História Break of Dawn - Capítulo 11


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Palavras 1.870
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - O fim de uma guerra, o início de outra.


Elsa: Você não vai ferir minha irmã! ...

Anna: Elsa...

Hans: Irmã?!

Hans abaixou a espingarda lentamente. Ele tinha um olhar confuso, em direção à garota de cabelos platinados. Elsa respirava com dificuldade, dava para notar seu coração acelerado e o direito que tomou para si de proteger sua irmã era visível em seu olhar. Não parecia a Elsa que conhecera, esta já era outra.

Hans: Ora, saia da frente! Esse caso não é com você!

Elsa: Eu não vou deixar que machuque Anna...

Hans: É uma pena... Terei que matar mulher tão linda. – O rapaz volta a mirar sua espingarda, desta vez na direção da menina.

Antes que dispare, os lobos aproximam-se do rapaz Lobo, vendo como o mesmo estava gravemente ferido e provavelmente morto, aos poucos eles ficam agitados. Hans repara como os lobos passaram a fitá-lo com ódio, rosnando e ouriçando os pelos. Ele volta a mirar sua espingarda, desta vez na direção dos lobos, que avançaram. O rapaz tinha gasto as balas durante a luta contra o Homem Lobo e alguns lobos que tentaram ajudá-lo. Irados, os animais correram atrás do mesmo, que lançou sua espingarda longe e tentou fugir. Após adentrar às matas, alguns gritos e uivos podiam ser ouvido. Anna e Elsa permaneciam fitando às matas pelo qual o rapaz adentrou, a menina do capuz vermelho parecia espantada, enquanto a outra apenas estava curiosa sobre o que ocorreu com o mesmo. Enquanto isso, Hans corria, em desespero, por entre as matas, sem nem ao menos conhecer a direção. Ele ouvia os uivos atrás do mesmo, mas preferiu não olhar. Seu medo era aparente, porém não quis demonstrar, suspirou fundo e correu, sem nem ao menos gritar ou clamar por socorro, preferiu o silêncio, o sigilo. A chuva constante e cada vez mais forte, juntamente à vegetação alta, atrapalharam a direção do rapaz, sem falar de um de seus pés quebrados, o que dificultou o mesmo a correr, e lhe causava uma dor incomodante. Após tropeçar, caiu no chão novamente em um lamaçal. Os lobos vieram logo em seguida, cercando o mesmo. Um deles, o maior de todos, aproximou e, vendo como o rapaz tinha a respiração acelerada e, apesar de ter um olhar destemido, o grande animal sabia que o mesmo estava com medo.

- Isso acaba aqui...

Disse o lobo, o que deixou o rapaz surpreso. Ficava a imaginar se era o único a ouvir aquilo, a ouvir os lobos, ou mais alguém podia fazer isso. Sua dúvida não pôde ser respondida, em um instante um grito de dor foi ouvido da floresta, vinha da mesma direção da mata ao qual o rapaz adentrou. Anna e Elsa ouviram atenciosamente. Tinha morrido o caçador? Era bem provável, mas Hans sempre tinha uma carta na manga.

Desta vez a atenção foi direcionada ao rapaz Lobo, já aparentando estar falecido. Anna abraçava-o, dava-lhe diversas vezes beijos de esquimó, e chamava-o, acreditando que estava vivo, ou ao menos queria acreditar. As lágrimas da menina caiam sob o rosto do rapaz, desacordado, enquanto Elsa permanecia ao lado da irmã, para dar-lhe todo o apoio possível.

Elsa: Isso não teria acontecido, Anna, se eu tivesse evitado. Foi tudo minha culpa...

Anna: Deixe... Já aconteceu. – Dizia, em meio a lágrimas. –

A chuva parecia mais forte, enquanto os lobos que sairam atrás do rapaz, voltaram. Todos os lobos, grandes e pequenos, rodearam a menina que estava abraçada ao rapaz. Elsa afastou-se, contemplando o que ajudará a criar. Ela nunca se perdoaria, ao ver sua irmã chorando.

Anna: Você faz parte de minha família agora... – Ela aproxima os lábios aos do mesmo, iniciando um beijo suave. Ela sabia que o rapaz não iria retribuir, mas sentia-se bem em fazê-lo.

- Fêmea... – Suspirou, em seguida chamou pela mesma. A voz do rapaz era fraca e saía em baixo tom, mas ainda sim soava como anteriormente, da forma que a mesma gostava.

Anna: V-você tá bem? ...

- Fêmea, ele já se foi?

Anna: Hans? Sim... Por quê?

- Eu estou bem, não se preocupe. Você está? E como estão os outros?

Anna: Tá todo mundo bem, bobo. – A menina sorri, vendo como o mesmo não tinha morrido. Estava chorando de felicidade, porém as lágrimas se misturavam à chuva, o que ocultava.

- Ele me feriu. Já sofri dores maiores.

Anna: Deixa eu ver isso... – Anna analisa o ferimento do rapaz, deixando que a chuva limpe-o, removendo o sangue exagerado. – Não tem bala nenhuma em você, parece mais um corte. Acho que só pegou de raspão.

- Isso é bom...

Anna: Sim! – A menina avança em direção ao mesmo, depositando diversos beijos no rosto do rapaz, enquanto entrelaça os braços por entre o pescoço dele. Todos estavam felizes.

- Anna, e agora?

A menina olhou surpresa para o rapaz. Teria sido praticamente a primeira vez que ele a chamara pelo nome.

Anna: Como a mais nova responsável pelos caçadores locais, eu declaro fim à guerra contra os lobos! Bem... Após resolver umas coisinhas lá no local de trabalho do antigo responsável, antes.

Típico de um final feliz, finalmente as antigas rixas foram resolvidas, os pecados perdoados e apagados. Por incrível que pareça, lobos agora conviviam com humanos, e os caçadores passaram a outra profissão na vila, eles agora estudavam e preservavam o habitat e a espécie dos lobos. Anna voltou a seus afazeres normais, e após uma reforma em sua antiga casa, e um trato em Doug com tudo que ele tem direito, ela sentia-se bem enfim, o que não sentia com Hans. Após retornar à vila, ela encontra o rapaz lobo, ele aparentava estar diferente, muito diferente. Usara roupas completas, parecia civilizado.

Anna: Uau, bela mudança!

- Obrigado, Anna. Eu me sinto melhor... Gosto muito dos lobos, mas... Meu lugar é aqui.

Anna: Podemos visitá-los quando quiser, e se quiser pode vir morar comigo. Sabe... Me sinto solitária, hehe.

- Haha, claro.

Anna: Sabe... Fica mais bonito assim. Gostei do seu corte de cabelo, hehe. E dos seus olhos, eles são lindos.

- Muito obrigado... Eu nunca me importei com isso.

Anna: São tão lindos... Me lembra chocolate. Vamos comer?

- Chocolate?

Anna: É... Nunca comeu chocolate?

- Na verdade não.

Anna: Céus, emergência de chocolate! Vem, veeeeem...

Anna puxa o rapaz até uma loja local, para comprar uma barra para o mesmo experimentá-la. Tudo parecia tão bem, mas havia coisas que ela precisava resolver. De manhã, os antigos caçadores voltaram às matas para procurar o corpo do rapaz. Porém este não fora encontrado. Nem rastros, nem vestígios, roupas ou até a própria espingarda. Ele sumiu. A notícia foi dada a Anna à tarde, que procurou tomar cuidado por onde andara pela floresta, Hans podia estar vivo.

O rapaz Lobo agora convivia com as demais pessoas pela vila. Ele estava experimentando uma vida como humano, como deveria ser, mas não se esquecera dos lobos, os visitava toda vez que podia. Foi-lhe revelado o nome de Kristoff, pelos lobos. Enfim o rapaz sentia-se completo. Agora o mesmo morava com Anna, ele tinha ajudado-a a reformar a casa e agora ambos se ajudavam nos afazeres. Ambos agora eram um casal, porém de namorados. Anna desta vez não tinha pressa em casar.

Elsa resolveu contar-lhes toda a história. O nome falso que usara, Elizabeth, era uma variante de seu nome original. Ela fez isso para passar despercebido pelos lobos, mas ainda sim usar como uma pista para poder reencontrar sua irmã de alguma forma. Ela era a tal menina, ela comandava os lobos por diversão, não levava como algo sério, pela idade. Estava a fim de reencontrar seus pais, e quando encontrou, os mesmos resolveram fazer vingança, e assim a guerra surgiu.

A família das irmãs foi morta pelos lobos. A mãe delas, a única que sobreviveu, levou Anna para que ficasse com o líder dos caçadores locais. Ele prometeu acabar com aquelas feras e proteger a menina. Hans tinha 8 anos na época, e era filho do caçador. Elsa tinha 6, e Anna 3. Após isso, a mãe das meninas morreu vitima de um lobo. Elsa fugiu e viveu nas ruas até consertar sua vida aos poucos.

Anna confirmou algumas palavras da irmã e disse que realmente conviveu com Hans desde sua infância. Ambos conviviam como irmãos, até que, quando a menina completou 15 anos, ela foi dada como esposa para o rapaz, que tinha 20 anos na época.

Anna: Mas e o conto? E a lenda do lobo e a menina?

Elsa: Não entende, Anna? ... A lenda foi um acontecimento do futuro. Contei aquela história para os lobos, na inocência, antes de fugir à procura de meus pais. Porém... Agora vejo. A menina era você. E o lobo... Ele.

Anna: M-mas não aconteceu comigo tudo o que houve na história!

Elsa: Eu era criança... Histórias são como boatos, se espalham, reais ou não.

Anna: E qual o simbolismo da capa vermelha e a azul?

Elsa: Dizem ser a menina adentrando a fase adulta. Foi você, Anna. Eu fui a criança aqui, querendo por fogo a essa guerra, enquanto você foi madura em pará-la.

Anna: É uma história muito complexa, mas enfim entendi. Mesmo depois de tudo o que houve, ainda me sinto mal por Hans. Ele pode ter sido cruel, mas... Mas ele não merecia tanto, não é?

Elsa: Por que diz isso?

Anna: Convivi com ele desde minha infância. Ele era uma boa pessoa e um irmão pra mim. Eu só me senti infeliz ao seu lado após ficar contra a guerra aos lobos. É estranho...

Elsa: Guarde esse sentimento para si, Anna. Ele está lá fora, ninguém sabe se morreu, ele pode voltar... E não voltará como uma boa pessoa.

Elsa poderia estar certa. Hans era um rapaz muito bem conhecido, porém agora tinha sumido sem deixar rastros. Ele nunca mais voltou. Enquanto isso Anna viveu a vida que sempre quis, ao lado de pessoas que realmente a amam. Ela recebeu a boa notícia de que estava grávida e estava muito ansiosa. O que ela não sabia era que Hans era o pai.

Após todo esse acontecimento, o local ficou bastante conhecido e foi muito bem visitado. Os anos se passaram e a vila se tornou uma cidade fantasma, os poucos habitantes abandonaram para tentar vida nova na cidade grande, e os que ficaram, morreram lá. Ainda podiam ser vistos os corpos dentro das casas desabitadas e arrombadas. Ladrões eram os únicos que visitavam, para assaltar alguns objetos de valor que ficaram.

À noite, Anna, já com seus dois filhos pequenos, de idades entre seis e oito anos, estava em sua casa. Acostumou-se com a vida na cidade, pois a vila já estava em péssimas condições para morar. Escrevia coisas em seu diário, quando passou por sua mente o rapaz e todo o acontecimento naquele vilarejo, agora abandonado.

Anna: E se ele resolver voltar?

Disse em voz alta. Seu marido, o antigo Homem Lobo, observava a paisagem da janela, quando ouviu a voz da amada. Notara como ela teve uma recaída em lembranças, e imaginou que fosse sobre seu passado.

- Esqueça isso, Anna. Ele morreu... Não tem com que se preocupar.

Anna: Ele vai voltar, e pior que antes, tenho certeza. O que não faz um magoado, coração magoado? ...



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