulho do sofá ele percebeu a minha presença ali, andou até mim com algo na mão e sorrindo.

       -  O dorminhoco acordou - me entregou um copo, o líquido que havia era amarelado e tinha com cheiro horrível - Beba isso, vai te fazer se sentir novo. - cheguei com o copo perto da boca fazendo uma cara de nojo, ele revirou os olhos voltando para a cozinha.

      -  O que era aquele “remédio” que me deu ? - tomei um pouco, o gosto não era tão ruim como o cheiro.

      -  Um tipo de calmante, lembra que eu falei que havia te drogado, você é fraco com esse tipo de coisa e para você não ficar com uma ressaca tão pesada, te coloquei pra dormir - o olhei confuso.

      -  Por que fez isso ? - levantei e andei até a cozinha sentando na mesa, ele parou tudo o que fazia e virou pra mim, o encarei e ele riu.

      -  Está se referindo à droga ou as ligações ? - virou-se para a pia, abaixando-se para limpar o chão, - Te droguei porque achei que seria uma ideia legal, algo diferente pra você, e liguei para ele, bom … - deu uma pausa significante, levantou virando-se e andando até mim - Não tive um motivo para isso, sei lá, só fiz. - segurou meu queixo fortemente, seu cheiro era bom, porém, enjoativo, “me cansarei tão fácil disso”, seu olhar era tão penetrante, abri minha boca devagar ao sentir sua aproximação, estava ficando submisso ao seu toque, a tensão que seu corpo causava no meu, era algo totalmente novo, parecia uma droga, algo fora da realidade, meu corpo caminhava a seu comando, estava tudo tão lento, não percebi sua mão dentro da minha calça, não sentia, estava tudo tão leve, só o que sentia eram ondas de choque de prazer, encolhi meu corpo, respirava pesadamente, sua boca estava a milímetros da minha, um som manhoso saiu da minha próxima a sua, ele sorriu, mas, tudo voltou a realidade quando meu celular tocou em cima da mesa de centro, ele se afastou voltando para a pia, sem falar nada, levantei meio tonto, atendi sem ver quem era.

      -  O-oi ? - tentei reparar minha respiração.

      -  Jae ? Aconteceu alguma coisa ?  -  o tom de preocupação era evidente.

      -  N-não, porque ? Eu estou bem, eu já disse, não precisa se preocupar comigo, não sou mais sua criança, Luke ! - falei me irritando, ouvi alguém o chamar, parecia a voz de uma mulher.

      -  Já entendi, eu só.. A gente pode conversar ? Creio que não esteja fazendo nada agora, podemos nos encontrar naquele café, daqui meia hora, por favor, é importante ? - Luke nunca foi bom em esconder nada, principalmente de mim, desde que começamos essa amizade eu percebia quando ele estava mentindo, e seu tom estava o denunciando.

      -  Tudo bem, mas aconteceu algum…

      -  OK, tenho que desligar. - sem ao menos se despedir ?

Sentei no sofá, respirando fundo, sinto o meu lado afundar um pouquinho, seu cheiro estava me enjoando, ele tocou minha mão, o encarei confuso e agoniado, a casa parecia me sufocar.

      -  Eu preciso te contar um coisa. - sua expressão denunciava que algo estava errado, algo grande estava o incomodando.

      -  Pode ser outra hora ? - levantei em um grande impulso, não queria conversar com ninguém, ele afirmou com um balançar de cabeça, - Bom, posso tomar uma banho ?

      -  Acho que você já sabe onde é o banheiro. - ele se levanta e anda até a porta de entrada, - Pode deixar a porta aberta quando sair, não irei demorar tanto. - sai sem falar mais nada. Vou até o banheiro, “isso foi estranho”, tomo um banho rápido, visto as mesma roupa, vou até a cozinha e pego uma maçã na geladeira, saiu do apartamento indo direto para o tal café.

//

Sento na mesa mais afastada, na segunda parte, perto da grande janela, esse café era mais escondido, se localizava em uma rua menos movimentada, um pouco mais afastada de casa, era meu café preferido na época da escola, todos os dias vinha para cá com Luke, e às vezes com Clara.

É um lugar simples, mas, sua estrutura de dois andares dá um ar mais confortável ao local, sua parte de baixo localiza-se a entrada com algumas mesas ao lado de dentro e fora do estabelecimento, e o balcão de pedidos onde há uma grande variedade de cafés, doces e salgados, logo a parte de cima um pouco menor que a de baixo, encontra-se algumas mesas e uma enorme janela que acompanha toda a parede, de cima a baixo, onde deixava a luz natural entrar, assim iluminando todo o local.

Observei todo o local lembrando da minha época de escola, pedi meu café favorito, era café com marshmallows e caramelo, o cheiro do líquido me deu uma ótima sensação de nostalgia, olhei pela janela as árvores dançando a melodia do vento, estava um clima agradável, lembrei de Luke, “a cada minuto que passa você se apaixona mais”,  senti meu peito doer, eu havia passado a noite com um cara, mas, meus pensamentos eram de outro, “o que você está fazendo?”.

 

Olhei para a rua e o vi, estava calma, nosso olhares se encontraram, naquele momento o mundo parou para prestar atenção em duas pessoas que se amavam de forma inexplicável mas não estavam juntos, sorri.

//

O clima tenso se instalara, não parecia a mesma coisa de quando nos encaravamos pela janela, ele estava nervoso, e eu estava impaciente, sua expressão calma de antes, agora parecia assistir a um filme de terror, segurava sua xícara com tanta força, que ela parecia querer explodir.

      -  Não vai falar nada ? - tomei um pouco do meu líquido, sentir aquele gosto de infância me fez relaxar um pouco.

      -  Parece que você conseguiu o que queria, não é ? - seu olhar estava no café com chantilly, seu preferido, fiquei confuso e meu silêncio denunciou isso, me encarou, - Conseguiu dormir com ele. - fiz uma careta lembrando de mais cedo, seu rosto se contorceu em uma confusão interna, acredito.

       -  Não era o que eu queria, pode apostar ! - sorri de sua expressão confusa, alguns segundos pensando ele cora e coloca a mão na boca.

      -  Ele não é bom ? - fez um gesto com a mão, arregalei os olhos.

      -  Luke ! - gritei, senti meu rosto arder, colo minhas mãos na mesma - Não, não é isso! - ele solta o ar que segurava - tarado. - sussurro.

      -  Então por que está com essa cara ? Você dormiu com ele, certo ?

      -  Sim, eu dormi com ele, bom eu acho, mas, Luke eu acho que você… - ele me olha estranho, minhas mãos começam a suar, o nervosismo volta mais forte, - Eu acho que eu te… Eu gosto de você.

      -  Jae, - ele me olha com aquele olhar de pena, “droga, será que eu disse algo errado?”, bato meu pé no chão tentando afastar o nervosismo, - Meus pais estão se mudando para a casa da vovó, ela está mal, e eles não querem deixar ela só…

     -  Eu sinto muito, Luke, deve ser difícil, você não vê ela a anos - olho para nossas bebidas ja esquecidas na mesa, a avó de Luke era a vó mais legal que conheci na minha vida, é uma pena ela estar doente assim.

      -  Jae, eu também vou. - ao ouvir suas palavras o olho indignado, ele abaixou o olhar, - Desculpa, há vários motivos que me levaram a aceitar viajar com eles.

      -  Você, vai me abandonar ! - falo baixinho, olho para minhas mãos, - Eu fiz algo tão grave assim ?

      -  Não, eu não sei, eu..eu simplesmente tenho que ir, não suportaria te ver com ele.

      -  Você ao menos fez questão de escutar o que eu acabei de dizer  ? - meu olhar era de raiva, “ele está brincando comigo, só pode”, -  Eu disse que te amo, droga! Por que você sempre complica ?

      -  Eu escutei em alto e bom som, mas você é sempre assim, uma hora você diz isso, outra hora já esta gostando de alguém mais novo na faculdade, eu não suporto mais sofrer, você sabe que eu gosto de você, porque só me usa ? - seu rosto estava vermelho, sua respiração falha, “eu não sou assim !... Sou?”, senti vontade de falar, mas não havia nada que eu pudesse dizer agora, abro a boca, nada sai, ele ri contragosto, - Não há mais o que falar, não é ? Bom, me dá licença, eu tenho malas para arrumar.

      -  Ele levanta tirando a carteira do bolso, coloca uma cédula em cima da mesa, eu estava perdido em pensamentos, ele vira e sai, sua ação me desperta, levanto rápido indo em sua direção, segurou seu pulso.

      -  O meus simples “eu te amo”, não vai fazer diferença pra você ? - ele olha para seu pulso e depois para mim.

      -  Ele só vai fazer diferença, quando for verdadeiro . - ele puxa o braço, com seu impulso vou junto, colando nossos lábios, um simples encostar fez uma onda elétrica passar por meu corpo arrepiando todos os meus pelos. Ele tentou se soltar, mas o segurei com força, quebrei o selar por um abraço.

       -   Por favor, Luke, eu não estou mentindo, eu estou sentindo.  - implorei, ele se soltava devagar de meus braços.

       -   Para fazer realmente a diferença, eu tenho que acreditar, e eu não consigo acreditar agora. - ele se solta completamente de mim, me olha uma última vez e volta a fazer seu caminho até a saída, “preciso fazer ele acreditar”.

“Ele vai embora, essa é minha última chance, ou nunca viverei esse amor”, bato na minha cabeça, “porque você só veio a se declarar agora, idiota”, me vejo sem chão, “ele vai embora”, esse mantra é perturbador, volto a mesa colocando um dinheiro qualquer que havia no meu bolso, estava anestesiado, “se ele for embora, meu mundo não fará mais sentido, perderei meu melhor amigo e seu amor”, saiu do café, ando sem rumo, “onde você quer chegar, Jae?” , paro em frente a casa de Allan, “vamos acabar logo com isso.” .

...


Notas Finais


Espero que tenha gostado, bjão...
ATÉ A PRÓXIMA !


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