História Boys Over Flowers - Capítulo 56


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Anko Mitarashi, Chouji Akimichi, Deidara, Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Jiraiya, Kakashi Hatake, Karin, Kiba Inuzuka, Kurenai Yuuhi, Mito Uzumaki, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shino Aburame, Shion, Tayuya, Temari, TenTen Mitsashi, Toneri Otsutsuki, Tsunade Senju, Yamato
Tags Colegial, Comedia, Drama, Hinata, Kiba, Naruhina, Naruhinasasu, Naruto, Neji, Nejiten, Paixões, Revolução Naruhina, Romance, Sakura, Sasuhina, Sasukarin, Sasuke, Sasusaku, Tonehina
Visualizações 393
Palavras 3.633
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


TO VIVA MANÉ

Gente,me desculpem me desculpem me desculpem! Maaaas,como já disse no jornal,minha vida está uma loucura e pra piorar agora estou usando um celular antigo e pouco confiável,com um delay que torna escrever um simples capítulo uma missão impossível.

Tudo que eu consegui/ vou conseguir postar de outras fics já estava pronto (PQ EU NÃO COLOQUEI BOF| HTD | CHOICES LÁ?) no meu word então só estou tendo que copiar e colar,o que não é o caso com minhas fics da categoria Naruto—que eu tenho que escrever no braço mesmo e é noix.

Agora....


CARALHO SOMOS QUASE 600 PUTA MERDA EU NÃO SEI O QUE EU FIZ PRA MERECER TANTOS LEITORES FODAS! MUITO OBRIGADO EU AMO VOCÊS!


agora chega de enrolar...


Bora ler?

Capítulo 56 - Dois Amantes.


Kiba

Suas primeiras palavras foram praticamente inaudíveis,ela se agarrou em mim enquanto eu fazia o possível para abrigar seu corpo próximo ao meu sem sufocá-la e murmurou,aos poucos,sua trajetória desde que era pequena.

À medida em que sua história era contada,tudo parecia fazer sentido. Sua recepção hostil,seu temor comigo e principalmente seu receio quando a tocava. À medida em que sua história era contada eu sentia meu coração apertar,ao ponto em que mal conseguia bombear sangue.

Suas unhas se cravaram em mim enquanto os soluços a faziam engasgar,mas eu mal senti o incômodo da pele arranhada. Na verdade nenhuma dor física era suficientemente forte para sobrepor o torpor em que me encontrava. 

E então,o final chegou. O minuto em que homens asquerosos tiveram a audácia de entrar em minha casa e atacá-la sozinha,indefesa.

Tremo,sinto ódio,sinto culpa. Eu não devia tê-la deixado sozinha.

Ela se encolhe e finalmente percebo a força demasiada que aplico no abraço,não quero que ela saia de perto de mim.

-Me desculpe,me desculpe...-Ela repete com os lábios trêmulos,percebo minhas próprias lágrimas nesse momento.

Durante todo esse tempo ela esteve sofrendo,acuada,com medo,e ainda sim enfrentou o mundo de cabeça erguida. Todo esse tempo ela pensou que seria entregue a um monstro e ainda sim não teve medo de enfrentar-me. 

Quando minha primeira lágrima finalmente deixa meus olhos,eu seguro seu rosto em minhas mãos e olho fundo em seus olhos,com a garganta quase fechada e os nervos à flor da pele.

—Eu sinto muito,princesa. Eu te amo.

•••

Hinata

Uma semana inteira se passou e eu não tive nenhum contato ou notícias diretamente de Shion,apenas um único dia em que Kiba veio ao colégio para pedir que nos acalmassemos. Coisa que não funcionou muito bem,mas nos deixou conformados.

Também não tenho conversado com Naruto,na verdade temos evitado a todo custo falar sobre o dia da festa porque sabemos a quantidade que coisas que isso envolve. É confuso e complicado.

As únicas pessoas que tenho visto com frequência são Temari,Shikamaru e Sasuke, os dois primeiros nas visitas que faço a Shikadai e Sasuke e eu temos passado algum tempo juntos durante os intervalos do colégio. Como agora:

Ele mastiga o último pedaço de um sanduíche enquanto mira o horizonte,suas feições são serenas e me lembram montanhas durante noites claras.

Na verdade, também tenho evitado conversar com Sasuke sobre a noite da festa,mas tal feito é muito mais fácil consigo uma vez que este é um amante do silêncio. Mesmo que algumas vezes ele mude de ideia e me pegue desprevenida,como agora:

—Você ficou incomodada,não ficou? Com o noivado de Naruto...

Aquela pergunta faz com que os pelos do meu corpo se eriçem momentaneamente, me ajeito na cadeira tentando conter a reação involuntária.

—Eu fiquei surpresa,apenas. Como todos.

Tento detectar algum ciúme em si,mas ele ainda não havia se virado para me encarar. Então sua mão livre alcança a minha e acaricia.

—Eu ainda gosto de você.

E então o silêncio retorna,e eu não posso ouvir mais que as batidas inconstantes do meu coração.

•••

Sinto-me sufocada,meus pulmões parecem não ser suficientes para captar todo ar que preciso. Desde o minuto em que Sasuke disse aquelas palavras tenho me sentido dessa maneira, e se tivesse alguma ideia de que meu dia teria tantos encontros como aquele ...não teria nem sequer saído de casa.

Explico: não consegui concentrar-me na última aula e por esse motivo saí da sala alegando estar passando mal,logo em seguida encontrando Naruto a minha espera.  Ele queria esclarecer tudo sobre o dia da festa.

E cá estamos,no terraço do colégio.

Com as mãos apoiadas nos beirais,ele suspira.

—Você parece cansada...

—Aconteceram muitas coisas, e ainda estou preocupada com Shion.—Minha resposta é imediata.

Naruto move a cabeça de forma positiva.

—Entendo... Hinata, não quero mais adiar essa conversa. Digo,sobre aquele dia...

Encolho os ombros e respiro fundo,desviando meus olhos da paisagem.

—Você vai se casar. Não há muita conversa nisso.

Naruto abre a boca algumas vezes,parecia ponderar sobre algo.

—Não é tão simples assim...eu não quero me casar. O problema é que isso é algo maior do que eu,pequena...

Tremo,da cabeça aos pés,quando ele desenterra esse apelido. Novamente o ar me falta.

—O que quer dizer com isso?

Ele morde os lábios,se aproximando,e embora o gesto tenha sido sensual a meu ver ; sei que essa não era sua intenção. Algo o deixava nervoso, e ele se recusa a dizer o que é.

Suas mãos param em meu pescoço, uma delas acaricia minha nuca arrepiada, sei o que está por vir.

—Quero dizer que ser um herdeiro rico tem suas desvantagens...—Seu hálito quente sopra em meu rosto e eu sinto-me arrepiar.—Hinata,vou te beijar agora....

Não ouço nada exceto as batidas frenéticas de meu coração,o pulsar em minhas veias é tão forte que sinto que posso explodir. Há uma voz em minha mente gritando um zilhão de vezes "É errado, é errado, é errado!" mas eu não consigo separar-me.

—Naruto-sama.—A realidade me puxa novamente quando um dos seguranças de Naruto simplesmente aparece ali,o reconheço por ele estar entre os que tentaram—e conseguiram—me por para fora da festa.—Está na hora de irmos.

O loiro suspira, não parece contente.

—Certo.—Murmura contragosto pouco antes de se voltar pra mim, e deixar um beijo nas costas de minhas mãos.—Essa conversa ainda não acabou.

Quando o loiro se vira, recebo um olhar pouco contente do homem de preto antes que o próprio se vire para ir embora,e sinto um mau presságio.

Algo me diz que esse dia está longe de terminar.

•••

Kiba

Pela terceira vez no dia sinto a mão de Shion se unir timidamente a minha,e sussurrar as exatas mesmas palavras.

—Isso não é necessário.

Reflito alguns segundos mirando a nova casa para qual acabávamos de nos mudar, antes de virar-me novamente para ela.

—É claro que é, princesa. Não posso deixar que fique naquela casa. Nem sequer aguento ficar lá.

—Mas suas memórias...

—Estão na minha cabeça. A casa é o de menos importante.—Corto sua frase, já conhecendo o discurso.—Você pode escolher o quarto que quiser, apenas não demore para que eu avise aos homens onde por a mobília.

Ela se move por um segundo,chega até mesmo a se virar para subir as escadas, mas trava ao notar minha ligeira distração e aperta minha mão com um pouco mais de força, pedindo para que eu não a deixasse sozinha. Sinto meu coração doer.

Desde aquele maldito dia tem sido assim, ela fala pouco e não consegue ficar sozinha, tenho acompanhado-a quase 100% do tempo para todos os lugares. Cerca de dois dias atrás tentei convencê-la a procurar um terapeuta, mas ela ainda se recusa.

—Você pode escolher um quarto próximo ao meu?—Sua voz miúda quase é sobreposta pelo ecoar de seus saltos no assoalho, lhe acaricio a mão murmurando um "É claro" com milhões de coisas passando em minha mente.

Meu primeiro impulso foi assassino, quis invadir a casa daquele homem maldito e matá-lo com minhas próprias mãos, Hana precisou de muito tempo para por juízo em minha mente e convencer-me a deixar toda aquela questão para que ela lidasse. Sua prioridade era oferecer apoio à Shion e eu não pude discordar. Ela precisava de mim.

Então dediquei toda a semana a fazê-la sentir-se pelo menos um pouco melhor e estou lhe cuidando o máximo que posso. No início a pior parte foi fazer com que Shion comesse e deixasse o quarto, o que eu espero que melhore longe da antiga casa. Longe das lembranças amargas.

—Ei.—Chamo seu nome de forma mansa e seus olhos brilhantes se voltam para mim.—Vamos superar isso, você vai ver.

E então ela se afunda em meu abraço contendo um suspiro e um soluçar baixo, enquanto afago seus cabelos pensando no próximo passo.

•••

Naquele mesmo dia mais cedo, antes que Naruto retornasse a casa, uma loira terrivelmente irritada avançou pelos portões da família Uzumaki com os olhos fervorosos,suas feições ácidas indicavam que não estava ali para fazer uma visita amistosa e alertavam a qualquer um que mantesse uma distância segura de sua presença.

Pouco atrás de si, o marido procurava chamar menos atenção e carregava cuidadosamente uma pasta cujo conteúdo explicava o motivo da visita, e tratou de acalmar a esposa antes que esta tocasse a campainha.

—Respire fundo, Tsu, não podemos perder a compostura.

—Está insinuando que sou barraqueira, seu velho maldito?

Com uma careta, Jiraya desvia o olhar assassino da mulher e volta o rosto para a enorme porta a sua frente.

—Eu jamais o faria, querida.

Com um bufar indignado, Tsunade se volta para a porta e aguarda que alguém atenda ao chamado do som estridente.

A porta é aberta por uma empregada baixinha de feições cansadas,cuja reverência rápida passa a ideia de pressa.

—Creio que desejam ser recebidos pela Mito-sama.—Há uma pequena pausa enquanto a mulher aguarda a confirmação das visitas, mas logo a voz miúda retorna.—Por favor me acompanhem.

Os saltos da Senju eram o único barulho que se destacava,ecoando pela mansão e sobrepondo os burburinhos dos diversos empregados a respeito da movimentação que vinha ocorrendo no lugar. Uma pequena parcela, os mais velhos e que conheceram os reais donos do lugar, divagavam se o controle da casa seria tomado por Tsunade enquanto os mais novos apenas conjecturavam sobre o noivado do herdeiro e as constantes visitas do Sr. e Sra. Katsuragui.

Um ligeiro frio na barriga se apossou de Tsunade ao chegar em frente ao escritório, algumas breves memórias do filho a encheram de ternura e, principalmente, deram-lhe forças para entrar no local e confrontar aquela que tinha como pior inimiga.

Mesmo quando deu permissão para que a visita indesejada entrasse, os olhos de Mito mal se moveram na direção deles ; o único diferencial foi um longo suspiro cansado ao largar os papéis que tinha em mãos.

—Tsunade, é sempre um prazer vê-la.—A ironia incontida escorria entre os lábios pêssego, enquanto os olhos demonstravam tédio.—Embora, creio já ter dito para ficar longe desta casa.

—Não posso dizer o mesmo, Mito. E não tenho motivos para ficar longe da casa em que meu filho e minha nora viveram. Especialmente com meu neto a sua mercê.

—Soubemos da sua pequena surpresa durante a festa do nosso neto.—Jiraya se põe entre as faíscas das duas mulheres, afim de ir direto ao ponto.—Espero que saiba que não temos a intenção de deixar que isso aconteça.

Uma risada sarcástica ecoa pelo escritório, fazendo com que os empregados que se amontoavam na porta para ouvir a conversa tremesses de susto, o som quase vil arrepia a nuca de Tsunade ; que não previu coisas boas para os momentos que se seguiriam.

—Mesmo se vocês pudessem impedir esse casamento, algo que não podem, não seria uma decisão aconselhável.—Sobrancelhas são franzidas diante do olhar feroz da ruiva.—Não creio que estejam cientes, mas a empresa está próxima da falência.

A feição desconfiada de Tsunade é substituída por puro ultrage diante das palavras frias, seguidas por uma risada expansiva de Jiraya.

—Falencia? Ah, faça um favor a todos nós e poupe suas mentiras! Sua cobra!

A boca de Mito se abre em um perfeito "O" e o grisalho joga a mala sobre os papéis que a mulher revisava, abrindo-a. Dentro, recortes de jornais e revistas sobre o casamento do herdeiro Uzumaki acobertavam importantes documentos bancários relacionados à empresa.

—Você não está falindo, vagabunda.—A loira rosna com os punhos apertados.—Nós fizemos questão de revirar todo seu lixo antes de virmos até aqui. Estamos de olho na sua movimentação a muito tempo, sabemos qual é o seu plano!

—E se ao menos fossem competentes achariam a informação verdadeira!—Com a íris trêmula, a ruiva se levanta da cadeira batendo as duas mãos na madeira da mesa, a raiva estravazada se propaga em ondas causando agitação em toda casa.—O que me importa o herdeiro mimado de um par de traidores?! Eu nem sequer estaria aqui se não fosse uma situação emergencial, enquanto vocês estão bancando os detetives tentando infernizar a minha vida, como sempre fizerameu estou tentando garantir o futuro da maldita empresa do jeito que o seu filho ingrato me pediu! Então sim, eu plantei informações porque caso contrário a maldita família Katsuragui não aceitaria o casamento! Sinto muito não ser a mulher que pediram a Deus. Agora vão embora da minha casa antes que eu chamei os seguranças.

•••

Naruto

Assim que entrei esbarrei com meus avós, saindo de casa com expressões pouco contentes. Na verdade pareciam estar voltando de um enterro, e mais atrás minha tia vinha calmamente, apenas para observar a porta ser fechada e sussurrar uma ou duas coisas para a empregada. 

—Que bom que chegou.—Ela finalmente se vira para mim.—Sinto ter que roubar-lhe algum tempo mas hoje temos muito a fazer.

Sua educação quase me assusta.

—O que meus avós estavam fazendo aqui? Ou melhor: o que você fez com eles?

Ela torce o nariz.

—Eles sentiram alguma curiosidade com relação ao seu casamento, e é claro, também vieram me insultar. Agora vamos, Naruto.

Seu tom voltou ao habitual, as ordens com tons superiores e feições apáticas que todos conhecem e odeiam.

•••

O dia se arrasta com um grande caos em prol de uma única coisa: um jantar com a família da noiva, também conhecida como estorvo. Claro, eu não havia sido avisado e muito menos tinha a opção de não participar do evento. Durante todo o tempo sou lembrado de que o futuro da empresa depende desse casamento,o que me deixa encurralado.

Sinto raiva de Mito a todo instante, e pergunto-me como ela pôde fazer isso ao patrimônio do meu pai. Aquela empresa era meu sonho e agora sinto que estou jogando tudo na mão de outra pessoa.

E ainda há Hinata, por quem ainda sou estupidamente apaixonado,mesmo que eu quisesse fazer esse casamento dar certo eu não poderia, já que não consigo tirar a morena da minha cabeça. Sinto-me dividido entre a responsabilidade e o coração.

Quando a noite chegou,os lustres da casa foram acesos e os aperitivos servidos no mesmo instante em que a família Katsuragui sentou-se no sofá em frente ao nosso. O estorvo estava lá.

Os enormes olhos verdes e escuros me encararam curiosos e pouco amistosos enquanto os mais velhos falavam de negócios, pouco prestei atenção nela e foquei-me na conversa,que girava em torno da empresa. Mito piscava discretamente,mas fora de ritmo,ouso dizer que estava ansiosa com alguma coisa. E após uma rápida olhada em seu relógio de pulso,ela se dirige a mim:

—Naruto, por que não leva sua noiva para os jardins dos fundos? Tenho certeza de que a senhorita Katsuragui ficaria encantada.

Sei que parecia,mas a conheço suficiente para saber que não era um pedido.

•••

Havia uma mesa posta,luzes laterais e decoração romântica nos esperando, tudo planejado para que o jantar fosse servido ali. Pergunto-me, ironicamente,como não previ algo daquela magnitude.

—Eu deveria pensar que foi você quem planejou isso?

Havia uma pitada de diversão em sua voz, embora eu tivesse certeza absoluta de que ela não estava nem um pouco feliz.

—Se estava pensando nisso,pode parar agora.

Ela suspira, cansada, e se dirige à mesa com alguma pressa.

—Não estava,não espero isso de um troglodita como você. Mas que seja,estou com fome. Podem servir.—Ela faz um sinal para os empregados, ajeitando o corpo na cadeira.

—Eu sou um troglodita e você é mal-educada! Fale direito com as pessoas dessa casa!

Sinto vontade de ir embora, mas Mito com certeza acabaria comigo, então senti e aguardo os pratos serem postos. Contragosto.

—Tsc, você come como um urso!—Reclamo,ela devora o prato sem se importar com etiquetas e tenho que admitir que,no fundo,acho aquilo um ponto positivo. Lidar com um monstrinho é mais fácil do que com uma patricinha.

—Desculpe,esqueci os modos em casa junto com o tutu e as sapatilhas de balé queimadas.

Seus olhos reviram,sinto vontade de rir.

—Imagino o orgulho que sua mãe sentiu ao ver você botando fogo no Lago dos Cisnes.

Quando seu olhar retorna a mim,há uma certa voracidade e eu sou obrigado a admitir que aquele jantar não estava sendo dos piores.

—Um brinde a nós, orgulhos da família!—Ela levanta a taça e sinto-me na obrigação de retribuir,já que também não tinha a melhor das reputação.

"Tim-tim."

E as horas passaram.

•••

Hinata

Estou confusa e cansada. Mas até então não há nenhuma novidade por aqui. 

Depois que Naruto foi embora o dia pareceu se mover mais e mais lentamente,o trabalho foi monótono e eu só não consegui ouvir grilos ao meu redor pois em minha cabeça tudo estava um caos.

Desde o dia em que viajamos para resgatar Sasuke eu não conseguia mais ter um único segundo de paz,minhas sinapses se desgovernaram e meu coração se acelerava a quase todo instante.

Os únicos minutos em que achei que teria alguma paz foram ao pisar em casa,tomei um longo banho e comi alguns restos de comida da geladeira. Mas tudo foi por água abaixo quando alguém bateu na porta.

Respiro fundo,tentando imaginar todos os cenários possíveis e estar preparada,e então abro. Ali,parado na pose mais profissional possível está um dos homens da mansão Uzumaki.

-Hinata-san,Naruto-sama deseja vê-la.

Franzo o cenho.

—Ora, peça que ele suba!

—Não senhorita,ele não está aqui. Ele pediu que a levassemos até a casa.—A postura do homem continua rígida e meu alarme interno apita ao ouvir a menção da casa.

—Creio que a senhora Mito não me deseja por perto.—Tento controlar minha cara de nojo ao mencionar aquela mulher.

—Mito-sama não se encontra,ela teve uma importante reunião de negócios esta noite. Por favor,Hinata-san...o jovem mestre disse que sua presença é extremamente importante.

Engulo em seco,algo ainda não parece certo, mas me apego ao pensamento de que talvez seja apenas minha cabeça confusa tentando me pegar uma peça, e me arrumo para ir ao encontro do loiro—mesmo sentindo que não deveria.

•••

O carro chique e cheio de seguranças não demora muito a chegar a mansão,ouso dizer que eles evitaram alguns sinais vermelhos,e meu âmago se contrai como nunca antes,parecendo querer consumir a si próprio e sumir o mais rápido possível.

O carro avançou dos portões principais,parando em um portão lateral onde se viam alguns empregados transitando. A sensação de mal estar se ampliou e no segundo em que o carro parou senti-me nauseada. Havia algo muito errado ali.

—Desculpe pelo caminho alternativo senhorita.—Ele murmura antes de sair e abrir a porta do carro pra mim.—Por aqui...

Sigo-o pela cozinha e subo as escadas,chegando a um corretor próximo a sala de jantar. Olho e vejo um casal desconhecido sendo servido ali e,quando retorno meu olhar para o corredor vejo ninguém menos que Mito Uzumaki me encarando.

Engulo seco.

—Senhorita Hinata.—Não há nada além de desdém em sua voz.—Obrigada por ceder seu tempo para que possamos conversar.

Tudo faz sentido,desde minha sensação ruim ao suposto chamado estranho de Naruto. Fora tudo armado.

—Por favor, me acompanhe.—Ela se vira de costas e põe-se a andar como uma lady em seus saltos caríssimos.

Os seguranças que me cercam deixam incentivos pouco sutis para que eu a siga e então, coagida, obedeço.

Chegamos ao segundo andar,em uma sala de estar confortável e social,ela desliza pelo lugar de nariz em pé como uma onça,pronta para dar o bote.

—Fez uma boa viagem até aqui?

—Como se você se importasse.—Respondo ácida, entrando imediatamente na defensiva.

Mito ri, não uma risada escandalosa, com alguma maldade.

—Sempre muito atrevida não é...? Eu pesquisei sobre você, Hinata. Veio de lugar nenhum,e entrou em um colégio como a Senju Academy...nem sequer vou imaginar como conseguiu tal proeza.—Suas palavras são maliciosas,e eu não as entendo realmente.—Chegou causando muitas confusões,e se aproveitou de um bando de garotos estúpidos para conseguir regalias...—Ela mira diretamente o colar em meu pescoço,que Naruto havia me dado,engulo seco.—Você é realmente esperta. Porém, não mais que eu.

Meu sentimento já passou dos níveis de ofensa,quero gritar,bater naquela mulher até que engula todas as palavras!

—Já que você não me ouviu que a quando pedi que se afastasse da primeira vez, terei que me fazer mais clara.—Ela pega um cheque disposto sobre uma mesa qualquer e me entrega.

A quantidade de zeros ali contida quase me assusta.

—Pegue o primeiro avião que encontrar e vá o mais longe possível daqui.

Meu coração se acelerava como nunca antes,as pontas dos meus dedos começam a perder a cor,tamanha força aplicada no papel.

—Como pode...?

—Lhe falta dinheiro,querida? Eu posso fazer outro cheque.

A ironia em sua voz faz meu sangue ferver, então,sem pensar muito,largo o papel no chão e acerto seu rosto com toda minha força,deixando a marca de meus dedos em seu rosto pálido. Ela me encarando ultrajada,com uma mão posta na bochecha acertada, mas não ligo para tal coisa.

—Acha que pode comprar sentimentos com dinheiro? Acha que os laços entre nós são frágeis assim? Saiba,sua mulher repugnante,que eu não estou à venda!

—Certo, você prefere o jeito difícil.—Ela revira os olhos brevemente.—Entenda, senhorita,só há duas maneiras de isso acabar: você vai sair do caminho do meu sobrinho e seguir com sua vidinha miserável ou...arrastá-lo para sarjeta junto com você.

Arregalou os olhos.

—O que você...?

—Se este casamento não ocorrer, Naruto será deserdado.

A notícia cai sobre mim como uma bomba,sinto meus pulmões queimarem. Meu coração para.

—Mas não se preocupe,ele ficará muito bem sem você.

Ela se aproxima da janela,mirando algo abaixo de si e,mesmo com o coração apertado,repito seu gesto. E então,vejo a possível confirmação de suas palavras:

Naruto e uma moça,sentados à luz de velas em um jantar no jardim, próximos e rindo como dois amigos.

Ou dois amantes.


Notas Finais


Vai dar merda vaaaaaaai dar merda!

Primeiramente desculpem porque não vai ter capa hoje,e talvez nem no próximo (se eu não ganhar um celular novo ou meu antigo sair do concerto) e também me desculpem por não cumprir o meu prometido de reproduzir uma cena de BOF (que seria a cena em que a mãe da Janela Di/ Makino joga sal na mãe do Jun Pyo/ Tsukasa) mas como eu reescrevi todo capítulo fiz umas modificações (um tapa é mais legal que sal hehehe) e aproveitei pra mudar uns detalhes na fic pra adiantar minha vida (tipo a Mito chamando a Hinata e fazendo ela ver o encontro do Naruto e da Horário).

Ainda faltava uma única coisinha pra completar esse capítulo mas eu achei que seria coisa demais pra assimilar (tretaaaaaaa) então só no próximo meninas!

Lembrando que nesse arco o circo pega fogo pra tudo quanto é lado.

Aliás,algumas falas da Mito servirão de base para questionamentos futuros, então fiquem de olho! #spoileralert

Estou morrendo de saudades de todos vocês,então não deixem de me dar um alô!

Me desculpem por quaisquer erros,ando sem tempo para revisar! (Enem nosso de cada domingo!)


Beijos da Tia Lizzy ❤


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