História Break the Plans - Capítulo 28


Escrita por: ~

Postado
Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais
Tags Colegial, Drama, Luke Hemmings, Romance
Exibições 127
Palavras 2.081
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oláaa divas e divos! ♥
Eu disse que não iria demorar pra atualizar, não é? Aí está!
Espero que gostem!


Boa leitura. (:

Capítulo 28 - Our friends


Fanfic / Fanfiction Break the Plans - Capítulo 28 - Our friends

“...Eu preciso de você, eu preciso de você, eu preciso de você agora. Sim, eu preciso de você agora. Então não me deixe, não me deixe, não me deixe para baixo...”

– The Chainsmokers (Don't Let Me Down)

 

[…]

 

Cassie Crawford P.O.V

Destranquei a porta de casa com dificuldade devido ao tremor que dominava minhas mãos, e caminhei de forma desajeitada para dentro. Meu pai e minha tia estavam na sala assistindo a algum filme, e minha tentativa de passar despercebida foi impossível.

– Voltou cedo. – Tia Eve comentou.

Não respondi. Apenas segui meu caminho até o quarto, e quando o adentrei, me joguei na cama desejando nunca mais ter que sair dali.

– Cass? – Ouvi a voz do meu pai seguida de alguns passos no corredor.

Droga!

– O que aconteceu? – Quando minha tia fez a pergunta eu desabei outra vez.

– Georgia... – Foi tudo que saiu.

– O que ela fez? – Meu pai indagou nervoso – Diga Cassie, o que a sua mãe fez?

– Desde que chegou não para de falar que o Luke deveria terminar comigo e voltar com a ex dele. Ela fez amizade com a garota, e ainda tripudiou quando Violet beijou Luke na minha frente. – Despejei.

– Eu disse que isso não daria certo! – Tia Eve parecia furiosa – Georgia não muda!

– Tem razão, Eve. – Meu pai concordou – Vou manda-la embora. É o melhor a se fazer.

Minha tia assentiu.

– Não ligue pra sua mãe, Cassie. – Ele disse e se retirou do cômodo.

Quando uma parte do nosso corpo coça, instintivamente levamos a mão ao local, aliviando a coceira. E quase sempre fazemos isso sem perceber. Era engraçado ouvir todo mundo dizer a mesma coisa. “Não liga pra ela” – eles diziam. Como se eu quisesse ligar. Georgia era uma coceira crônica em minha vida, portanto coça-la era inevitável.

Quando me deitei em posição fetal na minha cama recebendo o cafuné-do-consolo da tia Eve, tudo que eu desejei foi apagar da minha memória que Georgiana Houston era a responsável por ter me colocado no mundo.

– As coisas vão se resolver. – Minha tia proferiu em um tom suave, e prosseguiu com o cafuné até que eu adormecesse.

 

[...]

 

Despertei assustada pensando estar atrasada para a escola, mas logo me lembrei que era domingo, e que eu tinha permissão para acordar depois do meio dia. Assim que coloquei os pés para fora de cama fui surpreendida por duas batidas na porta.

– Entra.

– Cassie, Carter Turner está lá em baixo. – Tia Eve me entregou uma caneca de café – Posso mandar subir?

– Pode.

Não me importei muito com o fato de ainda estar usando meu vestido da noite anterior, ou com meu cabelo desgrenhado e a maquiagem borrada. De qualquer forma, Carter já tinha me visto pior.

– Cassandra Crawford! – Alguns segundo depois a porta foi aberta com violência e a ruiva pulou em mim quase derrubando meu café.

– Cassie – Corrigi – Por favor, só Cassie.

– Você está bem? – Ela se acomodou na minha cama.

– Pareço bem?

– Ok, essa pergunta foi idiota. – Carter abanou as mãos para que esquecêssemos – Luke e Violet brigaram feio depois que você foi embora.

– Não estou nem aí.

– É claro que está. – Me encarou séria – Sabe que ele não teve culpa, não é mesmo?

– Sinceramente, eu acabei de acordar, – Bebi um longo gole de café antes de prosseguir – e no momento, não sei de nada.

– Cassie, ele está péssimo.

– Se veio aqui pra falar do Luke, pode ir embora.

– Foi mal. – Ela revirou os olhos – Marcaram um show pra eles.

– Legal.

– E também marcaram a data para a gravação do CD. – Anunciou com orgulho.

– Isso é muito bom. – Tentei mostrar o quão feliz eu estava por eles, mas meu estado não permitia muito ânimo.

– Você vai estar lá?

– Eu não sei.

– É importante pra eles, Crawford. – Disse – Lembre-se que a banda não é só o Luke.

– Carter, eu realmente preciso pensar, e você não está me ajudando muito.

– Tudo bem. Foi mal de novo. – Ela respirou fundo e começou um novo assunto – Violet deixou a garagem hoje mais cedo.

– Ela não precisava ter feito isso.

– Não foi pelo que você está pensando. – Carter fez uma pausa como se estivesse se decidindo entre falar e não falar – Ao que parece, sua mãe a convidou pra ser assistente, e as duas partiram hoje num voo para o Brasil.

– Elas se merecem. – Murmurei para mim mesma.

– Bom, acho que já falei tudo. – Ela se levantou fazendo menção de ir embora – Preciso ir. Domingo é o dia de engordar com o Clifford. Quer vir junto?

– Vou ficar por aqui mesmo, temos duas provas importantes amanhã e eu preciso estudar.

– Ok. – Carter me abraçou – Se aparecer na escola amanhã com cara inchada de chorar, eu juro que bato em você. – E então se retirou, me deixando com um sorriso na face.

Por pior que fosse o meu estado, meus amigos sempre conseguiam me fazer rir.

 

[...]

 

No dia seguinte eu me arrastei de casa até a escola com a melhor cara que consegui graças a santa base. Eu não tinha o hábito de usar maquiagem logo de manhã, mas dessa vez foi preciso, porque a) eu precisava disfarçar minha cara de quero-morrer-por-favor e b) as marcas no meu pescoço ainda estavam ali gritando e fazendo questão de lembrar coisas que eu queria esquecer.

Quando cheguei na escola, cumprimentar meus amigos foi mais fácil do que pensei que seria. Isso porque Luke havia se atrasado, e eu só o vi quando chegou na sala de aula se desculpando com o professor por ter chegado tão tarde. Por sorte eu estava tão concentrada na prova do senhor Bolton que quase não tive tempo de prestar atenção nele.

Após a longa e torturante prova – que eu tinha não tinha tanta certeza se havia conseguido média – nós fomos liberados para o intervalo. Confesso que foi estranho ter que passar direto pela mesa em que meus amigos estavam e me sentar em outro lugar. Mas por outro lado isso tudo acabou sendo útil. Eu tinha que terminar de ler um capítulo inteiro sobre a matéria da prova que faríamos na próxima aula, e nunca conseguiria se estivesse perto de Michael e Carter.

– Posso saber o que está fazendo na minha mesa? – Uma voz irritante tirou minha atenção do livro.

Quando levantei os olhos me deparei com ninguém menos que Emily Underwood.

– Desculpa. – Fechei o livro e preparei para me retirar. Uma discussão idiota com ela era tudo que eu não precisava agora – Eu não sabia que essa era sua mesa. De qualquer forma, já estou indo.

– Não, tudo bem. – Emily voltou atrás e se juntou a mim na mesa – Pode ficar.

– Por que está sendo legal comigo? – Ergui uma sobrancelha em desconfiança.

– Porque – Ela explicou – não é nada divertido ser má quando você não retruca.

Dei de ombros e voltei a ler meu livro.

– Por que diabos não está sentada com os outros? – Ela questionou apontando para a direção onde meu grupo se encontrava.

– Luke e eu terminamos. – Entreguei de uma vez.

Isso era tudo que ela queria ouvir, mas eu não estava me importando.

– V-vocês o que?!

Terminamos. – Repeti a palavra com um pouco mais de força pensando que se dissesse em voz alta, a resignação ajudaria a levar a dor, mas não funcionou – Feliz?

– Foi por causa da Violet, não foi? – Indagou enraivecida, me surpreendendo ao não zombetear ás custas da minha tristeza.

– Como sabe?

– Conheço a irlandesa. – Falou – E sabia que ela voltaria pra causar estragos.

– Pensei que ia gostar de ouvir a noticia. Nunca quis que ficássemos juntos.

– É verdade. – Concordou me arrancando um olhar confuso – Mas eu prefiro mil vezes você do que aquela idiota metida a hipster.

Agradeci com um breve meneio.

– Sempre os avisei sobre ela. – Emily balançou a cabeça negativamente parecendo estar indignada – Aqueles tapados dos seus amigos insistem em confiar em todo mundo.

Nossos amigos. – Corrigi.

Seus. – Repetiu convicta.

Suspirei sentindo o peso da culpa cair sobre as minhas costas. Se não fosse por mim, talvez Emily ainda estivesse com eles.

– Você devia falar com o Luke. – Ela aconselhou enquanto o fitava de longe. Ele estava a uns seis metros de distância, com a cabeça abaixada na mesa igual a uma criança do jardim de infância enquanto tira um cochilo – Vi o jeito que te olhou a primeira vez que te viu, e sério, naquele instante percebi que ninguém mais teria chance com ele. Por que acha que eu peguei tanto no seu pé?

A direcionei um sorriso com as imagens do meu primeiro dia na escola vindo em mente, mas o desfiz rapidamente ao lembrar do episódio de sábado.

– É complicado.

– Só é complicado se você quiser que seja. – Fez uma pausa – Luke ama você e ama ele. Simples.

– Mas tem essa coisa toda com a Violet e... – Fui interrompida.

– Você tem que dar a ele a chance de ser explicar, Cassie. – Ela pronunciou meu nome pela primeira vez, fazendo com que eu acreditasse em sua empatia repentina – Seja lá o que Violet tenha feito, ele não teve culpa.

– Olha só quem está na nossa área. – Alex Clark surgiu atrás da morena e a beijou, o que fez meu estomago revirar em repulsa – Pode ir circulando Crawford.

– Quer saber, eu nem quero mais esta mesa, Alex. As folhas daquela árvore estão caindo e sujando meu cabelo. – Emily apontou para o grande eucalipto que era responsável por gerar sombra as mesas do canto – Vamos achar outro lugar.

– Ok. – Clark concordou e permitiu que a namorada o guiasse para longe de mim sem resistência.

Antes de sumir totalmente do meu campo de visão, Emily me olhou, e então sorriu.

 

[...]

 

Luke Hemmings P.O.V

– Estou falando sério, preciso terminar isso até o dia do show. – Falei apontando para um rascunho da música que eu vinha escrevendo a meses – Você tem alguma ideia Michael?

– Ainda acho que uma música não vai adiantar nada. – Alyssa comentou antes que Mike dissesse qualquer coisa.

– Tem razão, loirinha. – Calum concordou.

– Será que ao invés de bancarem os cuzões, vocês podem me ajudar? – Pedi impaciente.

– O que estamos querendo dizer, é que você não pode foder tudo sempre e depois escrever uma música bonitinha pra concertar. – Carter acrescentou.

– Eu não tive culpa! – Saí em minha própria defesa – E não é só “uma música bonitinha”.

– Você nem ao menos tentou se explicar. – Ashton foi quem falou.

– Liguei pra ela dezoito vezes! – Argumentei de novo.

– Ela não vai atender você, imbecil. – Calum disse enquanto retirava o celular do bolso e discava algum número. Certamente o dela – Deixa comigo. – Ele se calou e quando começou a falar, presumi que ela tivesse atendido – Cass? É o Calum. Quer vir até a garagem nos ver ensaiar? Eu posso buscar você se quiser. – Fez mais alguns segundos de silencio e depois continuou – Ah, é uma pena. Tem certeza que não quer vir? Ok... Nos vemos depois então.

Todos nós o encaramos a espera de uma resposta.

– Ela disse que tem que estudar.

Eu sabia. Mesmo depois de tanto tempo Cassandra ainda era tão previsível.

– Boa Hemmings! – Michael ironizou mal-humorado – Além de afastá-la de você, fez com que se afastasse de todos nós. Já disse que você é um babaca filho da puta?

– Já. – Revirei os olhos evitando xinga-lo de volta – O dia todo, por sinal.

– Ótimo, porque é exatamente isso que você é. – Completou.

– Vai me ajudar ou não? – Respirei fundo enquanto encarava o papel em minhas mãos.

 

[...]

 

Cassie Crawford P.O.V

Desliguei o telefone e continuei a caminhada árdua devido à mochila cheia de livros que eu carregava. Como amanhã teríamos prova final de biologia, eu aproveitei para pegar uns livros importantes na biblioteca da escola para revisar a matéria. Estudar me distraía, e me fazia lembrar meu objetivo principal desde o começo: ser aceita em uma boa universidade e cursar medicina.

Assim que cheguei em casa, aproveitei para checar a caixa de correio. Mesmo sabendo que nunca tinha nada pra mim, eu mantinha o hábito. Dessa vez havia três envelopes; dois deles eram cartas de uma amiga para tia Eve, e o outro tinha meu nome e o símbolo da Koala University.

Mais do que depressa abri o meu envelope e não pude evitar uma dancinha de comemoração ao ler o que estava escrito.

 

"Prezada senhorita Crawford,

Nós da Koala University recebemos sua carta e estamos lisonjeados com seu interesse em ingressar na instituição. Por esse motivo, gostaríamos de convida-la para uma visita guiada a fim de conhecer melhor a universidade e suas instalações. Para mais informações, visite o nosso site.

Contamos com a sua presença.

Atenciosamente, Jackson McCall."


Notas Finais


E aí? Gostaram?!
Comentem e me contem o que acharam. A opinião de vocês é muito importante pra mim ♥

Beijossss ♥


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