História Break of Dawn - Capítulo 7


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Palavras 1.394
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Elizabeth


- Elizabeth. Mais conhecida por Elsa.

Hans: Confirma que ela é profissional?

- Sim, senhor... Sua ficha diz assim.

Hans suspira pesadamente antes de dizer um provável “certo” que saiu baixo e hesitante de sua boca. O rapaz nunca trabalhará com uma mulher e não mancharia sua reputação com isso, porém era a única saída que ele tinha de abater a fera.

E assim foi. A moça, já confiante de que seria aceita, recebeu a carta e foi imediatamente à vila manter contato com os caçadores locais. Após umas poucas horas de viajem, enfim ela chega à vila e é muito bem recebida pelos moradores. A moça fica a admirar a paisagem natural, pouco urbana, e como parecia ser uma vila pacata. Ao entrevistar os moradores, os mesmos diziam ser uma vila bastante atormentada por lobos e feras piores, ainda desconhecidas, o que interessou bastante a ela. Após caminhar mais um pouco, ela enfim repousa em um dos dormitórios oferecidos pelos caçadores locais, em seu ambiente de trabalho e lazer, e assim pode conhecer o líder deles.

Hans: É a senhorita Elizabeth?

Elsa: Não, senhorita não. Estou aqui profissionalmente, pode me chamar de senhorita lá fora, rapaz.

Aquela resposta fez o rapaz engolir as palavras. Ele nunca teria sido desafiado assim por uma mulher, e ainda mais, naquele local ele tinha a palavra inicial, ele merecia respeito. Hans suspirou pesadamente e falou.

Hans: Meu nome é Hans. Eu sou o líder desse grupo...

Elsa: Hm... Lidera mal. Vamos precisar refazer tudo isso.

Hans: Lidero mal?! Moça...

Elsa: É Elsa. Não há necessidade de agrados. Pode me chamar de Elsa.

Hans: Não pode falar de meu grupo, chegou agora e não tem experiência alguma por esses arredores!

Elsa: Pegarei o jeito logo... Basta esperar.

Hans: Todas as duplas já estão formadas. Você não tem par, então me mostre sua experiência se sair daquela floresta viva.

Elsa: Ei, mas e você?

Hans: Irei sozinho. Sempre vou sozinho...

Elsa: Não terá problema nenhum se uma “parceira” te acompanhar, não é? – A garota dá um soco de leve no braço do rapaz.

Hans: Humf! Sempre vou sozinho, se quiser provar algo aqui, vá sozinha também!

- Senhor... – Um dos caçadores se aproxima. – Eu peço desculpas, mas acho que o senhor deveria levá-la. Ela é experiente e novata por essas terras. Ela veio nos ajudar e seria justo ela ir com um par, como os demais.

Elsa: Pense antes de tomar uma decisão, senhor Hans. – Leva as mãos à cintura, fitando-o com malícia. – O rapaz aí tem razão... Já gostei dele.

- Obrigado, senhorita... – O rapaz sorri e gentilmente se retira. –

Elsa: Não há de quê, senhor... – Sorri igualmente, voltando à atenção a Hans, que permanecia confuso e semiboquiaberto ao ver que a garota mal tinha reagido àquele “senhorita” que rejeitará do mesmo.

Hans: Mulher, respeite-me em meu local de trabalho... – Falava com uma voz intimidadora, mas que não aparentava fazer efeito na garota.

Elsa: Digo-te uma coisa. – Ela agarra-o pelo colarinho, colando seus narizes. Estava tão próxima que podia sentir sua respiração queimar sobre a respiração dele. – Acha que não conheço homens da tua laia? Com seus comentários machistas e ignorantes, e seus orgulhos exibido em suas faces? Pois digo-te mais... – A mesma nota que os demais caçadores tinham saído do local e por fim, lançou sem violência o rapaz por sobre uma poltrona próxima, fazendo-o sentar-se desconfortavelmente. – Já calei a boca de muitos homens assim... – Por fim, vai embora do local, deixando o rapaz confuso em pensamentos. –

Hans: Garotinha mais convencida... – Pensava consigo.

Do outro lado da floresta, Anna estava em casa, mas nem ao menos alguma comida tinha preparado. A mesma estava em suas pesquisas, no quarto, a fim de procurar mais sobre a misteriosa garotinha. Doug aparecia logo em seguida.

Anna: Ah, oi, Doug! Pensei que tinha ido com Hans... Enfim, estou fazendo umas pesquisas sobre essa guerra entre lobos e humanos.

Doug fazia uma expressão de “ainda nisso?” para a garota, mas a mesma não se importou, voltando a por a cara nos livros.

- E então, pensou em alguma coisa? – O tal homem lobo aparecerá na janela do quarto da garota, que quase gritava, mas notou se tratar do rapaz rapidamente. Ela respirou fundo e falou. –

Anna: Como soube que essa era minha casa?!

- Não é só você que vem a mim, fêmea... – Ele adentra a casa da garota. –

Anna: Espertinho... E então, o que veio fazer aqui? – Permanecia com vários livros a sua volta, sentada no chão do quarto.

- Vim saber como andam você e suas pe... pesq...

Anna: Pesquisas. Ah, estão ótimas.

- Mesmo? Então, me diz o que achou mais.

Anna: Não estão ótimas, estão péssimas, horríveis! – Anna parecia ter surtado por alguns segundos, em um instante recobrando a razão. Quase acertará o rapaz com um livro na cabeça, pois o mesmo jogava toda essa pressão para cima dela, sem ajudá-la em nada.

- Me desculpe...

Anna: Não, tudo bem... Eu só não estou saindo do lugar porque toda essa história é confusa! – A menina lança um dos livros na parede, ardendo em raiva.

- Ei! Calma, fêmea... Não é necessária a pressa, por enquanto ainda não houve uma guerra. Se preocupe quando os humanos estiverem clamando por sangue.

Anna: Sangue? Não somos esses monstros que... Espera... Sangue?

- É... Por quê?

Anna: Sangue... Vermelho... – Anna aproximava-se do livro que, sem vontade, teria jogado na parede. “Teoria e significado das cores”, estava escrito como título. – Mas é claro! O significado de vermelho!

- É uma cor bem chamativa...

Anna: É vibrante, é quente, é agressiva, é sensual! – Anna pega o livro e começa a folhear as páginas. – Está associada também a sexualidade, e aqui diz que é a passagem da garota para a fase adulta.

- Essa última frase não faz muito sentido...

Anna: Você não entende? Vermelho é geralmente usado por mulheres, por mulheres adultas, crescidas, maduras! É uma cor que seduz!

- E o que isso tem haver?

Anna: A garota não usava capuz vermelho... Ela usava capuz azul! Azul é uma cor mais calma, mais ingênua. – Anna caminhará de um lado para outro no quarto. – Então essa menina pode estar viva, porém agora já uma adulta. E essa adulta é uma mulher formosa e tem o poder de seduzir.

- De onde tirou tudo isso? Se a história estiver certa, ela está morta!

Anna: Ah, mas você disse que ela podia ter sobrevivido! Escapado! Ninguém disse que ela teria morrido oficialmente...

- Tem razão... Nunca encontraram o corpo dela.

Anna: Bom, agora já temos uma noção básica de como seria essa garota hoje em dia.

- E o que isso tem? Ela não ajudaria em muita coisa...

Anna: É aí que você se engana! Ela foi o estopim de toda essa guerra. Ela pode convencer ambos os lados a não brigar mais!

- Boa ideia, fêmea... Hm, e agora o que faremos?

Anna: Vamos descansar, isso está me deixando com fios brancos. – Anna joga o livro no chão e lança-se na cama. O rapaz fica apenas a observá-la.

- Então tudo bem... Volto mais tarde.

Anna: Ah, não tem pressa. Pode ficar aqui. – Ela leva as mãos atrás da cabeça e relaxa por sobre o travesseiro.

- Obrigado. Muito mesmo... – O rapaz descansa sobre o chão, como um lobo faria. Seus hábitos eram bem visíveis. –

Enquanto as coisas corriam bem para Anna, para Hans já não era assim. Com o grupo preparado, e as duplas já formadas, os caçadores iriam por em prática mais uma noite pela floresta. A noite aproxima-se e as espingardas já estão carregadas.

Hans: Certo, agiremos assim...

Elsa: Não há necessidade de ver isso agora. Apenas se espalhem por toda a floresta. Ponto a menos para quem se encontrar com outro grupo! E apenas foquem no lobo Alfa, não há necessidade dos menores. Ah, sejam vocês. – Ela prepara a espingarda e é a primeira a sair.

Hans: Convencida... – Diz em pensamentos, seguindo a mulher. – Nunca mais me envergonhe daquele jeito na frente de meus homens, ouviu?

Elsa: Hm... Eles precisam de um líder melhor. Agora fica em silêncio, vamos adentrar as matas...

Hans: Deixe-me ir à frente, não sabe nada dessas redondezas!

Elsa: Ei! – Ela para de caminhar, fazendo o rapaz esbarrar em suas costas. – Eu posso ser novata por essas bandas... Mas a Chapeuzinho conhece o esconderijo do Lobo Mau.



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