História Break of Dawn - Capítulo 10


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - A Guerra


Elsa: Então diga o que eu digo... Faça o que eu faço.

Ao cair da noite, a lua iluminava as copas das árvores e os animais pequenos abrigavam-se da brisa fria. Anna arruma toda a bagunça que tinha deixado em seu quarto, limpando o chão, lavando as roupas e guardando os livros. Ela arruma os lençóis e organiza suas pesquisas, porém notara que o seu bloco de anotações tinha sumido. A menina procurou e não o encontrou, aos poucos seu desespero ia se tornando mais visível e seu nervosismo, notável. Anna não podia mostrar aquilo para ninguém, seria punida com toda certeza, além daquilo ser a única coisa que a ligava ao mundo dos lobos, eram as mais informações de muitas noites em pesquisa.

A casa parecia deserta, não haviam luzes acesas, e nenhum tipo de lampião, apenas do quarto da garota. Elsa é levada por Hans até a casa do mesmo, com ambos acreditando que Anna de fato tinha saído. Após adentrarem a casa, notaram tudo às escuras, com apenas a luz da lua pela janela. Elsa resolveu adentrar mais, a fim de procurar alguma informação importante para a captura do Homem Lobo, até que foi surpreendida pela menina. Hans não pôde ser visto, por estar próximo à escuridão.

Anna: Quem é você?! - Saía do quarto, com um lampião e alguns livros. Ela estava sem sua capa. -

Elsa: E-eu? ... - Pensava em algo para dizer, ela definitivamente esperava que a garota não estivesse em casa. - Eu sou... Elsa.

Anna: Não conheço! Por que entrou aqui?

Elsa: Elizabeth! Eu sou Elizabeth. Nunca ouviu falar? ...

Anna: Elizabeth... Parceira do Hans no trabalho?

Elsa: Sim, sim... Ele já deve ter falado de mim.

Anna: O que veio fazer aqui?

Elsa: Eu sinto muito ter entrado sem permissão, eu vim aqui a mando dele.

Anna: Pra? ...

Elsa: É sobre os lobos.

Anna: Ah, hunf! Não sei nada sobre eles, retire-se, por favor! - Anna não gostava de toda essa caça aos lobos, ela faria de tudo para não cooperar com isso. -

Elsa: Oh, m-mas acalme-se. Deixe-me continuar... Eu encontrei isto! – Apresenta o bloco de anotações.

Anna: C-como o encontrou?! – Anna tenta pegá-lo, porém a caçadora o puxa de volta para o bolso da calça. Quando a menina aproxima-se para tentar novamente pegar o bloco, a lua ilumina seu rosto, assim podendo ver as marcas que o tal Homem Lobo fez na mesma momentos atrás.

Elsa: Ei, espera, moça! Que marcas são essas em seu pescoço? ... – Sorri irônica. Estava ciente que eram marcas de mordidas humanas, porém desconfiava que não vieram do marido da mesma.

Anna: Não interessa, só me dê o bloco e se retire! – Anna tenta novamente pegar, sem sucesso.

Elsa: Esteve com o Homem Lobo? ... – Sorri maliciosa. Elsa sabia onde queria chegar e que aquela conversa podia revelar muito.

Anna: Mas claro que não! E não devo satisfações a você, agora é melhor sair ou eu chamarei por Hans!

Elsa: Hans?! – A garota ri, parecia um riso de deboche. – Olha pra trás...

A menina lentamente olhou, sentindo uma presença a mais no local. Hans, escondido pelas sombras, aproveitou da chance para encurralar a garota e assim prendê-la. Ambos amarraram-na em seu quarto e iluminaram o local.

Anna: Hans!! – Dizia incrédula. Nunca imaginou que o rapaz ficaria contra ela.

Hans: Eu disse para não se meter onde não foi chamada! Por causa disso, você só pode piorar as coisas! E me diga o que é isso... – Lança-lhe o bloco de anotações que estava com Elsa, no colo da menina, que não podia pegá-lo por conta as cordas que prendiam seus pulsos.

Anna: Hans, eu...

Elsa: Estava estudando sobre eles? E onde conseguiu tanta informação?

Anna: E-eu...

Hans: E essas marcas, Anna? Teve contato com aquela aberração, não é?!

Anna: Ele não é uma aberração!! Vocês são!! Vocês só pensam em si mesmos, tratam os lobos, assim como as demais vidas, como se fossem lixo! Eu tenho nojo de ter sido uma de vocês!!

Elsa: Hm... Ela falou o suficiente, não, Hans? ...

Hans: Vadia... – Hans aproxima-se da garota para dar-lhe um tapa em seu rosto. Ao fazer isso, a mesma permanece em silêncio, apenas a observar o chão. Mil e uma palavras rodeiam sua mente, mas esta prefere calar-se. –

Elsa: Tem um plano, Hans?

Hans: Vamos matá-lo logo, depois pensamos no que fazer com ela.

Ambos concordam, trancando a janela do quarto. Em seguida, deixam-na presa e saem, trancando a porta por fim. Anna encontrava-se sozinha e sem solução aparente.

Hans leva consigo a capa vermelha da garota, caminhando em meio a floresta escura, e agora a chuva atrapalhava um pouco a chegada dos caçadores ao Lobo. Elsa usava uma capa de coloração azul, porém não sabia se era mesmo esta cor, por conta dos raios lunares muito atingirem-na.

Hans: Os lobos confiam nela... Obviamente esta capa marca a presença dela no local. Esconda-se e tentarei contato com os lobos.

Elsa: Certo... Certo, tudo bem. – Elsa caminha em outra direção, porém ainda seguindo os passos do rapaz.

Ao adentrarem mais às matas, o capuz vermelho de Anna logo chama a atenção dos lobos, que uivam e conduz o rapaz até o esconderijo no centro da floresta. O mesmo caminha, sem ao menos dizer uma palavra ou fazer algum barulho suspeito. Logo ele encontra a tal Fera, que estava a poucos centímetros do caçador.

- Finalmente... – Dizia, ainda longe do rapaz, aquela frase foi dirigida apenas às seus pensamentos. O tal Homem Lobo nota a diferença de tamanho, e como se preocupava a tal Anna apenas em esconder sua face. Os lobos repetiam ao lado do rapaz, e apenas ele entendia, o quão gentil era a garota da capa vermelha, como a chamava. Ele concordava sim sobre a gentileza, mas aquela não era a garota da capa vermelha. –

Um brilho, refletido pela lua, de algum objeto escondido sobre aquela capa vermelha fez o tal Homem Lobo ficar em alerta. Uma espingarda carregada foi empunhada e apontada para o mesmo, que só observava em silêncio.

Hans: É meu...

Disse, em baixo tom, antes de dar o primeiro tiro, que foi atingido nos céus. O rapaz teria se defendido, lançando-se na frente da espingarda e mudando a direção da mira. Uma briga entre homem e lobo foi iniciada, e Elsa vendo o quão mais fortes eram os lobos, resolveu dar dois tiros ao alto, o que foi suficiente para chamar a atenção dos demais caçadores.

Anna estava em seu quarto. Ela ouvia os tiros e os uivos, também alguns gritos de guerra, acreditando serem de outros caçadores. A mesma estava sem esperanças, já não se esforçava para sair daquele local.

Anna: Houve algo que acreditei...

Eu não pensei que ligaria.

E esse sonho eu sonhei...

Mas até eu não entendia.

Todas as pistas que não vão...

Que não se encaixam umas às outras.

E a guerra sem solução...

E as explicações tão tolas.

Ele disse “tudo bem” ...

Prometeu a mim, e levei.

Eu errei, ele também...

No passado deixarei!

Não descobrirei quem sou!

Eu nunca concordaria...

Que minha família foi...

Tudo o que ele dizia!

Não sem quem sou nem de onde vim!

Mas abri os olhos ao seguir...

Esse sonho que eu vivi!

 

Suspiro.

Viver esse sonho foi uma ilusão...

Inútil tentar realizá-lo.

Pior seria permanecer...

Com os mesmos erros do passado.

 

Sua voz soava melancólica e melodiosa em um quarto sombrio, vazio e silencioso. A mesma permanecia de cabeça baixa, falando o que seu coração lhe trazia, sem compromissos, sem se importar se desafinou ou não, nem compor uma canção ou rimar, queria simplesmente falar sobre seu interior. Após horas refletindo, ela tentou desamarrar as cordas, sem sucesso. Conseguia andar com esforço, assim procurando algo que pudesse cortar as cordas. Após minutos lançando-se na porta, a mesma cede e é arrombada pela garota, que vai até a cozinha à procura de uma faca, cortando as cordas em seguida, que amarravam seus pulsos por trás do corpo. Após isso a mesma pensa em ir até a floresta, mas procura não errar novamente.

Anna: Hans deve ter encontrado o esconderijo dos lobos, com certeza. Ele é esperto demais...

A garota pegou todos os seus estudos sobre os lobos, a guerra, e demais coisas que possuía naquele momento, a fim de obter algumas informações necessárias.

Anna: Tá, esquece a “seduzente e formosa” mulher. Digamos que é só uma garota da minha idade ou alguns anos mais velha, com características como olhos cristal azul, cabelo claríssimo, pele rosada...

Anna dizia as características, sem nem ao menos ter alguma suspeita em mente. Estava pensando no rapaz, em como o Homem Lobo estaria agora. Mesmo sem respostas o suficiente, resolveu ir à floresta com Doug. O cachorro ficará em casa todo esse tempo, ele observou todos os acontecimentos e sabia exatamente onde Hans tinha ido.

Doug mostrava o caminho e Anna o seguia, até notar que estava mesmo indo em direção ao esconderijo, e que metade da vila também estava lá. Tochas acesas, espingardas carregadas e pessoas furiosas querendo pôr um fim à praga dos lobos, Anna estava horrorizada. A mesma lentamente recua uns passos, enfim lançando-se nos arbustos juntamente a Doug. Ela encontra, por entre as plantas, a garota que ajudará Hans a prendê-la. Anna surpreende-a, puxando-a pela capa azul que a cobria, e pressionando-a a uma árvore próxima.

Anna: Lembra de mim, ridícula? – Sussurra para a garota, que deixa a espingarda cair, ao ser empurrada até a árvore.

Elsa: V-você... Como conseguiu escapar?!

Anna: Não importa! Começa a falar.

Elsa: Falar do quê?

Anna: O que você fez para mudar a mente insana de Hans? Quem é mesmo você? E por que tá se escondendo aqui?

Elsa: Como você disse, Hans tem uma mente insana! Não precisei de muito para mudá-lo. Não interessa quem eu sou. E ei! Não estou me escondendo!

Anna: Hm... Não precisa ser uma “expert” no assunto pra saber que está se escondendo. Olhava preocupada para a caça ali ocorrendo, tem uma espingarda mas não faz nada com ela, e está usando uma capa, provavelmente pra não te verem.

Elsa: Mentira!

Anna: A mentirosa aqui é você, sua cachorra! – A garota puxa esta pela capa, estava muito furiosa. – Agora vai fazer com que Hans pare essa briga idiota!!

Elsa: Humf! Você não manda em mim, pirralha...

Anna: Anna! Meu nome é Anna!! Me respeite, vadia!

Após a resposta da garota, ambas ficaram em silêncio. Podia ser ouvido após algumas árvores afrente, o barulho de tiros, uivos e gritos. Anna fitava os olhos cristais da garota a sua frente, furiosa, apenas pensava no rapaz Lobo. A mesma retribuiu com um olhar surpreso, fitando os mesmos olhos cristais da menina, dona do capuz vermelho. Ah, como esta era familiar. Olhos azuis, pele corada e sardenta, cabelos ruivos, boca rosada. Tudo fazia sentido, estava tão obcecada por poder que mal notará cada detalhe. Após uma ligeira recaída, ela resolveu falar.

Elsa: Anna? ...

Enquanto isso, Hans usava a espingarda para dar coronhadas no Homem Lobo, ao qual já tinha muitas sequelas, porém resistia, defendendo-se. Hans já levará mordidas gravíssimas, mas não iria desistir facilmente do Lobo, seria uma honra receber tais cicatrizes. Mais de meia hora naquela luta sem fim, alguns dos pingos da chuva forte caiam sob a fronte e braços nitidamente sobre os rapazes, juntamente às gotas de sangue, que adquiriam uma coloração mais clara ao se misturar com a água. Hans é empurrado com brutalidade, e assim escorrega no lamaçal, caindo e torcendo um dos pés. Após a queda feia, o rapaz Lobo enfim o encontrou, preparando-se para atacá-lo, mas o mesmo tomou sua arma e atirou, atingindo o rapaz e fazendo-o cair, assim não reagiu por uns instantes.

Anna: Não! – A garota aparece logo em seguida, juntando-se ao homem Lobo, que tinha um ferimento grave próximo ao peitoral. Ela procura ver se o mesmo está bem, e pelo que parecia, tinha falecido à seus olhos. – Não... – Repetia. As lágrimas podiam ser vistas, porém misturavam-se com a chuva sob o rosto da menina.

Hans: Ótimo, mocinha. Foi bom você aparecer... – Levanta-se com um pouco de dificuldade, em seguida apontando a espingarda para a mesma. – Porque vai morrer junto a ele!

Quando estava pronto para atirar, a caçadora Elizabeth corre em direção à menina, ficando à frente dela e do rapaz Lobo.

Elsa: Você não vai ferir minha irmã! ...



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