História Break of Dawn - Capítulo 3


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - A Guerra não Acabará


Fanfic / Fanfiction Break of Dawn - Capítulo 3 - A Guerra não Acabará

Hans: Olá, Anna...

Hans estava sentado em uma poltrona. As luzes estavam apagadas, apenas com algumas poucas velas em alguns cômodos da sala principal. A casa não era muito grande, por ficar no meio da floresta. Era mais ou menos três da madrugada, Anna chegara com Doug, ambos tinham saído à tarde, coincidentemente às três da tarde.

Anna: Oi... – Fala em um tom baixo, fechando a porta lentamente.

Hans: O que faz pela floresta tão tarde? – Ele se levanta da poltrona e caminha em direção a Anna.

Anna: Bem... Eu tive uns problemas. Eu me perdi... E... – Anna começava a gaguejar e ficar sem palavras.

Hans: Hm... Foi só isso mesmo? Eu disse para ficar por perto...

Anna: Hans, está estranho! – Ela recuava alguns passos, com um olhar confuso.

Hans: Porque me desobedeceu, Anna?

Anna: Como assim?! – Ela se fazia de desentendida. –

Hans: Eu não sei pra onde foi, mas me desobedeceu. Eu poderia ter te perdido!

Anna: Não iria me perder, eu estou bem! Olha, estou bem! Eu só errei a trilha e me perdi na floresta, mas Doug encontrou o caminho...

Hans: Eu fiquei preocupado. Não quero que algo de ruim aconteça com você... – Ele acaricia o rosto da garota.

Anna: Não se preocupa...

Hans: Vá dormir... Teve um dia longo hoje. – Fala em um tom calmo, com um sorriso forçado.

Anna vai para a cama, muito exausta, ela resolve não trocar-se, com preguiça. Seu vestido e capuz estavam um pouco manchados de terra. A garota se jogou na enorme cama de casal e descansou. Hans chegou logo em seguida, deitou-se ao lado dela e removeu seu capuz. Ele viu que estava manchado, mas resolveu perguntar para ela quando acordasse.

A garota não conseguia dormir depois de ter conversado com o que chamam de Monstro, ou Fera, mas estava muito cansada. Doug dormiu no tapete da sala. Hans estava no quarto com Anna, ele ficava a observá-la descansar, acariciando seu rosto e cabelo lentamente, enquanto se aproximava e lhe dava leves beijos pelo pescoço, fazendo-a arrepiar-se.

Hans desfez de leve suas tranças e acariciou seu cabelo, enquanto beijava seu pescoço, Anna estava tão cansada que não fez nada, apenas fingiu dormir. Ele a abraçou por trás e acariciava sua barriga enquanto beijava sua nuca.

Ambos ficaram conversando e partilhando carícias, até o tempo passar e dormirem gradativamente. A madrugada passou rápido, logo a luz do sol iluminou o quarto, clareando os rostos do casal. Hans acordou sem dificuldades, Anna cobriu o rosto e ignorou a luz. Ele riu discretamente da situação e começou a beijar a garota pelo pescoço, dando-lhe arrepios.

Anna: Acordei! Acordei! – Ela ri. – Já pode parar... Bom dia.

Hans: Bom dia, meu anjo. Dormiu bem?

Anna: Melhor impossível!

Hans: Se apronte! Estarei lhe esperando na cozinha.

Anna: Tudo bem.

Ela toma um banho e se veste, enquanto vai a cozinha tomar seu café da manhã. Anna senta-se ao lado de Hans, na mesa.

Anna: Hans... Vai voltar a caçar o tal lobo?

Hans: Não posso descansar enquanto aquela coisa estiver lá fora. – Ele toma um pouco do café.

Anna: Você fez? – Ela toma um pouco.

Hans: Sim, e espero que goste! – Ele sorri e toma mais um gole.

Anna: Sim... – Ela sorri e toma mais um gole do café saboroso. Um silêncio tomou conta da sala. – Hans... Como começou essa guerra?

Hans: Que guerra?

Anna: Com os lobos... Desde que as pessoas moraram por aqui, que eles atacavam?

Hans: Bem... Eu creio que não... Meu pai me contou algo que acho que lhe importa, já que está tão interessada no assunto.

Anna encostou sua cadeira mais próxima a Hans e voltou toda a atenção a ele.

Hans: Quando eu era pequeno, como deve saber, meu pai era o caçador mais admirado por essa floresta. Ele era conhecido por todos, porque todos admiravam sua coragem. Ele era fascinado por lobos e sempre capturava um maior, e mais forte, ele conseguiu capturar o Alfa! Ah, meu objetivo é um dia ter a cabeça do Alfa!

Anna: Ele capturou o Alfa?

Hans: Bem... Ele não conseguiu a pele, mas eu vi! Ele capturou o Alfa, eu tenho o dente do animal ainda, meu pai me deu. Mas a pele... Não sei o que houve.

Anna: Hm... – Ela pensará na capa do homem lobo. – Sumiu?

Hans: Eu era criança... Não sei o que houve.

Anna: Oh... Bem, antes do seu pai, como era esse lugar?

Hans: Meu pai disse que era como qualquer outra floresta... E ainda continua. Não é muito civilizada...

Anna: Eu vi uma vila enquanto estava na floresta ontem! Você sabia da vila?

Hans: Sim, Anna. Conheço todos esses lugares... E protejo essas pessoas da ameaça dessas maldições aí fora.

Anna: Fala dos lobos? Porque tanto ódio?

Hans: Eles mataram muitos de nós, Anna!

Anna: E vocês mataram muitos deles, será que não pode simplesmente parar essa guerra?!

Hans: Não é questão de “parar guerra”, Anna! – Ele aumenta o tom de voz, levantando-se. – Aquelas criaturas precisam ser controladas!

Anna: Mas esse lugar era deles antes, nós que os aborrecemos!

Hans: Como sabe de tudo isso?! Com quem esteve ontem?!

Anna fica um momento em silêncio, ela não podia falar sobre o rapaz meio lobo, Hans o mataria.

Anna: Não estive com ninguém! Só acho que deveríamos pensar em algo pacífico.

Hans: Que tipo de algo pacífico?! São animais! Eles seguem o extinto!

Anna: Se eu souber de uma forma para acabar com isso sem brutalidade, você toparia?

Hans: Hm... Não estou seguro disso...

Anna: Eu consigo! Confia em mim!

Hans: Anna, eu não quero que tente algum contato com aqueles lobos!

Anna: Não vou tentar! Eu prometo...

Hans parou pensativo. Ele não fazia ideia do que Anna tinha em mente. Mostrou confiar nela, porém ainda não cria.

Hans: Ah, Anna, antes que eu me esqueça. Suas vestes ontem estavam manchadas de terra... Onde esteve?

Anna: Eu... Você sabia que no centro da floresta há um cemitério?

Hans: Um cemitério?

Anna: Acho que é clandestino. Era muito desorganizado, argh!

Hans: Aquilo era terra de cemitério? Onde fica?

Anna: Vem! – Ambos partiram.

O casal foi de manhã para o local, levaram consigo Doug e Anna seu capuz. O lugar estava como antes, desenterrado e muito bagunçado. Um cheiro podre estava vindo do local e ambos imaginaram serem os corpos.

Hans: Mas o que é isso?... – Questionou a si próprio.

Anna: Você sabe quem fez isso?

Hans: Não é um cemitério clandestino! É um cemitério abandonado! Meu pai foi enterrado aqui.

Anna: Seu pai?

Hans: Provavelmente aqueles lobos nojentos fizeram isso! Eles violaram este lugar!

Anna: Ei, ei, calma... – Ela pôs as duas mãos nos ombros do caçador. – Eles não tiveram culpa...

Hans: Anna, é definitivo! Não vou deixar essas pragas destruírem as coisas dessa forma!

Anna: Hans!

Hans: “Hans” coisa alguma! Não tente interferir nisso!

Anna: O quê?

Hans: Se tentar interferir, eu terei que impedir, entendeu? Não quero que tente algo com aqueles lobos! Isso é trabalho meu!

Anna: Hans, se mexer com eles, vai ser pior!

Hans: Se interferir, eu terei que te prender em casa, Anna! Ouviu?!

Anna ficou em silêncio, olhando-o com revolta em seu coração, ela saiu daquele local sem falar nada. Enquanto isso, Hans ficou com Doug para explorar aquela parte da floresta.

Anna correu para a direção de sua casa, quando resolveu mudar de rumo, indo na direção exata de onde tinha conhecido o tal homem meio lobo.

Anna: Preciso falar com você... Preciso, por favor! Por favor... – Ela repetia na tentativa de chamar seu quase amigo. – Apareça, por favor... Sou eu, preciso falar com você...

Alguns arbustos começam a movimentarem e o vento fica mais forte. Anna espera ser o tal homem e aguarda-o em silêncio. Em seguida aparece uma criatura alta nas sombras, ao aproximar-se, era mesmo o rapaz.

- Chamou por mim?...

Anna: Por favor... Precisamos combater isso juntos!

- O que aconteceu com seu macho alfa?

Anna: O quê? Hans? Precisamos juntar os lobos e os humanos novamente!

- Não tem como. Mas que fêmea insistente você é!

Anna: Meu nome é Anna! Não sou nenhuma fêmea!

- Nome estranho para uma fêmea...

Anna: Eu preciso juntá-los novamente, não há como vocês se entenderem?

- Porque a preocupação?

Anna: Porque eu me preocupo, ora! Hans é meu marido e você... Você é especial...

- Sou?

Anna: Claro! E essa guerra é inútil!

- Você só vem se importar agora... E não sabe toda a história...

Anna: Como não?! Você me contou ontem!

- Nós queremos o controle da floresta de volta... E a nossa vingança também. Mas nós também erramos no passado...

Anna: Não, não erraram. Nós erramos em querer feri-los! A culpa é nossa!

- Você já ouviu falar do conto... Chapeuzinho Vermelho?



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