História Boys Meet Evil (Jikook) - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Namjin, Taeny, Taetiseo, Vhope
Exibições 35
Palavras 1.906
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Capítulo III


Fanfic / Fanfiction Boys Meet Evil (Jikook) - Capítulo 3 - Capítulo III

//Jeon Jungkook//

– Chegou cedo. – Disse o novo cirurgião, sentando-se ao meu lado no refeitório. O loiro balançou uma caixinha de suco de uva antes de abrir. – O que aconteceu, caiu da cama? – Ele riu.

Mordi os lábios, pensativo. Várias coisas atormentava-me a mente, parecia um vulcão em erupção, cada dia eu me segurava ao máximo para não explodir minhas lavas vulcânicas. Ninguém merecia ser queimado por mim, apenas eu.

//Flashback on//

– Mamãe vai embora depois de amanhã. – Disse, enquanto puxava os lençóis da cama para poder dormimos, Jimin ajudava-me do outro lado.

– Tão rápido? – Pareceu decepcionado com a notícia, até estranhei, pois ele e mamãe não se davam tão bem igual antigamente. Aliás, o imaginei pulando de alegria, mas não foi o que aconteceu. 

– Não faça essa cara, eu sei que você está feliz. – Falei, fechando um pouco a cara. – Ela só veio buscar o Jackson. 

– Jackson? Para quê? 

– Ué, passar às férias com ela. – Sentei-me ao meu lado da cama. – Para nós dois podermos trabalhar em paz e não precisar de uma estranha como babá. – Sorri, mas desfiz rápidamente ao ver sua expressão séria.

– Desde quando ele vai com ela? – Jimin cruzou os braços. – Agora é a vez dele ir ficar na casa da minha mãe. 

– Sua mãe? – Perguntei incrédulo. Sinceramente, eu não queria o meu pequeno príncipe na casa da sua outra avó, ainda mais com o traíra do meu pai lá.  

– Sim, Minha mãe. Algum problema? 

– Não... – menti. – Só não quero ele com o meu pai... só isso...

– Não minta para mim! – Jimin me encarava, Alterou a voz como se eu estivesse em outro cômodo da casa.. – Eu sei que você não gosta da minha mãe, mas não pode impedir o meu filho de...

– Shhh! – Levei o dedo até os lábios em sinal de silêncio. – Dá pra falar baixo? Uh? Precisa gritar?

– Inacreditável! – ele colocou às mãos na cintura. – Desde quando toma as decisões sem mim?

– Eu te falei.

– Mas não concordei com a sua "ideia". – Ele fez aspas com os dedos no ar. – O garoto não é só seu, Jungkook. 

– Eu sei, né. – Suspirei. – Mas ela veio até aqui então...

– Não. Não. E não. – ele balançou o dedo no ar. – Não me interessa se ela veio da puta que pariu, sua mãe não vai levar o Jackson. 

– Olha a boca, não fale assim. 

– Oh, me desculpe, Alteza. – Disse ironicamente. 

Revirei os olhos, peguei meu livro na cabeceira da cama e ignorei-o, quem sabe assim, ele dorme e esquece. Mas antes que eu pudesse terminar de ler uma frase, Jimin tomou o livro de minhas mãos com brutalidade e o arremessou contra a parede.

– O que é? – Perguntei sem paciência. – O que deu em você? – Olhei para ele de baixo para cima, procurando algum erro, mas como sempre nada havia de diferente.

– Lá vai você de novo... – Jimin espremeu os olhos como se me fuzilasse. – Tomando uma decisão, sem a minha autorização! – ele mordeu os lábios e balançou à cabeça negativamente. 

Jimin pegou seu travesseiro, puxou com força o cobertor que estava na cama, caminhou em direção aonde o livro se encontrava jogado, pegou o mesmo e atirou o exemplar na cama, afundando um pouco sobre o lençol. 

– Aonde você vai? – Perguntei, tentando não gaguejar ao vê-lo abrir à porta.

– Dormir no sofá, para deixar-te à vontade para continuar sua leitura. Boa noite. – Ele sorriu e fechou a porta com força. 

//Flashback off //

Abri um sorriso forçado, fingindo que tudo estava bem. Lee Jihoon, meu novo colega de equipe, me deixava meio constrangido ao seu lado, pois ele era muito parecido com um velho amigo meu, Yoongi, Suga. Quando meus olhos encontrava os dele, eu me sentia demasiado esquisito, não sei bem como explicar a sensação, mas passei a evitá-lo o máximo possível. Infelizmente não dava certo, Jihoon fazia parte da mesma equipe que eu era chefe, por isso, cabia a mim auxilia-lo.

Antes que pudesse dizer mais alguma coisa, tivemos uma emergência, era sempre assim, a qualquer momento alguém poderia entrar no hospital necesitando de nossa ajuda. Nos entreolhamos rápidamente, levantamos em um pulo e corremos pelos corredores até dar de cara com outros médicos empurrando uma maca com um paciente a beira da morte. 

E pelo visto, seria mais um dia corrido.

Não lembro exatamente quantas horas ficamos dentro da sala cirúrgica, mesmo não sendo a primeira vez, o que eu sentia enquanto fazia uma cirurgia cardiovascular era como se fosse a primeira vez. Como eu já estava bem acostumado, mantia a calma para nada dar errado, um vez, algo deu e eu chorei muito após perder um paciente. 

No dia em que cheguei em casa, abracei Jimin e chorei, chorei com todo o meu coração, parecia que eu tinha perido algum familiar. Jimin ficou assustado sem saber o que fazer, pois ele tinha acabado de voltar de uma estressante reunião de pais, sempre que ele participava de uma, ele chegava todo explosivo, e eu sabia bem como acalmá-lo, mas dessa vez não pude fazer nada. APENAS chorei feito criança. 

Nesse dia, prometi dar sempre o meu melhor para salvar a vida das pessoas.

A melhor coisa que acontece quando se é médico, é poder ver um sorriso de agradecimento de um paciente que sobreviveu. Nada paga o que eu sinto. É realmente maravilhoso, porém é exaustivo.

– Conseguimos mais uma vez. Bom trabalho, equipe. – Falei com satisfação. 

– Somos os melhores. – Jihoon disse com um sorriso enorme.

– Para sempre seremos. – disse um outro cirurgião. – Deveríamos sair para comemorar, em? – Sugeriu. 

– Hoje não poderei, estou muito cansado. 

– Nem uma dosezinha?

– Ah, não. Fica para um outro dia. – Sorri, saindo da sala. 

Jihoon sorria todo bobo e quando percebeu que eu o olhava, ele piscou. Meu corpo reagiu estremecendo de repente, desviei os olhos dele e fiquei observando os outro médicos conversarem. 

**

Cheguei em casa, morto de cansaço. A única coisa que eu desejava era um delicioso banho de banheira e a minha cama, mas logo lembrei que na noite anterior, eu havia dormido sozinho. 

 – Filho, você chegou. – Mamãe correu em minha direção e me abraçou. Beijou meu rosto. – Como foi seu dia?

– Mãe. – Sorri, retribuindo o abraço e me segurei para não fechar os olhos e dormir ali mesmo. – Bem cansativo, estou morto.

– Oh, meu bebê. – disse cautelosa. – Mamãe fez um jantar delicioso pra você. 

Dei uma olhada pela sala antes de ir para a cozinha. Jimin estava brincando com Jackson em seu colo, enquanto Suzy estava sentada no chão com o telefone na mão, uma música tocava no som, a qual eu não entendia absolutamente nada do que dizia, mas parecia ser ópera.

– Mãe, o que Suzy está fazendo? – Perguntei, curioso.

– Ela esta tentando ganhar ingressos para um show de uma banda Italiana. – respondeu enquanto colocava algo para mim comer. – Já disse parar com isso, mas ela insiste. – Ela riu.

– Sabe como Su, é. – Peguei o prato e comecei a comer. – Como ela aguenta essas músicas de idioso?

– Você reclama porque não tem um bom gosto musical. – Suzy disse entrando na cozinha. Ela pegou um copo e encheu de água, bebeu rápidamente, mostrou-me a língua e correu para a sala.

Mal falei com o meu filho, apenas dei-lhe um beijo. Jimin continuava bravo comigo, por isso não falou nada quando passei, e mais uma vez dormiu na sala, me deixando irritadiço. Porém não tive tempo para alimentar a tristeza que sentia dentro de mim, assim que cai na cama, dormi feito pedra.

Não lembro o que sonhei, acho que meu cérebro se apagou durante o sono. Levantei-me muito cedo, como de costume, me arrumei o mais rápido possível e meu coração doeu ao ver o meu homem dormindo todo torto no sofá. Senti uma imensa vontade de tocar-lhe, beijá-lo, mas o relógio me dizia que eu não tinha tempo para fazer isso.

No hospital, não tive tempo para pensar em meus problemas pessoais, havia acontecido um acidente horrível e então, corri desesperado para salvar mais vidas. Felizmente, conseguimos, afinal, positividade era tudo. Durante o horário em que tive para comer alguma coisa, pensei mil vezes se deveria mandar alguma mensagem para Jimin, mas eu não queria mostrar que estava errado, olhar para ele e me senti um perdedor, era péssimo. 

Baixei à cabeça por alguns instantes e acabei cochilando durante o almoço, quase lanche da tarde, acordei assustado com o meu celular vibrando no bolso do jaleco branco.

Era mensagem de Jimin, que dizia: "Já sei como resolver nosso desentendimento, é uma ótima ideia. Beijos."

Respondi na mesma hora, mas ele não quis me dizer que ideia era essa. Passei o resto do expediente morrendo de curiosidade, eu nem conseguia imaginar o que poderia ser, claro que me assustava um pouco, às vezes, Jimin tinha ideias malucas.

– Jungkook. – Gritou alguém no estacionamento, me virei para ver quem era. 

– Jihoon. – Abri um sorriso simpático. 

– Desculpe-me, mas poderia me dar uma carona até a estação? – Perguntou se aproximando de mim. Afirmei com a cabeça. 

Durante o trajeto, meus olhos pisacavam constantemente, fiquei com medo de a qualquer momento bater o carro em algum lugar. Então, liguei a rádio, estava passando músicas pop coreana, e bem agitadas. Jihoon cantarolava ao lado, me fazendo prestar atenção em sua voz, ele cantava muito bem para um simples cirurgião, sua voz era realmente muito linda.

– Jungkook, você não canta? 

– Definitivamente não. – Parei no sinal vermelho. – Não tenho voz para isso.

– E dançar?

 – Faz muitos anos que eu não danço. – soltei um riso lembrando da minha juventude, quando eu era um mero adolescente. – Então, não.

– Deveria voltar a dançar, assim seu corpo não fica duro e não trava quando for um idoso. – Ele riu da própria "piada". – Se quiser, pode se juntar a minha turma de dança. 

– Você tem uma turma? – Perguntei surpreso, pois nossa profissão não nos dava muito tempo livre. – Como arranja tempo?

– Na verdade, eu não sou tão presencial como antes... – Jihoon mordeu os lábios, pensativo. – Mas sempre que posso estou na academia. 

 Uma nova música começou a tocar, Jihoon aumentou o volume, essa eu conhecia, Shinhwa, This is love. Sem receio algum, ele começou a cantar como se fosse um dos integrantes do grupo, o bom era que sua voz não estragava a canção. Jihoon também deu umas mexidas no corpo, dançando, ou quase, conforme as batidas.

– Nós vivemos por esse amor... – Cantou ele. – Canta comigo, Jungkook? 

Neguei com a cabeça. Ele insistiu feito uma criança, seus olhinhos brilharam quando dei uma olhada rápida. 

– ... Estou sendo puxado para você, você é um buraco negro que eu não posso negar... – Cantarolei meio envergonhado, pois na mesma hora, Jihoon baixou o volume e minha voz ecoou dentro do carro. Senti meu rosto arder. Ele riu e bateu palmas.

– Você canta bem, aposto que dança também. 

– Nem vem! – Ri. – Passei vergonha demais apenas cantando.

– Nossa, o público não parava de olhar pra você. – Ele ria de um jeito que me contagiava. – Oh, pare aqui, por favor. Vou descer aqui mesmo...

Encostei o carro em frente a estação. 

– Jihoon...

– Ah, por favor, me chame de Woozi. – Disse ele desprendendo o cinto de segurança. Ele virou-se para mim. – Quando me chamam de Jihoon, parece a minha mãe quando está brava. – Riu.

Assenti.

– Tudo bem, Woozi. – Sorri. – Se for assim, me chame de Kook.

– Tipo, Biscoitos em inglês? – Ele achou graça e riu. – Gostei, único e criativo. Bom, até amanhã, Cookie!

 Woozi soltou um beijo no ar, abriu a porta e saiu. Fiquei olhando-o até que desaparecesse de vista. Soltei uma risada baixa, voltei a dirigir seguindo o meu percurso para casa.



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