História Brave - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Fadas, Romance
Visualizações 3
Palavras 2.222
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Hentai, Magia, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Spiral Kingdom


Fanfic / Fanfiction Brave - Capítulo 1 - Spiral Kingdom


Alice POV's
Enquanto esforcei-me para melhorar minhas habilidades em arte, eu percebi que todos se afastaram de mim, não era normal? Afinal eu.. eu queria pintar coisas bonitas para que todos sorrissem. Era assim que eu pensava quando era pequena, mas olhando agora, todos sorriem, não, todos riem de mim. 
Tive vários dos meus quadros favoritos destruídos, algumas historias e musicas queimadas, era normal me odiarem, os professores sempre gostaram um pouco há mais de mim, essa coisa de igualdade não existe, porque sempre vai existir alguém superior a você, e você sabe, mas mesmo assim, tenta ser igual os outros. Eu particularmente, nunca tentei ser igual á ninguém, e nunca vi alguém tentar ser igual á mim, mas eu tenho minha inspiração, Van Gogh. Minha família é de origem Holandesa, então eu ouvi falar muito sobre ele ao longo da minha infância. 
Eu costumo ficar até tarde na escola, pintando ou tocando musica no piano, e hoje não seria diferente. Assim que as aulas acabaram eu fui direto para sala do piano, pensei estar sozinha, mas eu vi uma garotinha. Eu a vi vestida com uma fantasia, e hoje nem é Halloween. Ela sorriu e acenou para mim, e de algum jeito ela tinha um sorriso e um olhar hipnotizador. Um olhar que me fez segui-la, e antes que eu pudesse perceber estava entrando na floresta, alguns tombos, uns arranhões, mas aquele olhar hipnotizador, continuava me chamando, eu não sei o quanto andei, mas quando parei, eu me dei conta, que segui uma garota estranha e desconhecida até uma floresta fechada, onde ninguém poderia me ouvir, era mais que obvio que seria uma armadilha.
— Você.. me trouxe pra uma armadilha..? - Perguntei tentando me aproximar, mas cada passo meu para frente, resultava em um dela para trás. Ela fez não com a cabeça e sorriu.
— Feche os olhos. - Ela disse rindo.
— Você não vai fugir e me deixar perdida aqui, não é? - Novamente ela negou. Ela parecia tão fofa e inocente, que eu não conseguia hesitar em fechar meus olhos, meu sexto sentido dizia que eu deveria fazer oque ela mandasse. Então por fim eu fechei os olhos, sentindo ela segurar minha mão, era uma sensação aquecedora, mas não apenas na minha mão, era por todo meu corpo, eu sentia como se estivesse flutuando.
— Já posso abrir? - Perguntei ouvindo a risadinha dela.
— Ainda não, quando eu falar você abre. - Eu conseguia apenas respirar fundo, e parecia que o ar tinha mudado.
— Agora pode. - Eu abri meus olhos devagar, devagar, foi devagar até eu conseguir ver casas antigas. Feitas com pedras e com um pouco de musgo, era como um reino medieval, e todas pessoas tinham asas, como fadas, ela estavam olhando pra mim e aquela garotinha também.
— Caramba.. - Eu só podia ficar surpresa.
— Você não acha que isso é um sonho? - A menininha me olhou confusa.
— Não. - Respondi sorrindo.
— Porque? Digo, somos fadas, você vê, fadas, no seu mundo, é comum as pessoas verem fadas, mas mesmo que vissem, você ficou surpresa em me ver, então você nunca viu uma, então porque você não acha que isso é um sonho? Você já tem problemas mentais? - Para alguém que não falava nada, ela agora fala muito.
— Porque se isso fosse um sonho, você seria um jovem alto, bonito e romântico. - Ela riu.
— Milly. - Uma outra garotinha chegou, ela era um pouco mais alta, que a outra, mas tinham a mesma aparência, alias, todos tinham.
— Me desculpe. - Ela se abaixou como se eu fosse alguém importante.
— Ah, que isso, na verdade, eu não sei porque você se desculpa.. Acho que ela não fez nada de errado. - Olhei para menininha e ela sorriu.
— Já te falaram, que você é muito bonita e boazinha, e que você tem muito talento pra artes? - Sorri.
— Me falam sempre. - Ela fez um biquinho.
— Eu queria ter falado primeiro, escuta, escuta, aqui se chama Spiral Kingdom, é um reino magico, mas olha, aqui só tem as fadas, se você quiser ver os outros, vai ter que fazer uma longa caminhada, de pelo menos 3 dias. - 3 dias não é uma longa caminhada como eu pensei.
— O equivalente a 9 meses no seu mundo. - A outra garota disse.
— Que? - Eu a olhei confusa.
— É, 9 meses, significa que cada 3 meses representa 1 dia. - Está é uma noção distorcida de tempo.
— E porque me trouxe aqui? - Perguntei para garotinha.
— O príncipe, quer coroa-la rainha. - Ela sorriu como se fosse algo comum.
— Ela quis dizer, que ele quer se casar com você.  - A garota maior disse.
— Desculpe minha irmã mais nova ela é fala demais e rápido, então se confunde muito, eu me chamo Ágata, e está é minha irmã Melissa, agora vamos. - Para alguém que fala da irmã, Ágata também fala muito. Elas começaram e me arrastar pelo pulso.
— Pera ai gente, como assim me casar com um príncipe, E como ele me conhece, Ele tem uma bola de cristal? - Elas pararam de repente.
— Quando o Príncipe foi ao mundo humano, ele disse ter visto uma garotinha, que amava desenhar princesas, e que tinha prometido se casar com ele quando completasse 16 anos. - Eu fiz uma cara de desentendida.
— E como vocês tem certeza que essa menina sou eu? - Elas sorriram juntas. Milly pegou uma foto e me mostrou.
— Está não é você Alice? - Era eu, era de verdade eu.
— E esse homem é o príncipe.. - Quando eu coloquei meu óculos para analisar melhor, tinha um rapaz, ele tinha olhos azuis, e cabelos negros.
— Que aparência fria é essa..? - Eu perguntei a mim mesma.
— É por isso que ele é o príncipe, por causa dessas cores incomuns.. - Ágata disse sorrindo.
— E espera ai, eu não sou uma fada, seu povo não é contra isso? - Elas me olharam confusa.
— Logico que não, a mãe do príncipe é humana. - Porque eles não poderiam ser um reino normal.
— Você deve ler muitos livros né, você sabe que nada lá é realidade? - Milly disse. Mas eu na verdade acho que isso não deveria ser real.
— Alice.. Alice.. - As meninas se viraram para mim. Era a voz da minha mãe.
— ALICE!! - Eu levei um tapa forte nas costas. Assim que eu pisquei estava na minha cama com a minha mãe bem brava ao meu lado.
— É assim que você quer morar sozinha, nesta bagunça tinta e tudo misturado. - Ela começou a mexer nas minhas coisas e eu ri.
— Ainda bem que foi um sonho, achei que ia me casar com um príncipe de um reino estranho com gente estranha, e parecer mais estranha do que já sou. - Ela me olhou.
— Você precisa de um psicologo, e de uma babá. - Dei um longo suspiro.
— Eu vou me arrumar pra escola, então, você precisa de algo? - Ela sorriu.
— Vim ver como você estava, e agora que tenho certeza de que está ''otima'', eu já vou. - Ela saiu pela porta da frente dando algumas risadas.
— Que sonho, que sonho. - Eu repeti varias vezes. Durante o banho eu fiquei matutando e matutando, eu tinha feito aquele quadro depois das aulas, no dia em que a Milly apareceu, mas eu acordei na minha cama.
Alguém bateu na minha porta e eu achei que fosse minha mãe, mas:
— Bom dia. - Era o homem da foto com um sorriso bem falso no rosto.
— JESUS! - Eu gritei dando um pulo para trás.
— Jesus? - E parece que ele não sabe quem é jesus.
— Oque você quer? - Perguntei o olhando desconfiada.
— As meninas disseram que você saiu antes da hora, então vim lhe ver pessoalmente. - Única coisa que eu conseguia pensar, é que ele estava louco.
— Tá legal.. - Ele entrou e sentou-se no meu sofá.
— Eu vim falar sobre o nosso casamento. - Ele cruzou as pernas.
— Que? - Fiz uma cara de confusa.
— Você pretende terminar a escola não é? Certo eu posso esperar, mas depois, você vai morar comigo certo? - Eu não posso acreditar.
— Espera, você chega na minha casa, me avisa do meu casamento que eu nem tava sabendo, e ainda decide meu futuro? Bola de cristal deve ser incrível né. - Eu disse com sarcasmo.
— Você tem problema com isso? - Eu ri com sarcasmo.
— Bem, eu nem te conheço, eu nem sinto nada por você, quer dizer, agora eu sinto medo, e eu não quero morar em outro mundo. - Ele deu um longo suspiro.
— Você tem irmãos? - Ele perguntou.
— Não.
— E seus pais? 
— Meu pai morreu e minha mãe mora em outro país, já que eu sou emancipada. - Eu me sentei.
— Você tem filhos? 
— Não, ainda não.. - Ele começou a sorrir.
— E amigos? - Neguei com a cabeça.
— Então eu quero que me diga, oque te impede, de ir comigo para o meu mundo? - Eu não tinha uma resposta para dar, mas eu tinha que dizer algo.
— Bem, eu quero entrar numa faculdade de pintura, ou talvez me tornar musicista ou escritora.. - Ele sorriu.
— E depois? - Eu fiquei calada.
— Viu, nada te impede.
— MAS EU NÃO GOSTO DE VOCÊ!! - Gritei e ele se assustou.
— Então eu so tenho que fazer você gostar. - Ele sorriu.
— Olha, você faz as coisas parecerem muito fáceis, queria eu, ter esse dom. - Ri fraco.
— Amanhã na sua escola, você terá uma surpresa. - Eu senti um calafrio ao ver o sorriso dele.
— Imagino.. - Murmurei. Ele não parecia ter me ouvido e logo foi embora. Consegui ficar calma e pintar, porque independente do que acontece ao meu redor, eu so consigo me concentrar em pintar. Eu pintei uns 3 quadros no resto daquele dia, foram quadros simples, de fadas, fadas e mais fadas, é acho que no fim fadas continuam na minha cabeça. E eu não consegui pregar o olho, eu não sei se era pra ter certeza que não era um sonho, ou se era medo de sonhar com fadas. Mas eu sei que fiquei a madrugada toda acordada e fiquei com olheiras maiores que meus olhos. Eu so consegui me arrumar e ir pra escola correndo, a minha intenção era dormir porque a aula de geografia sempre me dá sono, então quem sabe eu descansasse um pouco, mas assim que eu entrei na sala, eu dei de cara com um sorriso, lá ao fundo da classe.
— Ah não pode ser. - Assim que eu me aproximei eu estava passada, chocada, terrivelmente assustada.
— Olá. - O tal príncipe disse com um sorriso bem falso.
— Oque tá fazendo aqui? - Ele riu.
— Eu disse que você teria uma surpresa, então, está surpresa? - Eu dei um sorriso torto.
— Depois dessa só comprando um país pra mim. - Ele fez uma expressão de surpresa.
— Qual você quer? Suíça? França? - Eu arregalei os olhos.
— Não inventa isso pelo amor de deus!! - Eu gritei e todo mundo me olhou.
— Ela nem falava nada, agora fica gritando, que louca. - É, to ficando louca.
— Escuta. - Puxei uma cadeira e me sentei perto dele.
— E aquelas duas? - Eu perguntei sussurrando.
— Aquelas duas? - Ele fez um olhar confuso.
— É, a Milly e a Ágata.. - Ele deu um sorriso.
— Ahh, você fala minhas irmãs mais novas, elas estão na escola agora, no primario. - Ele estava falando de um jeito estranho, entendendo, ele está com medo de falar algo errado.
— Então elas são suas irmãs? - Eu dei um sorriso sarcastico.
— Oque está falando? Elas são minhas irmãs.. - Ele murmurou.
— Então porque tá falando desse jeito fingindo?! - Eu murmurei com raiva.
— Eu to tentando parecer normal e descolado. - Eu acho que não vou conseguir conviver com ele mais um dia na minha vida.
— Ah, eu trouxe isso, alguns dias, eu não vou vir, e caso sinta minha falta, é so você pedir que você vai, pra você sabe onde.. - Ele sorriu. Ele me entregou um cartão dourado com um simbolo estranho e eu peguei só pra não fazer a desfeita, claro.
— Eu prefiro não pisar meus pés lá de novo. - Sorri.
— Estamos conversando, mas eu nem sei seu nome. - Eu franzi as sobrancelhas.
— Meu nome é Yuriguio Moscovis, mas me chama de Yuri ou Yugo, por favor, Yuriguio não. - Ele balançou a cabeça.
— Moscovis? Esse não é o sobrenome de uma família muito importante da austrália? - Ele engoliu a seco.
— Serio? Nem sabia. - Ele está fingindo muito bem.
— Tá legal, minha mãe é humana, e você sabe, ela é da família Moscovis e tudo, mas eu nunca os conheci tá? - Eu sorri.
— Eu me chamo Alice Schumacher, é o sobrenome do meu pai, e não, não é de nenhuma família importante. - Ele riu. É, meu sobrenome é engraçado.
— É preciso saber nossos nomes se vamos passar o resto de nossas vidas, juntos. - Ele deu um sorrisinho de canto. E é com essa ideia dele, que eu digo, Eu preferia como tudo estava antes, só eu e minhas pinturas. Eu queria, mas eu sei que não dá, porque isso não é um sonho, nem um pesadelo, tá mais pra realidade que eu não queria encontrar. 
Continua 'u'
 



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