História Break of Dawn - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Palavras 2.011
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - A Decisão


Hans: Anna?...

Anna: Oh... Oi.

Hans: Por que está tão agasalhada?

Anna: Está uma manhã bem fria! - Anna tenta disfarçar. - E você? Como foi com os lobos?

Hans: Nem me pergunte... Péssimo!

Anna suspirava aliviada, ela esperava poder terminar suas pesquisas antes que Hans cometesse uma matança.

Anna: Sinto muito... O importante é que você está bem, nenhum lobo te feriu.

Hans: Lobo? Nem chegamos a ver algum lobo!...

Aquele "chegamos" soou estranho para Anna. Doug tinha ficado em casa durante todo esse tempo, e ela já o visitou no trabalho, Hans não tem um par para caçar.

Anna: "Chegamos"? - Encara-o, curiosa. -

Hans: Oh, Anna. Há uma caçadora nova lá, chama-se Elizabeth.

Anna: Aaah... - Sorri, finalmente entendendo. Anna não tinha ciúmes de outras mulheres trabalhando com o rapaz, pelo menos não mais. -

Hans: Ela veio da Montanha do Norte. Pouco sei sobre a garota. Quer ir lá conhecê-la?

Anna: Um dia desses vou lá, não hoje... Acho. Mas, você disse que ela veio da Montanha do Norte? É um lugar bem frio, não?

Hans: Não sei... Possivelmente. A Lua Cheia vista por lá é impressionante! Um dia te levarei pra ver.

Anna: Claro, Hans. Será divertido!

Hans: Ei, Anna. Preciso que faça uma coisa pra mim. Vá à vila e traga um pouco de leite, o dinheiro que levei precisei usar.

Anna: Ahm... Precisa disso agora?

Hans: Por favor, amor...

Anna: Tá, tá, tudo bem... – Anna deixa-se levar e pega sua cesta junto com o dinheiro, caminhando em direção à porta e indo até a vila.

Hans fica em casa e coloca sua espingarda descarregada em um lugar apropriado, preso à parede. Em seguida o rapaz resolve ir tomar um banho. Ao chegar ao banheiro, nota algumas gotas de sangue sob o piso e permanece observando onde elas iriam parar. Terminavam próximo ao balde com água, encostado em um canto do local, e começavam no quarto separado da garota. Anna tinha um quarto só pra si antes de casar com Hans, e permaneceu assim depois que casou com ele. Ela constantemente o impedia de entrar de forma que o rapaz raras vezes conseguia convencê-la ao contrário, apenas ora quando estava distraída e nem notará, ora quando saia para um passeio pelo bosque. Hans resolveu entrar e descobrir o motivo daquelas gotas de sangue.

Ao adentrar o quarto, notara lençóis desarrumados por sobre a cama, com algumas poucas manchas de sangue por sobre eles, as roupas da garota jogadas ao chão e algumas rasgadas, além de centenas de livros espalhados no chão, todos relacionados ao famoso conto dos Grimm. Hans se impressionou com a bagunça e principalmente com as marcas rasgadas e gotas de sangue. Ele notara algumas manchas de terra sobre a barra da janela, como se alguém tivesse adentrado lá. O rapaz nunca pensará que Anna estivesse tramando alguma coisa, o máximo que passou na sua mente foi ela ter sido atacada pelo Homem Fera, porém por que não contaria? Ele caminhou alguns curtos passos pelo quarto à procura de algo mais que respondesse as perguntas que o mesmo reformulava em sua mente, quando encontrou próximo aos livros um bloco de anotações rabiscado. O rapaz o pegou e leu algumas páginas, resolveu descobrir do que se trata antes de questionar Anna sobre. Antes que a mesma chegasse, ele guardou o bloco e se retirou do quarto.

Enquanto isso, Anna voltara da vila, já com algumas garrafas de leite que Hans tinha pedido, em sua cesta. Ela resolveu passar pela parte do bosque ao qual poderia encontrar-se com o rapaz Lobo, que tinha se tornado seu amigo, ou até algo mais. A garota caminhou por algum tempo pela floresta até que encontrou o rapaz junto a dois filhotes de lobo, brincando.

Anna: Olá... – Sorri, enquanto avança uns curtos passos até o rapaz e os lobos.

- Ei, isso é leite? – Ele derruba a cesta da garota e começa a fuçar, a procura do leite. Em seguida derrama para os lobos filhotes, que estavam sedentos.

Anna: Puxa, muito obrigada! – Ironiza, cruzando os braços.

- Eles precisavam, o que eu posso fazer?...

Anna: Da próxima vez diz e eu trago um leite só pra vocês.

- Diga, fêmea, como estão as pesquisas?

Anna: Bom, não pesquisei mais nada, eu nem ao menos sei por onde começar.

- Foque na tal “garota”.

Anna: Ah! Falando nela, preciso de mais informações sobre. Você a conhece, pelo menos um pouco, vai me ajudar muito.

- Certo, o que quer saber?

Anna: Quero que me conte mais sobre ela. O que exatamente ela fazia aqui, a idade aproximada dela, como ela sumiu, a história dela!

- Bom... Era uma filhote de humana. Perdida e sozinha, ela disse que não se lembrava do nome. Ela era menor que você, parecia comigo em meus oito anos. Cabelos claros, olhos que cintilam azuis e pele branca rosada, ela usava uma capa azul e os lobos adotaram-na. A menina tinha uma sabedoria que era considerada muita para a idade dela, de acordo com os anciãos, e por isso ela nos guiou para um caminho de paz e proteção durante muito tempo, mas não durou tanto assim. Tínhamos um esconderijo pela floresta, porém os humanos descobriram após o desaparecimento misterioso dela. Eles nos atacaram e após isso não me lembro de mais nada.

Anna: Mesmo? E vocês, se a encontrassem... O que fariam?

- De início iríamos puni-la pelo acontecimento, mas sua ideia de usá-la para acabar com a guerra é mais pacífico e até melhor.

Anna: Não sei se isso pode ajudar, acho que sim. Obrigada, agora tenho que ir. – A garota se despede e dá meia volta.

- Até breve, fêmea...

Enquanto isso, Hans volta para seu local de trabalho. Ele senta-se em uma poltrona e revisa o bloco de anotações que encontrara no quarto de Anna, pela manhã. O rapaz encontra uma pesquisa sobre a guerra entre lobos e humanos, a morte do lobo Alfa e algumas anotações incompletas sobre a garota e a família da mesma.

Hans: Aquela imprestável estava se intrometendo onde não foi chamada?!... – Questionava, em pensamentos. O que mais temia eram as marcas no quarto da garota. E se não fossem de um ataque, mas de uma visita? Hans estava confuso e sem soluções para tomar. Ele ficava a observar o papel, sem reação.

Elsa: Algum problema? – A garota aparece logo em seguida, com uma taça e uma garrafa na mão.

Hans: Sinto que... Fui traído. – Diz em baixo tom. O rapaz não para pra pensar a quem estava dizendo isso nem se tinha certeza do que disse, apenas deixou-se levar pelos pensamentos.

Elsa: Hm... E por que não revida com a mesma moeda? – Ela coloca um pouco de vinho na taça, oferecendo-a para o rapaz, que sem hesitar pegou e tomou.

Hans: Não sei... Não sei ainda o que farei. Essa não seria a melhor solução, Elsa...

Elsa: Apenas diz bobagens. Vamos, tome mais... – A garota aproveitava-se da decepção do rapaz e enchia-lhe a taça com mais vinho.

Hans: Preciso saber mais desta história antes de encontrar qualquer solução. – O rapaz novamente bebe da taça, sem ao menos pensar no que tomará.

Elsa: Diga logo qual seu problema, Hans.

Hans: Nota isso? – O rapaz mostra-lhe o bloco de anotações. – Esse é meu problema...

Elsa: Dê-me isso! – Elsa coloca a garrafa em um criado-mudo ao lado da poltrona do rapaz e lê o que estava escrito no bloco de anotações. Ela se surpreende com a pesquisa feita pela garota, acreditando na possibilidade de que a mesma pudesse ter algum envolvimento com os lobos, pois aquilo era informação demais. – Sua... Sua mulher fez isso?

Hans: Falei para que não se aproximasse dos lobos... Para que esquecesse tudo isso, e obviamente ela não me ouviu.

Elsa: Isso é informação demais, não acha? Pode comprometer em nossas buscas atrás do Selvagem.

Hans: Ou ajudar...

Ambos fitaram um ao outro durante um curto tempo. O som do ar que preenche o local podia ser ouvido, não havia ninguém lá, ninguém a não serem os dois.

Elsa: Tome mais... – Elsa retorna a encher-lhe a taça e assim o rapaz novamente bebe, já aparentando alguns poucos sinais de embriaguez. – Sua mulher pode estar te traindo, viu?

Hans: Encontrei... Encontrei uma bagunça no quarto dela. Manchas de sangue, janelas sujas com terra, roupas rasgadas... Mas ela não me disse nada, estava muito... Muito bem. – O rapaz aparentava tontura, e não parecia conseguir focar em algo.

Elsa: Mesmo, Hans? – Ela volta a encher-lhe a taça. – São características de lobos, compreende? Mas como ela não reclamou... Acredita na possibilidade dela estar te traindo com um lobo? Com... O Homem Lobo?

Hans: Aquela vadia... – Dizia, indignado, porém não manifestou nenhum sentimento de raiva.

Elsa: Hans... Esqueça isso. Não precisa se preocupar, você pode dar o troco.

Hans: Ninguém disse que ela está me traindo com um animal... – Divagava ao falar, demonstrando um pouco de tontura.

Elsa: Quer comprovar? Podemos comprovar, capturar o tal Homem Lobo, e se quiser, matá-lo junto a sua esposa traíra.

Hans: Matá-la?...

Elsa: Mas claro! Ela sabe demais, ela te desobedeceu, e se for comprovado, ela te traiu. O mínimo que merece é morrer... Não acha?

Hans: Eu não sei, Elsa... Eu não faria isso com...

Elsa: Ah, cale-se! Tome mais um pouco... – A garota enche-lhe a taça até transbordar, fazendo o mesmo beber.

Hans: Elsa... Deixe-me pensar...

Elsa: Você não está em condições de “pensar”! Apenas deixe tudo comigo, não irá se arrepender.

O rapaz suspirou e confortou-se na poltrona. Ele não queria mais falar sobre o assunto, sentia fortes dores de cabeça e aparentava tontura. Elsa deixou a garrafa ao lado novamente, indo ao encontro do rapaz, a fim de sentar-se no colo do mesmo, assim entrelaçando os braços por sobre o pescoço dele e distribuindo lentos e discretos beijos na área das bochechas, queixo, orelhas e pescoço. Ela usava a língua para beijá-lo, enquanto o rapaz, já mostrando alguns sinais de embriaguez, não se importou em deixa-la continuar.

Elsa: Sua mulher vai sair?

Hans: Hm... Quem?

Elsa: Sua mulher... Ela vai sair hoje?

Hans: Bem provável...

Elsa: Ótimo. Me leva na sua casa?

Hans: Pra quê?

Elsa: Só me leva... Podemos trabalhar juntos para conseguir se aproximar do tal Homem Lobo.

Hans: Quem?

Elsa revirou o olhar e sorriu maliciosa. Os efeitos do álcool já estavam nítidos, ela podia tirar bom proveito disto.

Elsa: Manipulo muito bem, não é? Acreditou mesmo que naquele momento eu estava sendo sincera? – A garota esboçava seu sorriso sádico, fitando os olhos do rapaz. – Nunca tive medo de ser quem sou, Hans...

Hans: Acha que eu não sabia disso? – O rapaz tinha ouvido poucas palavras, mas entenderá o que a mesma quis dizer. Ele retribuía o sorriso sádico, e ao fitar os olhos azul cristal da garota, os próprios cintilavam. – Uma mulher formosa e cruel... É disso que preciso agora...

Suas palavras saíram em tom malicioso, e assim o mesmo leva uma das mãos ao rosto da garota e acaricia-o, pensando nas várias maneiras de desfrutar dela, enquanto a moça apenas ficava a pensar nas formas de conseguir o tal Homem Lobo, e tê-lo como um troféu. Mesmo apenas pensando em suas fortunas futuras, Elsa não resiste em devolver as carícias, afagando os cabelos do rapaz e provocando-o com beijos de esquimó. Após alguns minutos de provocação, o rapaz avança, roubando um beijo da moça. Ambos desfrutam um dos lábios do outro, por vários minutos, mordiscando excitantes vezes, sempre após o término de um beijo, e o início de outro.

Elsa: Hans... – Sussurrou ofegante. Ele podia sentir como a respiração da mesma estava forte, e como o coração pulsava com velocidade.

Hans: Diga...

Elsa: Vamos caçar um lobo hoje? – Sua voz era melodiosa e inocente, repetia a pergunta, enquanto ficava a cutucar-lhe o bolso frontal da camisa.

Hans: Com você, seria um prazer... – Respondia, aos sussurros, assim chegando mais perto para roubar-lhe outro beijo, ao qual a mesma recusou sem antes obter uma resposta final.

Elsa: Então diga o que eu digo... Faça o que eu faço.



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