História Boys - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais
Visualizações 13
Palavras 1.265
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Você fez algo ruim


Fanfic / Fanfiction Boys - Capítulo 4 - Você fez algo ruim

                — Eu não sei se eu deveria dizer algo. — Michael murmurou. As mãos firmes no volante e seus olhos claros fixados na estrada escura. Meus coturnos foram deixados por lá e meus braços rodeavam as pernas sobre o banco. O sangue escorrendo. Teria que me desculpar pelo banco sujo mais tarde.

                — Não diga nada então.

                — Por que fez aquilo? Por que mentiu pra ele?

                — Queria sair com você, não com Luke... no começo. Mas depois eu fiquei confusa. Ele foi tão legal. Eu fiz uma coisa muito errada, Michael? — meus olhos estavam cheios de lágrimas, mas dessa vez eu não iria esconder.

                — Uh, Luke não lida muito bem com mentiras. Ele é um pouco imprevisível nesse assunto. Assim como pode nem ligar pra isso amanhã, pode ser que nunca mais te perdoe. Mas não chore, por favor.

                Sequei minhas lágrimas e não havia ânimo algum para cantar minha música favorita que ecoava pelos autofalantes do carro.

 

-x-

 

                Pedi para que ele ficasse, mas não ficou. Quer dizer, Michael permaneceu por alguns poucos minutos, certificando-se de que eu não pegaria mais nenhum objeto afiado naquela noite.

                — Você não pode ficar? — agora havia um curativo cobrindo mentirosa, mas ainda podia sentir uma leve ardência no tornozelo direito. Contornei as letras escondidas, tentando não fitar seus olhos acusadores. Sonharia com eles. E com Luke. E com uma mentirosa.

                — Não. Desculpe. Você não vai fazer mais isso, não é? Digo, se cortar. — frio no começo, preocupado depois. Não podia fica ou simplesmente não queria?

                Hoje não. Mas talvez amanhã escreva algo novo. Ou na próxima semana. Nunca se sabe.

                — Eu não vou fazer. Prometo. — dedos cruzados por trás das costas.

                — Então acho que eu já vou.

                — Queria que as coisas não tivessem saído assim.

                — É. Eu também. Boa noite, Quinn.

                — Boa noite, Michael.

               

-x-

                Passei a noite em claro, apenas olhando o céu escuro clarear aos poucos até que o dia finalmente começasse.

                Eu não tinha a menor vontade de levantar e encarar as coisas lá fora. Tudo parecia suficiente para mim ali naquele quarto: desde as coisas organizadas demais, as fotos de quando tudo ainda era suportável coladas na parede, as boas memórias, até meu tornozelo ardendo levemente.

                Meu pequeno momento de paz teve fim quando o furacão Millicent invadiu o quarto segurando seu celular e batendo seus saltos agulha no chão.

                — O que você fez noite passada, Quinn? — sua voz estava levemente alterada. Mamãe estava tendo mais um de seus terríveis e incontroláveis conflitos internos. Queria gritar e ao mesmo tempo manter-se calma.

                — Eu saí. Não bebi, nem beijei ninguém. Não fiz nada.

                — Não. Alguma coisa você fez, porque Luke postou em seu Twitter algo ruim.

                Peguei meu celular do criado-mudo e abri minha conta. O último tweet de Luke Hemmings era uma indireta à terrivelmente horrível noite passada.

                “@luke5SOS: as coisas não vão bem. Afinal, uma vez mentirosos sempre mentirosos”.

                Ele definitivamente não estava colaborando para que a coisa do namoro acontecesse. O que esse garoto tem na cabeça? Me perturba para que tenhamos um namoro ridículo e desnecessário, então faz uma coisa dessas.

                Tudo bem que o que eu fiz foi errado, e me sinto péssima por isso. Mas o negócio é manter algo fictício, é preciso fazer direito, dançar conforme a música.

                — Não tenho culpa se ele não teve uma noite boa. — dei de ombros tentando parecer menos culpada. Pelo menos para mim.

                — Não seja cínica, Quinn. Eu sei que foi você e trate de consertar isso ainda hoje. — e ela deixou o quarto batendo seus saltos fortemente mais uma vez.

                Bufei irritada e vesti o primeiro par de calças jeans que encontrei junto com uma camiseta qualquer. Precisava de Amelia.

                Porém, querer não é poder. Amelia aparentemente embarcou em uma viagem de última hora até a Suíça, ou seja, ficaria sem ela por no mínimo uma semana. Como soube disso? Ela acabara de me mandar uma foto ridícula dela com os pais no avião.

                Resolvi tentar falar com Luke e falhei miseravelmente. Mandei mensagens, tentei uma ligação e então acabei mandando um áudio de mais de três minutos apenas repetindo um pedido de desculpa diversas vezes.

                Meu dia não estava bom, mas de qualquer maneira, não iria ficar em casa, então coloquei meus óculos escuros e fui até uma Starbucks. Estava lotada. Meu pedido — latte com baunilha, meu favorito — fora prontamente atendido. Havia uma carinha sorridente desenhada no copo, o que só serviu para lembrar-me, mais uma vez, que o dia estava péssimo.

                Havia uma garota de cabelos lisos, platinados e um boné verde enfeitava sua cabeça. Seus braços eram inteiramente tatuados. Ela estava sentada sozinha, um livro grande em sua mesa e um copo de café em sua mão. Ela sorriu para mim e tirou os óculos do nariz afilado e me convidou para sentar junto dela. Eu fui e, mais de perto, pude notar suas sardas e os olhos coloridos em tons de verde e marrom.

                — Oi.

                — Oi pra mim? Nossa. Você é uma celebridade.  Eu estou falando com uma celebridade. Isso... nossa. Isso é incrível. — ela parecia levemente afobada. Falava com pressa e gesticulava bastante.

                — Uh, eu sou Quinn.

                — Eu sei disso. Quer dizer, eu sou Helô. Não Helô de Heloísa. Só Helô.

                — Prazer te conhecer, só Helô.

                Nós passamos muito tempo conversando. Sobre tudo e sobre nada. As coisas fluíam muito bem e em nenhum momento Helô tocou no assunto de eu ser famosa, namorar Luke Hemmings ou coisa que o valha. Já estava escurecendo quando eu voltei para casa, encontrando uma mãe louca, um namorado idiota e uma irmã sumida.

                Mamãe gritava com Colleen, Luke estava lá com cara de “o que está acontecendo” e eu não estava muito diferente.          

                — Uh, o que está acontecendo? — perguntei para Luke, já que não adiantaria nada falar com Millicent ou Colleen já que ambas estavam envoltas em uma discussão acirrada sobre um assunto que eu não fazia ideia. Como resposta, Hemmings deu de ombros e decidi interferir.

                — Ei, ei, ei, o que está acontecendo aqui? — falei me colocando entre elas e fitei minha irmã mais velha.

                ­— Queen Q! Nossa que saudade de você! — fui cercada por um abraço apertado e pude sentir a maravilhosa colônia que Colly usava.

                — Também estava com saudades. Mas... o que você faz aqui? Não deveria estar na faculdade? — perguntei depois de soltá-las e parei para ver seus cabelos em tom de violeta.

                — Ah eu fui expulsa. — ela tinha um sorriso no rosto como se aquela fosse a coisa mais normal no momento.

                — Como...? — a pergunta morreu em minha garganta e mamãe gesticulou balançando suas pulseiras.

                — OK, OK. Quinn, Luke está aqui, de um jeito. Colleen, você vem comigo. — junto com minha irmã revirando os olhos, Millicent andou até seu escritório e bateu a porta. Suspirei e me sentei no sofá.

                A verdade é que eu não sabia muito bem como fazer isso. Luke estava aqui. Agora, sentado a meu lado ele passava as mãos na calça skinny preta e eu precisava fazer/dizer alguma coisa.

                — Eu queria pedir desculpas mais uma vez. Sei que o que eu fiz foi errado e estou profundamente arrependida e magoada. Às vezes, só não sei como lidar com algumas coisas e acabo estragando tudo. Você me perdoa? — ele segurou minha mão e sorriu.

                — Está tudo bem. Eu fui um pé no saco no começo e o que eu falei ontem pra você não foi muito legal, e postar aquilo foi idiotice da minha parte. Também preciso que me desculpe.

                 — Claro que sim. — me sentia mais leve, mas não conseguia esquecer que o que estava estampado em meu tornozelo, era para sempre.



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