História Boys Like Boys - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Chanyeol, Kai, Sehun
Tags Chanhun, Sekai
Visualizações 93
Palavras 5.056
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Bom... Oi
Essa OS era pra ter saído há dois meses, mais ou menos, mas eu, como sempre, atrasei ela. Mas olha pelo lado bom, deu mais de 5000 palavras \o/
Então, ela é um presente de aniversário pra @OhJong-Yeol, então parabéns, eu só to um pouco atrasada, mas a gente só releva :)
Eu queria escrever algo bem triste mesmo, mas eu não consegui um plot bom pra isso, então eu fiz essa assim, baseada no clipe da música Girls Like Girls da Hayley Kiyoko
Da próxima vez eu tento escrever um Angst ou algo parecido, OK?
Então eu vejo vocês que estão lendo lá nas notas finais ^^
Então, se tiver algum erro, me desculpem, porque eu desisti de betar ela na metade.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Chanyeol

Pedalava cada vez mais devagar, realmente nervoso por finalmente revê-los. Não que eu não o quisesse, porque eu obviamente queria, afinal, éramos amigos de tempo.

Muita coisa havia mudado aqui desde que viajei, há um ano, em intercâmbio. Desde que voltei, não consegui encontrar pessoalmente a todos que desejava. Então, contando com isso, eles tiveram a ideia de fazer uma "festa" em homenagem ao meu retorno. O que eu achei desnecessário.

Cada vez mais me aproximava da casa de Kim JongIn, ou Kai, como foi apelidado por mim na infância, não tinha mais tanto costume de chamá-lo assim, afinal, já não éramos mais tão próximos e o apelido foi se tornando algo tão ridículo e sem sentido. Sentia meus pés tremendo nos pedais, junto com minhas mãos que seguravam com cada vez mais força no guidão da bicicleta, por medo de escorregarem por conta do suor que o nervosismo trazia. Não me interpretem mal, mas sou uma pessoa considerada por mim mesmo antissocial, além de minha vergonha extrema me causar todo esse nervosismo.

Também reveria meu melhor amigo de tempos e também por quem secretamente (secretamente apenas na minha cabeça) nutria alguns sentimentos que não são recomendados para melhores amigos sentirem entre si depois de muitos anos de amizade. Isso só me ajudava a ficar mais nervoso. E ainda tinha o fato de que, durante o ano que eu estive fora, ele começou a se relacionar com JongIn e agora namoravam. Isso, claro, deixou-me chatiado, mas não podia fazer nada, já que Oh Sehun era apenas meu melhor amigo e nada mais do que isso.

Lembro das noites que passei em claro tentando aceitar o fato de que nunca teria Sehun para mim. Sempre com o mesmo pensamento: "Supere isso, Park Chanyeol. Deixe de ser esse bebê chorão, porque você sabia mais do que ninguém, que um relacionamento com Sehun é mais do que impossível". Por dias seguidos fiquei sem dormir, esses dias sendo mais recentes do que gostaria. Minhas olheiras ainda se encontravam embaixo de meus olhos, que mostravam notável presença de sono por conta de noites mal dormidas.

Assim que a casa entrou em meu campo de visão, senti meu coração acelerar e comecei a suar frio.

Deixei a bicicleta junto com mais duas que estavam apoiadas na parede da casa e parei em frente a porta. Com muita relutância, bati lentamente na porta, que logo foi aberta.

Meu coração quase saltou para fora do peito. Oh Sehun estava lá. Estava tão bonito. Havia crescido nesse ultimo ano. Seu rosto demonstrava uma feição mais adulta. Seus cabelos, antes loiros, agora estavam de volta ao preto.

— Vai ficar aí me encarando, ou vai querer entrar? — ouvi o mesmo dizendo, voltando à realidade. Sehun desfere um soco em meu braço e depois me abraça rapidamente, murmurando um "estava com saudades" e logo me dando espaço para entrar.

Assim que passei pela porta, JongIn veio me cumprimentar. Fizemos aquele famoso "Hi-5" e ele bagunçou meu cabelo. Isso me incomodava um pouco, de fato. Não me sentia mais confortável perto dele. Não era por causa do namoro dele com a pessoa que eu amo. Não. Talvez um pouco. Isso já vinha acontecendo fazia um tempo. Criei uma certa repulsa dele após algumas acusações de que o mesmo já havia agredido pessoas em seus antigos relacionamentos e feito até coisa pior. Eram apenas boatos, mas não deixo de me enojar ao pensar que ele já poderia ter feito algo assim. E tudo piora ao pensar que Sehun poderia estar passando por isso.

Cumprimentei todos na casa, que, na maioria, estavam bêbados demais para qualquer coisa que fosse, e me dirigi para a cozinha, junto com o casal que me recebeu na entrada. Assim que entrei, vi Sehun sentado em cima do balcão da cozinha, fumando um cigarro. Sentei-me no balcão junto com ele e o mesmo soltou a fumaça em meu rosto. Sehun tira o cigarro de seus lábios e trazendo aos meus, entào eu dou uma forte tragada, soltando a fumaça lentamente, olhando diretamente em seus olhos. Ele se vira para pegar outro cigarro e meus olhos caem em JongIn, que estava encostado no mesmo balcão, bebendo cerveja enquanto encarava algo que parecia muito interessante no outro balcão, que ficava do outro lado da cozinha. Sua camisa estava com os botões todos abertos e seu cabelo, bagunçado. Fiz uma careta ao imaginar o que eles estavam fazendo antes da minha chegada.

Me viro novamente para olhar Sehun, que estava acendendo outro cigarro. Traguei novamente, ainda encarando seus olhos e ele fez o mesmo. Estávamos em um tipo de conversa silenciosa, que, apesar de parecer incômoda à quem nos olhasse, estava bem confortável. Ficamos nos encarando por um tempo, nunca desviando o olhar, apenas fumando o cigarro.

Olhando em seus olhos, percebi que estavam sem o mesmo brilho que eu via sempre no passado. Me preocupei, achando que a culpa era minha, afinal, avisei que ficaria um ano fora apenas um dia antes da viagem.

Comecei a me lembrar de quando éramos mais jovens. Lembrei de quando estávamos em um campo de baseball desértico e estávamos escutando música enquanto bebíamos. JongIn estava praticando baseball, enquanto eu observava Sehun dançar. Ela dançava muito bem, me pergunto se ele ainda dança. Me lembro exatamente de como você se mexia ao som da música calma que tocava. Esse momento se repetia em câmera lenta na minha cabeça, exatamente como no momento em que aconteceu.

                          ~-~

Sehun sugeriu para que fôssemos à piscina que tinha no quintal da casa e disse que me emprestaria um calção, como eu estava de calça jeans e não havia trazido nada para piscina. Concordei, afinal, eu estava distraído demais observando seu rosto e as mudanças que ocorreram em apenas um ano, que não foram poucas, e acabei não entendendo nada do que ele havia falado.

Subimos para nos trocar no quarto que Sehun supostamente dividia com JongIn, o que eu não sabia que acontecia, mas meio que esperava.

— Estou passando a semana aqui, hoje eu já volto pra minha casa. — ele falou, respondendo meus pensamentos, como se os tivesse lido.

Apenas concordei com a cabeça e me virei de costas para me trocar. Ficando de frente para um espelho que tinha no quarto, notando que Sehun também tinha virado de costas para mim. Retirei minha camiseta, vendo ele fazer o mesmo. Observei suas costas brancas. Tão bonitas. Me pergunto se existe algo em Oh Sehun que não seja bonito.

Me peguei distraído novamente com sua beleza, me repreendendo por ficar secando o garoto por tanto tempo.

Me abaixei para pegar o calção, que se encontrava encima da minha mochila e, quando voltei meu olhar para Sehun pelo espelho, notei o mesmo me olhando. Ele sorriu e eu retribuí o sorriso, me perdendo novamente em sua beleza. Isso é tão irritante, eu sei, mas não me conformava com o quanto ele havia mudado.

                          ~-~

Enquanto estávamos dentro da piscina, juntei um pouco de água na minha boca e joguei em Sehun, que ri da minha infantilidade. Começamos a nos olhar, novamente começando uma conversa silenciosa. Desviamos o olhar um do outro, quando JongIn pulou na água, fazendo a mesma espirrar em mim e em Sehun.

JongIn puxou Sehun para subir em suas costas e ficou brincando com o mesmo. Ver Sehun com os braços enlaçados no pescoço de JongIn me deu um leve enjôo, o que me fez sair da piscina. Eu jurava que eu havia visto JongIn sorrindo para mim de modo debochado, mas apenas ignorei.

O de cabelo preto me perguntou o porquê de eu ter saído e eu menti, falando que estava mal por ter bebido mais cedo sem ter comido nada antes.

Saí da água e me deitei em uma toalha que estava estendida no chão. Logo os dois me acompanharam. Sehun sentou na borda da piscina, molhando os pés e JongIn deitou em uma espreguiçadeira que tinha lá.

Eu conversava com Sehun normalmente, matando um pouco da saudade. De repente, JongIn se levanta, bebendo o, presumo eu, último gole da bebida.

— Vou pegar outra cerveja e tomar banho. — ele falou com a voz meio embargada pela bebida. Apenas concordamos e falamos que faríamos o mesmo.

                         ~-~

Eu estava apenas com uma outra bermuda que Sehun me emprestou, secando meu cabelo com a toalha, quando Sehun sai do banheiro com a toalha enrolada na cintura.

JongIn havia tomado banho antes de nós, depois fui eu e depois Sehun.

Desisti de secar meu cabelo e resolvi tentar colocar umas pulseiras de couro e pano que eu tinha. Claro que eu não consegui, afinal, minha coordenação só não é inexistente, porque eu sei andar de bicicleta e (eu acho que) precisa de coordenação para isso.

O Oh notou minha dificuldade em colocar a pulseira e veio me ajudar. Enquanto ele amarrava a pulseira, eu sorria e o observava.

— Pronto. — ele falou, sorrindo de lado.

Fui novamente em direção à minha mochila e pego um protetor labial, mais conhecido como manteiga de cacau, que eu tinha que usar, já que meus lábios estavam queimados por conta da mudança repentina da temperatura durante a viagem. Sehun viu o que eu tinha em mãos e me olhou com uma expressão que dizia "Isso é sério?". Mostrei pra ele os queimados envolta da minha boca e ele pareceu entender. Ele pegou o protetor labial de minha mão e o abriu, passando em minha boca.

A distância entre nós era mínima. Sehun passava o protetor devagar, olhando em meus olhos. Vi Sehun desviando o olhar de meus olhos, mas logo voltaram aos mesmos.

Quando ele terminou de passar o protetor em mim, nos olhamos novamente por certo tempo, mas ele quebrou a troca de olhares, abaixando a cabeça para procurar a tampa do protetor labial.

—Bom. — ele começou a falar, parecendo perdido. — É melhor nós descermos. Devem ter pessoas querendo matar as saudades de você.

Apenas concordei e o segui pela casa, até chegarmos na sala, onde todos estavam.

Me sentei no sofá ao lado de um amigo meu, tentando ficar distante de JongIn, que estava do outro lado do sofá. Sehun havia sentado no chão, em frente à mesa de centro, onde encontravam-se alguns salgadinhos e algumas garrafas de bebida vazias.

Várias pessoas fumavam e bebiam, o que deixava o cheiro do ambiente um tanto ruim e tornava o ar pior para respirar.

Em algum momento, alguém falou que precisávamos de mais bebida, então JongIn e mais algumas pessoas saíram para buscá-las. Quando a porta da frente foi fechada, Sehun se sentou ao meu lado e começamos a conversar sobre coisas aleatórias, como sempre fazíamos.

Não sei por quanto tempo conversamos, mas parece que foi tempo o suficiente para eles voltarem com as bebidas. Não percebi quando a porta da frente foi aberta e fechada de novo. Só percebi quando Sehun foi bruscamente puxado por um JongIn totalmente alterado pelas bebidas e talvez por algo mais.

Ele segurou Sehun pela cintura com força. O desconforto de Sehun era evidente. Sehun sorriu constrangido quando JongIn começou a beijar seu pescoço.

Sehun pedia em tom baixo, mas audível para quem estava próximo, para que o moreno parasse.

Notei seu olhar sobre mim por um momento, mas não consegui decifrá-lo, pois virei o rosto tentando não demonstrar meu nojo por presenciar aquilo.

O de cabelos pretos empurrou o mais velho para longe, com um olhar descontente com o mesmo e se sentou novamente, fazendo o moreno se retirar da sala, bufando irritado.

Falhei em segurar meu sorriso discreto quando Sehun se sentou novamente, voltando ao assunto anterior depois de murmurar um pedido de desculpas.

                          ~-~

O sol estava quase se pondo e todos já haviam ido embora, menos eu e Sehun. O ultimo citado, havia sumido para algum lugar enquanto eu havia me retirado para ir ao banheiro.

Havia o procurado em todos os cantos possíveis dentro da casa. Então, como era óbvio que Sehun não estava lá, fui olhar no quintal, me deparando com JongIn jogado em uma poltrona na sala com uma garrafa de cerveja na mão encima do colo. "Está completamente apagado de tanto beber. Não sei como não entrou em coma alcoólico ainda", pensei.

Olhei para a porta de vidro que levava ao quintal e vi Sehun sentado lá, molhando os pés na água da piscina. Fui até lá e sentei do seu lado. Ele me olhou, mas não disse nada e só apoiou a cabeça no meu ombro.

Ficamos por um tempo assim, não sei quanto, mas para mim parecia ser muito tempo. Senti ele levantar a cabeça do meu ombro e, automaticamente, me virei para olhá-lo. Segurei minha respiração ao notar a distância que estavam nossos rostos. Seus olhos me hipnotizavam de um jeito incrível. Ele se aproximou mais e senti meu coração acelerar junto com a minha respiração. Meus olhos saíram dos seus e se focaram em seus lábios. Estávamos cada vez mais próximos.

De repente, me sinto ser puxado para trás pelo cabelo, sentindo minha cabeça doer, principalmente na área de onde fui puxado. Com o susto e com a dor, não consegui me equilibrar e acabei batento a cabeça em uma das pedras que rodeavam um canteiro de plantas. Meu couro cabeludo ardia e eu sentia sangue sair de onde ocorreu a batida. Minha visão estava falhando e eu escutava algo como um apito agudo. Por trás desse "apito", eu conseguia escutar gritos de alguém brigando, mas era só um voz que estava gritando. Era a voz de JongIn. As coisas não faziam sentido, eu entendia apenas poucas palavras.

Minha visão foi voltando aos poucos e eu já estava com menos tontura, mas com uma dor agonizante em minha cabeça. Já conseguia ouvir com mais clareza o que ele gritava. Minha dor era enorme, sentia minha cabeça queimar e doer. Não conseguia levantar. Não até escutar a frase "Como você ousa fazer isso comigo? Não devia ter mudado de ideia quando pensei que você era pior que uma puta" ser pronunciada por aquele que, agora, mais odeio. Foi quase que automático, me levantei, acertando um soco atrás de sua cabeça, o que o derrubou. Fiquei encima dele e comecei a deferir socos em seu rosto. Eu poderia estar quase o matando, mas naquele momento, minha raiva era tanta, que nem pensei nisso. Ele não estava conseguindo mais se proteger, o que me motivou mais ainda a continuar com aquilo.

Momentos meus e do Sehun se passavam em minha mente enquanto isso. Nós deitados na cama de Sehun lado a lado, conversando sobre algo que devia ser engraçado, porque nós ríamos e sorríamos. O sorriso dele sorriso era lindo. Sempre foi. Lembrei de como você me olhou hoje mais cedo quando estávamos nos trocando para ir na piscina, de quando estávamos no escritório dos meus pais quando eles ainda não tinham me expulsado de casa por eu gostar de meninos. Nós também ríamos nesse dia. Sempre fomos muito felizes juntos, mas eu sempre achei que era só eu que percebia essa felicidade a mais que tomava conta de nós. Apenas meu cérebro de adolescente apaixonado que não me deixava perceber que Sehun também via essa felicidade. Sehun sempre mostrou esse sorriso para mim. E apenas para mim. Percebendo apenas agora, que eu não era o único que me sentia limitado por não poder fazer o que queria. Sehun sempre concordou comigo e sempre fazia as coisas por mim. Eu apenas fui cego demais para perceber que Sehun também me amava do mesmo jeito que eu o amava. Eu fui cego demais para perceber o sofrimento em seus olhos ao estar junto de JongIn na minha frente. O seu desconforto sempre notável.

Eu não sabia o que estava fazendo, minha raiva havia me tomado.

O Kim havia fechado os olhos e não se movia mais.

Lembrei de quando Sehun estava tentando me ensinar a dançar algo, mas eu sempre fui muito desajeitado para isso. Mas ele nunca se irritou com a minha lerdeza para aprender os passos simples que ele passava para mim.

Sehun, que provavelmente estava em choque antes e só agora havia percebido o que estava acontecendo, me puxou.

Lembrei de observar o pôr-do-sol com o Oh na janela do seu quarto que estava com as persianas quebradas na frente da mesma, o que nos fazia vê-lo apenas por frestas. Mas eu não me importava, era lindo de qualquer jeito. Lembrei de Sehun dançando no campo de baseball e de vários outros momentos em que passamos juntos e em que eu não pude nem ao menos o abraçar direito.

Parei em frente ao mesmo, que estava com os olhos marejados, não diferente de mim, que praticamente ja chorava. Não percebi quando eu comecei a chorar. Ele passou a mão pelo meu rosto, afastando o cabelo que caía na minha testa e nos meus olhos. Notei lágrimas caírem de seus olhos. Ele desceu as mãos para minhas bochechas e depois para meu pescoço. Ele passou os dedos em meus lábios, que também estavam cortados. Coloquei minhas mãos encima das suas. Nos comunicávamos em silêncio enquanto soltavamos sorrisos discretos um para o outro. Então, eu o beijei. O beijei como se eu não o visse há anos — apesar de que fazia, realmente, um ano que não nos víamos. Ele não estava muito diferente.

Ele segurou em minha cintura e eu, no seu pescoço. Separei o beijo e apenas o encarei e sorri, para continuar o beijo.

Parávamos o beijo apenas para respirar. Parecia que estávamos tentando compensar o tempo em que não pudemos nos tocar desse jeito.

Não parávamos de chorar, mas também não ligávamos. As vezes ele subia uma das mãos e as colocava em minha bochecha.

Separamos o beijo novamente e encostamos nossas testas uma na outra, apenas aproveitando o momento. Eu ainda chorava, mas bem menos. Nos abraçamos como se a saudade do tempo em que eu fiquei fora estivesse batento só agora.

                        ~-~

— Você tem certeza de que está bem, hyung? — Sehun me perguntou, enquanto olhava meu rosto, que estava com um lado quase todo arranhado e cortado.

— Eu já disse que estou bem. — respondi, segurando sua mão e lhe dando um selinho. — Eu não... matei ele, certo?

— Relaxa, ele só apagou rápido por causa da bebida. — ele falou soltando um riso fraco.

— O que você vai fazer com ele? — perguntei preocupado.

— Eu... Não sei. — Sehun falou e soltou um suspiro. — Ele não vai se lembrar de nada, além da dor que ele vai sentir. Vou tentar resolver as coisas com ele. Ele provavelmente vai ficar muito irritado.

— Se ele te machucar, aí que eu mato ele mesmo. — falei irritado. Sehun só riu e me beijou novamente.

— Tchau, hyung. — ele falou meio chatedo, mas ele sabia que eu tinha que ir.

— Tchau, Hunnie. Fique bem. — falei e saí da casa. Sehun esperou que eu saísse com a bicicleta para a rua para poder fechar a porta.

Comecei a pedalar em direção a minha casa, mas pensei que fosse melhor parar em um pronto-socorro para cuidar dos meus machucados, já que eu não sabia fazer isso sozinho.

Fui pedalando, não prestando muita atenção na minha velocidade, eu deveria estar quase parando. Um sorriso brotou em meu rosto e eu respirei fundo, olhando para cima e fechando rapidamente os olhos. Acelerei um pouco, pois minha cabeça e meu rosto estavam voltando a doer.

                           ~-~

Eu estava sentado no sofá do meu apartamento assistindo televisão com um saco de gelo na cabeça, pois ainda estava com dor, mesmo depois de ter tomado todos os remédios que os médicos que me atenderam falaram para eu tomar. As cenas de mais cedo se repetiam na minha cabeça e eu só sabia sorrir. Nem estava ligando que eu estava perdendo um dos episódios mais importantes do drama que eu assistia.

A campainha da minha casa tocou e eu me assustei, tanto pelo horário, que já era muito tarde, quanto pelo fato de eu não esperar ninguém.

Abri a porta, morrendo de medo, e me deparei com Sehun em minha frente sorrindo fraco e constrangido com o rosto todo inchado e arranhado. Seus braços e pescoço também estavam vermelhos e machucados, como se alguém tivesse os apertado muito.

—...Oi — ele disse fraco com a voz falhando.

— Meu deus do céu, Sehun, o que que aconteceu? — eu falei, o fazendo entrar e o mandando sentar no sofá, enquanto eu saía pela casa para procurar algo para passar nos machucados.

— Eu... — ele parecia bem hesitante em contar, mas mesmo assim, continuou. — Falei que ia conversar com o JongIn, certo? — senti novamente raiva. Então JongIn havia feito isso com ele. Eu parei tudo o que estava fazendo e apertei os punhos, mas antes que eu falasse algo, Sehun continuou. — Então, o que aconteceu foi o seguinte: ele acordou quase agora e morrendo de dor. Como eu disse que aconteceria, ele não se lembrou de nada e me perguntou o porquê dele estar com o rosto cheio de sangue e todo machucado. Eu contei pra ele o que ele fez e terminei com ele...

— Espera aí, você terminou com ele? — eu o interrompi, me sentindo culpado de repente. — Por que você terminou com ele? Por minha culpa? Eu não quero atrapalhar seu relacionamento, Sehun, eu n-

— Dá pra calar a boca e me deixar terminar de contar?... Hyung. — ele falou irritado e eu apenas concordei com a cabeça e continuei a procurar as coisas para ele, logo encontrando tudo. — Ele, como esperado, ficou muito irritado e começou a me xingar de um monte de coisa, falou que era culpa minha de ele ter perdido quase tudo e todos, porque namorar um garoto quase destruiu a vida dele e essas coisas. Daí eu respondi ele e ele ficou mais irritado e começou a me bater. Resultado: ele saiu pior do que já estava por ter apanhado de mim e eu estou aqui agora morrendo de dor.

Ele falou tudo rápido e respirou fundo. Eu voltei para perto dele com algumas coisas aleatórias de kits médicos caseiros, alguns remédios e um saco de gelo semelhante ao que eu estava segurando antes.

— Se eu encontrar o JongIn de novo em qualquer lugar e ele me dirigir qualquer palavra, eu juro que não vou me segurar. — eu falei e ele concordou em silencio, olhando para baixo. Eu coloquei álcool em uma gaze e comecei a limpar seus machucados, colocando band-aids e esparadrapos com gazes em alguns machucados mais sérios. — Desculpa, se não fosse por mim, você não teria passado por isso. — eu tampei o álcool e o coloquei encima da mesinha que ficava no meio da sala.

Ele segurou minha mão e olhou em meus olhos.

— Se não fosse por você, eu ainda estaria namorando alguém por quem eu não sinto nada. Eu estaria triste em um relacionamento quase abusivo. Sim, abusivo, mas se irrite depois que eu terminar, OK? — ele falou e deu uma pausa para respirar. — Quando você foi para o exterior, foi muito difícil pra mim, sabe? Você simplesmente foi embora, sem nem avisar. Eu só tinha JongIn do meu lado pra me apoiar na hora, então eu não pude evitar ter algo a mais com ele. Mas aquilo evoluiu pra algo que não deveria ter acontecido. — ele parou novamente e pensou em algo. — Eu que deveria estar puto com você por ter feito isso e ter me abandonado aqui, OK? Mas eu estou bem com isso e estou aqui agora com você, então por favor, não se culpe por algo que ocorreu por escolha minha, apenas aproveite o momento.

Ele tirou a gaze de minha mão e colocou junto com o álcool na mesa e foi me empurrando aos poucos para eu me deitar no sofá, nunca quebrando a nossa troca de olhares. Por algum motivo, eu não conseguia falar nada, apenas fazia tudo de modo quase automático.

Ele me beijou e foi aí que eu acordei para a vida. Ele pediu passagem com a língua e eu cedi. Começamos a acelerar o beijo que logo se tornou quase selvagem. Eu nos levantei, sem quebrar o beijo e me sentei em seu colo, rebolando levemente.

— Aprender a dançar comigo você não consegue, mas rebolar assim, você consegue? — ele me olhou com falsa indignação. Eu apenas ri e voltei a beijá-lo

Soltei um gemido baixo quando ele apertou minha bunda, me fazendo rebolar mais rápido, logo sentindo seu volume embaixo de mim começar a aparecer. Ele me empurrou novamente para deitar no sofá e interrompeu o beijo só para tirar a camiseta que ele usava. Eu aproveitei e fiz o mesmo, desabotoando minha calça também, mas sem tirá-la.

Ele voltou a me beijar da mesna forma que antes. Eu levantei meu joelho e o pressionei no volume de Sehun, que já estava maior. Ele gemeu entre o beijo, enquanto começava a tirar minha calça. Sehun separou o beijo, atacando o meu pescoço com os lábios. Quando ele conseguiu tirar minha calça, junto da cueca, ele começou a me masturbar devagar.

Eu comecei a soltar gemidos sôfregos pela agonia que a falta de velocidade dele me causava. Ele desceu mais os lábios, começando a lamber meus mamilos, os estimulando.

Comecei a impulsionar meu quadril para frente, pedindo para ele acelerar a mão, mas ele apenas parou e tirou a mão de lá, o que me fez o xingar, mas ele só riu. Ele levantou para tirar a calça e a cueca dele e depois me puxou para cima, me beijando novamente.

Ele foi nos guiando até o meu quarto e me deitou na cama.

— Você tem camisinha e lubrificante aqui? — ele perguntou e eu falei que sim e apontei para uma gaveta do meu armário. Ele foi pegar e eu comecei a me masturbar não muito rápido, apenas o esperando voltar.

Assim que ele voltou, ele se ajoelhou na minha frente e me estendeu o pacote de camisinha, pedindo para que eu a colocasse nele, o que eu fiz sem nem hesitar. Ele gemeu fraco e me pediu para virar de barriga para baixo. Eu virei e ouvi o barulho da embalagenzinha de lubrificante sem expremida.

Logo, eu senti o gelado do líquido em minha entrada, sentindo um arrepio por todo o meu corpo e fiquei um pouco tenso.

Não era a primeira vez que eu fazia isso, óbvio. Mas pelo tempo que eu fiquei sem fazer sexo, me descostumei um pouco.

Ele pareceu ter notado meu nervosismo e começou a distribuir selos por minhas costas e começou a fazer uma massagem leve na mesma enquanto me penetrava um dedo devagar. Eu achei que o incômodo e a dor seriam maiores, mas quase não os senti, então pedi para que ele prosseguisse um pouco mais rápido, afinal, eu também já não aguentava mais esperar tanto.

Ele colocou mais um dedo e acelerou um pouco os movimentos. Dessa vez doeu um pouco mais, mas eu não comentei e apenas dei uma leve rebolada, como se eu já estivesse pronto.

Ele entendeu o que eu queria e falou para eu virar de novo, mas e me levantei e o fiz sentar na beirada da cama, para que eu pudesse me ajeitar em seu colo. Eu sorri para ele e comecei a colocá-lo dentro de mim aos poucos. Eu soltava alguns suspiros de dor, mas nada que me fizesse parar.

Quando eu senti que estava com ele completamente dentro de mim, eu comecei a descontar um pouco da dor com beijos e chupões em seu pescoço. Ele começou a estimular meu membro devagar novamente, me fazendo gemer baixo e soltar um suspiro. A dor ainda estava presente, mas eu resolvi ignorá-la e comecei a rebolar encima dele.

— Caralho, Chanyeol. — ele murmurou no meu ouvido e apertou minha cintura, soltando meu membro, me fazendo resmungar. Eu comecei a gemer baixo em seu ouvido e mordi o lóbulo de sua orelha.

Comecei a subir e descer devagar e ele apenas segurava e apertava minha cintura.

— Tão bom. — falei e comecei a ir mais rápido, sentindo ele mexer o quadril em um ritmo mais rápido que o meu.

Eu apertava seus ombros cada vez mais e gemia mais alto a cada aperto que ele dava em mim.

Era tudo tão bom. Sehun era tão bom.

Murmurei que eu já estava cansado daquela posição, então ele me colocou deitado na cama, colocando uma das minhas pernas encima de um de seus ombros e começou a ir na maior velocidade possível.

Eu só sabia gemer e apertar o lençol.

Eu nem estava pensando ma multa que eu receberia por estar fazendo tanto barulho depois do horário permitido, estava apenas aproveitando.

Comecei a me masturbar na mesma velocidade em que ele ia dentro de mim.

O puxei para me beijar e, foi enquanto eu beijava o homem que eu amo, que eu tive o melhor orgasmo da minha vida.

Sehun não demorou muito mais para vir também e, assim que aconteceu, ele se deitou do meu lado, jogando a camisinha no lixo que tinha perto da minha cama e me limpando com uma toalhinha que eu nem tinha notado que ele tinha pego.

Eu o observava cuidando de mim e eu só pude sorrir. Ele me olhou também e sorriu junto, me dando um selinho.

— Obrigado. — ele disse, me deixando confuso. — Não tem motivo pra eu agradecer, mas só... Obrigado. — ele falou e me abraçou.

— Te amo, Hunnie. — eu falei e retribuí seu abraço, dando um beijo em sua testa. — Eca, que clichê, vou parar.

— Eu também te amo, hyung. E não para não, as vezes clichê é bom. — ele falou rindo um pouco, mas ficando sério em seguida. — Mas não ouse sumir do nada de novo.

Eu ri e concordei, mesmo tendo ficado com medo da cara dele.

Era tão bom ver aquele brilho novamente nos olhos dele. Era tão bom finalmente poder passar o tempo que eu queria do jeito que eu queria ao lado dele.

Sentia uma felicidade que eu nunca havia sentido antes. Aquela felicidade amargurada que eu sentia antes não se comparava a essa. Eu finalmente senti que minha felicidade estava certa. Isso tudo era tão bom.

Naquele momento, todos os pensamentos negativos foram ignorados. Todas as preocupações sobre julgamentos e preconceitos que sofreríamos. A preocupação sobre ter que fazer de conta que somos apenas amigos para não sermos expulsos de locais públicos com a desculpa de estarmos incomodando a paz pública. Tudo isso foi ignorado em meio àquele abraço desajeitado no qual nós adormecemos juntos.


Notas Finais


Bom... Então foi isso.... É... OK
Espero do fundo do meu coração que vocês tenham gostado, porque deu realmente muito trabalho pra escrever isso ^^
A capa da fanfic foi improvisada então não julguem por ser só uma foto simples, eu to sem tempo pra fazer capas e sem editor ;-;
É... Até a próxima ^^


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...