História Boys in Luv II: Wake Up and Love me - Capítulo 48


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Jinhope, Taejin, Yoonseok
Exibições 167
Palavras 1.067
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, FemmeSlash, Fluffy, Lemon, Lírica, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 48 - Bluebarry


Jeon JungKook

Meu mundo havia se acabado. Meu pai nem se importou de estragar o momento que seria o mais feliz da minha vida, isso foi pior do que quando mamãe não aceitava meu relacionamento, eu acho. Mas o que estava me corroendo por dentro era o fato de eu ter deixado Jimin sem nem ao menos tentarmos resolver o problema, não faço a menor ideia de como isso iria ser feito.

Não conseguir deixar pensar nenhum minuto sequer em Park Jimin, ele transformou minha vida de uma forma que nunca pensei que aconteceria, houve coisas boas e ruins, é claro. Será algo que jamais vou esquecer, pois está registrado em meu coração. Sei que agora ele pode estar sofrendo assim como eu, mas não ser capaz de conviver com ele sabendo que nossos pais, ambos se odeiam e outros se amam.

Entrei em uma loja de conveniência, peguei uma garrafa de Soju Blueberry, não me importei com a cara de azedo do senhor que estava no caixa, entreguei o dinheiro antes que ele pedisse minha identidade, achei um milagre ele ter me deixado passar sem me barrar e chamar a polícia, pois é proibido vender bebida alcoólicas para menores, e eu ainda sou menor de idade.

Caminhei sem rumo, completamente perdido, eu já não sabia para onde ir, não havia nenhum lugar que eu quisesse ir que não fosse atrás dele, mas me contive. Aproveitei a escuridão da noite para ficar jogado na grama de uma praça, enquanto bebida aquela coisa ruim, que rasgava e queimava minha garganta, aos poucos minha cabeça começou a girar e deixei-me levar… então chorei.

Eu olhava para o céu e via umas três luas, ou quatro, talvez fossem estrelas, ou apenas as luzes dos postes. A situação estava ficando difícil, ainda mais quando meu celular começou a tocar e uma música que me lembrava alguém, me fez parar para refletir e chorar mais um pouco. Esquecendo-me de atender, até a música parar e eu me irritar. Guardei o mesmo dentro do bolso, abandonei a garrafa no chão, ainda tendo um pouco de bebida, quase cair ao tentar ficar de pé.

Quando finalmente consegui me manter em pé, vi um casal passando por mim, eles não me viram, mas pelo que pude ver, eram dois garotos. Estavam abraçados e riam alto. Aquela cena me irritou, pois lembre de Jimin e eu, quando éramos algo, então gritei. Gritei tão alto que as poucas pessoas ao redor se assustaram.

- O que está acontecendo? - Perguntou alguém que eu nem conhecia, era um homem pela voz. - Senhor, senhor, está tudo bem?

Comecei a rir.

- Está falando comigo? - Perguntei com certa dificuldade, as palavras se tropeçavam uma na outra. - Eu não sou senhor…

- Acho que ele está bêbado. - outro alguém falou. - Oh, nossa… esse cheiro…

- Você não tem idade para beber, não é?

- Não, mas eu bebi. Ninguém manda na PORRA DA MINHA VIDA.  - Gritei, como se eles não estivessem próximo. - AAAH

- Qual é o seu nome?

- Não é da sua conta. - Cantarolei, fazendo uma dancinha escrota. - Me deixam em paz…

- Ei, Chefe. - Disse um dos policiais que estava enchendo o saco. - Esse não é aquele garoto… do… do… cinema?

- Que garoto do cinema?

- O que… - Ele cochichou algo no ouvido do outro, eles riram.

- Oh, é mesmo. Onde estão seus pais?

Ignorei-os.

- Acho melhor levá-lo e ligar para os pais dele.

Senti mãos frias tocarem o meu pulso, não consegui impedir que me levassem, sei lá para onde. Enquanto o carro seguia para algum lugar, comecei a cantar, reclamar e pedir para me soltarem. O que estava ao meu lado pegou o celular em meu bolso e começou a mexer.

Não lembro por quanto tempo que fiquei esperando algum ser da minha família aparecer e me liberar. Alguém me deu remédio, água e me deixou preso em uma cadeira, as algemas estavam bem folgadas, mas, mesmo assim, não dava para se soltar. Aos poucos a brisa do álcool foi passando e o mundo estava parado.

- Parece que você terá que passar à noite aqui, até seus pais virem. -  comentou o delegado. Revirei os olhos. A dor que eu sentia era pior do que estar ali dentro.

- Se continuar vindo parar aqui, sua ficha ficará feia… - Continuou ele. - Esses jovens de hoje...

Infelizmente passei à noite dentro de uma sela. Deitado em uma cama mais dura que o chão, eu estava me sentindo incomodado e meu estômago estava começando a se rebelar. Não percebi quando dormi, mas quando acordei, minha mãe estava presente, conversando com o delegado e ao seu lado estava Jin e J-Hope.

Aish. JHope me dava nos nervos, só de lembrar que ele é ex de Jimin, me dava enjoos.

Fui solto poucos minutos depois. O silêncio dentro era bastante cômodo. Encostei a cabeça no vidro da janela e voltei a chorar o mais baixo possível. Embora o céu estivesse lindo naquela manhã, meu ânimo para viver era zero.

- Cadê a Suzy? - Perguntei.

Mamãe não me respondeu, praticamente me ignorou.

- Ficou com a minha mãe. - Jin respondeu.

Chegando na casa dos meus tios, me surpreendi com a presença do meu tio, pelo que pareceu, ele havia voltado para minha tia e mostrou-se bem feliz. Sua cara era idêntica a de Jimin, pior que Jin também tinha semelhanças e isso me atormentava. Por esse motivo decidi ficar no quarto do meu primo e deitado em sua cama, abraçado com a minha solidão.

- Kook, posso entrar? - Jin bateu deu leves batidas na porta e entrou. Olhei para ele, fiquei feliz que seu namoradinho não havia o acompanhado. - Jungkook… Você… e … Jimin?

- Desculpe, Jin. Não estou afim de falar sobre isso.

-  Tá, legal. - Ele ficou sem jeito, percebi, mas eu não estava em condições para tal. - Se precisar, estarei lá na sala.

Jin saiu e fechou à porta.

Naquela noite eu não consegui dormir, passei a madrugada chorando e chorando. Naquele momento eu não sabia, mas se eu tivesse dado a oportunidade para Jin falar, eu teria impedido Park Jimin de ter ido embora ou até teria ido com ele. Se eu soubesse que, enquanto eu chorava, ele estava saindo da Coreia do Sul.



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