História Break the Plans - Capítulo 27


Escrita por: ~

Postado
Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais
Tags Colegial, Drama, Luke Hemmings, Romance
Exibições 142
Palavras 2.542
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oláaaa divos e divas!
Peço desculpas mais uma vez pelo tempo sem postar.
Vou tentar não fazer mais isso, juro ♥ sphksphkps
Espero que gostem do capítulo!


Boa leitura (:

Capítulo 27 - It's over, Violet!


Fanfic / Fanfiction Break the Plans - Capítulo 27 - It's over, Violet!

“...Então não diga que sente muito porque eu nem vou ouvi-lo...”

– Demi Lovato (Everytime You Lie)

[...]

 

Despertei e preguiçosamente me virei para olhar o relógio quase dando um pulo da cama ao ver que já eram oito e meia da manhã. Ao meu lado, Luke dormia como se não tivéssemos aula.

– Luke. – O sacudi sem delicadeza – Estamos atrasados!

Ele abriu os olhos e me olhou confuso. Apenas apontei para o relógio e então ele enfim saltou da cama e foi direto para o banheiro. Enquanto isso aproveitei para dar uma organizada no quarto.

Cinco minutos depois Luke saiu do banho com os cabelos molhados e bagunçados e se pôs a arrumá-los no espelho, enquanto eu fui tomar um banho rápido.

– Vou ter que pegar uma camisa sua. – Anunciei enquanto tentava secar meu cabelo em uma toalha – Minhas roupas ainda estão úmidas por conta da chuva.

– Pode pegar. – Deu de ombros apontando para o armário.

Abri uma das gavetas e peguei a primeira peça que vi: uma camisa vermelha xadrez – que por sinal era grande demais. Sem me importar a vesti e dobrei as mangas para que se adaptasse um pouco ao meu corpo. Em seguida o acompanhei no caminho até a sala.

– Vou fazer alguma coisa para comermos. – Ele disse no momento em que terminamos de descer a escada.

– Não dá tempo. – Informei preocupada – Se formos rápidos, conseguimos entrar na segunda aula.

– Mas eu estou com fome. – Protestou.

As vezes Luke me lembrava uma criança mimada.

– Prefere comer ou perder outra aula do senhor Bolton? – Questionei com um ar intimidador.

Ele apenas revirou os olhos com resignação.

– Foi o que eu pensei.

 

[...]

 

– Ei, ei, ei, ei! – Carter disse quando nós dois entramos na sala de aula – O que vocês andaram fazendo?

Abri a boca algumas vezes na tentativa de inventar uma desculpa, mas nada saiu. Por sorte Ashton estava concentrado em seus fones de ouvido e baquetas improvisadas, e Calum estava dormindo sobre a carteira, por isso não ouviram.

– Não precisa dizer. – A ruiva nos lançou um olhar pervertido.

– Carter, deixa eles em paz. – Alyssa repreendeu a amiga com uma expressão cansada.

– Olhem só quem apareceu. – Mike entrou na sala com uma feição empolgada.

– Onde você estava? – Luke perguntou.

– Onde você estava? – Enfatizou a palavra "você" sorrindo de forma sarcástica.

Luke não respondeu, então Clifford moveu os olhos até mim, e depois até o amigo.

– Oh, ok, ok. Entendi.

Me encolhi na cadeira um tanto envergonhada.

– Respondendo a sua pergunta, Hemmings – Michael disse – Eu estava lá fora atendendo o telefone.

– E? – Carter ergueu uma sobrancelha esperando ele dar continuidade à fala.

– Billy disse que a gravadora vai nos dar uma festa na próxima semana para comemorar a gravação do CD.

– Festa? – Calum levantou a cabeça exibindo seus olhos dominados pelo sono.

– Sim, festa. – Mike confirmou – E ao que parece, vai ser coisa chique.

Enquanto os outros especulavam animados sobre a tal festa, eu me virei para Alyssa e falei baixo o bastante para que só ela ouvisse.

– Ei, posso dormir na sua casa hoje?

Georgia ficaria em Sydney por mais alguns dias, e eu não aguentaria ter que encontrar com ela no corredor pelas próximas manhãs e dizer um “Bom dia mamãe” como se nada tivesse acontecido.

– Briguei com a minha madrasta e estou dormindo na Carter. – Alyssa informou com um semblante não muito contente – Mas você pode ir pra lá também. A mãe dela é a melhor.

– Tá legal.

– Bom dia turma. – O senhor Bolton entrou na sala cortando as conversas – Hoje vou anunciar quem está de recuperação. – E então sorriu de forma maligna, exibindo os dentes amarelados pelo café.

 

[...]

 

– Graças a Deus Cassandra! – Tia Eve correu para me abraçar assim que pisei em casa comemorando por não ter pegado recuperação em matemática – Você está bem? Onde esteve, e por que diabos largou o celular em casa? Eu e seu pai ficamos loucos!

– Eu estava no Luke. – Levantei as mãos em rendição enquanto ela franzia as sobrancelhas e me fitava com desconfiança – Não levei o celular porque esqueci. Sinto muito ter deixado vocês preocupados.

– Você ao menos devia ter avisado!

Tia Eve continuou com os olhos fixos em mim, analisando-me por completo como se eu tivesse sido sequestrada ou algo do tipo. Por um minuto cheguei a me perguntar se ela tinha reparado algo diferente. Impossível! Eu havia me olhado no espelho hoje de manhã e eu continuava a mesma Cassie. Não havia nada que acusasse a minha desvirgindade a não ser as marcas em meu pescoço, mas isso por sorte, a gola da camisa grande demais para o meu corpo fazia questão de encobrir.

– Cassie? – Ela chamou me arrancando do transe reflexivo.

– É. Eu devia. Sinto muito mesmo.

– Eu passei a noite toda acordada, e liguei milhares de vezes para o seu celular até perceber que ele estava no quarto. Seu pai queria chamar a polícia, mas eu pedi que esperássemos mais um pouco. – Ela se jogou no sofá parecendo exausta.

As olheiras bem marcadas em seu rosto pálido denunciavam a noite em claro, fazendo com que eu me sentisse culpada.  Eu não tinha o direito de preocupa-la só porque estava com raiva da minha mãe. Que aliás, de mãe não tinha nada. Eveline era mais minha mãe do que Georgia jamais foi.

– Prometo não fazer de novo.

– Apareceu. – Georgia surgiu no arco que dividia a sala da copa usando pijamas como se tivesse acabado de acordar – Eu disse pra você Eveline. Adolescentes fazem isso quando querem atenção.

Respirei fundo e contei até dez mentalmente. Eu sabia o que ela estava tentando fazer, e não ia funcionar dessa vez.

– Obrigada por exercer seu papel materno como sempre, e cuidar tão bem de mim, tia Eve. – Disse calmamente enquanto me dirigia até a escada – E a propósito, vou passar um tempo na casa da Carter.

Minha tia não respondeu. Apenas fitou Georgia como se quisesse xinga-la, mas não o fez.

 

[...]

 

A semana na casa da Carter foi tão rápida quanto divertida. A mãe dela é completamente pirada – assim como ela – e nos fez rir o tempo todo.  Era como ter as piadas e palhaçadas da Carter em dose dupla.

O dia da festa oferecida pela gravadora finalmente havia chegado, e eu, Alyssa, e Carter aproveitamos para irmos comprar nossos vestidos. Por sorte as duas esqueceram de convidar a Violet, e o dia correu maravilhosamente bem sem a presença incômoda dela.

Não que eu ainda tivesse ciúmes da garota. Eu só a achava totalmente desnecessária e não conseguia evitar revirar os olhos sempre que ela começava a falar sem parar sobre como ela e Georgia tinham se tornado próximas.

– Não acredito que estou de recuperação outra vez. – Calum reclamou enquanto entrávamos juntos no salão onde a festa estava acontecendo.

Era o mesmo salão em que ocorreu a festa de comemoração da empresa que meu pai auxiliava. Pisar no local me causou uma sensação nostálgica, como se eu pudesse vê-los tocando pela primeira vez ao olhar para o palco posicionado no espaço entre as mesas, que dessa vez não estavam mais lá, dando lugar a uma enorme pista de dança.

– Isso é o que vocês recebem por cabular aula. – Dou de ombros.

– Ok, ok, mas vamos esquecendo isso porque agora nós estamos em uma festa. – Mike quase ordenou.

– Estou muito atrasada? – Violet surgiu ofegante.

Ela estava tão exageradamente produzida que eu me peguei imaginando a que tipo de festa ela pensou que estivéssemos indo. Não parava de se mexer um só minuto, revezando entre se equilibrar no salto gigante, puxar o vestido extremamente curto para baixo, e ajeitar os cílios postiços.

– Não, acabamos de chegar. – Ashton foi quem respondeu.

Começamos a descer as escadas e meus olhos pararam no incrível lustre como na primeira vez que estive no salão. Luke, que já estava com um dos braços ao meu redor, me segurou com um pouco mais de firmeza enquanto nossos pés tocavam os degraus. O fitei e percebi um sorriso se formando.

– Vê se não tropeça dessa vez. – Ele sussurrou baixo, mas foi o suficiente para que eu ouvisse.

– Estou tentando.

– Ei garotos, até que enfim vocês chegaram. – Billy disse afobado assim que terminamos de descer – Venham aqui, tem algumas pessoas que querem conhecer vocês.

Luke se desvencilhou de mim me dando um beijo na testa, e logo os quatro meninos desapareceram pelo salão com Billy.

– Nossos meninos estão ficando importantes! – Carter fingiu secar os olhos para simular emoção.

– A tendência é ficarem mais importantes a cada dia. – Alyssa foi quem falou.

– E nós também! – Violet acrescentou. Ganância era evidente em sua face.

Repentinamente uma música eletrônica escorreu pelas paredes chiques e inundou o local, nos fazendo dançar automaticamente.

– O que estamos esperando para ir pra pista?! – Carter indagou.

Dei de ombros e a acompanhei. Alyssa e Violet fizeram o mesmo.

Passamos algum tempo dançando enquanto os meninos conheciam pessoas significativas no meio musical, e eu acabei perdendo um pouco a noção do tempo até a hora que a figura esguia de minha genitora surgiu no alto da escada de acesso. Violet quase caiu tentando subir os degraus rapidamente para abraça-la, e depois as duas desceram juntas, desaparecendo em meio ás outras pessoas em seguida.

Não vou mentir, a cena me incomodou um pouco, mas eu fingi não me preocupar. Procurei ao redor, Carter havia ido pegar uma bebida, e Alyssa estava dançando com Calum.

– Cal, você viu o Luke? – Questionei ao moreno, que estranhamente ainda não estava embriagado.

– Ele estava perto da outra escada conversando com Billy, Mike e uns outros caras.

– Obrigada. – Agradeci e me pus a caminhar em meio ao tumulto que se formava perto da cabine do DJ.

Rodei por quase todo o salão e não encontrei, por isso acabei voltando para a pista de dança, onde o resto do nosso grupo se encontrava. Não demorou muito para localizar o topete loiro que balançava conforme os passos de dança propositalmente desengonçados de seu dono. Ao vê-lo, meus lábios se curvaram em um pequeno sorriso, que se esvaiu ligeiramente no instante em que vi a garota loira dançando a sua frente.

Eu tentei me controlar por alguns segundos enquanto os observava, mas toda a minha calma foi por água a baixo quando Violet ficou na ponta dos pés e roubou um beijo dele. Dele, logo dele. Com infinitos homens solteiros na festa, Violet havia beijado Luke.

Sangue subiu ás minhas bochechas e eu engoli seco em fúria. Tentei raciocinar rápido e cheguei a apenas uma conclusão: De jeito nenhum eu fugiria como a mocinha traída!

Ao olhar para o lado, vi Georgia com os braços cruzados e feição vitoriosa.

Minhas pernas se moveram sozinhas em direção aos dois, e quando parei, lancei um olhar raivoso ao Luke, que entreabriu a boca em surpresa antes de tentar se explicar.

– Cassie eu juro que... – Interrompi antes que terminasse.

– Qual é a sua?! – Forcei as palavras a saírem encarando Violet com todo o ódio que estava sentindo.

– O que? – Ela se fez de desentendida.

– Você entendeu! – Trovejei impaciente – Por que insiste em continuar agindo como uma vadia? Acabou Violet! Hemmings está, – Fiz uma pausa e então corrigi – estava, comigo.

– Esse é o problema. Acha que é fácil pra mim? – Ela se aproximou e ficou frente a frente comigo, como se quisesse mostrar que não estava com medo – Luke foi uma das poucas coisas boas que aconteceram na minha vida. Eu voltei por ele, pra ele, esperando pudéssemos reatar, mas quando cheguei em Sydney, me deparei com você. A própria perfeição comprimida no corpo de uma garota de um metro e cinquenta e poucos. – Violet riu sem nenhum traço de humor – Você o roubou de mim, e é como se as forças superiores quisessem esfregar você e sua vidinha perfeita na minha cara, para eu ver o quão idiota fui ao cair na teia do Alex.

– Você não sabe nada sobre mim! – Exclamei atônita, não conseguindo controlar o tom da minha voz.

A essa altura, Alyssa, Carter, Ashton, Mike e Calum já estavam ao nosso redor, assim como alguns outros curiosos. Mas eu não dava a mínima para isso.

– Cresceu em um apartamento caro Nova Iorque, tem um pai rico, um namorado que compõe músicas sobre você, e uma mãe famosa, que por sinal, é incrível.

– Você não conhece a Georgia. – Sibilei.

– Conheço mais do que você. – Ironizou – Aliás, acho que o tempo que passei com ela em uma semana supera o que ela passou com você a vida toda.

Lágrimas começaram a se formar nos cantos dos meus olhos. Violet havia acabado de ultrapassar a linha proibida, cutucando sem dó a ferida que mais me doía. E eu tive que me segurar para não soca-la.

– Violet! – Luke repreendeu aparentando estar nervoso, mas não foi o suficiente para fazê-la parar de falar.

– Agora entendo porque ela largou você. Não há instinto materno que resista a uma garota tão entediante e cansativa. Você é totalmente abandonável, Cassandra. – Cuspiu as palavras com rancor – Luke vai perceber isso mais cedo ou mais tarde.

– Acha que é minha culpa, não é? – Passei os pulsos por meus olhos eliminando o excesso de água que se acumulava dificultando minha visão, e então continuei – Você causou isso! Luke ainda estaria com você se não fosse uma vadia drogada!

– Vadia drogada que ele amou muito, deve acrescentar. – Percebi que o rosto dela começava a ser tomado por lágrimas, assim como o meu.

– Violet, já chega! – Luke interveio mais uma vez.

– Não é verdade? Diga a ela! Diga o quanto me amava! Todas as músicas que escrevia... – Violet já estava quase aos berros – Vamos lá, Hemmings! Diga a ela como era quando transávamos no banco de trás da mini van.

Nesse momento não consegui conter nenhum músculo do meu corpo, e quando dei por mim, já havia desferido um tapa no rosto da garota, que revidou com um empurrão, fazendo com que eu batesse as costas no peitoral do meu atual ex. Tomada por um impulso, parti pra cima dela com uma força que nem eu sabia que tinha. Porém antes que pudesse acertá-la com um soco, Luke me agarrou por trás, enquanto o resto da turma se colocava entre eu e Violet tentando apaziguar as coisas.

– Me solta! – Grunhi tentando me desvencilhar de seus braços.

– Cassie, por favor. É um evento relevante para todos nós. – Ele pede com a boca bem próxima a minha orelha –. Depois resolvemos isso. Eu prometo.

Me solta – Ordenei.

Luke o fez com receio, e eu o lancei um último olhar antes de dar as costas disposta a ir para casa.

– Eu odeio você. – Murmurei ao passar por Georgia.

– Cassie – Michael chamou tentando acompanhar meus passos rápidos – Deixa eu te levar pra casa.

– Está tudo bem, Mike. – Minha voz falhou por conta do choro, e eu me odiei por isso – Eu pego um táxi.

– Eu faço questão. – Ele insistiu.

– Só me deixe ficar sozinha. – Pedi com sinceridade – Por favor.

– Você vai ficar bem?

Fiz que sim com a cabeça e permiti que me abraçasse.

– Qualquer coisa me liga.

Agradeci e deixei o salão caminhando até o ponto de táxi do outro lado da rua e entrando em um dos carros em seguida.

– Cassandra! – Reconheci a voz rouca que gritou meu nome, mas ignorei.

– Pode ir. – Disse ao motorista, que sem hesitar deu partida.

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Comentem e me digam o que acharam.
A opinião de vocês é muito importante pra mim ♥

Beijosssss ♥


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