História Boys Like Me - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Original, Romance, Yaoi, Yuri
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Palavras 3.375
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Hentai, Lemon, Mistério, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Um capítulo não revisado porque trouxeram churros pra mim comer, e tô indo lá! Skskeke

Me perdoem pela demora. Provas, trabalhos, preguiça, e queda de luz me impediram de escrever.

B
O
A

L
E
I
T
U
R
A

Capítulo 2 - Capítulo 1


Tentou coçar sua pele sob o tecido incômodo daquele uniforme, sentindo-se frustado por não obter sucesso. Virou o tronco na direção do espelho que ficava colado na porta de seu guarda-roupa, e que possuía milhares de figurinhas de algum desenho animado espalhadas por ele, observando o jeito que a calça de moletom azul, a camisa social branca e o jaleco da mesma cor e tom da calça o faziam parecer um garoto de classe alta. E então suspirou, cansado de mais para pensar em qualquer coisa que não fosse algo do tipo: “Nunca irei me encaixar naquele lugar”.

Estava tão inerte em seus próprios pensamentos que nem ao menos percebeu a presença de sua mãe entrando no quarto, e só se deu conta quando a mulher de cabelos negros já estava grudada nele, passando a mão pelo uniforme, tentando se livrar dos amassos que nem ao menos estavam ali. As mãos “perigosas” de sua mãe foram até seu pescoço, e sua expressão delicada se transformou em uma carranca ao perceber que o filho não utilizava a gravata que também fazia parte do uniforme. Os olhos violeta, assim como os do filho, se dirigiram até a beira da cama, onde o pano azul estava jogado de qualquer jeito.

— Por que não está usando? — Ahanaki, mãe de Ryotaro, se afastou do garoto, pegando a gravata e dirigindo para o mesmo um olhar reprovador.

— Mãe... — Falou batendo o pé. — Isso é tão desconfortável.

— Mas está nas regras do colégio que você precisa ir de uniforme COMPLETO, Ryotaro! — A mulher já começara a se exaltar, mas respirou fundo, antes de prosseguir. — Vamos, vou te ajudar a colocar isso.

— Ah, não, mãe. Nem pensar. — Ryotaro tentou se afastar, mas a mulher foi mais rápida, puxando-o pela orelha até a cama, onde forçou o filho a sentar. — Aí!

Ahanaki fez uma expressão de determinação, enquanto colocava a gravata no filho, ou pelo menos tentava. Até que a expressão de determinação se tornou de confusão, e depois de frustração. Com raiva, a mulher jogou o pedaço de pano na cama, no mesmo lugar onde estava antes, e sentou-se ao lado do filho, empinando o queixo.

— Não sou sua escrava, mas você vai de gravata sim. Então coloque aqui ali. AGORA! — Ergueu o dedo, apontando para o rosto do garoto, que fez exatamente o que a mãe pediu.

Com um pouco de dificuldade, Ryotaro colocou a gravata, que ficou meia torta, mas mesmo assim o garoto olhou com superioridade para a mãe, que revirou os olhos.

— Mãe! — Uma garota de cabelos e olhos negros adentrou o quarto, berrando. Ela vestia uma saia da mesma cor e tom de azul da calça do uniforme de Ryotaro, assim como a camisa social branca e o jaleco. Sua gravata estava impecavelmente alinhada. — A senhora me ajuda a fazer minha mala?

— Como assim você ainda não fez sua mala, Nakayumi? — Perguntou raivosa, fazendo a garota engolir em seco. Sua mãe estava mais irritada do que o normal hoje. — Você tem que ir para a porcaria desse colégio interno em menos de meia-hora, e ainda não fez as malas?

— É que... — Ia tentar se justificar, mas foi cortada pela mãe.

— Não diga mais nada, e vá arrumar suas coisas de uma vez. — A mulher começou a andar em direção da garota, que saiu correndo para seu quarto, sendo ainda seguida pela mãe.

Ryotaro, que ainda observava toda aquela cena com uma gota na cabeça, suspirou, atirando-se na cama. Afinal, o que havia deixado sua mãe tão mau-humorada? Será que sua irmã iria apanhar?

— Mulheres... — Ouviu a voz exausta do seu pai ecoar pelo ambiente, e se levantou, vendo a figura do homem de cabelos castanhos e olhos negros escorada na porta de seu quarto.

— O que deu na mamãe? — Perguntou.

— Ela tentou fazer bolo de chocolate e explodiu a cozinha... — O pai respondeu como se fosse a coisa mais simples do mundo. — De novo.

Ambos riram, se divertindo pelo acontecido, e ainda mais pelo jeito que Fuyushi, pai de Ryotaro, descrevia a cena.

— Mas você acha que ela vai bater na Naka? — Ryotaro perguntou, sentando-se na cama, vendo Fuyushi copiar seu ato.

— Provavelmente não. Se ela fizer isso, Naka passará mais de 2 horas chorando e perderá a hora de ir para o colégio. — O homem deu de ombros, indiferente.

— Como serão as coisas lá? — Ryotaro perguntou mais uma vez, dessa vez mais para si mesmo do que para o pai.

— Um prédio gigantesco, com longos corredores, pessoas ricas e importantes, futuros presidentes, empresários, prefeitos, artistas... Bom... Tudo que você vai precisar para ter um futuro quase perfeito. Maldito sortudo! — O mais velho riu, sendo acompanhado pelo filho. — Você talvez esteja ganhando milhões apenas por ficar sentado o dia todo, e eu me sujando de graxa e ganhando uma miséria. Vida injusta!

— Até parece que isso é verdade. — O filho olhou para a porta, ouvindo sua mãe dar uma bronca na sua irmã.

— Se você se esforçar tenho certeza que será. — O pai sorriu para o mais novo, que retribuiu.

— Levante essa sua bunda daí, Ryotaro, já está na hora de você e sua irmã irem. E você também, Fuyushi, por acaso já terminou de limpar aquela cozinha? — Ahanaki entra no quarto, arrastando a filha pela orelha.

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Ryotaro corria como sua vida dependesse disso, e a pequena Nakayumi tentava o acompanhar, mas estava claro que, na realidade, ela estava sendo arrastada pelo irmão, que a puxava pelo braço. Eles precisavam chegar na parada de ônibus, antes que o mesmo saísse. E isso parecia mais uma missão impossível, pois precisavam desviar de diversas pessoas na rua, e correr como nunca haviam corrido na vida.

— Ryotaro, segura essa periquita, moleque. — Nakayumi gritava, para seu irmão a escutar, já que o barulho das pessoas caminhando apressadas e falando ao telefone era alto.

— Apresse o paço, Naka, ou vamos nos atrasar. — Respondeu o garoto no mesmo tom da irmã.

Já passavam das 8 horas da manhã, e eles haviam combinado com a direção do colégio uma pequena reunião para saberem mais sobre as regras, exceções e o funcionamento do colégio às 7 horas. Eles já estavam absurdamente atrasados e perdidos, talvez o colégio nem os aceitasse mais depois disso.

Em alguns minutos, chegaram até a parada de ônibus, que estava lotada por idosos e mulheres grávidas. Ryotaro largou a irmã, e usou a mão que antes a arrastava para procurar pelo seu celular no bolso da calça, fazendo uma expressão de desespero após constatar que não havia nada em seu bolso.

— Naka... — Chamou a garota, em um sussurro.

— Oi? — A menina, que observava um sorveteiro passando, desviou o olhar para o irmão.

— Você pegou meu celular? — Perguntou, torcendo para que fosse apenas mais uma brincadeira da irmã.

— O que? Óbvio que não. O meu é melhor que o seu, por que pegaria ele? — Sorriu convencida. — Mas está perguntando isso porquê?

— Porque eu acho que perdi meu celular, ou esqueci. — Falou. — Não, eu perdi mesmo. Lembro de ter saído de casa com ele.

— VOCÊ O QUÊ? — Nakayumi berrou, chamando a atenção das outras pessoas, que também esperavam o ônibus. — Não é nada não, gente curiosa. — Disse olhando para as pessoas, que desviaram os olhares constrangidas.

— Eu perdi meu celular, deve ter caído do meu bolso enquanto corríamos. — Passou as mãos nos cabelos, bagunçando-os, nervoso.

— Viu? É isso que dá sair correndo que nem louco, me arrastando ainda por cima. Isso é carma. — Riu da desgraça do mais velho.

— Ao invés de ficar rindo igual uma retardada, por que não me ajuda a procurar o meu celular? — Perguntou, se irritando com a risada escandalosa da caçula.

— Aí, aí, aí... — Se controlou, parando de rir. Mas, logo que olhou para a carranca do irmão, voltou a rir novamente, e parou, quando percebeu que Ryotaro poderia voar para cima de si a qualquer momento.

— Fazemos o seguinte... Eu vou procurar o celular, indo por todos os lugares que já passámos. Enquanto você espera aqui, e grita para mim se o ônibus chegar. — O garoto contou seu plano.

— Por mim, tudo ótimo. — Nakayumi disse, antes de se jogar no espaço do banco que havia acabado de ficar desocupado, já que a mulher que estava lá sentada se levantou, do nada.

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Ryotaro caminhava, olhando atentamente para o chão, escutando as reclamações das pessoas que passavam batendo contra seu ombro. Mas ele não dava importância para isso. Aquele celular havia custado mais de 3 anos da sua mesada, e seus pais iriam o assassinar se soubessem do acontecimento. Agora, a única coisa que realmente importava, era encontrar o maldito celular, impedir sua morte, pegar o ônibus, e ir para o colégio.

Continuou a sua busca, até se deparar com um cachorro enorme - Enorme mesmo, gigantesco. -, com pelos negros e olhos verdes ferozes. Mas o que realmente chamou sua atenção foi o que o cachorro carregava entre seus dentes. Um formato retangular, com as pontas arredondadas, uma pequena rachadura no centro, de cor branca. Ryotaro conheceria aquilo em qualquer lugar.

— Aí, meus santos caracóis! — O garoto exclamou, pensando em uma maneira de fazer aquele cachorro, que mais parecia um dragão, largar seu precioso celular.

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Nakayumi nem ao menos prestou atenção no seu irmão, enquanto ele se afastava, pois assim que se jogou no banco, já puxou seu celular para jogar Clash Royale, o jogo do momento. Mas, para falar a verdade, ela não gostava muito daquele jogo, apenas jogava por pressão de seus amigos da antiga escola, que pareciam que iriam morrer falando sobre isso.

Aquele jogo quase nem a distraía, e por isso não demorou muito para perceber uma movimentação estranha ao seu redor. Ergueu os olhos, e viu a mulher que antes estava sentada no seu lugar se remexer de maneira estranha, murmurando coisas desconexas.

— Moça, está tudo bem? — Outra mulher, mas essa já idosa, perguntou.

— M-Meu... — Gemeu de dor, sem conseguir encerrar a frase.

Observou ao seu redor confusa, procurando por algum espião do governo que estivesse utilizando algum tipo de radiação para provocar dor na mulher. Mas foi então que Nakayumi percebeu uma saliência em seu ventre, não apenas uma saliência, era uma barrigona. A mulher estava grávida, e prestes a parir um filho na parada de ônibus.

— ELA TÁ PARINDO UM FILHO! — Berrou, desesperada, e logo todas as outras pessoas da parada de ônibus estavam na mesma situação.

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Ryotaro se aproximou lentamente do animal, mantendo uma distância segura para não ser atacado, procurando algum sinal do dono do dragão, quer dizer, cachorro. Mas não viu nada além de pessoas caminhando apressadas, falando ao celular, sem se importarem com outras presenças ao seu redor. Suspirou, quase desistindo da ideia de recuperar seu celular, e tentado a aceitar uma morte terrível. Mas bastou esse suspiro para chamar a atenção do animal, que moveu a cabeça em sua direção, com as orelhas e rabo levantados. Ryotaro petrificou, sem ao menos piscar ou respirar. Ele possuía muito medo de cachorros, por causa de um trauma de infância.

Lembrava claramente do dia em que foi passar um fim de semana na fazenda de seus avós maternos, e eles haviam acabado de ganhar um cachorro da vizinha. O cachorro não era tão grande, afinal, era apenas um filhote ainda. Mas foi como se as marcas de seus dentes na pele do cotovelo de Ryotaro jamais fossem sumir. O garoto sentia um arrepio em sua espinha só de lembrar.

O cachorro o observava com atenção, enquanto Ryotaro fazia um tremendo esforço para não mover nenhum músculo, até que o cachorro virou a cara, e começou a correr. Então o garoto o seguiu, para tentar recuperar seu celular, ele apenas não sabia como.

— Ei! Cachorrinho! — Começou a gritar, tirando coragem de não se sabe onde, pois até segundos atrás ele estava com medo até mesmo de respirar próximo ao animal. — Você é muito fofo, então pode devolver meu celular?

Ryotaro seguia o cachorro pelas ruas de Tokyo, sem saber para onde ele estava o levando. Ele tentava ao máximo não desviar o olhar do animal, para não o perder de vista, mas em algum momento ele simplesmente sumiu, sem explicações. Deixando um Ryotaro confuso para em frente do Shopping da cidade.

— Mas que porra? — Sussurrou para si mesmo.

Ryotaro se sentiu frustado, e entrou dentro do Shopping, para sentar e descansar um pouco. Mas então escutou um latido vindo de trás de si, e se virou, vendo o cachorro correr até ele, e seu celular estava caído um pouco atrás do mesmo.

— Meu amor! — Berrou escandaloso, e a atenção de todos ao seu redor foram para si. O garoto se sentiu envergonhado, e correu para pegar o celular e sair logo dali. E assim o fez.

Mas enquanto caminhava de volta para a parada de ônibus, sentiu que estava sendo seguido, e ao olhar para trás viu que o cachorro andava atrás de si. E também se deu conta que era um anti-social que não saía de casa, e então não fazia a menor ideia de onde se localizava o Shopping, automaticamente não sabendo como voltar para a parada de ônibus.

— Droga! — Suspirou, derrotado, e se sentou na calçada novamente, vendo o cachorro sentar ao seu lado. — Vai me perseguir agora, é? — Olhou para o animal, mas percebeu que o mesmo encarava seu celular. Maldito interesseiro!

Porém Ryotaro tinha coisas mais importantes para pensar, tipo como ele iria voltar para a parada de ônibus. Mas então uma brilhante ideia passou por sua cabeça. Sua irmã era o que os brasileiros chamariam de “Rolezinha”, não, “Roluda”, não, “Rolezeira”! Isso significava que ela estava sempre saindo por aí, então era só ligar para ela e fazê-lá vir lhe buscar.

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Enquanto isso, do outro lado de Tokyo, Nakayumi estava vivendo o provável maior drama de sua vida. Ela estava presenciando uma cena de parto AO VIVO. E não sabia se vomitava, corria, ou ficava lá, fingindo que nada acontecia. Ela tinha sérios problemas em ver sangue, e temia ver até mesmo as tripas da mulher grávida saindo se a idosa que tentava a todo custo ajudá-lá a parir o bebê não tivesse cursado medicina.

Ela estava se segurado para não desmaiar ali mesmo, pois sabia que se fizesse isso todas as pessoas que tentavam ajudar a grávida começariam a prestar mais atenção nela, deixando a pobre coitada da mulher quase de lado. Era óbvio que aquelas pessoas estavam ali apenas por curiosidade ou obrigação. Ninguém realmente se importava.

Aquele dia, obviamente, entraria para o seu histórico particular dos dias mais loucos da sua vida. E viria antes do dia em que seu irmão foi parar em uma cena de uma novela mexicana, em uma excursão escolar, o que ela achava que seria impossível, até aquele momento.

Seus olhos estavam vidrados na tela de seu celular, e Nakayumi se esforçava o máximo para não desviar sua atenção do vídeo de seu Youtuber favorito que passava na tela. Aquilo não era uma missão difícil, já que ela achava qualquer ação ou fala do garoto engraçada. O garoto, no caso, era Oliver, um youtuber japonês com pouco mais de 100 mil inscritos, e que era seu ídolo. Mas parecia que ela havia perdido totalmente a habilidade de controlar seus olhos, que se moveram em direção da cena que ocorria atrás de si.

Nakayumi repetia a si mesma para parar de encarar e sair dali, mas estava totalmente paralisada. A cena da mulher berrando de dor, com sangue ao seu redor, e uma idosa quase em cima de seu corpo tentando tirar um bebê de dentro de sua barriga não era exatamente algo bonito de se ver.

Seus olhos se reviravam, indecisos entre olhar ou não olhar, e seu cérebro quase berrava para ela desviar o olhar. Até que o toque de seu celular vez com que ela finalmente parece de olhar. Agradeceu aos céus pela existência da pessoa que lhe ligava naquele momento, até perceber que era seu irmão.

— O que esse retardado quer de mim, meu senhor? — Murmurou, mas logo atendeu a ligação. — Alô?

— Naka? Eu preciso de um resgate. — A voz de seu irmão soou do outro lado da linha.

A primeira coisa que passou na cabeça de Nakayumi foi que Ryotaro teria sido sequestrado, mas daí passou por sua cabeça que ninguém teria interesse nele. Então essa teoria foi descartada.

— Um... Resgate? Como assim? — Levantou uma sombrancelha, em sinal de dúvida, mesmo que Ryotaro não pudesse vê-lá naquele momento.

— Sim, um resgate. — Ficou quieta, esperando que ele prosseguisse. — É que eu... Eu...

— Fala logo moleque.

— Eu me perdi.

— VOCÊ O QUÊ? — Berrou, chamando a atenção das outras pessoas para si. — Onde você está? — Dessa vez abaixou o tom de voz, quase sussurrando.

— Na frente do Shopping. — Após ouvir a fala do irmão quase caiu no chão.

— Como você foi parar do outro lado da cidade? E onde estava seu celular? E... — Antes que ela pudesse fazer mais perguntas foi interrompida.

— Apenas venha me buscar. — E desligou.

QUEM ESSE IDIOTA PENSA QUE É PRA DESLIGAR NA MINHA CARA?, gritou em pensamentos, mas se acalmou, bufando enquanto corria apressada até o Shopping de Tokyo, até parar instantaneamente ao se lembrar que teria que carregar as malas. Ryotaro estava lhe devendo uma.

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Ainda sentado na beira da calçada, com o enorme cachorro ao seu lado, Ryotaro observou uma cabeleira negra e descabelada se aproximando lentamente, como se estivesse recém saído de um campo de batalha, ferida. No começo, se preocupou que o apocalipse zumbi estivesse acontecendo, mas logo se acalmou ao perceber ser apenas Nakayumi chegando, carregando malas atrás de si.

— Naka! — Se levantou e correu até a irmã, ajudando-a à colocar as malas escoradas na parede do estabelecimento do qual estava na frente.

— Como foi que você... — Pausou a fala por um instante, buscando ar. — Veio parar aqui?

— Eu não sei. Simplesmente segui o cachorro que estava com meu celular até aqui. — Respondeu, e a garota o encarou com uma gota na cabeça, pronta para fazer um interrogatório. — E agora ele que está me seguindo. — A interrompeu antes mesmo que pudesse perguntar algo, observando o cachorro que agora estava sentado próximo de suas malas.

— Então vamos despistá-lo e chegar na parada de ônibus antes que a escola feche! — Falou alto o bastante para chamar a atenção das outras pessoas, mas não se importou, e pegou o irmão pela mão, com a clara intensão de o arrastar.

— Mas... Naka... — Se soltou da irmã, e ambos desviaram o olhar para o animal. — Você não sente pena? Um pobre animal, sozinho e indefeso pelo mundo, andando por aí sem um lar ou amor, esperando que alguém finalmente o leve para a casa...

— Pare de ser dramático! Não há nada que possamos fazer. É proibido a entrada de animais naquela escola. — Nakayumi disse, como se fosse óbvio, e realmente era. — Só se...

— Só se...? — Fez menção para a irmã continuar.

— Só se eles não soubessem que existe um animal por lá. — Disse, por fim.

— Mas como poderíamos os enganar? — Colocou a mão no queixo, pensativo. Até que seus olhos se iluminaram e ele abriu a mala de Nakayumi, que não era a maior e mais espaçosa, mas era a perfeita para seu plano, atirando todas as coisas que haviam dentro no chão.

— O que você está fazendo, seu resto de aborto? — Berrou, indignada com a ação do mais velho.

— Coloque suas coisas dentro da minha mala maior, e me ajude a colocar o cachorro aqui dentro. — Ryotaro posicionou a mala, agora vazia, no chão. 


Notas Finais


Então esse capítulo foi até que longo, mas com pouco conteúdo pelo fato de que foi mais para conhecermos a vida do protagonista e da irmã dele, que será uma personagem importantíssima também.

Garanto que com o tempo irão se surpreender com ela, porque já tenho a história e o final dela em mãos (No caso, a história da irmã).

Pode até parecer que o lance do cachorro é estúpido e sem qualquer importância na história. Mas é o fato desse simples acontecimento que o Ryotaro vai conhecer um dos boys principais e vai se meter em várias loucuras.


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