História Break my barriers. - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Christophe Giacometti, Jean-Jacques Leroy, Otabek Altin, Victor Nikiforov, Yuri Katsuki, Yuri Plisetsky
Tags Anime, Chrisfics, Otário, Otayuri, Victuuri, Yoi, Yuri!! On Ice
Visualizações 82
Palavras 2.159
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Fluffy, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


QUEM É VIVO SEMPRE APARECE, NÉ NÃO?

Eu tinha desistido da fic *ri de nervoso*, tava suuuuper desanimada, então larguei ela aqui ASUASHA
Eu comecei a escrever, tinha tudo na cabeça mas não estava conseguindo transformar as ideias em capitulo, sabe? ai o tempo foi passando e foi ficando cada vez mais no esquecimento.
MAS AQUI TO EU DE NOVO, recentemente bateu uma puta vontade de voltar e terminar, e eu refiz tudo que eu tinha começado a escrever desse capitulo, não está grande mas ficou do jeito que eu queria, espero que vocês gostem <3

Beijão e até as notas finais, boa leitura <3

arte da capa do capitulo: www.pixiv.net/member.php?id=211118

Capítulo 2 - Estranho


Fanfic / Fanfiction Break my barriers. - Capítulo 2 - Estranho

O encaro por alguns segundos sem dizer nada até estender a mão para cumprimentá-lo de volta.

— Prazer, Yuri Plisetsky – respondo –, você é intercambista, certo?

— Sim, sou do Cazaquistão. – ele diz, soltando minha mão e voltando seu olhar para a frente – Você também não é daqui, certo?

— Não, nasci na Rússia, mas me mudei pro Canadá há alguns anos.

— Ah, notei que não era daqui quando te vi chegando. – Otabek diz calmamente e olha para mim antes de completar – Você é...diferente.

— Diferente? – pergunto, retribuindo o olhar.

— Bom, você não parece canadense – diz com um leve sorriso –, mas não foi só isso... Seus olhos, todos aqui tem um olhar calmo e sereno. – ele me olha intensamente – Você tem olhos de soldado.

— Não entendi muito bem, mas vou levar como um elogio. – sorrio para ele e sinto o olhar do JJ sobre mim do outro lado da sala. Ele com certeza vai me encher de perguntas.

— É uma pena, seria legal não ser o único novato aqui.

— Relaxa, logo você se acostuma. – então era por isso que ele estava me olhando e falou comigo? Por que eu me sinto um pouco decepcionado?

— É, talvez você tenha razão. – ele sorri.

— Eu sempre tenho. – digo confiante, fazendo ele arquear uma sobrancelha e soltar uma risada abafada.

Yakov, nosso professor de arte do movimento, lança um olhar repreensivo sobre nós para voltarmos a prestar atenção na aula.

Me sinto meio inquieto, provavelmente por não estar acostumado a ter alguém comigo nas aulas desde que a... Chega!! Não vou pensar nisso agora!

Otabek está com a cabeça apoiada na mão, parece meio distraído. Não sou muito fã do corte de cabelo undercut, mas confesso que nele cai muito bem. As sobrancelhas grossas o deixam com um ar mais sério, seus bíceps protuberantes fazem a manga da camisa ficar agarrada ao corpo e... Por que diabos eu estou analisando ele? Viro rapidamente minha cabeça e volto a olhar para Yakov.

Ouço o sinal tocar e começo a guardar minhas coisas.

— Bem, até depois. – ele diz.

— Até depois.

Otabek sorri para mim e se vira para sair da sala.

— Nome, endereço e tipo sanguíneo. – diz JJ ao aparecer do meu lado.

— Quê?

— Não se faça de sonso! Quero as informações sobre aquele moreno de tirar o fôlego, que estava do seu lado.

— Ele é um intercambista do Cazaquistão, nada demais.

—  Você olhou bem pra ele? “Nada demais” não é algo que se enquadra a ele. – JJ diz, enfatizando o “ele”.

— É, até que não é de se jogar fora – digo, demonstrando desinteresse.

— Pra quem está tão desinteressado você parecia estar se dando muito bem com ele.

— Ele achou que eu também era um intercambista, eu apenas fui gentil, nada demais.

— O que não é de se estranhar, não é? Você é sempre um poço de gentileza. – diz ele, sarcástico.

Reviro os olhos.

— Vamos logo, nós vamos nos atrasar para próxima aula.

Chegamos na sala e eu automaticamente corro meus olhos por todo o local. O que eu estou procurando?

— Ele não está nessa aula? Não o vi, e você? – diz JJ, parecendo decepcionado.

— Não estou procurando ninguém. – respondo ríspido.

— É claro, nem eu. – ele sorri debochado.

Às vezes tenho vontade de socar o JJ.

Caminho até meu lugar. JJ se senta ao meu lado e eu tento prestar atenção no que a Lilia está dizendo, mas logo desisto e coloco meus fones, olhando pela janela e me afundando em pensamentos.

Wait do M83 começa a tocar e eu respiro fundo.

Por que eu não consigo esquecer? Por quê?

Eu nem pude me despedir, eu não tive tempo de te dizer adeus.

Eu queria tanto que você estivesse aqui, Naomi. Eu sinto tanto a sua falta!

Algum dia vai parar de doer? Algum dia eu vou parar de sentir o meu peito ser esmagado por essa dor?

“Yura”  – ouço a voz dela ecoar na minha cabeça. – “Me ensine esse passo, Yura.”

Minha mente se inunda de imagens nossas no salão de dança da escola de Victor e Yuuri. Naomi também era uma excelente bailarina, costumávamos passar horas e horas ensaiando coreografias. Ela amava me ver dançar.

“Você parece estar flutuando quando dança”  – ela sempre me dizia. E era assim mesmo que eu me sentia. A dança me libertava, fazia eu me sentir leve, mas hoje ela é uma corrente que me prende à lembranças dolorosas.

“Give your tears

                                                                                                                  To the tide

No time, no time...”

Fecho meus olhos. Meu coração está batendo no mesmo ritmo da música, meu peito doí, está difícil respirar.

Por que eu insisto em ouvir músicas que me deixam pior? Eu sou um masoquista?

“Não se culpe, Yura”

Ouço a voz dela na minha cabeça. Meu subconsciente está tentando me consolar?

“Eu sinto muito”  – respondo para a voz.

“There is no goodbye

Disappear with the night

No time, no time...”

Bato meus dedos na mesa acompanhando o ritmo da música e cantarolo baixinho, tentando me concentrar nisso e espantar outros pensamentos.

— Senhor Plisetsky – ouço a voz de Lilia me arrancar do transe – se não for pedir demais, poderia ao menos fingir que está prestando atenção na aula? – diz rigorosamente, me lançando um olhar fulminante.

Respiro fundo, retiro meus fones e olho para frente. Eu definitivamente vou me ferrar nesse semestre.

— Tá tudo bem? – pergunta JJ, parecendo preocupado.

— Sim. – minto.

— Quanto tempo você acha que a gente se conhece? Não minta para mim.

— É só que...

— É só que...? – ele diz, me incentivando a continuar.

— Ultimamente tem sido difícil não pensar nela, tudo sempre acaba voltando nela. Acho que eu ainda estou meio em choque por já ter completado um ano.

JJ suspira e olha pela janela com um olhar de nostalgia e tristeza.

— Eu também sinto falta dela, isso aqui não tem a mesma energia sem a Naomi.

— Não mesmo. – suspiro.

— Yurio, eu não quero te encher e nem vir com aquele papo batido de todo mundo, mas eu fico preocupado com você. Você é meu melhor amigo, eu quero que você seja feliz. Você está sempre com uma cara triste, até quando você sorri. Não é o seu sorriso de verdade, sabe? – ele une as sobrancelhas e parece estar tentando ser cauteloso ao escolher as palavras – Não fique irritado comigo, ok? Eu não estou tentando ser um idiota, mas você deveria tentar sair mais, conhecer pessoas, ter novas experiencias. Eu sei que a Naomi não ia querer te ver nesse estado.

Eu já perdi as contas de quantas vezes as pessoas me disseram que eu tinha que tentar mais. Isso me deixava furioso, mas eu sei que ele só está preocupado, assim como o Victor e o Yuuri. E não posso dizer que eles estão errados. Desde que tudo aconteceu eu meio que me isolei do mundo, simplesmente não tinha vontade pra mais nada.

Antes nós costumávamos ir a várias festas. A gente dançava, ria e bebia a noite inteira. Como eu queria poder voltar no tempo...

— Tudo bem. – respondi com um leve sorriso – Eu sei que você só quer o meu bem, me sinto péssimo por deixar todo mundo preocupado, mas eu estou perdido. O que eu faço?! 

— Eu não posso te ajudar dando a resposta, mas eu estou aqui para te ajudar a encontra-la. – ele diz, apoiando a mão no meu ombro e me dando um sorriso sincero.

— Eu sei, obrigado. – respondo retribuindo o sorriso, mas logo abaixo o olhar.

Ele abaixa a cabeça para me olhar e levanta uma das sobrancelhas como se estivesse dizendo “Fala”.

Fico em silêncio por alguns segundos, mas resolvo dizer. Talvez desabafar sobre isso ajude.

— É que as vezes eu penso sobre isso de “esquecer e superar”. Eu tenho esse direito? Esquecer e seguir com a minha vida... Quando foi tudo minha culpa?

— É claro que você tem direito de seguir a vida. Você acha que ela era esse tipo de pessoa egoísta que não iria querer que você fizesse isso? E culpa de que? Do que você está falando?! É claro que não foi sua culpa! Como assim sua culpa?

— É.… Tem razão, acho que só estou um pouco emotivo... – concordo arrependido. Acho que ele não entenderia, quero encerrar o assunto. Não quero falar sobre isso, é doloroso demais!

JJ abre a boca como se fosse continuar me questionando, mas para logo em seguida. Acho que ele não quer me forçar. Fico grato por isso.

— Olha, eu sei que você não tá no clima mas... Vai rolar a festa de boas-vindas aos calouros. Vem comigo, prometo que vai se divertir! – ele diz empolgado.

— Quando?

— Esse fim de semana, na casa do Phichit.

— Ai, não sei JJ... Não acho que é uma boa ideia.

— Por favor! – JJ implora, fazendo cara de cachorro pidão.

— Ok, eu vou pensar no seu caso.

— Vindo de você isso já é um grande avanço. – ele sorri com satisfação – Ah, mais uma coisa.

— O que é? – pergunto.

— Ainda não convidamos todos os calouros, e como você pareceu se dar bem com aquele moreno maravilhoso você poderia convidar ele. – ele me lança um sorriso malicioso.

— Já estou entendendo tudo e a resposta é: Não. – afirmo – Eu só falei com ele uma vez, não posso simplesmente convida-lo! E outra, eu ainda não disse que vou.

— Mas também não disse que não vai.

— Você é impossível! Não vou convida-lo e ponto final.

— Chato!!!!

Mostro a língua para ele como uma criança e volto minha atenção para a Lilia antes que ela me jogue pela janela.

Fico olhando para ela fazendo cara de quem está entendendo tudo, mas na verdade eu não lembro de uma palavra que ela disse, minha cabeça está a mil. Bem, foda-se! Vou cabular a próxima aula, não aguento mais!

Assim que a aula acaba corro para a ala aberta do campus. Não posso ir para casa porque o Yuuri me encheria de perguntas, então decido ficar por aqui mesmo.

O clima está exatamente como eu gosto: Nublado. Não está quente, mas também não parece que vai chover. Odeio chuva tanto quanto odeio calor.

Deito na grama, fecho meus olhos e tento deixar minha mente em branco.

“Vira, Vira, Vira!!”  – Ouço as vozes de JJ, Naomi e Mila, gritando para que eu virasse uma dose de vodka na nossa última noite juntos.

Sorrio frustrado. Mais uma vez falhei na tentativa de não pensar em nada, incrível!!

Me lembro de nós em uma boate do centro da cidade. Era a festa de inauguração, JJ tinha passado o mês inteiro falando dessa festa.

“Eu disse que seria foda” – JJ gritou, tentando fazer a voz sobressair entre a música alta. 

“Sim, você disse isso O MÊS INTEIRO, mas tenho que admitir que esse lugar é incrível” – Naomi disse, enquanto dançava loucamente com um copo de whisky na mão.

A música parou e Naomi e eu logo reconhecemos a próxima.

“Eu amo essa música”  – gritamos juntos.

“When I met you in the summer

To my heartbeat sound

We fell in love

As the leave turned brown”

Eu a peguei pela mão e a puxei para o centro da boate. Começamos a dançar com movimentos leves e sensuais, a puxando para perto enquanto sincronizávamos nossos movimentos. Levei meu rosto até seu ouvido e cantei:

“We could be together, baby

As long as skies are blue

You act so innocent now

But you lied so soon

When I met you in the summer”

Nos afastamos assim que a batida da música começou. Nós pulávamos e gritávamos, JJ e Mila se juntaram a nós. Eu já estava tonto de tanto beber, mas nem um pouco cansado.

“Nós vamos ficar juntos para sempre”  – Naomi gritou enquanto pulava.

— Mentirosa. – disse em voz alta para mim mesmo, me forçando a sair do flashback.

Olho as horas no celular e vejo que ainda falta muito para as aulas acabarem. Se eu ficar aqui vou acabar me afundando nessas malditas lembranças.

Ouço um barulho se aproximar. Parece...uma moto?

Apoio meu corpo com os cotovelos e me viro quando a moto estaciona perto de mim. Olho para cima e logo reconheço o moreno que está pilotando.

— Yuri, suba.

— Hã? O quê? – pergunto confuso, sem entender o que está acontecendo.

— Vem ou não? – ele pergunta enquanto joga o capacete no meu colo.

O encaro por uns instantes tentando entender a situação. O que ele tá fazendo aqui? Ir pra onde? Quê?

— Pra onde? Você pode muito bem ser um serial killer.

— É uma possibilidade – Otabek diz, rindo.

Eu realmente devo estar ficando maluco mas... Por que não ir, né?! Ele não parece ser uma pessoa ruim e eu não queria mesmo ficar por aqui. É uma oportunidade para me distrair.

Otabek ainda está me encarando, esperando minha resposta. Dou de ombros e me levanto, colocando o capacete e subindo na moto. Passo os braços por sua cintura e assinto com a cabeça, informando que ele já pode ir. Ele dá um meio sorriso e se prepara para ligar a moto antes de se virar pra mim e dizer:

— Acho melhor você se segurar firme! 


Notas Finais


Espero que vocês tenham gostado do capitulo <3

Pra quem não conhece as musicas que usei nesse cap. aqui estão:
M83 - Wait www.youtube.com/watch?v=lAwYodrBr2Q
Calvin Harris - Summer www.youtube.com/watch?v=ebXbLfLACGM

Agora eu estou animada novamente com essa historia então o capitulo 3 não vai demorar como esse demorou ASUAHUHAH mandem boas vibrações para mim

Enfim, se tiverem elogios, criticas construtivas ou quiser dar sua opinião sobre o capitulo eu vou ficar muito feliz de responder todo mundo :3

Até o próximo! Beijãao


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