História Break of Dawn - Capítulo 6


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Palavras 1.123
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - A Menina da Capa Azul


Anna: Ah, onde você está, rapaz?

A garota murmurava, procurando por arbustos e em cada canto da floresta. Estava escuro, Doug tinha ficado, e nem ao menos a cesta a ela levou. Estava perdida e sozinha, caminhou por mais um tempo, apenas sendo guiada pela Lua chamativa e brilhante. Anna sabia que a Lua a levaria ao tal lobo.

Após algum tempo caminhando pela floresta escura, a garota resolve desistir e dar meia volta, quando se depara com um grupo de lobos reunidos próximo ao mesmo local ao qual teria conhecido o rapaz. A curiosa menina resolve esconder-se pelos arbustos, apenas a observar aquela família aparentemente feliz, até que o rapaz nota a movimentação estranha pela plantação, e pela capa brilhante vermelha chamativa, ele não podia negar, ela veio enfim.

Ele deu alguns passos curvados, saindo sigilosamente da "reunião de família" para ir ao encontro da moça.

- Enfim, veio...

Anna: Ufa! Pensei que eu nunca o encontraria.

- E então, fêmea. Como vão as...

Anna: Pesquisas? Ah, vão ótimas. Mas não vim falar sobre elas...

- Mas você só fala comigo sobre e...

Anna: Eu sei! Eu sei... Mas não desta vez.

- Hum... E o que veio falar comigo?

Anna: Depois de tudo o que passamos, nós somos... Sabe... Amigos?

- O que é amigo?

Anna: Ah, você sabe... Aquele ao qual você... Confia segredos, conversa, ajuda, se diverte, amigo! Tipo, meio o que somos agora, né? Você me confiou todas essas coisas, e eu confio em você também.

- Hum... Eu acho... Que somos amigos.

Anna: Fico feliz. - A garota exibia um sorriso orgulhoso. -

- O que veio fazer aqui, fêmea?

Anna: Anna... É Anna. E qual seu nome?

- Já disse que não sei, não lembro. Por que se importa tanto?

Anna: Nunca perguntou para sua... Sua família? Você é um mistério, não seria interessante saber mais sobre si mesmo?

- Talvez, fêmea... Não me importo com essas coisas.

Anna: M-mas, mas então como posso te chamar?

- Do que quiser... Agora vamos. - O rapaz segura a mão da garota e a guia para certo ponto da floresta. -

Anna: Pra onde vamos?

- Quero te mostrar uma coisa.

A garota permaneceu em silêncio, apenas sendo conduzida pelo Lobo ao tal local misterioso. Após adentrarem muitas matas, enfim, chegam ao local. Tratava-se apenas do esconderijo dos lobos, um local lindo à noite, principalmente. Lá havia uma alcateia inteira, uma Lua esplendorosa, um lugar de paz e, olhando agora, os lobos não pareciam violentos ou selvagens. Anna apenas ficava a admirar aquele local. Seus olhos aumentaram e as íris ganharam uma coloração mais brilhante, ela estava encantada.

- O que acha, fêmea? - Podia ser visto um sorriso no rosto do rapaz. -

Anna: É... Lindo. É muito lindo. Onde estamos?

- É aqui que passamos nosso tempo.

Anna: Oh... B-bem. Vocês se escondem aqui?

- Nós não nos escondemos. Nunca nos esconderemos da guerra. Este lugar é para os mais indefesos, velhos, fêmeas e filhotes. Os lobos que guerreiam às vezes vêm visitá-los e descansar, e apenas isso.

Anna: M-me confiou esse lugar?

- Claro... É isso que fazem os amigos... Não fazem?

Anna: C-claro. Obrigada por confiar em mim.

- Não foi nada, fêmea.

Anna: Mas claro que foi! Esse lugar é o coração da floresta, ninguém conseguiu chegar aqui a não ser vocês!

- Fêmea... – O rapaz passava a admirá-la sobre a luz da Lua, apenas assimilando os detalhes da mesma. Parecia um dia já ter conhecido-a antes. – Houve alguém que conseguiu...

Anna: Houve? Faz muito tempo?

- Eu era um filhote ainda... Lembro-me de uma fêmea mais jovem, nova.

Anna: Uma menina?

- Acho que sim. Ela tinha alguns traços seus, ela era idêntica a você. Porém menor e... Os cabelos eram mais claros. A pele dela brilhava na Lua, e os olhos cintilavam azuis.

Anna: Como ela encontrou esse lugar?

- Os anciões dizem que ela era filha da Lua, espírito do Inverno e dama da água. Ela nos guiou e comandou por muito tempo, até que de repente... Ela desapareceu. Eu nunca soube o porquê...

Anna: E o que houve depois?

- Os humanos nos descobriram e atacaram. Os lobos acusam aquela fêmea de traição, pois após o desaparecimento dela, os humanos descobriram este local. Muitos de nós fomos mortos, e depois desse ocorrido, conheci a história da fêmea de capuz vermelho e do lobo, que se espalhou pela alcateia toda.

Anna: Então a vingança do lobo foi pela traição da menina! E a menina é a primeira Chapeuzinho Vermelho!

- Ela nunca usou capuz vermelho. Seu capuz era azul...

Anna: É? Mas então... Porque será que...

- Dizem que há um significado no capuz vermelho. Mas não sei qual. Descubra, fêmea.

Anna: Ai meu Deus... Mais rolo. – A garota parecia cansada em tentar desvendar toda essa história confusa, mas estava feliz em ter descoberto a menina do capuz. –

- Eu confio em você, fêmea. Desvende... Precisamos da resposta.

Anna: Certo... Tudo bem. Eu irei...

Anna partiu pelo amanhecer. Antes dos raios tocarem o teto de sua casa, a mesma estava pronta para fingir que teve uma boa noite de sono, porém não conseguia aquietar-se, tendo em pensamentos tudo o que descobriu durante aquele tempo com aquele rapaz. A menina remove o capuz e deita-se ao lado de seu marido, semelhante à forma como estava na noite passada, antes de deixá-lo para ir ao encontro do Lobo. Ao reconfortar-se, os raios atingem o casal, mas a mesma permanece em silêncio, enquanto o maior se acorda e apronta-se para mais um dia de caça ao Lobo. Ela permanece de costas para o mesmo, fingindo dormir, até que sente o rapaz se retirando do local e se levanta. Ela toma um banho e veste-se, indo encontrar-se com ele na cozinha, mas o mesmo já tinha partido, saíra mais cedo. Anna resolveu dar um tempo a toda essa tensão, e ficou cuidando da casa, enquanto o caçador ia encontrar-se com outros interessados.

Hans: Quantos compareceram hoje? – Diz o caçador para seu companheiro de trabalho. –

- Os de sempre. Estamos domando essas feras nojentas, porém ainda não encontramos a fera misteriosa.

Hans: É um humano... Um selvagem.

- Precisaremos de reforços. Ele é uma ameaça para a vila!

Hans: Ciente de que não há mais nenhum caçador local para manter contato?

- Bem... Acredito que há. Ela mora próximo à Montanha do Norte.

Hans: Ela? Não, não, não quero mulher fazendo trabalho de homem.

- É nossa única opção. Caso mude de ideia, a ficha dela é essa. Ela tem experiência com lobos e não há reclamações sobre a mesma. Precisa decidir-se.

Hans: Certo, certo. Qual o nome dela?

- Elizabeth. Mais conhecida por Elsa.



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