História Bravery - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Astoria Greengrass, Draco Malfoy
Tags Astoria, Draco, Drastoria
Visualizações 46
Palavras 1.197
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello pessoinhas, aqui está uma one-shot que estava querendo escrevendo desde que li Cursed Child e que Scorpius fala isso para o pai, uma altura do livro mais que amei! Apesar de que chorei a cada menção á minha bebé mas que posso fazer e.e , não te perdoou Rowling! T-T
Espero que gostem!

Capítulo 1 - Capítulo Único


“ Coragem não é a ausência do medo, é percebermos que existem coisas mais importantes que ele.” Meg Cabot, O Diário da Princesa

***

Bravura, uma palavra que significava, valente, corajoso e poderoso, Astoria acreditava que possuía mais significados, tal como superação e força.

E Draco havia acrescido aqueles significados, a bravura, ele era o mais bravo e corajoso que conhecia.

E tudo pela aquela situação que ali se desenrolava naquele momento.

O silêncio impregnava aquele comodo elegante com madeira preta que brilhava na mansão Malfoy, ao mínimo resquício de luz, conhecido por ser o local mais amado por Lucius Malfoy em sua Mansão, era bem perto do escritório que ele tinha.

O mencionado dono da Mansão olhava atónito e com uma incredulidade para seu filho em sua frente, como se nele tivessem crescido imensas cabeças, ou ele não reconhecesse mais o menino que criara, talvez fosse mais a segunda hipótese, pensava este.

Alheio aos pensamentos do pai, Draco mantinha a sua expressão séria e firme enquanto encarava-o, as palavras que havia proferido anteriormente, sem soltar a mão de Astoria por um segundo, ainda ressoavam as paredes.

“ Pouco me importa a sua opinião sobre minha noiva, meu pai…lamento que não esteja feliz, mas eu amo Astoria e casarei com ela, com ou sem a sua aprovação…”

Aquela havia sido a afirmação firme e poderosa que Draco havia proferido na direcção do pai que ainda o encarava sem resposta e o silêncio protelava o local.

A única reacção que Lucius esboçava agora era a completa falta de expressão, que depois rodara seu rosto na direcção da esposa que tinha um subtil sorriso no rosto, como aprovando o filho e sua decisão.

Astoria só pode sentir gratidão por Narcisa Malfoy, quem a conhecia de fora diria que era fria, calculista e sem qualquer sentimento, mas ela conhecera já o bastante sobre a matriarca Malfoy para saber que ela era tudo menos isso, amava o marido e o filho, principalmente acima de tudo e todos.

E se o seu Draco aprovava e desejava Astoria para esposa, ela apoiava incondicionalmente, apesar de Lucius Malfoy que desde que a havia conhecido, sabendo que ela não apoiava essa ideologia anti-trouxas e muito menos, era a maior apoiadora da pureza do sangue, ele não havia aprovado ela de maneira nenhuma, seu desagrado era visível em seu rosto cada vez que a via chegar com Draco na Mansão.

Mas pensando que era só mais uma da lista do filho que ele levava para a cama e depois descartava como se nada, nada dissera, até aquele momento em que Draco anunciava para Narcisa e para ele, que iria casar com Astoria Greengrass.

Fora ai que Lucius vira que era mais sério e que sem duvidas, ele levava a caçula Greengrass a sério, pedira para falar com o filho em particular, pelo que Narcisa e Astoria foram para uma saleta ao lado e a discussão fora feia, podia ouvir e eram expressões tipo “Logo uma traidora de sangue…” e ouvia depois outra voz “Não se atreva, meu pai a falar assim dela…”

E como se encontravam perto naquela saleta adjacente aquele cómodo, podiam ouvir muito mais, enquanto Narcisa que com certeza ouvia tudo, fazia de sua anfitriã ao mesmo tempo, parecendo natural enquanto ela parecia incrivelmente tensa, ela não desejava aquela situação, não queria pai e filho discutindo.

E dos nervos e da culpa que começava a sentir, ela começara a bater o pé com força no chão, num ato involuntário, quase tomando o impulso de sair, mas a voz de Narcisa adentrara seus ouvidos, de maneira bem amigável.

—Fique calma, vai tudo correr bem…

—Eu não desejei isto….- Falara honestamente, ao que Narcisa dera um sorriso calmo, tocando a sua xicara de chá, enquanto via que Astoria empalidecia e sentia-se mais fraca, a elegante mulher levantara-se de sua poltrona indo na direcção dela, oferecendo o chá em suas mãos.

—Vai tudo correr bem…- Reafirmara novamente, Narcisa com um olhar sabedor, como se soubesse algo que ela ainda não tinha visto ou detectado.

Ela bebericara o chá, sentindo-se mais calma e inspirando os ares quentes do mesmo, sentindo-se mais relaxada aos poucos, o silêncio aos poucos fora sentido, até um grito exasperado de Lucius Malfoy lhes assustar às duas, vira Draco sair porta fora e ir na direcção dela, sorrindo para ela como raramente havia visto.

Draco não era de muitos sorrisos, ela podia contar nos dedos, desde que se conheceram quantas vezes ele havia sorrido para ela, daquele jeito, sincero, honesto e determinado, e com certo orgulho, ela sabia que ele reservava aquele sorriso só para ela.

—Venha comigo…- O seu tom de voz era tão gentil e tão focado, que ela só tivera o ímpeto de o seguir, quando alcançaram o comodo onde estava Lucius Malfoy exasperado ainda, ouvira atrás de si, Narcisa fechar a porta.

Mas nada a havia preparado para o que, ela ouvira a seguir, a deixara sem dúvida, emocionada e se possível, ainda mais apaixonada por ele e pelo homem que ele estava-se tornando.

“ Pouco me importa a sua opinião sobre minha noiva, meu pai…lamento que não esteja feliz, mas eu amo Astoria e casarei com ela, com ou sem a sua aprovação…” 

E fora naquele momento que Astoria vira a coragem que Draco havia precisado ter, sentia como a mão dele tremia e como lhe apertava a dela, como precisando da sua força para continuar.

Ele havia precisado de muita coragem para enfrentar um dos seus demónios mais interiores e libertar-se das poderosas amarras do seu passado, por amor a ela, vira ele enfrentar o seu pai, a pessoa que ele tinha passado toda a sua vida, tentando agradar e que ele orgulhasse dele.

E para ela, fora sem dúvida o maior ato de coragem que vira alguém ter por ela, pelo que somente apertara a sua mão num gesto de apoio e força, olhando para ele que retornara o olhar a si, entre aquele olhar em que eles falavam tudo e nada precisava ser dito, estava expresso com todas as letras.

“Estou contigo, até ao final da minha vida, amo-te Draco Malfoy…”

E a resposta silenciosa fora sem dúvida, um sorriso iluminado e um toque delicado em seu rosto com a sua mão livre.

“E eu contigo, amo-te Astoria Greengrass…”

E ato seguido, despediram-se, saindo de mãos dadas, sob o olhar feliz de Narcisa e do olhar pensativo de Lucius Malfoy.

E para enorme felicidade dela, quando se casaram, vira Lucius e Narcisa no altar ao lado do filho, que tinha o maior sorriso de felicidade na direcção dela, que sorria da mesma forma.

E anos mais tarde, quando o seu filho Scorpius lhe perguntara, em meio aos inúmeros contos de fadas que lhe contava, o que era bravura e qual fora o maior ato de coragem que já havia presenciado, fora exactamente esse momento que ela contara, dizendo para o pequeno loirinho, que havia diferentes tipos de bravura, não só pela espada ou pela varinha.

Que quando enfrentamos e superamos os nossos medos mais profundos somos os mais corajosos e bravos deste mundo, tal como no momento em que Draco fora valente e corajoso por ela.


Notas Finais


<3


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